Se passaram cinco dias depois da nossa pequena visita ao Norte, passou o Natal e eu não fui ve-la, ela devia estar preocupada, né? Porque afinal de contas ela gosta mesmo de mim, não devia me preocupar com nada, devia? Mas ficar assim sem aparecer para ela, isso deve a ter deixado aborrecida. Não sei o que fazer ou pensar, logo depois do que o Norte disse, eu pensei e refleti que nem louco, já sabia a quem pedir ajuda.

Sai da árvore que estava sentado e foi em direção a casa de um grande amigo, tomara que ele não tenha deixado de acreditar, faz 6 meses que não nos vemos, cheguei a casa dele, ele estava bem crescido, bati de leve na janela mas só isso não adiantava, meus poderes do gelo tinha que chamar mais atenção, ele olhou em direção a mim e abriu a janela me deixando entra.

— Jack a quanto tempo. — Ele fechou a janela e logo veio me abraçar.

— E aí Jamie? É faz um longo tempo né? Bem é que eu queria falar um assunto bem meio que complicado com você. — Me sentei na cama e ele sentou do meu lado logo em seguida.

— Pode falar, amigos servem para isso, qual é o assunto? Ei você parece triste o que ouve?

Eu ia começar a falar quando derepente a irmã dele entra no quarto com um amigo.

— Ei Sophie, quantas vezes eu disse para você brincar lá embaixo com seu novo amiguinho? — Ele se levantou da cama e pegou as duas crianças pela mão levando-as para fora do quarto. Perai eu já vi aquele molequinho.

— Desculpe mas desde que o Vitor chegou a Sophie não fica mais quieta.

— Perai você disse Vitor? — Olhei surpreso para ele.

— Sim disse.

— Ele é o irmão mais novo da Elizabeth né?

— É sim, é a nossa nova vizinha aqui da rua, por quê?

— Olha Jamie é sobre esse assunto que eu queria falar com você, é sobre a Lizzy.

— Pelo visto você já conhece bem ela, deu até um apelido. — Ele me olhou com um sorriso no rosto.

— Para um garoto da sua idade você é bem esperto.

— Então o que você queria falar comigo é sobre ele certo?

— Sim

— O que aconteceu? Ela é a razão de você estar triste?

— É sim. — Olhei para o chão cabisbaixo. — É que faz cinco dias que eu não a visitei e isso tá me deixando louco.

— Ué vai ve-la então. — Cuitado de mim se eu fizer isso.

— Não é tão fácil, eu passei o Natal sem ve-la e tem mais uma questão além dessa.

— Bem me fale, mesmo sendo uma criança de 9 anos mais eu sei ajudar. — Sorri quando ele disse isso.

— Bem é o seguinte . . .

E eu contei toda a historia a ele, de quando ele pode me ver, como fomos nos conhecendo, da visita dela ao Polo Norte e até contei sobre meus pequenos ataques de ciumes dela com o Coelhão. Fui tá estranho que ele teve que rir que nem louco.

— Tá bom, é rídiculo eu sei. — Rolei os olhos.

— Mais Jack, se você se declarou para ela e prometeu não deixa-la sozinha, me diga do que você vai ter medo?

— Não sei se você vai se encaixar bem nisso, vou botar um exemplo de outra parte da historia, você gosta muito de alguem certo? Então imagine que você começa a viver a eternidade mais não pode fazer nada? Pior ainda, não ter essa pessoa junto a você para todo o sempre.

— Isso seria horrivel, eu ficaria tão só.

— Pois é Jamie, esse é o meu problema, eu não posso passar a eternidade com ela.

— Bem eu sei que eu não sou você então o único conselho que eu tenho sobre o Natal e sobre isso é: 1° pesa desculpas a ela e lhe de um presente e 2° aproveite o quanto pode ou arrume um jeito de vocês dois viverem juntos para sempre.

— Hein? Presente? Mais o que eu dou para ela? — Olhei intrigado para ele.

— Bem eu posso ajudar com isso, possso ir até lá na casa dela com você. — Pulei de felicidades, aleluia um milagre, ela vai me perdoar.

— E no que você tá pensando?

— Perai que eu te conto, fica aqui. — Ele sai correndo do quarto e demorou uns 10 minutos, quando ele voltou ele troxe um caixinha branca com ele.

— O que é isso? — Eu olhava ficçamente para a caixinha.

— É o presente que VOCÊ vai dar para ela. — Ele a abre e mostra o conteúdo que havia lá dentro.

— Onde você pegou isso?

— É dá minha mãe, ou era né?

— Desculpe Jamie mais eu não posso aceitar isso, é muito.

— Claro que pode, minha mãe garda isso desde o colegia, numa brincadeira de amigo secreto, ela nunca usou e ném se importa direito com isso, aliais ela tem um monte de colares assim, bem bonitos, e a melhor desculpe que eu pude dar foi que eu ia dar de presente de Natal para um amiga.

— Valeu Jamie, você é um amigão. — Lhe dei um abraço bem apertado.

— Bem mais você vai ter que falar com o Papai-Noel o por ter mentido para minha mãe, tá?

— Tá bom eu falo com ele depois. Então vamos? — Fui até a janela e vi ele descer do quarto para fora de casa correndo. Esperei ele na porta, e quando iamos dar uma passo para ir alguem chamou ele.

— Jamie filho, já que você vai sair, você pode levar o Vitor até a casa dele?

Sorri para ele, mais um motivo para ninguem desconfiar de nada.

Peguei o irmão dela quando nos afastamos da casa do Jamie, ele estava dormindo então ele estava um pouco mais pesadinho, quando chegamos dei o pequenino para ele e me escondi no telhado.

Quando ela abriu a porta, ele entrou. eu corri para a janela do quarto dela esperando os dois, a porta do quarto tinha se abrido e os dois entraram.

— Então Lizzy, você acredita na Fada dos dentes? — Ele se aproximou da janelas e de costas deiou a caixinha para eu poder pegar.

— Acredito sim por quê?

— Nossa que legal é dificil encontrar alguem na sua idade que acredite. Eu já vi a fada sabia?

— Nossa que legal Jamie, eu já vi o Noel.

— Eu vi o Sandyman também, todos são incriveis, principalmente o Jack Frost.

Notei que ela tinha ficado quieta e e olhou tristemente para o chão.

— Que ouve Lizzy? Você tá bem?

— Não eu to legal.

— Tá bom. Entã tá né, bem eu vou indo, tchau.

Ele saiu do quarto e eu vi ele andando na rua ele olhou para onde eu estava e acenou, quando ele já tinha ido, eu me virei e abri devagar a janela do quarto dela e entrei devagar, ela nem notou minha presença. Ela estava encolhida na cama e parecia chorar.

— Sabe eu já lhe disse que me doi me ver você chorar? — Ela olhou para mim com os olhos inchados com um pequeno sorriso.

— Já me disse um vez sim. — Ela conteve um pequeno soluço do choro.

Fui até ela e me deitei ao seu lado, abrançando-a fortemente.

— Me conte, o que aconteceu?

— Você aconteceu Jack, eu te amo tanto, por quê você não apareceu antes? Sabe como eu me senti? Lógico que não, deve ser por que você não me am...

Eu selei nossos lábios num só fazendo ela se entregar ao beijo, aos poucos ela tinha se entregado e eu também, eu me virei para poder ficar um pouco emcima dela, ela tinha agarrado meu cabelos com força me puxando mais para perto, qunato tinha faltado ar ela ia continuar mais a impedi colocando meu dedo indicado nos seus lábios.

— Olha eu sinto muito, eu também queria ter aparecido antes mais não conseguia, eu tive medo, mais agora. — Tirei a caixinha do meu bolso e mostrei a ela.- Eu tenho o seu presente, atrasado mais é o seu presente.

Os olhos dela brilharam e pude ver que mais algumas lágrimas caiam de seus olhos. Abri a caixa e tirei o colar e coloquei envolta do seu pesoço. Ela se virou para mim toda feliz, essa felicidade dela me contagiou e não pude deixar de sorrir também.

— Espero que me perdoe.

— Eu mesmo que pudesse, não conseguiria deixa de te perdoar.

— Eu te amo sabia?

— Eu também te amo Jack. Agora fica aqui comigo? Só hoje?

Eu voltei a me deitar ao seu lado e vi ela adormecer tranquilamente, não consegui me controlar também e logo dormi ao lado dela.