Notas iniciais
Este chappie está um açúcar!
Presença de um novo personagem!
espero que gostem dele
e.e

Naquela Tarde

-Tá... –Disse Nando comendo uma batata frita. –Vocês não fizeram nada além de um beijo?

-Um de língua, ne? –Perguntou o oriental junto a Lipe.

-Não... Só foi um selinho. –O loiro ficou vermelho. –Deveria ser mais? –Ambos o fuzilaram com o olhar. –O que eu faço?

-Liga pra ele e vamos sair. –Disse Nando com um sorriso. –Precisamos encontrar um par para o nosso filhote!

-Ainda não acredito que tu deu só um selinho nele! –Disse o pequeno oriental. –Até a festa de aniversário da minha vó teve mais beijo!

-Tá... –O loiro corou. –Eu ligo pra ele.

-CI-NE-MA. –Disse Nando alcançando o telefone. –E pede pra ele nos buscar.

Naquela Noite

Sim... Johnny iria buscar todos para irem ao cinema. Dudu havia ido embora, estava muito mal por causa da cerveja da noite passada. Para compensar o time, Kazuhiro resolveu visitar Nando e acabou ficando lá.

O pequeno japa, pequeno mesmo, tem 15 anos e apenas 1,52. Um rosto com bochechas salientes, olhos redondos e puxados, cabelos negros baixos e boca extremamente carnuda.

Usa óculos enormes e tem uma cara de nerd que só ele consegue ter. É amigo de Lipe e Nando há três anos e estuda com o moreno. Se considera filho dos dois e é muito meigo e carinhoso.

Geralmente o confundem com uma criança no parque de diversões. É filho de mãe japonesa e pai brasileiro. Seu sonho é visitar a terra do sol nascente, onde veio ao mundo, mas não ficou por muito tempo.

Felipe estava na sala, suando de nervoso e quase quebrando o controle remoto quando trocava de canal. Seu estômago estava revirando, dando voltas malucas! Parecia o Pião do Baú da Felicidade. Podia escutar o Silvio Santos falando que estava girando, girando...

-Lipe... –Disse Kazu sentando ao lado do loiro e sorrindo. –Tá muito nervoso?

-Um pouco. –Respondeu o loiro sem jeito. –É que... Ele me deixa estranho. Sei lá... Eu fico sem... ar.

-Kawaii! Mamãe, tu é demais! Se apaixonou por ele!

-NÃO! –O loiro deu um pulo do sofá e foi saindo da sala.

Felipe encontrou Nando fazendo chapinha. Sentou do lado do amigo e viu que faltavam algumas minutos para a hora combinada. Maldito feriado! Como fazia o relógio ficar tão lerdo?

-Tá muito bonito. –Disse o loiro sorrindo.

-Você deveria estar mais! –Falou o moreno. –Eu e o Kazu vamos sentar longe, ok? Dai vocês podem aproveitar juntos, ok?

-O Kazu tá apavorado...

-Eu sei... –Nando escovou um pouco o cabelo e desligou a chapinha. –Mas ele precisa disso, está muito tempo sozinho.

Uma buzina ecoou pela casa. O moreno sorriu, puxou o loiro para fora do quarto. Os três se ajeitaram, respiraram fundo e abriram a porta da frente. Felipe estava completamente congelado! Não se mexia.

Então Nando o empurrou, quase fazendo o loiro cair no chão. Estava petrificado, não conseguia pensar em alguma coisa, estava aflito! Só chegou perto do carro e viu o moreno saindo dele.

Como cumprimentar? Selinho? Abraço? Aperto de mão? Reverencia? Deus, porque não existe uma regra universal para encontros depois do primeiro beijo?

Johnnie chegou perto do loiro, passou um braço na sua cintura e levemente, o puxou para si. Quando sentiu que ele iria cair, apenas selou seus lábios com um pouco de rapidez e carinho.

-Tava com saudade. –Disse o moreno sorrindo.

-Eu... Também. –Disse o loiro.

-Larga nós na loja de roupas ali perto do shopping? –Perguntou Nando com uma carinha de pidão.

-Claro. –Johnnie disse. Seu olhar fitou o pequeno japonês a sua frente. –Quantos anos vocês tem?

-15. –Respondeu Kazu quase caindo para encarar o moreno. –Vê lá o que tu vai fazer com a mamãe no cinema... Eu sou faixa preta!

-Do seu tamanho, isso quer dizer que é um remédio forte? –Johnnie brincou.

O japinha fez uma cara de pidão e entrou no carro sem falar mais nenhuma palavra. Os outros dois riam do menino, que ficou um pouco emburrado. Felipe estava quase se entregando as lágrimas, quando percebeu que iria realmente ficar sozinho com Johnnie no cinema.

Aí, ele teve um treco.

-Vocês não vão no cinema? –Perguntou o loiro quase morrendo do coração.

-Não. –Respondeu Nando com um sorriso. –Perdemos a vontade de ver filme. Vamos, vocês vão perder a sessão!

COMO ASSIM?! É um encontro! Um encontro! Como pode?! A vida não pode ser tão cruel assim! Primeiro, um selinho todo apaixonado e agora um encontro? Estão indo rápido demais!

Felipe entrou no carro e ficou estático a viagem inteira. Nando, Kazu e Johnnie conversaram durante todo o percurso, contando piadas e o estado que acordaram após o show.

No caso do oriental, como foi divertido ver a avó caindo de cara no bolo de aniversário ao pegar num sono durante o parabéns.

Os dois amigos desceram. O silêncio reinou. O que dizer? Deveria haver uma regra universal sobre o assunto a tratar no primeiro encontro após o beijo. Talvez o tempo... Não, muito chato...

-Então... –Perguntou o moreno. –Tu vai voltar amanhã?

-Sim, o papai não me deu muitos dias de folga. –Respondeu o menor com um sorriso. –Tu realmente que ir no cinema?

-Como eu disse antes, espero por ti.

-Vamos tomar um sorvete?

-Pra mim, tá tri.

Aquele sorriso era tão querido e confortante! Como um homem podia passar tanta confiança em apenas um gesto?

Numa leve descontração, compraram um sorvete do Mc Donalds e saíram pelo shopping, olhando vitrines, conversando mais e cada vez diminuindo o espaço entre seus corpos.

Não havia motivo para ficar nervoso com um leve passeio. Após caminharem e terminarem a casquinha, sentaram em um quiosque com café. Tomaram um bom expresso duplo, acompanhado por uma fatia de torta mousse de chocolate do moreno.

-Tá uma delícia... –Disse Johnnie com um sorriso. –Quer um pedaço?

-Eu... Pego. –Respondeu o loiro corando.

Johnnie acompanhou o movimento dos dedos magrinhos e longos até pegarem o garfo de sua mão. Os tendões se movendo para pegar um pequeno pedaço do doce. A flexão do cotovelo para levá-lo à boca.

Aqueles lábios carnudos eram tão sedutores. Realmente foi uma boa idéia não irem ao cinema, se não Johnnie o agarraria e nunca mais soltaria. Suspirou ao ver um sorriso se formando na boca do outro.

-Está realmente deliciosa. –Disse Felipe botando a mão na frente da boca.

-Chocolate fica perfeito com um bom café. –Falou Johnny sorrindo. –Como eu e você. –Sussurrou ao vento.

Não demorou muito para que o loiro corasse. Eles estavam conversando de maneira tão pacífica. O cheiro da cafeína estimulando os hormônios... Estava um clima tão romântico.

O moreno não hesitou em pegar na mão do loiro por debaixo da mesa. Apertou os dedos fortemente e sorriu. Felipe corou, mas não desgrudou os dedos até que se levantassem e seguissem o passeio.

O tempo voou. Quando perceberam, já eram 10 horas da noite e o papo estava tão bom para a madrugada inteira! Mas tinham que buscar as pessoas.

-O Kazu é um amor. –Disse Johnnie. –Tri invocado.

-Ele é o meu filho como o Nando. –Falou Felipe sorrindo.

-Quem é a mãe?

Ambos riram. Incrível como esse momento era perfeito. Buscaram os dois, ficaram calados a maioria do tempo, apenas se encarando pelos reflexos dos vidros. Quando chegaram na casa de Nando, todos saíram do carro.

-Boa noite... –Disse Kazu. –Brigado pela carona!

-De nada.. –Disse o moreno.

Sob aquele céu estrelado, entrelaçaram os dedos e apenas se beijaram.

Um contato divino, leve e carente, querido e fofo. Mexiam as línguas com cuidado, as bocas se encaixavam com delicadeza e as mãos acariciavam as nucas alheias.

Felipe foi o último à entrar, fechando a porta e sorrindo ao ver que o dever estava cumprido. Estava se sentindo o homem mais feliz do mundo! Poderia morrer ali mesmo após experimentar tão gosto!

Concordava que este momento não precisaria de um Manual Universal.

Notas finais
Notícia trágica:
Fim de semestre no meu curso, isso quer dizer
TRÊS SEMANAS APENAS ESTUDANDO!
Ou seja, somente depois do dia 17 eu irei postar novamente, talvez antes do meio-dia do dia 18, ok?
Dependerá do meu humor
Sei que vão entender, ne?
Foi mal mesmo, prometo que o próximo chappie será uma declaração de amor!
De quem, vocês vão ver...
Beijos
até lá!