Dean e Sam foram até um quarto com Ash e Ellen pediu para que eu me sentasse e bebesse algo. Jo buscou três cervejas e então sentou na minha frente. Logo Ellen começou a falar:

-Então Louise, onde você mora?

-Atualmente eu moro em Houston.

-E quando conheceu os meninos?

-Bom, foi ano passado… Eles me salvaram de um fantasma.

-E agora, por que quer a ajuda deles? -Perguntou Jo

-…Por que, bem… Meu namorado aparentemente foi possuído por um demônio.

-Namorado? -Perguntou Ellen

-Sim, por que a surpresa? -Respondi com um sorriso.

-Bem, é que… Dean sabia da existência desse namorado? Por que quando ele recebeu seu telefonema ele só falava em você e… bem, não quero me intrometer mas acho que ele não esperava por isso.

-É… Eu contei pra ele e ele não gostou muito, mas acho que isos não o afetou nem um pouco.

Quando Jo iria falar algo, Ash, Sam e Dean voltaram. Dean sentou ao meu lado na mesa e Sam continuou conversando com Ash. Dean bebeu uma cerveja enquanto conversava com Ellen e Jo, e eu fiquei quieta, apenas ouvindo. Dean percebeu que eu não estava muito a vontade com aquela situação e me levou para fora. Nos encostamos no Impala e começamos a beber mais cerveja. Ficamos quietos por um tempo até que Dean começou a falar:

-Então, cadê aquela Louise falante e agitada de dois dias atrás?

-Sei lá… Continua aqui, eu acho.

-Por que está assim? Aconteceu algo? Não gostou daqui?

-Não, não é isso. Mas posso fazer uma pergunta?

-Claro…

-Essa Jo não gostou muito de mim certo? Ela é sua namorada, ficante ou algo do gênero?

-A Jo? Não, nós somos apenas amigos. É claro, isso não impede que eu ache ela linda e gostosa, mas minha relação com ela é mais de irmãos.

-Mas você nunca transaram nem nada?

-Não!

-Não? Só isso?

-É só isso…

-Okay.

-Mais alguma pergunta?

-Sim. Dia desses ouvi Sam falando algo sobre o seu pai. O que aconteceu com ele?

Dean ficou quieto por um bom tempo, mas depois falou:

-Ele… morreu!

-Ai, me desculpa Dean, eu não sabia. Me desculpa mesmo.

-Não precisa se desculpar.

Fiquei meio constrangida. Precisava ter coragem para fazer outras perguntas.