Notas iniciais
Como eu sei que vocês não leem as notas finais, vou dizer aqui logo.
1, 2, 3...
A fic está no final. É. Não sei exatamente quanto falta, maaaas não é muito.
Enfim, Esse capítulo é mais Apolo&Art, então aproveitem esse casal lindo U_U

-Pronto, Atena! – falou Afrodite, animada – sua maquiagem está PER-FEI-TA! Vá com Ártemis procurar os vestidos de vocês enquanto eu me arrumo.

Já estava escuro, era pouco mais de sete da noite, Afrodite tinha levado uma tarde inteira ajeitando cabelo e maquiagem de Ártemis e Atena, agora só faltava o vestido.

A loira foi com a amiga até um quarto com um enorme closet, provavelmente o estoque de roupas de Afrodite para festas. E, surpresa, Atena encontrou lá o seu vestido azul, aquele que ela havia comprado naquele último dia na praia com Poseidon. Enquanto Atena passava a mão pelos cabides, Ártemis perguntou:

-Atena, aquilo é bom?

-O quê? – ela continuava olhando vestido por vestido.

-Você sabe... aquilo que você estava fazendo com Poseidon hoje de manhã...

As orelhas da loira ficaram cor-de-rosa, e só então ela virou-se para Ártemis.

-Eu confesso... a sensação é muito boa.

-Mas você não achava errado? E nojento?

-Mas eu não entendia... não é errado. Na verdade, quando estou com ele, nada parece mais certo – Atena corava mais – E... é bom. Mas por que a pergunta?

A deusa da lua pensou um pouco antes de responder, ainda com uma certa relutância:

-Porque... eu tenho tido uns sonhos... tensos.

-Como assim?

-Tipo, eu tenho sonhado com essas coisas...

-Art, os sonhos são inconscientes e involuntários – Atena sorriu.

-É, mas quando eu acordo, tenho vontade de fazer o que eu sonhei – Ártemis estava tão vermelha quanto uma cereja – com ele.

-Ele quem?

-O cara do sonho – Ártemis encarou o chão, e Atena logo soube quem era o tal cara.

-Artie, — Atena sorriu, colocando a mão no ombro na amiga – eu acho que as coisas vão começar a mudar para você também.

Dito isto, Atena pegou o vestido que tinha comprado na loja naquele dia e foi se vestir, ainda com um enorme sorriso no rosto. Ártemis não entendeu muita coisa, mas tentou se concentrar em escolher o próprio vestido.

Mas claro que ela não estava tendo sucesso nisso, pois seus pensamentos voavam inevitavelmente até o loiro de seus sonhos que provavelmente já estava esperando por ela no salão.

*.*

Quando Afrodite saiu do banheiro e encontrou as outras deusas, as três estavam – com o perdão do trocadilho – divinas.

Ártemis usava, pela primeira vez em sua existência, um vestido tomara-que-caia que quase chegava até os joelhos. Um progresso, afinal. Aquele não era o estilo dela, – exceto pela cor, que era prateada – mas ela estava daquele jeito por ele. Cada detalhe, desde a maquiagem até o cabelo cor de ônix cobrindo os ombros era para agradá-lo. E, bom, ela estava perfeita.

Afrodite, com uma maquiagem leve e um batom vermelho vivo, usava um vestido preto curto, mas não tanto quanto o normal. Qualquer mulher ficaria vulgar naquele estado, mas não Afrodite. Ela estava deslumbrante, e os longos cabelos cor-de-mel soltos e sedosos contribuíam para isso.

Mas Atena...ah, Atena!

Quando ela apareceu no salão, Poseidon só teve olhos para ela. O mundo pareceu parar só para que ela caminhasse num passo lento e elegante – sexy, para Poseidon – até ele.

Ela vestia um vestido azul-marinho, que ia um pouco acima dos joelhos. Ele era de uma alça só, e o detalhe mais fascinante era o degradê que começava pouco abaixo da cintura e ia até a barra, chegando à um azul bem escuro, quase preto, com pontinhos prateados. Para o deus, Atena estava vestindo o universo, com todas as suas estrelas e suas cores, e este lhe caía muito bem.

O cabelo loiro e cacheado dela estava preso em um coque frouxo, enquanto o rosto dela apresentava uma leve maquiagem. Poseidon não sabia se os lábios dela estavam mais vermelhos e convidativos por causa do batom, mas isso não importava.

Ela estava linda.

Quando ela chegou mais preto dele, ele estendeu a mão para a deusa, cavalheirescamente. Atena sorriu e colocou a mão dentro da dele.

-Oi – ela falou.

-Você está linda – ele sorriu – Mais que linda, na verdade, mas o meu vocabulário é limitado.

-Você está... hm, charmoso – ela avaliou o deus, que vestia uma calça de brim preta e uma camisa azul petróleo.

E só de olhar para ele, os olhos dela brilhavam. Qualquer um que parasse para prestar atenção nos dois poderia dizer sem a menor dúvida que aquele era um casal apaixonado.

-Sério, eu poderia te pedir em casamento agora – ele sorriu mais um pouco.

-Mas você já não fez isso ontem?

-Eu poderia pedir de novo.

-E eu aceitaria mais uma vez — ela voltou a sorrir.

Antes que Poseidon pudesse responder, a voz de Afrodite tomou o salão:

-Então... eu quis essa festa por nada em especial, mas realmente espero que vocês tenham uma boa noite. Se entreguem à musica, divirtam-se, bebam para surpreender até Dionísio, esqueçam dos cereais – a deusa do amor laçou um olhar irritado para Deméter, ao que todos riram – se apaixonem – ela piscou para Apolo – se reapaixonem – ela abriu um enorme sorriso para Poseidon e Atena – e... enfim. Vamos dançar, galera!

Glad You Came, e o capítulo não é o mesmo sem ela U_U>

Alguém diminuiu a intensidade das luzes, deixando o salão iluminado apenas pelos holofotes, e a voz do The Wanted invadiu o local.

Zeus tomou Hera pela mão, dançando com ela e fazendo alguns passos esquisitos, mas ninguém notou isso. Hemes encontrou Héstia, e eles foram para a pista de dança juntos. Hades e Perséfone eram os melhores dançarinos do salão, enquanto Hefesto e Dionísio estavam no bar, com bebida ilimitada. E, no outro canto da pista, Afrodite dançava sensualmente com Ares.

Divertido, Poseidon entrelaçou os dedos da mão aos de Atena, puxando a deusa para a pista de dança também. Atena apenas riu e foi com ele, entregando-se ao ritmo da música e aos encantos de Poseidon.

Apolo, com as mãos nos bolsos da calça escura, ainda admirava a própria acompanhante, ao que ela corava. Quando ele percebeu que estava calado por muito tempo, aproximou-se do ouvido dela, tentando falar mais alto do que a música:

-Não quer dançar?

-Eu queria, mas perdi a animação depois de ver Deméter dançando sozinha ali no canto – ela riu, ao que Apolo virou-se para olhar Deméter, que fazia uma dança completamente ridícula.

-Ora, eu até te entendo, mas estou louco para dançar com você – ele confessou, ao que ela sentiu o rosto ficar quente – aceitaria dançar comigo?

Com um sorriso completamente bobo e apaixonado – ainda que ela não soubesse disso – no rosto, ela escorregou a mão para dentro da dele e se deixou levar até a pista de dança.

*.*

Sabe-se lá quantas músicas depois, a maioria dos deuses tinha desistido de dançar, restando apenas Apolo e Ártemis, Héstia e Hermes, Poseidon e Atena e Deméter. Os outros deuses estavam conversando. Ou se agarrando num canto escuro, como Ares e Afrodite.

Cansado, Apolo perguntou se Ártemis não queria sair dali, ao que ela concordou.

Saindo do salão e indo até uma varando esquecida por quase todos os deuses, Apolo pôde enfim respirar. Ártemis se escorou no parapeito, e ficou olhando o jardim que Perséfone montou ali no Olimpo.

Silêncio.

-Apolo? – Ártemis perguntou, fazendo o deus olhar para ela – você... você chamou aquela garota por quem você está apaixonado para a festa?

-Você nunca se cansa de tentar descobrir quem é ela? – ele riu.

-Não, é só que festas são boas ocasiões para declarações de amor... Ela veio?

-Sim, ela veio – ele sorriu, desencostando-se do parapeito e ficando de frente para ela.

-Então por que você não vai lá e diz logo que a ama? Se algo der errado, você pode procurá-la no outro dia e dizer que estava bêbado – eles riram – Por isso que festas são boas ocasiões para isso.

-Eu não... acho que ela iria me dar um fora – ele suspirou, baixando o vista e coçando a nuca, daquele jeito que Ártemis achava malditamente fofo.

-Como? Você é encantador, Apolo – ela tocou o ombro dele – Quero dizer, você é bonito, engraçado, inteligente.... e por mais que negue, suas músicas comprovam que é um romântico incorrigível. Ela tem sorte por você gostar dela, seja lá quem ela for.

Ele pensou um pouco.

-Você quer saber quem é?

-Só se você quiser dizer.

-Então eu digo, mas não me interrompa enquanto eu falo, ok?

-Certo.

Ele suspirou.

-Ártemis... – Apolo segurou a mão dela – eu tinha muitas coisas na cabeça para dizer agora, mas confesso que ao olhar nos seus olhos agora eu esqueci de tudo – ele estava corando ou era impressão dela? – Na verdade, isso sempre acontece quando eu olho para você, meus pensamentos travam. – gentilmente ele levou uma das mãos dela até o peito dele, onde ela conseguia perceber que o coração dele batia descompassado – Sente isso? É isso que você faz comigo. Você mexe comigo de um jeito que em toda a minha existência eu nunca senti. Eu fiz aquele acordo com Afrodite para que enquanto juntávamos Poseidon e Atena, ela fosse conversando com você, sabe? Para que você saísse daquela sua zona de segurança “anti-homens” e eu pudesse dizer o que vou dizer agora. É você, Art. Você é a mulher por quem eu me apaixonei e para quem eu quero entregar meu coração. Esse coração idiota que falta sair do peito sempre que você está por perto – ele sorriu, nervoso – É você que tira o meu sono durante a noite ou me dá os melhores sonhos que eu já tive. E isso, Art.... Isso é porque eu te amo.

Ela nada disse. Olhou para o céu, para os pés, para o céu novamente e de volta para Apolo.

-Isso me assusta. – foi tudo que ela disse.

-Tudo bem – ele falou, conformado – Eu entendo.

Depois de ficar em silêncio e pensar por alguns minutos, Ártemis deu um sorriso tímido e falou:

-Não, você não entendeu. Isso me assusta porque eu percebi que também quero dizer que te amo, porque eu amo – ela ainda sorria, mas logo voltou ao tom sério – mas nós não podemos ficar juntos, Apolo.

-Porque não, Artie? – ele perguntou, exasperado.

-Porque.... você sabe, eu nunca passei por isso. As ideias que eu tenho sobre o amor são muito abstratas. Eu provavelmente vou esperar um romance como o dos livros, e ambos sabemos que não é assim que funciona!

-Ártemis, — ele pegou as mãos delas juntas, sorrindo – Se você não sabe como é o amor, não sou eu que saberei. Mas nós poderíamos aprender isso, juntos. Eu não me importo com isso, seria um prazer dedicar toda a minha eternidade para aprender a te amar da forma que você merece. E se você vai esperar um romance como o dos livros, não se preocupe; eu seirei com prazer o seu cavaleiro de armadura reluzente, ou seu Romeu, ou seu Mr. Darcy, eu posso ser o que você quiser. Nós podemos fazer isso juntos, Art.

Um sorriso enorme e apaixonado apareceu no rosto da deusa, que falou:

-Então eu também te amo, Apolo – ele retribuiu o sorriso – Mas você não vai chegar amanhã me dizendo que estava bêbado, vai?

Apolo riu.

-Não, você foi a melhor coisa que já me aconteceu.

Foi nessa hora que eles ouviram um barulho no salão, provavelmente Poseidon e Atena iriam anunciar o noivado.

-Vamos, ou vamos perder o anúncio de Poseidon! – falou Ártemis, seguindo em direção à saída da varanda, com os dedos entrelaçados aos de Apolo. Ele, sem sair do lugar, puxou a deusa de volta para perto de si, para depois abraçá-la pela cintura.

-O que foi? – ela indagou, repousando a mão sobre o peito dele.

-Acho que vamos perder um pouco do começo – ele sorriu, tornando mínima a distância entre seus rostos e finalmente beijando os lábios dela.

E ambos souberam que nada nunca se compararia àquela primeira vez em que seus lábios se tocaram.

Notas finais
Enfim, enfim. Sei que tenho algo importante para dizer aqui, mas minha memória é péssima, pior do que minha criatividade SHAUHSUAHSUH Então okay, espero reviews.