Qual o Meu Nome?

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Sim, outra fanfic minha Drarry, gostasse? Falando sério, boa leitura!

Meiling era o resultado de uma noite impulsiva, todos próximos a Harry e Cho sabiam disso. No entanto, isso não tornava a garota menos amada pela família e os amigos dos pais biológicos.

Harry não podia dizer que tinha arrependimentos da noite em que ambos, bêbados, acabaram indo parar em uma cama. A experiência havia sido incrível para a primeira vez de ambos. Apenas… Foram descuidados.

Eles sabiam que não havia sentimentos românticos entre eles, eram apenas hormônios e sentimentos pós guerra conturbados e misturados reagindo dentro deles. O que resultou em uma Cho Chang aparecendo em Hogwarts, no meio do oitavo ano de Harry Potter, apenas para dar a notícia.

— Eu vou ser pai? — foram suas primeiras palavras após muitos segundos de silêncio e de uma maneira tão confusa que a mulher não conseguiu segurar a risada com a reação.

— Sim, você vai ser pai, Harry. — ela concordou sorrindo, mas logo sua expressão se fechou em preocupação. — Agora poderia, por favor, me dizer que não vai abandonar essa criança? — ela pediu e o medo visível nela até ofenderia o homem se ele não fosse tão empático com ela.

— Eu jamais faria isso, acredito que você saiba disso. Eu só… Não posso te prometer ficar contigo por causa de nossa criança…

— Você está insinuando que eu quero que case comigo porque vamos ter uma criança?

— Não estou insinuando nada. — ele respondeu gaguejando nervoso com a resposta dela que em seguida riu.

— Estou brincando. Eu não quero que se case comigo. Na verdade, fiquei sabendo que você está tendo um caso com o Malfoy.

— Sim, pretendo pedir ele em namoro. Por isso… Eu espero que não se importe com uma criança tendo dois pais.

— Confesso que me preocupo com Malfoy, mas… Eu confio em você, Harry. Se você confia nele, eu irei dar meu voto também.

— Obrigado, Cho. Isso é muito importante para mim.

— Eu não vou deixar que essa gravidez atrapalhe seu último ano em Hogwarts. Eu irei estar constantemente te mandando cartas sobre nossa criança, mas quero que não deixe de aproveitar as aulas e as companhias que tem aqui.

— Obrigado, Cho. Você é incrível, mas se precisar de mim a qualquer momento, me mande um patrono. Podemos conversar com a diretora para que ela me libere se você precisar de mim.

— Acredito que o nascimento seja após o término das aulas, então não há nada para te atrapalhar. Não precisa se preocupar. Mas podemos conversar com a diretora, se isso te deixar mais tranquilo.

Harry concordou com um sorriso e olhou para a barriga sem alteração de tamanho ainda. Era surreal pensar que ali havia um ser humano com seu dna se formando.

Meiling nasceu antes do esperado. Era o último dia de provas e Harry havia terminado seu último teste há algumas horas. No momento apenas queria aproveitar para ir jantar com seus amigos e comemorar o término do último ano.

Pelo menos era o que pretendia quando caminhava com Draco em direção ao Salão Principal e foi parado pelo patrono de Cho avisando das contrações.

Harry subitamente se desesperou e o namorado tomou as rédeas da situação ao ir atrás de Minerva para explicar o que aconteceu. Para a sorte do loiro, ele foi liberado a ir junto, então com a rede Flu os levou para o hospital.

O que nenhum dos dois esperavam era que tudo passasse a dar errado. Harry não compreendia como um nascimento terminou em uma morte. E ele não precisava amar Cho para sentir a tristeza do luto, porque ela era sua amiga e a mãe de sua filha.

Merlin, ele tinha uma filha ainda! Sim, ele tinha e quem precisou o lembrar disso fora Draco. E o loiro ainda fez questão de o levar para ver a pequena garotinha. Tão abalado emocionalmente, mas quando a pegou no colo sabia que superaria aquilo. De algum jeito, mas superaria.

Malfoy não tinha como negar, desde que os pais de Cho o viram naquele hospital com Harry, sabia que haveria confusão. E mesmo abalado com a situação, que apenas o envolvia porque estava ligado ao herói do mundo mágico, ainda conseguia raciocinar que a morte da mãe de Meiling seria um problema. Tudo por sua culpa.

E, obviamente, estava certo. Os Chang se recusavam a querer deixar a guarda da neta com o pai com a desculpa de que não aceitariam que ela fosse criada próxima a um Comensal da Morte.

Harry Potter percebeu que aquela era uma zona perigosa e notou que teria que deixar seu luto de lado por alguns momentos. Pela primeira vez não se importou com sua fama e sua influência. A usou sem receios para conseguir vencer os Chang.

Obviamente, Meiling Potter-Malfoy seria criada pelos dois pais.

Naturalmente, Harry não guardou rancor algum dos avós de sua filha. Pelo contrário, fazia questão que eles visitassem a neta todo fim de semana. E aos poucos, vendo como Draco cuidava e se preocupava com Meiling de uma maneira tão carinhosa que eles nem sabiam que era o completo oposto da criação que aquele homem havia tido, foram quebrando o preconceito deles para passar a aceitar o segundo pai dela.

— Vinte galeões que ela vai para a Sonserina. — Draco disse ao chegar na cozinha e ver Harry cozinhando.

— Eu não vou entrar em uma aposta que eu sei que vou perder. — o auror reclamou.

— Que sem graça. — o medibruxo murmurou e apoiou o queixo no ombro do marido enquanto o abraçava pelas costas. — O cheiro está bom.

— Você fala como se eu não soubesse cozinhar.

— Você cozinha muito bem. Sabe disso.

— Claro que sei, se não fosse eu, você e Meiling morreriam de fome.

— Duvido muito, os Chang jamais deixariam isso acontecer. Eles agora me amam e amam mais ainda a neta deles.

— Ah, você tem razão. — Harry disse rindo enquanto mexia na panela.

— Eu sempre tenho razão, Potter.

— Sabe.

— Hum? — o loiro murmurou para provar que prestava atenção e beijou o pescoço de Harry.

— Uma vez Cho me mandou uma carta que dizia que pensava em como seria você criando a Meiling. Ela brincou que seria uma ofensa se você a influenciasse tanto a ponto dela ir parar na Sonserina ao invés da Grifinória ou Corvinal.

— Ela deve estar querendo me bater, então.

— Imagino que sim. — respondeu com um sorriso e desligou o fogo. — Mas eu acho que assim está perfeito.

— Por que diz isso? — perguntou se afastando e indo pegar pratos e talheres para levar para a mesa.

— Porque ela tem muitos traços físicos da Cho, mas os olhos verdes denunciam que ela é minha filha também. A forma como ela se mostra tão Sonserina é a prova de que ela também é sua filha. Eu gosto de pensar assim.

— Que brega. — Draco disse rindo enquanto terminava de arrumar a mesa que agora estava com a comida em cima da mesa. — Mas gosto de pensar assim também. — sussurrou mesmo sabendo que seu marido escutaria.

— Eu sei que gosta. Ela é nossa filha. — Harry disse e beijou o outro.

— A partir de amanhã será a Princesa da Sonserina. — o loiro disse orgulhoso enquanto seus braços se apoiavam sobre os ombros do outro e as mãos se fechavam distante da cabeça de Harry.

— Esquece o que eu disse, você vai ficar insuportável demais depois que ela mandar a carta falando da casa dela. Não quero mais.

— Você aguentou coisa pior que isso vinda de mim, consegue aguentar isso. — retrucou e beijou o moreno.

— Eu sei que vocês estão loucos para se livrar de mim, mas eu ficaria feliz se deixassem de se beijar agora. — Meiling resmungou ao aparecer no cômodo.

— Eu? — perguntou colocando o máximo de drama que conseguia na fala e se soltava do auror. — Feliz que minha filha vai ficar longe de mim? — continuou no mesmo tom teatral enquanto se aproximava da filha. — Você não tem noção do quanto eu vou sentir sua falta. — disse dessa vez sério e a pegou no colo sob protestos da filha.

— Seu pai tem razão, você não sabe o quanto vamos sentir sua falta aqui, Meiling. — Harry disse se aproximando de sua família. — Nós te amamos demais. — disse deixando um beijo em meio ao cabelo escuro e comprido dela.

— Eu também vou sentir saudades… — confessou envergonhada. — Eu vou mandar carta sempre.

— Ah, mas se você não mandar, mocinha. — começou Draco com seu tom sério. — Se prepare para receber o berrador mais vergonhoso da sua vida. — disse e riu.

— Merlin, não! — reclamou ela.

— Então nos mande cartas. — Harry concluiu enquanto o loiro a soltava. — Agora vamos comer, sim?

Observando a interação de sua família percebeu o quanto os amava e não poderia ter pedido nada melhor que isso.

[...]

— Princesa da Sonserina? — Meiling escutou um rapaz questionar enquanto ela lia um livro que seus avós haviam dado a ela.

— Quem decidiu uma merda dessas? — escutou dessa vez uma garota.

Meiling suspirou e fechou seu livro com força, fazendo o barulho chamar a atenção dos presentes no Salão Comunal. Levantou-se graciosamente e andou até os grupo formado por estudantes mais velhos que ela.

— Qual o meu nome? — ela perguntou os olhando de maneira superior enquanto os analisava da cabeça aos pés.

— Meiling… — uma das garotas no grupo murmurou.

— Mais alto! Eu não consigo te escutar!

— Meiling. — disse mais alto, mas sem gritar.

— Não, não. Meu nome completo. — seu sorriso presunçoso mostrava o quanto achava aquilo divertido.

— Meiling Potter-Malfoy. — ela respondeu receosa de receber uma azaração mesmo não vendo a varinha nas mãos dela. A mais nova sorriu satisfeita.

— Sente o poder? — perguntou e piscou achando graça da reação idiota deles enquanto seguia seu caminho para o dormitório.

Notas finais
Eu vi um tiktok e quando vi eu tinha escrito kkkkkkkkkk Tiktok de inspiração: https://vm.tiktok.com/Jj2jbyg/ Obrigada por lerem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!