Quais as cores do programa?

5 Eu faço isso parecer normal pela primeira vez


Notas iniciais
Olá peixinhos ♥3 Feliz natal e ano novo!! Eu sei que sumi gostoso, desculpa. Mas não prometerei nada de voltar cedo, já aprendi a não prometer postar fanfic. Bom, quero que aproveitem este capitulo e COMENTEM o que acharam. Beijinhos

Então lá estávamos nós, Julia e eu, no carro rumo aos nossos respectivos trabalhos. Hoje eu vou ter uma reunião de encaminhamento do meu material, reunião essa que já estava marcado a mais de um ano.

–Não esquece de me mandar mensagem. — Repetiu pela milésima vez quando eu estacionei em frente ao prédio da Tonx.

–Sim senhora. — Mirei-a retirando o cinto. — Mando assim que sair. – Ela concordou com a cabeça, pegou a mochila no chão e se despediu.
Depois que ela adentrou o prédio, eu segui com Elvis por mais duas quadras até o escritório. A secretária de Luciana me anunciou e logo após me levou até a sala da chefe. Luciana se levantou, esticou a mão para me cumprimentar, a qual eu logo respondi, e em seguida, me convidou para sentar-se na sua frente.
Ela vestia roupas sociais, camisa branca e calça preta. Os cabelos negros estavam presos em um coque. Ela usava nenhuma maquiagem sob sua pele negra. Como a ocasião pedia, eu também estava de camisa social azul.

[***]

Entrei no prédio, andei até o elevador, apertei o botão e esperei. Um pouco depois da minha chegada, um dos engravatados do andar de advocacia para ao meu lado. Eu não me ative a sequer olhar para ele, estava entretida com os números do elevador. 22...21...20...

–Então — Falou o cara. — Mario, né.

Por um momento eu esqueci a camisa que estava vestindo, uma camisa preta com um cogumelo verde no centro com "1 UP" escrito logo abaixo, e mirei-a.

–É. — sorri amarelo, olhando para a sua gravata vermelha.

Eu odeio essa minha mania de não olhar os olhos, ou pelo menos no rosto das pessoas.

–Eu gosto do Sônic. — disse em um tom sonhador.

Meus olhos repousaram novamente nos números. 15...14...13... Por mais que adorasse conhecer novas pessoas, quando elas que me abordavam eu fico um tanto quanto incomodada.

–Eu já tentei jogar — Sorri de canto — Mas não tem muita graça um porco-espinho que corre.

7...6...5...

–Muito menos em um encanador que entra pelos canos.

2...1....

O elevador chegou e nós entramos. Apertamos os botões dos nossos andares.

–Você, sei lá, por acaso não gostaria de sair comigo qualquer dia desses? — Finamente mirei seu rosto.

Ele tinha a pele cor de cappuccino e os cabelos estavam arrumados com gel, ele não tinha barba. Seus olhos, castanhos. Ele tinha ombros largos e um peitoral estufado, suponho que malhava. Era mais alto que eu. Sem sombra de aliança em nenhum dos dedos, você meio que aprende a olhar alguns detalhes depois de certas experiências.

–Desculpe. Se tivesse me convidado a... duas-três semanas eu super teria aceitado, quem sabe já estaria imaginando os nossos filhos, nossa vida juntos. — Ele deu uma risada fraca, e eu sorri de volta.

–Mas você já está saindo com alguém. — Concluiu.

–Pior ainda. Eu estou noiva. — De repente eu me senti envergonhada, nervosa, e mais não sei quantas emoções ao mesmo tempo, juntas, misturadas e sobre postas. Eu nunca tinha falado essa palavra, nem para conhecidos e muito menos desconhecidos em elevadores.

Ele sorriu sem mostrar os dentes, totalmente desconfortável. Meu andar chegou e eu saí do elevador, segui para o meu cubículo.
Meus amigos estavam conversando animadamente sobre os seus finais de semana. Sentei-me e liguei o computador, após cumprimentá-los.

–Que cara é essa, Julia. — Perguntou Michael.

–Que cara? — Perguntei tirando os olhos do monitor.

–Essa aí, você tá meio estranha hoje.

Suspirei.

–Apenas esperando um amiga me mandar mensagem sobre uma reunião.

A mensagem de Luna só veio algumas horas depois, perto das dez da manhã, não muito longa, apenas que precisávamos comemorar. Uma onda de felicidade me inundou, e não consegui conter o sorriso. Respondi que o almoço era pela minha conta e a janta também. As linhas de código precisam infinitas, assim como os bugs. Minha paciência estava no talo, minha cabeça quente, só quando Mike me chamou para almoçar com ele e o pessoal no restaurante da esquina eu percebi que horas eram.

– Num dá, marquei com a Luna de almoçar com ela. — falei levantando da cadeira.

–Luna?

–Minha noiva — Olhei as mensagens. — Vou indo, ela está ai em baixo.

Não esperei a resposta deles, fui até o elevador e apertei o botão do Térreo. Luna estava na frente do prédio, encostada no Elvis. Seus cachos rebeldes estavam pra cima e balançavam com o vento. Ao me ver ela desencostou e começou a caminhar na minha direção. Fomos acelerando a medida que íamos nos aproximando. Estiquei meus braços e ela saltou. Girei com ela nos braços. Esse movimento pareceu tão natural, como se tivéssemos feito milhares de vezes, mas não, é totalmente o contrário, essa era a primeira vez que tínhamos feito isso.

Quando finalmente a larguei, percebi que tínhamos plateia, meus amigos estavam lá com os cenhos franzidos. Tentando entender a situação. Respirei fundo, agarrei a mão da Luna e sorri para ela, andei até os meus amigos. Hoje definitivamente era dia internacional de falar que estava noiva, gravem essa 25 de Setembro.

–Pessoal, — Falei — essa é a Luna, minha noiva. Luna, esse é o pessoal.

Todos acenaram com a cabeça, com surpresa estampada no rosto.

–Noiva? — Fernanda se pronunciou primeiro.

–Achei que você era hétero – Camila disse.

–Achei que você estava solteira – Mike comentou

–Longa história. — Suspirei. — Agora meio que temos uma coisa a fazer, então...

–Ah! Claro, vai lá. — Mike falou.

– Se vocês quiserem, marquem um dia para ir lá em casa. – Luna falou cordialmente, todos assentiram com a cabeça.

Entramos no Elvis e Luna dirigiu para o seu restaurante favorito, que não ficava muito longe. No caminho ela foi contando com todos os detalhes como foi com a Luciana. No restaurante, sentamos na mesa mais ao canto. Não passado muito tempo, fomos atendidas, Luna pediu um prato vegetariano e eu, bife a parmegiana, o que fez Luna revirar os olhos, mas não disse nada. Ela me pediu para contar sobre os meus amigos e assim eu fiz durante o almoço inteiro. Quando acabamos, como prometido, paguei a conta. Na volta até a Tonx, fomos planejando o que jantaríamos, mas nada foi acordado, eu queria pizza e ela comida tailandesa.

De volta ao meu querido computador, meus amigos cercaram-me, alguns apoiados na parede divisória, outros uns nos outros, na minha cadeira.

–Então... — Começou Fernanda. — Noiva.

Comprimi meus lábios, fazendo-os ficar os mais próximos de uma linha que eu podia, respirei fundo e assenti.

–Estávamos conversando. — Ela continuou. Dando um olhar cúmplice para cada um. — E você, precisa de uma despedida de solteiro.

–Ah não gente- Comecei, mas Mike me interrompeu.

–E é por isso que precisamos saber quando vai ser o casamento.

–Daqui umas duas semanas. Ainda estamos vendo o dia. – Entrelacei os dedos com as palmas das mãos para cima.

–Então — Falou João a minha frente, apoiado no seu próprio computador — Sua despedida vai ser daqui umas duas semanas. — Concluiu e todos assentiram.

Tentei protestar, mas ninguém deu bola, começaram a me ignorar e a jogarem ideias sobre o que fariam ou aonde me levariam. Depois de um tempo todos seguiram para os seus computadores. E o dia se seguiu.
Apesar do dia quente, a noite estava fria. Luna veio me buscar, e por cima das mesmas roupas de hoje mais cedo, ela estava usando minha jaqueta de couro.

–Minha jaqueta — Falei ao chegar perto dela.

–Ela é tão confortável... -Falou afagando os próprios braços. Não consegui conter o riso.

–Você ficou bem nela. – Agarrei a gola da jaqueta. — Mas não vá se acostumando a vesti-la. – Ela riu e afirmou com a cabeça.

Entramos no Elvis e voltamos para casa, na volta, continuamos a discutir sobre o jantar. O lado bom? Vamos jantar comida chinesa. O ruim? Eu vou ficar sem carona por um tempo.

Notas finais
Obrigada por lerem ♥33 COMENTEM!