Química

2 Perdendo a razão


POV Rachel

Me levantei cedo, era domingo. Meus pais iam sair para ficar juntos, domingo era um dia que eu sempre ficava sozinha em casa. Eu tinha muito tempo antes da festa, era quase à noite, tinha cara de que ia virar a noite, mas ia começar cedo. Nunca me pensei em uma festa como essa, mas eu tinha que começar a viver um pouco. Eu era quieta, mas nunca fui santa, talvez eu até beba um pouco hoje, eu já bebi, mas não sou muito de tomar mais que um copo. Apenas experimento, meus pais são bem liberais, acho que é porque sou filha única. Resolvi cozinhar, sempre gostei de inventar coisas na cozinha.

–Ei princesa!

–AAAAAAAAAAAAAAAAAAIIII! – Gritei muito assustada e deixando água quente cair na minha mão. – PUCK?!

–Meu DEUS Rachel, desculpa. Você está bem? – Ele correu e me acudiu, eu estava sentada no chão tentando absolver a dor. Estava queimando bastante.

–Não Noah, sabia! Eu sabia! Um dia você ainda vai me matar com essa mania idiota de me assustar.

–Me desculpa Rachel, é sério. Me desculpa – Ele começou a acariciar minha mão – Eu prometo que vou tentar parar.

–Ta tudo bem, eu só estou estressada – Falei conformada – Está passando. Me ajuda a levantar, eu tenho que arrumar essa bagunça. – Ele me pegou em seu colo e me levou até o sofá.

–Não, não. Eu fiz a bagunça, eu limpo.

–Não precisa Noah, eu já estou bem. – Falei me levantando.

–Corta essa Rachel, fica quieta que eu já termino. – Bufei e ele saiu.

Comecei a ouvir uns barulhos na cozinha, Noah devia estar tento problemas para se virar, comecei a rir imaginando a situação. Fiquei olhando para o teto e comecei a cantarolar umas músicas, acabei esquecendo da dor.

–Noah, ainda está vivo? – Perguntei rindo.

–Não é engraçado Rachel. E eu estou me virando muito bem para a sua informação.

–Ataa, acha que eu acred.. – Parei de falar quando ele apareceu com uma bandeja que tinha um almoço completo nela. Eu estava perplexa. – Você fez isso?

–Meus fins de semana com você sempre são produtivos Rachel.

–Então tudo isso – Apontei – Eu que ensinei?

–Yeap. Sempre presto atenção no que você faz.

–Bom saber que não fico falando para o vento.

–Cala a boca Berry, vamos comer.

Almoçamos juntos, de fato estava tudo muito bom. Era tão bom estar com ele. Quando terminamos, ele insistiu em lavar a louça, eu fui ao banheiro lavar minha boca e tals. Depois eu fui guardar tudo e ele foi em casa fazer o mesmo, não demorou muito e ele estava de volta.

–Tenho que sair Berry.

–Tão cedo?

–Preciso resolver umas coisas da festa. Tenho que verificar alguns nomes.

–Verificar alguns nomes hã? Já está procurando seus alvos Puck?

–Eu não procuro ninguém, elas que correm atrás de mim. – Revirei os olhos – Você duvida?

–Não, não duvido. Eu vejo como elas te atacam. Não entendo o que você tem demais.

–Está com ciúmes Berry? – Ele me pressionou na pia. Senti algo estranho com o movimento dele, eu queria mais? – Responde Berry. – Ele me apertou mais. Ele queria brincar é?! Então ta.

–Não, eu estou apenas curiosa. – Disse em seu ouvido o seduzindo. Estávamos quase nos beijando. Ele selou nossos lábios e eu mordi seu lábio inferior e me soltei.

–Ahh, você não vai embora agora! – Ele disse e me puxou novamente. Ele foi me beijar e eu não deixei. – Droga Rachel! O que você quer?

–Eu não estou mais curiosa. – Falei e me desvencilhei dele.

–Você ta doida menina eu quase..

–Eu sei, desculpa. Eu só estava brincando. – Eu o interrompi

–Não brinque assim Rachel, você é minha amiga, nada mais.

–Anotado Puck. Você não estava atrasado? – Eu estava rindo por dentro

–Tchau Berry, até mais tarde. Você ainda vai né?

–Vou sim Noah, passe para me pegar mais tarde.

Ele saiu, eu estava rindo. Muito. Não sei o que me deu, mas me diverti seduzindo o Noah. Eu não sou apaixonada por ele, eu bem queria, mas Finn não saia da minha cabeça. Eu tinha que dar um jeito nisso. Tinha alguém na porta, fui atender e era Finn. Meu coração pulou. O que ele estava fazendo ali?

–Finn?

–Oi Rach, desculpa aparecer assim. Kurt pediu para eu passar aqui e te entregar isso. – Ele me entregou meu casaco. Nem me lembrava de ter esquecido.

–Ahh, muito obrigado Finn, nem me recordava dele.

–Não foi nada. – Ele começou a ir embora e depois voltou. – Rach?

–O que?

–Quer dar uma volta? – Uau, Finn me convidando para sair.

–Claro, só preciso pegar minha chave.

Eu peguei minhas chaves e fomos andando, ele queria saber o que eu fazia, o que eu gostava, etc. Ele fazia perguntas simples, era engraçado, mas também era espontâneo. Nós andamos muito, mas eu reparei que ele começou a fazer o caminho de volta. Era sublime estar com ele, era calmo. Ele me deixou na porta de casa e me abraçou. Era uma das melhores sensações da minha vida, eu tive certeza de que tinha me apaixonado pelo cara certo. Ele se afastou um pouco, colocou a mão no meu queixo e começou a se aproximar. E foi chegando perto, mais perto..

–Er.. – Muito perto – Rápido demais Finn. – Ele se afastou com um sorriso de canto. Ele estava lindo.

–Desculpa Rach. Vamos sair então, qualquer dia desses.

–Claro, sempre um prazer Finn. Quando?

–Eu te ligo. – Ele me deu um selinho e foi embora. Eu deveria ter ficado com raiva, mas eu estava radiante. Finalmente ele reparou que eu existo.

Entrei em casa e fui direto tomar banho, eu estava atrasada. Escolhi logo a roupa para não perder tempo depois, tomei banho, coloquei a roupa e comecei a passar maquiagem.

–ESTÁ PRONTA BERRY?

–QUASE!

–Mulheres! – Puck murmurou enquanto saltava para o meu quarto. – Porque vocês sempre demor.. – Ele parou e me olhou – UAU! Berry meu amor, você está gata. Gata não, gostosa. – Revirei os olhos

–É um elogio certo? É bom ser.

–É claro que é princesa – Ele me abraçou por trás e me deu um beijo no pescoço. Senti um desconforto. Ele riu e ignorou. – To te esperando lá em baixo. Não demore.

–Não vou, só irei calçar um sapato. Já estou descendo.

Terminei de me arrumar e me olhei no espelho, eu realmente estava bonita. Eu não era de me produzir assim, mas festas sempre exigem um pouco mais da minha atenção. Fui descendo e Puck foi abrir a porta, demos de cara com meus pais. Um dos meus pais entrou direto e foi em direção ao banheiro.

–Onde vocês vão? – Meu pai perguntou

–Você não falou com eles Berry? – Puck me perguntou

–Me esqueci – Falei abaixando a cabeça

–Desculpa Senhora Berry, convidei a Rachel para ir numa festa comigo à alguns dias, achei que estivesse tudo bem com vocês.

–Desculpa pai, eu me esqueci completamente.

–Ta tudo bem, vocês podem ir. Já estão todos arrumados mesmo. Só tomem cuidado e por favor tenham juízo.

–Muito obrigado pai! – Falei dando um abraço nele. – Tchau

Saímos e entramos no carro do Puck, o caminho foi tranqüilo, tudo estava muito calmo. Passamos em frente a casa de Kurt e me lembrei da tarde maravilhosa que tive com Finn, fiquei longe pensando em Finn.

–Chegamos Berry. – Puck desligou o carro. A festa era em uma casa, uma casa enorme. Muito bonita por fora. Puck abriu a porta do carro para mim e entramos. Tudo era colorido e piscava, a musica cada vez mais alta. Imagino que a pessoa que organizou deve estar muito orgulhosa, tudo estava maravilhoso.

Chegamos ao salão principal e eu fiquei boquiaberta, tinha muita gente, tanto sentados quanto na pista de dança. Puck me levou até onde seria nossa mesa. Nos sentamos para nos acostumar com o ambiente, mas eu vim para a festa, então eu quero aproveitar. Puxei Puck para a pista de dança, começamos a dançar, e muito. Era música eletrônica, não tinha como ficar parado. Alguém passou oferecendo bebida, eu e ele pegamos um copo, bebi num gole só. Ele ficou assustado mas ao mesmo tempo parecia ter gostado, eu acho que depois disso eu bebi mais três copos e decidi parar, não queria ficar bêbada. Puck segurou minha cintura me pressionando contra ele, eu não entendi, ele parecia querer e eu também. Minha respiração acelerou, eu fechei os olhos para não pensar nas conseqüências. Puck mordeu minha orelha.

–Me beija Berry, vamos me beija! Você vai me deixar louco.


Notas finais
Gostaram ??