Uma semana havia passado desde que Maxi bateu na porta de minha casa em Baires e declaramos todo nosso amor para outro apesar de tudo. Embora nossas aulas em Córdoba estavam acontecendo normalmente, resolvemos ficar por aqui um tempo sozinhos – meus pais estavam por volta, mas trabalhavam a maior parte do tempo – e fazer tudo voltar a ser como era antes.

Aproveitamos o tempo para conversarmos decentemente, a primeira vez em muito tempo. Respondi algumas dúvidas de Maxi sobre as mais diferentes coisas. O time de futebol, os nossos amigos, as coisas que aconteceram enquanto estávamos juntos: quando nos conhecemos, primeiro beijo, o acidente. Maxi também aproveitou para conhecer meus pais, que o adoraram desde o primeiro momento, e na segunda noite de Maxi em minha casa, enquanto ele e papai conversavam na sala, mamãe aproveitou nosso momento a sós na cozinha para comentar o quanto ela estava feliz por mim, por eu ter encontrado Maxi e por ter superado a morte de Joaquim. Claro que ela se referia ao fato de eu ter superado e encontrado outra pessoa, mas eu jamais superaria a morte preococe dele. De um menino tão bom, com mil planos e uma vida inteira pela frente.

Falando em Joaquim, eu tinha um último lugar para visitar antes de voltar para Córdoba. Não sei como será visitá-lo pela primeira vez tanto tempo depois, porém, eu precisava fazer isso. Precisava conversar com ele. Precisava pedir desculpas, apesar de todos continuarem dizendo que eu não tinha culpa. Maxi, de alguma maneira já tinha essa ideia, então, quando comentei com ele sobre o meu desejo, o mesmo, feliz, prometeu ir e ficar ao meu lado se eu precisasse.

E aqui estou eu, pela primeira vez em um ano e alguns meses entrando no cemitério onde Joaquim foi enterrado, Maxi está ao meu lado segurando minha mão enquanto nos aproximamos do túmulo de Joaquim. Letras douradas com o nome Joaquim Navarro e um pequeno epitáfio chamam atenção, não tanto quanto a foto de Joaquim sorridente a cima. Um sorriso inesquecível. Aproximamo-nos e eu desenlaço minhas mãos de Maxi, me aproximando ainda mais e me ajoelhando.

– Oi – eu sussuro. – Já faz tanto tempo, não é mesmo? Me desculpe por demorar tanto, mas foi muito difícil aceitar tudo isso. Eu sei que você consegue entender isso aonde quer que esteja... Você foi sempre tão compreensível. Sabe, eu achei que não conseguiria. Eu só queria que tivesse sido eu e não você, mas todo mundo me deu tanta força. Meus pais, meus avós, seus pais. Ah seus pais, eles foram tão especiais no meu processo de recuperação. Sua mãe sempre tão doce me dizendo que você gostaria que eu continuasse. Eu continuei, mas não foi fácil. Acordar todos os dias e saber que você não estaria lá. Saber que eu não te encontraria mais na universidade. Saber que você não estaria em casa. Que você não estaria aqui. Por isso, eu precisei mudar. E começar uma vida nova, mas eu demorei seis meses pra voltar a viver totalmente, eu o fiz, porque eu sabia que você não gostaria de me ver mais triste, eu podia sentir isso nos meus sonhos. E voltar a viver foi estranho, mas tive tanta pessoas ao meu lado me ajudando, até encontrei alguém que consegui amar novamente. O Maxi é uma pessoa muito especial, mas eu sei que você sabe disso também, acho que você fez planos que nos encontrássemos por aí, não fez? – eu falei sorrindo entre silenciosas lágrimas, e ouvi Maxi dando um leve sorriso atrás de mim. – Ele cuidou de mim quando mais precisei, me fez sorrir novamente e mesmo com tantas provações, ele me amou e me ama muito – Maxi ajoelhou-se ao meu lado, e eu encostei a cabeça no ombro dele. – E acima de tudo, Maxi entende o quão especial você é pra mim, e como uma parte do meu coração vai sempre pertencer a você, Joaquim. E-eu sinto muito por aquela noite... – eu falei e senti mais lágrimas caindo em meus olhos, me impossibilitando de continuar. Olhei para baixo e respirei fundo. Fui surpreendida quando Maxi começou a falar, colocando uma mão em minhas costas.

– Oi, cara – ele disse, eu levantei o rosto e virei para Maxi. – Naty também é muito especial para mim... Eu fico feliz que você tenha escolhido alguém tão atrapalhado como eu para tomar conta dela. Prometo não te decepcionar. Eu a amo, e sempre farei de tudo para deixá-la feliz – ele me abraçou e eu voltei a encostrar a cabeça no ombro de Maxi. Ficamos em silêncio por alguns minutos. Nosso silêncio foi interrompido por uma pequena garoa que friamente tocava nossa pele. Eu me aproximei mais ainda do túmulo, coloquei minhas mãos sobre ele e dei um beijo.

– Eu te amo, Joaquim... Sinto sua falta – eu sussurei.

Maxi colocou uma das mãos sobre a minha e sorriu, um pouco para mim, um pouco para o túmulo, depois ele me ajudou a levantar. Entrelaçamos nossas maõs e dei um último tchau antes de me virar para caminhar para casa com Maxi. Antes do túmulo desaparecer atrás de nós, dei uma última olhada e um lindo arco-íris havia se formado próximo a ele. Eu sabia quem o havia mandando. Eu sorri. Sabia que Joaquim estava cuidando de nós lá de cima. Maxi olhou para trás notando meu sorriso e não pode deixar de sorrir também. Joaquim estava feliz por nós.

FIM

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Então meus amores, chegamos ao fim de mais um fic. Essa fic que me proporcionou muitos momentos e sentimentos. Hoje foi mais um deles, quando tive lágrimas caindo enquanto escrevia... Eu espero que vocês tenham gostado do capítulo e da fic. Muito obrigada à todos que estiveram aqui apesar dos meus problemas e atrasos infinitos. Eu não teria sido nada sem seus reviews, recomendações, favorites. Vocês são demais! Muito obrigada por todo amor ♥

Apesar de ter amado escrever e amar falar do meu casal favorito, vou ficar um tempo sem escrever longas fics, porque acho que precisa de compromisso, e eu sempre acabo abandonado por um longo tempo, já que a faculdade me consome muito. Se alguém se interessar nos meus novos e outros projetos, eu estou me dedicando a escrever imagines do 1D. Eles não podem ser postados aqui no Nyah!, mas posso passar o site para quem quiser. E podemos conversar sobre outros imagines das preferências de vocês.

É isso, muito obrigada de novo pelo carinho!

P.S: se quiserem me encontrar, meu tt é @mariacorso. Podem mandar mensagem aqui também, que estarei acompanhando sempre!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!