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2 My Heaven - OS 2
Notas iniciais
Eles passaram por muita coisa para chegarem onde estão atualmente: a homofobia dos próprios pais, a expulsão de ambos de casa, as perseguições de um vizinho intolerante, homofóbicos que, de forma covarde, agrediram eles fisicamente, esconder a sexualidade para ter um pouco de sossego na faculdade, no trabalho, no curso de inglês até, finalmente, conseguirem juntar dinheiro para sair do deserto de intolerância chamado Tóquio e partirem para o “oásis do paraíso” chamado São Francisco, a tão falada “melhor cidade para uma pessoa LGBTTIQA+ viver”.
“(...) Quando dei um passo adiante com coragem
Algo apareceu na minha frente (...)”
Apesar de mesmo naquele “paraíso” haver a homofobia, a intolerância e o preconceito, nem dava para comparar aquilo com a terra natal deles. Para começar, podiam denunciar casos de homofobia que eles eram tratados como tais – crimes e sem ninguém da Lei para reproduzir ainda mais opressões, apesar de, infelizmente, haver exceções. Eles tinham a liberdade de andar de mãos dadas, de chamar um ao outro de “amor” sem receber recriminações, de até se beijarem sem medo de receber uma agressão gratuita, de amar sem restrições e quando eles souberam da decisão de liberar o casamento LGBTTIQA+ para todos os estados norte-americanos, o piloto de aviões Ryouta Kise foi pedido em casamento pelo, agora noivo, policial Daiki Aomine naquele mesmo dia.
Um ano depois, após juntarem dinheiro, planejarem cada passo daquele momento importante, no dia em que eles fizeram 15 anos de namoro, Ryouta Kise passou a se chamar Ryouta Aomine, mas nem tudo foram flores. Infelizmente, a família de ambos se recusaram a ir no casamento, com direito a família de Aomine rasgar o convite na frente da melhor amiga do casal, em Tóquio, quando esta entregou o convite para eles. Contudo, o casal ainda não perdia a esperança das suas famílias, agora que estavam casados legalmente, aceitarem de vez o amor deles e não permitiram mesmo este fato atrapalhar a felicidade deles.
O momento foi mágico, pois todos os amigos, colegas e pessoas queridas do casal, que sempre apoiou eles estavam lá. Até os seus amigos dos tempos de colégio no Japão estavam lá, comemorando este fato tão importante, celebrando o amor.
“(...) Depois de uma longa jornada, cheguei até aqui
Depois que tentei achar o caminho, cheguei até aqui
Meu paraíso é você, é você (...)”
Finalmente à sós, após um casamento indescritível de tão belo, Aomine e Kise viajaram para sua terra natal, o Japão, para passar a lua de mel em um ryokan privativo e totalmente sigiloso – presente de casamento do amigo de longa data do casal, o empresário do ramo hoteleiro Seijuuro Akashi – em Nikko, cidade histórica do Japão famosa por seus templos, santuários e abrigar os mausoléus do clã Tokugawa, a família imperial que comandou o Japão feudal no Período Edo. O local ficava praticamente nas montanhas, bem afastado da população, tanto que a distância dali até a cidade eram seis horas de carro, o local ideal para quem quer realmente fugir da loucura metropolitana.
De banho tomado e após terem aproveitado todas as atrações do ryokan, como a comida maravilhosa e as reconfortantes fontes termais do local, eles estavam no quarto, deitados no futon para casais, abraçados e dando vários selinhos, admirando a lua cheia que iluminava o quarto, pois apesar de estarem hospedados em um ryokan, o local era cheio de vários luxos, como o quarto possuir um teto retrátil. Era o tão esperado momento, a noite de núpcias e eles, estranhamente não sentiam a menor vontade de transar, até então. Tudo que eles queriam era admirar o luar, as estrelas e refletir fatos engraçados sobre o relacionamento deles, fatos nem tem engraçados, trocar juras de amor até que, após um bom tempo, eles voltaram a ter conversas quentes e quando eles menos perceberam, o clima sedutor misturado com muito amor voltou com tudo, era o momento mais propício para a noite de núpcias começar, de fato.
De tenros selinhos, eles passaram para libidinosos beijos, onde as línguas somente queriam provar intensamente de todos os sabores um do outro e sentiam o coração bater tão forte quanto ao primeiro beijo deles. Ficaram um bom tempo naqueles carinhos, somadas as carícias gostosas que as mãos do casal faziam um do outro. 15 anos de relacionamento dá uma intimidade absurda ao próprio corpo mais o corpo alheio, portanto não houve nenhum constrangimento pelo fato de Aomine começar suas carícias, pegando na bunda de Kise por baixo do yukata e o piloto retribuir com o mesmo gesto. As carícias com as mãos evoluíram rapidamente para um explorar preciso e delicioso de zonas erógenas, algo que somente o tempo poderia fazer, onde o constrangimento, já inexistente, não teve espaço para haver mesmo, quando eles retiraram seus yukata e, no meio das carícias, começaram a masturbar um ao outro.
Os discretos e esparsos gemidos passaram a ser gemidos cada vez mais constantes e abafados em contraste, principalmente depois de Kise ajeitar-se por cima de Aomine, de modo a conseguir chupar o pênis do marido, ao mesmo tempo que este chupava o seu. De longe, o sexo oral simultâneo era uma das atividades sexuais, além da penetração, favoritas de Kise, pois Aomine sabia com propriedade a velocidade, intensidade mais carinhos extras que deixavam ele louco e ele próprio não ficava muito atrás.
“Tempo é algo engraçado, enquanto nas primeiras vezes, ficava todo constrangido quando o Aominecchi lambia meu... agora é até estranho quando ele não faz isso no sexo” – refletia o piloto, enquanto gemia muito de prazer ao receber este carinho do policial.
Kise continuava a chupar o esposo, arrancando altos gemidos de Aomine, porém já fazia um bom tempo que eles estavam naquela prática e tudo que o policial queria, naquele momento, era possuiu seu marido com tudo. Pegou o lubrificante, que estava debaixo do travesseiro, abriu a embalagem e começou a jorrar o líquido na entrada de Kise. Como o produto tinha gosto de morango, não houve nenhum impedimento para Daiki dar novamente outras lambidas no local, enquanto espalhava mais do lubrificante nos próprios dedos e muito menos quando começou a preparar Ryouta, onde fazia tudo isso recebendo o melhor sexo oral existente ao mesmo tempo.
Preparar o namorado ao mesmo tempo era uma das atividades sexuais favoritas de Aomine, além da penetração, competindo alto com o ato de fazer sexo oral em Kise até fazê-lo ter um orgasmo.
“Ah, Ryouta... sempre tão entregue, tão intenso! Desde a nossa época de início de namoro até hoje, continua sendo uma obra de arte perfeita quando estamos na nossa intimidade” – refletia Aomine, enquanto deliciava-se com cada reação de Kise. Desde os gemidos constantes de “Aominecchi” até uma outra rebolada que o homem dava durante a preparação. Estavam tão conectados um ao outro, que nem precisou o piloto avisar que já queria a penetração; naturalmente, Daiki retirou os dedos da intimidade do esposo, deu espaço para Kise posicionar-se deitado de pernas abertas, pronto para receber Aomine. Como o casal fez testes para DST, HIV antes do casamento e ambos deram resultados negativos, além disso eles fizeram outros exames para checar se estava tudo bem e estava, de fato, Aomine e Kise dispensaram a camisinha na penetração, porém estava tudo combinado: só na lua de mel, por ser uma ocasião mais do que especial, eles fariam sem proteção. Voltando para São Francisco, preservativo sempre, como sempre foi desde o início do relacionamento deles.
A intimidade de longo tempo permitia Aomine saber exatamente quando podia avançar, quando tinha que repousar para Kise se acostumar, quando podia continuar sem nenhuma palavra, afinal suas bocas estavam ocupadas demais, beijando um ao outro. Não demorou muito para o policial, já com toda sua extensão envolvida pelas paredes anais do esposo, começar a fazer os movimentos de vai e vem do jeito que Kise gostava: de forma bem lenta para depois a velocidade aumentar, aos poucos, porém com intensidade máxima.
Os gemidos do casal durante o ato, os gemidos abafados durante os beijos dados, enquanto Aomine estocava cada vez mais Kise, eram lindos, uma verdadeira melodia aos ouvidos deles.
Era maravilhosa a confiança total que tinham um no outro, permitindo o mudar das posições sexuais com muito prazer, permitindo até mesmo, após um bom tempo, Aomine entregar-se a Kise. Não havia palavras para o policial descrever o quanto era gostoso o jeito de Ryouta penetrá-lo e provar da sua intimidade com tudo. Muito mais a liberdade que tinham de, após um bom tempo, Kise sair dali, sentar no colo de Daiki e cavalgar com o maior prazer do mundo em seu pênis. Era incrível.
Sob a luz do luar, os dois homens continuavam a fazer amor como se fosse a última noite deles na Terra, de forma intensa, pura e bela.
— Eu te amo, Ryouta.
— Eu te amo, Daiki.
Estavam tão conectados um ao outro, tão entregues as forças do destino, que eles atingiram o raro e incrível ápice do prazer e do amor juntos.
“(...) Aquele que acalma minha mente insegura
Aquele que preenche meu sentimento de vazio
Meu paraíso é você, é você (...)”
Lua a testemunhar,
Carinhos a continuar,
Depois do ápice, continue o desfrutar
Porque no paraíso particular,
A única regra é simplesmente amar.
“(...) Vou te proteger com tudo que tenho
Mesmo se tudo mudar, sou aquele que não irá mudar
Meu paraíso é você, é você
Espero que esse mundo seja feito todo de você”
(My Heaven – NU’EST)
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