Pânico 5
3 Capítulo 2
KIRBY REED
Kirby está em seu carro, está com muito medo. Ela sobreviveu a um massacre, e isso ainda apavora ela. Sua melhor amiga e Charlie, o garoto que sempre teve uma queda por ela. Ela quase morreu tentando salva-lo. Ela leva sorte de que ele não percebeu que ela ainda estava viva. Ela está, literalmente, morrendo de medo. Mas então pensa em Sidney. Sobrevivente de vários assassinatos. Quase foi morta pela Jill, mas então foi forte. Então Kirby precisava ser.
Estava muito desconcentrada, ouvindo música em seu carro. Ela nem sabia quem cantava. Para ela devia ser um daqueles cantores sertanejos dos anos 80. Então a música para de tocar.
– Então, quais são as noticias de hoje, Carl? – Pergunta o locutor da rádio.
– Soubemos que foram encontrados três corpos, de adolescentes, em uma casa. Pelo que nós sabemos, aquela casa pertencia a Casey Becker.
– A primeira vitima dos assassinatos? – Pergunta, novamente, o locutor.
– Sim, pelo que sabemos. Também a indícios de que tentaram colocar fogo na casa.
Antes que terminassem de dar as notícias, Kirby já desligou a rádio e seguia em direção a sua casa. Então o carro dela começa a parar. Ela vê que não acabou a gasolina. Então – em um ato muito estupido – desce do carro. Ela vê os pneus traseiros furados. Começa a ouvir um barulho no porta-malas. Ela sabia que havia algo ali. Então, pega uma arma de choque que escondia em baixo do banco de seu carro e segue em direção à parte traseira do carro. Ela aperta o botão para destravar o porta-malas. Já está preparada para ligar a arma de choque. Então abre o porta-malas. Ela começa a gritar. Vê três corpos decapitados em seu porta-malas. Ela sabe quem eles são. Nicole, Maicon e Julie. Todos estão usando a mascara do assassino. Então ela ouve um barulho. Quando olha para trás, ela vê o assassino. Com sua faca afiada, preparando para mata-la. Ela ainda não percebeu que está com a arma de choque em suas mãos. Então começa a correr. E o assassino a persegue. De repente ela nota que o assassino começa a jogar facas em sua direção. Por sorte, nenhuma chega a atingi-la. Deve ser difícil atirar facas enquanto corre, pensa Kirby. Então o assassino para, pega uma faca em seu bolso, e joga em Kirby. Antes que a faca chegue nela, ela se abaixa, e cai. O assassino vem bem devagar, guarda as facas que estava em sua mão no bolso e então pega uma faca três vezes maior. Com Kirby caída no chão, ele começa a passar a faca em seu braço. Kirby tenta gritar, mas não consegue. Ela está na frente de uma casa, que aparenta estar vazia. O assassino para de passar a faca em seu braço, e vai passando para seu pescoço. Antes que algo possa acontecer, ela “acorda”, pega a arma de choque e atinge a cabeça do assassino, que está se retorcendo no chão.
Kirby volta pelo mesmo caminho, passa pelo lado de seu carro, pega seu celular e liga para policia. Mas quando olha para a calçada, ele não está mais lá. Então ela sai correndo.
Passa 20 minutos, desde que o policial a mandou ficar onde estava. Ela sabia que o assassino não iria voltar, a arma de choque está em sua potência máxima. Aquilo devia doer muito.
Passam-se mais 20 minutos, e ninguém ainda veio. Policiais de merda, pensa Kirby. Ela sabia que os policiais nunca foram de muita ajuda quando se tratava de seriais killers. Foi Gale que salvou Sidney de Billy Loomis. Dewey foi nocauteado por Jill e, se não fosse por isso, a Policial Judy não pode impedir Jill, que ameaçou estourar a cabeça de Dewey com um tiro. Kirby ainda não se conforma que Charlie tentou a matar. Sim, ela nunca foi uma das melhores pessoas com ele, mas ainda não consegue pensar o porquê disso.
Enquanto ainda está esperando na rua, um carro vem em sua direção. Depois o carro para. Kirby não consegue lembrar-se de quem é aquele carro. Então Mike aparece. Mike entrou na faculdade há dois anos. Ele estuda na mesma sala de Kirby – direção de cinema. Ele desce de seu carro e vem em direção de Kirby.
– Você está bem? – Ele pergunta.
– Tirando o fato de que o pneu do meu carro furou, estou bem.
– Quer que eu ajude a trocar o pneu. Sempre tem um pneu de sobra no porta-malas.
Kirby nem pensou em trocar os pneus. Deve ser pelo fato de que ela achou três corpos em seu porta-malas.
Mike segue em direção ao carro de Kirby.
– Olha aqui, tem tudo que precisamos para trocar o pneu. – Ele diz, apontando para o porta-malas que está vazio.
– Mas que porra. – Diz Kirby
– O que?
Kirby pensa em contar tudo para ele. Talvez um ombro amigo seja bom nessa hora.
– Se eu te contar algo, você promete não pirar?
– Tirando o fato de que eu já sou meio pirado. – Brinca Mike. Então ele nota a expressão fria no rosto de Kirby. – Pode me falar.
Kirby senta na calçada, onde quase foi assassinada, explica tudo para ele, a história de Woodsboro – que não era tão secreta – e então diz que há um novo serial killer a solta.
– Será que não pode ser sua antiga amiga? A Jill? Pelo fato de que o corpo dela sumiu do hospital?
– Não, realmente não pode. Sidney atirou bem em seu coração, não tem como ela ter sobrevivido a isso.
– Então por que alguém tiraria o corpo dela do hospital?
– Eu não sei.
Mike fica em silêncio, ele parece estar analisando tudo. Kirby tem vontade de chorar, mas não consegue. Ela deita em seus ombros, e fica lá por um tempo.
– Acho que nós devíamos sair daqui. – Diz Mike.
– A policia me mandou ficar aqui. Há uma hora... Vamos sair daqui.
Eles saem da calçada, vão em direção ao carro de Mike, eles entram. Eles ficam lá por um tempo.
– Kirby, posso dizer uma coisa? – Diz Mike, dentro do carro que ainda está parado.
– Diga.
– Como é passar por isso?
– Parece, literalmente, que estou vivendo uma saga de filmes de terror. Que nunca irá acabar até eu morrer.
Ele fica sem expressão, não tem o que dizer. Então se aproxima de Kirby e então junta seus lábios aos dela. Ela não se sentia tão feliz assim faz muito tempo. De repente a expressão dele muda, e aparece um enorme sorriso.
O celular dela começa a tocar. É a Sidney.
– Tenho que atender. – Diz Kirby.
– Ok.
Kirby atende seu telefone.
– Oi, Sidney. Está tudo bem.
Então uma voz rouca fala.
– Olá, Kirby... Está tudo ótimo.
Kirby desliga o celular.
– Você está bem? O que houve? – Pergunta Mike.
Kirby não fala nada. Está muito apavorada para dizer alguma coisa. Ela desce do carro, ainda com o celular na mão. E Mike a segue.
Quando os dois saem do carro. Eles ouvem um barulho. Então Kirby percebe que já ouviu esse som na aula. É uma bomba. Então o carro de Mike explode. Então ela nota que o assassino não queria mata-la e sim assusta-la.
– Eu estou de volta. – Diz a voz no celular. – Se prepare para morrer.
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