Notas iniciais
Primeiro o/ ou melhor só o prólogo pra deixar vocês com a pulga atrás da orelha hahaha .

O vento frio do Outono ficava cada vez mais rigoroso. Logo estariam no Inverno, afinal. Não importava qual fosse a Estação, a serra onde se localizava Oásis era fortemente castigada por rajadas frias de vento e chuvas. Para quem dirigia na estrada, era quase impossível ver para onde estava indo por conta da chuva. Um carro vinha dirigindo de maneira cuidadosa, nele um casal recém-noivado que tinha como destino uma grande casa deixada como herança para a então mulher. Não demoraram muito para que chegassem à casa, afastada de Oásis, onde programavam ter uma vida. Correram para a proteção da varanda, à frente da casa, e destrancaram a antiga porta com demasiada facilidade. O homem que desde que estavam na estrada já queria ter sua noiva olhou para os lábios cheios da mulher, um ato recíproco, a mulher também o olhou com desejo. E então, como atração eletromagnética, os dois se juntaram em um beijo, beijo esse que já havia começado quente, as mãos do homem percorriam furiosamente a nuca e cintura da jovem, e ela com uma mão arranhava suas costas sobre a camisa branco-azulada enquanto com a outra tentava desabotoar a mesma. Por sua vez, o homem ergueu a mulher no ar, segurando-a pela cintura fazendo com que ela travasse as pernas ao redor de sua cintura. Os corpos muito juntos e o local pouco conhecido em que se encontravam se uniam estimulando a pulsação de ambos. Fechando desajeitadamente a porta atrás de si e ascendendo as luzes da sala, o homem não esperou muito tempo até que jogasse sua noiva no sofá protegido por um pano branco, ela deu um largo sorriso e soltou o cabelo, que até então estava preso em um rabo de cavalo. Começou a tirar sua blusa preta, quando as mãos de seu noivo cobriram as suas, ajudando-a tirar logo a blusa. Em seguida, o homem tirou a própria camisa, enquanto a moça começava a desabotoar sua calça. Apesar do tempo frio e rigoroso, a excitação do casal começava a deixá-los quentes e suando. Mas o plano do casal foi interrompido por uma queda de energia.

– Droga, a energia deve ter acabado sorte que meus avôs instalaram um gerador aqui ano retrasado – disse a mulher.

– Se importa de ir ligá-lo? Fica no porão.

– Tudo bem, mas depois, quero voltar exatamente onde parou – o homem sorriu. Ele já havia visitado a casa alguns dias antes, mas nunca fora até o porão, embora tenha visto a passagem para o lugar. Ao chegar na porta do porão, ele puxou a corrente, a porta não abriu de primeira vez, aparentado estar emperrada, mas após alguns violentos puxões, a porta cedeu. Desceu ao ambiente escuro, e pegou seu celular no bolso esquerdo, ligando a lanterna e iluminando o porão. Não demorou até que achasse o gerador, e em seguida o ligou. Assustou com o forte zumbido, gerado por um freezer atrás dele. Estranhou o freezer, e estranhou mais ainda, quando notou um leves respingos, de uma cor quase como preta, no chão. Resolveu abrir o freezer, e seu estômago se embrulhou não apenas ao sentir o bruto cheiro pútrido que agora infestava , mas ao ver o que havia dentro. O corpo de uma garota estava lá dentro. Os lábios roxos e a pele branca como papel. Hematomas roxos e verdes marcavam seu pescoço e os cabelos ruivos, estavam sem vida alguma.