Puzzle

4 Capítulo 4 - Sanidade & Loucura


Notas iniciais
Esse capitulo é todo um flashback das lembranças de Aurora .
Espero que gostem :)

ps: Se você leu e ficou meio perdido, normal, eu esqueci uma parte hahaah então leia de novo e você vai entender. Desculpa mesmo

Finalmente sai da cabine, me olhei no espelho, estava horrível. Tinha que dar um jeito de voltar a ser perfeita, ninguém poderia nem imaginar o que estava acontecendo. Percebo que alguma menina sai do banheiro feminino, sinto meu coração parar por um instante só de pensar que alguém tivesse me visto nesse estado. Mas ignoro, ela não devia ser ninguém. Respiro e vou em direção a minha sala.


Coloco minha bolsa aos meus pés em baixo da carteira. Vejo Mark entrando pela porta da sala, seu jeito sério e calado. Espero, respiro fundo e vejo ele se aproximando de mim, começo a esboçar um pequeno sozinho em meu rosto, imaginando que ele fosse se sentar na carteira atrás da minha, da mesma maneira que ele fazia quando ainda estávamos juntos. Mas algo o faz mudar de ideia, ele se vira e anda em direção a uma mesa perto da janela, a uns 2 metros de mim, sinto seu olhar sobre mim e por um segundo adivinho o seu pensamento ‘nem fudendo bitch’ . Suspiro.

De repente sinto alguém colocar as mãos em meus olhos, tateio em busca de alguma pista de quem seria, mas não era realmente necessário adivinhar, já sabia.

– Joe !! – A sua presença me faz saltar da carteira e sair correndo para abraça-lo. Em seus braços fortes parece que tudo o que estava acontecendo simplesmente sumisse e eu me sentia segura.

" Paro em frente de uma porta, fecho meus olhos, respiro fundo antes de abri-la. Era a primeira vez que eu estaria participando de uma reunião em grupo. Meu psiquiatra achava que seria melhor para mim se " reaprendesse a falar com as pessoas" , pelo menos essas foram as suas palavras antes de assinar o maldito papel que me mandava para aquela sala.

Entro, me sento e espero, algumas pessoas estranhas estavam a minha volta, mas ainda restavam algumas cadeiras vazias, estava sentada entre dois lugares vagos, não queria me aproximar de nenhuma daquelas pessoas. Uma mulher loira, com olhos azuis e um sorriso que tentava ser cativante entrou pela porta, ela estava todo de branco, então deduzi que ela deveria ser a psicóloga que conduziria toda a sessão, em seu crachá estava escrito Doutora Clarisse Manchester. Já tinha ouvido falar dela, uma das melhores do país, dava palestras ao longo do mundo. Ela senta-se ao meu lado e me da um sorriso, não o retribuo, não estava com a mínima vontade de parecer sociável.

A psicóloga já estava falando a alguns minutos quando a porta se abre, tiro meus olhos de meus pés e me viro na direção do son.

–Olá Jonatthan, que bom que o senhor finalmente resolveu se juntar a nós.

– Me desculpa doutora. — ele abre um sorriso de lado, aquele típico sorriso que faria com que qualquer pessoa perdoasse qualquer coisa que ele fizesse. Ele teria uns 18 anos, seu cabelo era de um loiro escuro, perfeitamente bagunçado, tinha olhos verdes e um corpo que ficava mais bonito ainda porque estava usando uma camiseta preta colada e uma calça jeans despojada.

Pela primeira vez em dois meses que estava aqui comecei a me arrepender de andar desarrumada por ai, sem maquiagem e com o cabelo enrolado em um coque. Me esqueço de respirar por um tempo quando ele senta-se ao meu lado.

– Bom , eu sei que para muitos essa é a primeira sessão e para outros não exatamente – Clarisse deu uma risadinha e continuou – Vale relembrar e falar algumas regrinhas não é mesmo ? – Como de esperado ninguém respondeu, pelo menos eu não era a única a não estar nem um pouco animada com a terapia em grupo, e principalmente por não estar nem se importando em fingir isso. – Primeiro, esse será um espaço livre de julgamentos, ninguém vai julga-los e discrimina-los por nada que quiserem compartilhar com o grupo. E segundo, tudo o que acontece aqui é o nosso segredinho. – Eu já estava ficando de saco cheio dessa mulher que forçava ser legal – Nada de sair por ai contando o que se é discutido aqui. Por fim , mas não menos importante, quero a participação de todos !

A doutora fez questão de olhar para mim e sorrir, acho que ela já lia em meu olhar que nada no mundo me faria participar de qualquer coisa que ele propusesse naquela sessão idiota. Nada !

Primeiramente ela nos fez falar , um de cada vez, nossos nomes, idade e o que fazíamos da vida, na minha vez respondi sem a mínima animação, somente com as palavras necessárias. Passei boa parte do tempo olhando para as minhas unhas e pensando que ligaria para a manicure assim que saísse daquele inferno.

– Bem queridos, é devagar que começamos, então vamos fazer duplas e cada dupla vai conversar para se conhecerem melhor – Depois de alguns minutos ela percebeu que todos ainda permaneciam imóveis ela continua – Vai , vamos , formem duplas, não vou escolher para vocês.

Eu só queria acabar logo com aquilo, olhei para os lados a procura de alguém menos pior com que eu pudesse terminar logo com isso. Meu olhar acabou encontrando com o do boy magia ao meu lado, e assim que ele sorriu e fez um sim com a cabeça entendi que ele estava falando para formarmos uma dupla, então nos levantamos e fomos sentar em um canto da sala.

Por alguns minutos ficamos em silencia, nenhum dos dois se atrevia a falar nada.

– Eu daria tudo para sair daqui.

Finalmente ele havia dito alguma coisa, sorri e concordei com a cabeça. Ele era realmente muito bonito, seus olhos verdes eram penetrantes e passavam confiança, e seu sorriso dava a impressão que nada de mal poderia lhe acontecer enquanto ficasse perto dele.

- Nem me diga, isso é idiota não vai ajudar em nada na minha vida.

- Por experiência própria eu posso lhe dizer que não vai ajudar mesmo. Mas infelizmente terei que continuar vindo.

- Eu sei uma coisa que poderia ajudar, mas acho que eles não iriam concordar muito.

Ele me olha com um olhar desconfiado, sorrio de lado, abro a minha bolsa e pego uma caixinha de metal de Altoids e abro com cuidado mostrando seu interior apenas para ele. Jonatthan começou a rir alto, fazendo com todos da sala olhassem para nos, e me fazendo rir também. Depois de respirar fundo para parar com o ataque de riso ele olha para mim e fala muito baixinho.

- Precisamos sair daqui.

— Eu tenho um plano. – sorrio de lado, me aproximo de sua orelha e falo em um tom que tenho certeza que somente ele seria capaz de me ouvir- Te encontro no banheiro feminino do segundo andar em 5 min.

Antes que ele pudesse responder qualquer coisa, me levanto e ando em direção a psicóloga.

- Doutora eu poderia sair, por favor?

- Na verdade não Aurora, você terá que esperar a sessão terminar.

- Mas Doutora Manchester, eu estou com problemas femininos se é que você me entende – digo isso em um tom de voz meio alto, a sala vira-se para mim, alguns com risinhos e outros com uma cara de nojo – Eu realmente preciso sair, senão a coisa aqui vai ficar preta, quer dizer vermelha.

- Ok Sra. Locklove, saia logo.

Saio da sala e antes de fechar totalmente a porta percebo que Jonatthan estava quase chorando de tanto rir, mas colocava a mão de seu rosto como uma tentativa inútil de disfarçar. Ando então em direção ao banheiro que foi o combinado, havia escolhido ele pois era o único que possuía somente uma cabine e era possível trancar a porta. Chegando lá me olho no espelho, procuro desesperadamente para pelo menos alguma coisa que daria um jeito na minha cara de morta, ajeito o meu cabelo e passo um gloss nos lábios. Tiro o moletom , ficando com uma blusinha meio transparente de manga comprida, me sento na pia e o espero.

Apos alguns minutos eu ouço alguém bater na porta.

- Está ocupado.

- Quem sabe eu poderia ocupa-lo com você

Começo a rir, e vou abrir a porta, deixo-o entrar e depois a tranco. Volto a me sentar na pia do banheiro, abro minha bolsa e pego minha caixinha, de dentro dela tiro um baseado e guardo para mim e dou outro para ele. Tiro de minha bolsa um isqueiro e enquanto ele segura seu baseado com a boca acendo para ele e depois acendo o meu. Dou um longa tragada, solto a fumaça lentamente depois e sorrio.

Vejo que ele fica me observando enquanto fuma, meu rosto fica vermelha e desvio o olhar. Jon se aproxima, encostando seu corpo na minha perna, ele me olhava com aqueles profundos olhos verdes.

- No que está pensando?

Ele continuava e me olhar enquanto respondia.

- Tem algo em você, não sei o que , mas é muito interessante.

- Como assim ? – falo com uma risada.

- Não sei explicar, mas você não é igual as outras entende?

- E isso seria bom ou ruim? – Olho nos seus olhos esperando uma resposta.

Ele coloca uma de suas mãos na minha coxa e começa acaricia-la, sem nem por um segundo desviar o olhar. Continuava a fumar o meu baseado, não sabia se devia ou não manter o olhar, era difícil , ele era intimidador , mas ao mesmo tempo ele eu queria descobrir mais sobre ele, eu precisava de mais dele.

- Me diga você.

- Eu pessoalmente acho o interessante muito bom , não é?

- Sim , até certo ponto é sim. – Com a outra mão ele apaga seu baseado na pia e segura meu rosto delicadamente com ela.

- Até certo ponto?

- Sim, até quanto o interessante se torna impossível, porque ai é chato.

Solto uma risada, apago o meu baseado também, e com a mão livre colo sobre sua nuca o puxando mais para mim. Olho em seus olhos e começo a beijar o seu pescoço, subo para seu rosto e depois passo meu lábios pelos seus. Rapidamente ele me puxa, colocando meu corpo entre suas pernas e começa a me beijar.

Tiro sua blusa e ele tira a minha, meu corpo pedia o ele, tirávamos o resto de nossas roupas e com uma risada ele disse.

- Isso com certeza ajuda muito mais."