Puros Sangue
4 Pov Tyler
Uma luz quente e forte bateu em meu rosto, rosnei e virei o rosto para o outro lado, mas sem resultado.
Balancei meus ombros e tentei me levantar, mas senti uma dor lascinante em minha perna esquerda. Respirei fundo e sorri lembrando do que acontecera noite passada.Manquei floresta a dentro, até achar o centro da vila. Passei por uma taverna, onde vários beberrões estavam, mas me conti, hoje eu precisava apenas de um curandeiro, e eu tinha Hélien para achar uma garrafa de rum por ai.Manquei até um mercado de carnes deliciosamente gordurosas, cheguei mais perto e uma garota com um rosto infantil me recebeu com um sorriso:–Caro, deseja comprar alguma coisa?–Se eu quiser alguma coisa, eu chamo!Ela me observou por dois segundos antes de se virar suspirando para atender outra pessoa, observei cada um dos pedaços de carne, uma mais deliciosa que a outra. Ri internamente e peguei um pedaço de carneiro suculento e coloquei dentro da minha mochila de pele de cobra que peguei de um peregrino qualquer e sai andando como se nada houvesse acontecido.A garota com as feições gentis de repente se tornaram bravas e ela gritou:–Idiota, devolve a minha carne!Todos de repente viraram para mim, mas eu já estava longe e comecei a correr mancar mais rápido, rindo.Logo em seguida senti uma mão agarrar meu cotovelo, e dei um soco sem mesmo ver quem era, mesmo não tendo condições de lutar.Olhei de relance para trás e vi o homem que eu deu o soco. Ele tinha cambaleado para trás, mas parecia muito zangado, parecendo o dragão.Gargalhei, mas em seguida senti uma mão acertar meu estomago, arfei procurando o ar, mas antes que eu pudesse recurar o ar, senti uma mão acertar meu rosto e cai para trás, vendo um cara de quase dois metros de altura me olhando feio, havia uma leve semelhança com a garota, mas ele era velho.Bufei. me levantei e o empurrei contra uma barraca de frutas, fazendo a barraca cair e um monte de frutas cair pelo chão, peguei uma maçã que caiu perto do meu pé, sai correndo em direção a floresta.Ouvi o barulho de passos atrás de passos atrás de mim por pelo menos uns 20 minutos, mas logo eles desistiram.Manquei o resto do caminho em direção á cabana de Hélien.Assim que passei pela porta Hélien declarou:–Eu não vou chamar um curandeiro para você!–Quem disse que precisa! — Retruquei.–Você é um louco suicida! — Ela apareceu por detrás da bancada da sala.A casa da Hélien parece uma loja, assim que entramos, a sala tem um monte de mesas redondas com varias cadeiras de madeira, como uma cafeteria, tinha uma bancada que ocupava toda a parede, que abria para a cozinha local de maluquices dela.Por isso roubo comida, quem tem coragem de comer no mesmo local que ela faz essas coisas estranhas.Revirei os olhos e me joguei na mesa mais próxima, pegando o carneiro e dando uma mordida enquanto Hélien exclamava:–Que nojo!–Eu trouxe uma coisa pra você! — Falei de boca cheia enquanto ela fazia careta.–Pra mim?Peguei a maçã da mochila e um anel do cara que me derrubou, jogando para ela.–Nem vou perguntar se comprou!Dei de ombros e voltei para o delicioso, maravilhoso, melhor parte da vida: Comer carne gordurosa.Quando terminei, me dei conta de que Hélien não estava mais na sala, fui atrás dela em seu quarto, que era ao lado da cozinha, abri sem bater na porta e a vi procurando algo no meio da sua bagunça.O quarto dela era o proprio mapa de todas as estrelas e fases da lua, ela pegou no fundo de um bau, um papel amarelado, o calendario.–Sabe que dia é amanhã? — Perguntou.–Não me importo! — Falei me jogando em sua cama.–É o único dia no ano que você tem que trabalhar: A celebração da vitoria da Grande Guerra! — Declarou.–Eu trabalho todo o dia! — Protestei.–Tentando se matar! E esta quase conseguindo! — Retrucou ela.Dei de ombros e falei:–Eu gosto desse trabalho!Ela revirou os olhos e me empurrou para dar um espaço para se sentar:–Só não se mate de verdade! Eu preciso de alguém para arranjar comida e me dar presentes!Mostrei a lingua para ela e falei:–A celebração pouco me importa!– Você só se importa em fazer idiotices–Não sou um louco suicida? — Pisquei para ela me levantando.–Onde você vai? — Perguntou ela.–Procurar um curandeiro, já que você não querQuando estava passando pela porta, ela gritou:–Você vai ter trabalho, ninguém vai querer te ajudar!Gargalhei e entrei na floresta novamente.
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