Pureza da Água, Pureza da Terra
1 Capítulo Único
Fazia bastante calor naquela tarde de janeiro, até mesmo para o deserto onde se encontravam. O vento, que geralmente refresca, deixava o clima ainda mais abafado com sua temperatura quente.
-Tem certeza do que está fazendo, maninha? — a garota perguntou mais uma vez, enquanto encarava aquele estranho sol
-Já disse que sim. — rebateu a que ia na frente, num tom repreensivo
Na verdade, Melinda não tinha certeza de nada, à exceção de uma coisa: Não queria aquele universo de destruição nem para ela nem para sua irmã, Manuela.
Ambas eram bruxas. E fariam qualquer coisa para não carregar esse legado.
Os cabelos castanhos de Melinda esvoaçavam com o vento desértico, assim como os fios loiros de Manuela, embora estes fossem bem curtos. Mel, como a irmã gostava de chamar, devido a cor de seu cabelo, percebeu que Manuela estava ficando para trás. Quando se virou, pode ver a delicada garota sucumbindo ao calor.
-Manu! Manu! — exclamava, tentando acordar a irmã inconsciente
Mel suspirou. O calor realmente estava muito forte, e sua irmã era muito frágil em relação a climas extremos. Não aguentava nem muito calor, nem muito frio. Como uma delicada flor.
A mais velha sorriu pensando nisso. Esse era o dom de Manuela: Afinidade com as plantas. E combinava com o seu, que era afinidade com a água, o que lhe dava olhos de um intenso azul.
Quando pensou nisso, inevitavelmente seu pensamento recaiu em fazer uma nuvem de chuva, para que a irmã acordasse. Seria arriscado, pois teria que desfazer o Soul Protection, mas não podia ficar vendo a irmã definhando em seus braços.
Então decidiu-se. Desativou a proteção de sua alma e logo puderam ser vistas nuvens de chuva cobrindo o sol.
Pouco depois de começar a chover, Manuela começou a se mexer, e sua expressão relaxou. Melinda deu um leve sorriso e beijou a testa da irmã, deixando-a dormir.
Ela só se esquecera de reativar a Soul Protection.
De repente, ouviu algumas passadas rápidas atrás de si. Quando se virou, já era tarde. Seu corpo foi cortado ao meio.
O rosto de Manuela caiu na areia com um baque surdo, e ela automaticamente abriu os olhos. E a última coisa que suas orbes azuis viram foi a lâmina da foice que atravessou seu corpo.
Então, a shokunin e sua arma viram algo inexplicável acontecendo, além da chuva ter se tornado uma tempestade. Debaixo de seus pés, uma grama do mais intenso verde germinou, assim como duas belíssimas flores surgiram, ambas tão azuis quanto os olhos das duas bruxas que ali morreram.
Notas finais
Fique a vontade para deixar review ou não. Nem sei se essa tosquera merece >.< Só escrevi porque precisava tirar esse peso de nunca ter feito uma one-shot com o tema da CdPaB(Campanha de Proteção às Bruxas)u.u
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