Pure Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Oliver POV
– Você está mais impaciente que o normal._Ouço a voz de John vindo até mim desde o banco do motorista, ele está nervoso também. Estamos parados em frente a empresa. Pedi um minuto para tentar me acalmar.
O dispositivo era na realidade um controle remoto, que aparentemente ativava um bomba que estava em algum lugar em Starling, e nos não fazíamos a mínima idéia da onde essa bomba poderia estar. Eu mesmo havia revisado centenas de vezes aqueles arquivos a procura da localização da bomba. E não havia encontrado nada. Nem uma dica, uma pista, ou uma anotação descuidada. Absolutamente nada.
E apesar de não querer envolver Felicity nessa missão de novo, não estava vendo outra opção. E isso estava me deixando com os nervos a flor da pele.
De certo modo meu humor era conveniente. Não tive paciência nenhuma com os bandidos durante essa semana, o que me fez pegá-los mais rápido para evitar mortes.
Mas por outro lado, o lado Oliver Queen CEO, meu temperamento só havia trazido problemas. Os russos que o digam.
– Tem uma bomba escondida na cidade que pode estar em qualquer lugar, um hospital, uma escola, ou até mesmo na QC._Falo me controlando enquanto sentia aquela sensação de novo. Uma mistura de expectativa com raiva, muita raiva. — E eu não faço nem a mínima idéia da onde ela está. Eu já fiz a procura em campo com Roy, você já falou com Lyla e ela já ajudou como pode, Speedy não sabe o que fazer. Então eu não estou com paciência. E nem estou querendo tê-lá._Praticamente sufoco as palavras segurando ao máximo minha frustração.
– Eu sei que estamos com as mãos atadas. E eu não estou menos frustrado, nervoso ou com raiva que você. Não saber aonde essa bomba está me aterroriza mais do que você imagina._Ele me olha pelo retrovisor, seus olhos dizem tudo. Sara. Lyla. Ele realmente tinha os melhores motivos para se preocupar. — Temos que esfriar a cabeça para podermos voltar ao jogo concentrados. Toda essa tensão não está nos deixando ver a saída.
– E se não houver uma saída?_Pergunto e suspiro tentando acreditar em sua palavras.
– Eu sou um ex-militar, você é o Arqueiro e temos o Arsenal._Ele diz seguro de si,mas sei que não tinha tanta certeza assim. Nenhum de nós tinha. — Ele não vai conseguir.
– Eu gostaria de acreditar nisso._ Meu celular apita.Olho para a mensagem de Thea onde ela dizia que não havia encontrado nada, pedia para não fazê-la pesquisar sobre a bomba novamente. — Thea não conseguiu nada de novo._ Inspiro profundamente e jogo meu celular no banco ao meu lado expirando devagar, tentando me acalmar ,mas sei que não vou conseguir. Eu só preciso socar alguma coisa.Ou alguém. — Vamos para Cave, John. Não vou conseguir ser civilizado com ninguém hoje.
– Tem certeza?_ Ele me pergunta meio incerto e vejo que está olhando pra fora do outro lado da rua. Me inclino no banco e sigo seu olhar. — Por que não vai dar uma volta no parque para esfriar a cabeça?_ Não preciso olhar pra ele pra saber que ele estava com uma cara inocente, mas cheio de segundas intenções.
– Você me disse que não ia pressionar._ Acuso ríspido mas só para provocá-lo, minha irritação estava passando. Ah Srta. Smoak, se você soubesse o efeito que causa em mim…
– Oh não sou eu._ Se defende, e com alguma resistência deixo de olhar para Felicity que estava linda sentada naquele banco parecendo totalmente alheia ao mundo, e olho para ele. — É o destino._ Ele completa sem conseguir mais segurar a risada. Tento segurar a minha mas falho miseravelmente.
– Não estou em um bom dia._ Digo quando consigo parar de sorrir. Me nego a ir até lá e ser um completo idiota com ela por causa do meu humor negro.
– Hmm..._ Ele murmura olhando pra mim. E vejo que fui pego no flagra, mas antes que consiga dar uma desculpa ele continua. — Ontem seu dia também foi péssimo, e anteontem, e antes disso._ Ele se referia ao fato do “Arqueiro” estar vigiando Felicity de longe toda a semana.
Não tenho resposta para isso, não tenho como dizer que ele estava engando, mas também não vou assumir que ele estava certo. Me limito a desviar o olhar de volta a ela.
Felicity parecia sozinha ali. Não pelo óbvio, que ela realmente estava sozinha naquele banco, mas sozinha no geral. Ela se comportava como uma pessoa sozinha. Enquanto fazia a vigilância dela sem que ela percebesse pude notar isso. Não recebia visitas, ninguém telefonava para ela e vice-versa. Nada de amigos ou algo parecido. Não que a falta de um namorado na vida dela me incomodasse. Nem de longe. Mas ela era tão nova e sua vida parecia tão triste.Sua companhia era uma xícara de café ou chocolate quente, seu peixe e a TV.
A não ser quando ela começava a conversar com seu peixe. E depois se recriminava por isso dizendo que tinha que parar com aquilo, o que só indicava que ela conversava com ele frequentemente.
Sorrio lembrando quando invadi sua casa. Acho que nunca vou conseguir esquecer sua voz desafinada e doce ao mesmo tempo cantando a música de introdução de uma série sobre nerds.
– Ainda está aí?_ Me assusto com a voz de John do meu lado. Ele me encara divertido, o desgraçado sabia que tinha vencido. — Então, vamos para a Cave?_ Ele me pergunta sorrindo.
– Cala a boca._ Eu falo já abrindo a porta do carro,mas não consigo segurar meu sorriso.
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