Pure Love

50 Capítulo 51


Notas iniciais
Então. Eu não ia postar hoje, apesar de dito que postaria. Mas recebi uma recomendação tão fofa que decidi postar um pedaço. Sim, pedaço. Ainda não terminei de revisar o capítulo que iria sair hoje, então vou postar só o que já está pronto. Como eu havia dito, o capítulo será Flarrow, então estou um pouco, detalhista demais. Vocês me conhecem. Esse capítulo, pequeno e simples, assim como o próximo que será dedicado a GabiOurives. Gabi muito obrigada pela recomendação e pelas coisas que disse nela. Esses capítulos são seus! É isso, boa leitura.

–Felicity! _ Ouvi sua voz me chamando novamente. Não faziam nem dez minutos que ele tinha me chamado pela primeira vez. Ou já era a terceira?

– Dois minutos. _ Gritei de volta. Eu havia perguntado se ele queria me esperar no quarto, mas ele respondeu que se entrássemos juntos no meu quarto não sairíamos aquela noite. Opção dele.

Me olhei novamente no espelho. Eu estava sexy. Estava me sentindo sexy.

Havia ganhado aquele vestido de Caitlin logo após conseguir a vaga na QC. Nada mais justo que usá-lo com o presidente da QC.

Eu estava ansiosa para ver a cara de Oliver quando me visse naquele vestido. Mas também queria que certa pessoa visse que ele estava muito bem acompanhado e comprometido e não precisava de mais ninguém.

Sim. Eu havia me arrumado para impressionar tanto Oliver, quanto Laurel. Não me orgulhava disso, mas não consegui resistir.

Peguei minha bolsa em cima da cama e sai do quarto antes que meu lindo namorado viesse me buscar.

Oliver estava sentado no meu sofá, vestido para matar eu diria. Ele era lindo de todas as formas possíveis, mas de terno. Era covardia. Sua expressão era de total concentração em algo que ele estava pensando, alheio a tudo ao redor.

Qual seria sua reação se eu o assustasse?
Ele ainda não havia percebido minha presença, então me aproximei do sofá lentamente com cuidado para que meus saltos não fizessem barulho. Quando já estava perto o suficiente para assustá-lo, o jogo virou.

Oliver se virou de repente, me surpreendendo e segurou meus pulsos me puxando em sua direção por cima do encosto do sofá, fazendo minha bolsa cair ao seu lado no sofá.

Eu estava surpresa demais para gritar, então apenas fiquei deitada em seu colo, com as pernas para cima o olhando atônita.

– Já está pronta? _ Ele perguntou casualmente. Como se não tivesse feito nada demais, apesar de ter um sorriso muito convencido nos lábios.

– Como você adivinhou? _ Perguntei mais preocupada em descobrir como ele havia feito aquilo, do que sairmos. Ele sorriu presunçoso e passou os dois braços pelo meu corpo. Me segurando melhor e mais confortavelmente.

– Seu perfume te denuncia. _ Ele respondeu abaixando a cabeça para cheirar meu pescoço. Se ele continuasse com aquilo, nós poderíamos considerar ficar em casa. — Não. _ Ele se afastou cedo demais. E olhou nos meus olhos, com um pequeno e nada disfarçado sorriso. — Precisamos ir à essa festa, ou Tommy vai me infernizar pelo resto dos meus dias.

– O terrível Tommy Merlyn. _ Brinquei me apoiando melhor nos seus braços, enquanto ele me levantava de volta ao meu lugar. — Além das dançarinas, sua ex-namorada e uma centena, talvez duas centenas de pessoas. Algo mais que eu deva me preocupar essa noite? _ Perguntei alisando meu vestido de volta ao lugar. Não queria pensar naquelas dançarinas. Não mesmo.

– Não. Não terá champagne. _ Ele garantiu e olhei feio para ele. Eu não havia escutado reclamações enquanto bebíamos aqui. — Mas sobrou metade da garrafa. Podemos terminá-la quando voltarmos. _ Ele sugeriu, fechando os botões do terno. Era muito pervertido imaginar ele tirando aquele terno ao invés de fechá-lo? — Como? _ Olhei de volta para seu rosto, que tinha uma expressão confusa. Apesar de estar sorrindo pelo meu filtro solto.

– Se você não entendeu eu só tenho a agradecer. _ Me esquivei da sua pergunta e peguei minha bolsa novamente. Ouvi seu suspiro de apreciação, e sabia que ele estava olhando para o meu decote. Essa era a intenção. Olhos em mim. Olhei para ele o mais inocente que pude, por que não dava pra pensar em nada inocente naquele homem de terno.

– Então vamos. _ Ele disse parecendo respirar fundo. Eu gostava de pensar que causava esses pequenos momentos nele. — Antes que eu me apegue a idéia de ter Tommy me torturando eternamente. _ Ele brincou segurando minha mão e nos conduzindo até a porta. Se eu não o conhecesse, até brincaria dizendo que poderíamos ficar em casa hoje e nos mudar para a Antártica amanhã de manhã, mas provavelmente ele estava apenas esperando uma palavra minha para fazer exatamente isso.

– Já esteve na Antártica? _ Perguntei surpreeendendo a nós dois. Nem eu mesma tinha visto aquilo vindo. Oliver parou com a mão na maçaneta e me olhou confuso. — Nada. Deixa pra lá. Não sei por que pensei em penguins. _ Soltei a primeira desculpa que veio à mente. Eu nem sabia se tinham penguins na Antártica.

– Do que você está falando? _Nem eu mesma sabia. Balancei os ombros na esperança de não ter que responder. Por que, claramente, não estava com a mente no lugar.

– Estamos atrasados. _ Apressei ele, abrindo a porta eu mesma e me afastando para ele sair também. Antes mesmo que eu terminasse de fechar a porta, o senhor paranóico já estava ao meu lado esperando pelas chaves. Entreguei a ele sem nenhuma reclamação. Não era algo importante para virar uma discussão. Olhei em volta surpresa por não ver John. — John não vai nos levar?

– Não. Dei a noite de folga a ele. Ao que parece Sara está tentando dar os primeiros passos, e achei justo dar mais tempo para eles. _ Ele comentou terminando de verificar se a porta estava trancada e se virou me ajudando a descer os poucos degraus. — Hoje serei seu motorista. _ Ele piscou, brincando. Eu adorava quando ele estava brincalhão. Parecia um menino.

Quando chegamos ao seu carro percebi que ele era novo. Pelo menos para mim.

Aquele era definitivamente um carro de um playboy bilionário, festeiro e mulherengo.

– Meninos e seus brinquedos. _ Comentei fingindo tédio. Oliver se virou para mim com um sorriso enorme e muito feliz. Definitivamente, um menino.

Notas finais
O próximo capítulo saíra na semana que vem se tudo o correr bem. Beijos e até!