Pure Love

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Mais um pedacinho. Está chegando lá, eu prometo. Espero que gostem, boa leitura!

Oliver POV



Não foi difícil descobrir que Thea tinha um dedo na ida de Felicity a Verdant. Principalmente quando chego na Cave e ela mesma se entrega me perguntando se Felicity iria vir naquela noite.

– Porque será que não estou surpreso por você saber sobre ela?_ Indago fazendo uma carranca para John, que desviou o olhar para Roy, que olhou para Speedy.

– Qual o problema de saber que você está namorando?_ Thea perguntou cruzando os braços ofendida, pensando que eu estava deixando-a de fora da minha vida. Roy me lançou um olhar de cuidado, e se afastou sorrateiramente até a maca de curativos, e ficou fingindo estar fazendo algo. Já John apenas deu de ombros indiferente ao temperamento da minha pequena irmã e se acomodou mais nada a cadeira dos computadores, para ter uma enorme visão do espetáculo que seria contornar Thea Queen.

– Primeiro, eu não estou namorando._ Digo categoricamente para entrar na mente dela, mas claro que não vai adiantar, estou lidando com uma Queen.

– É a primeira mulher que você se interessa desde que voltou daquela maldita ilha, Ollie._ Ela aponta teimosa.

– Eu sai com outras mulheres esse que voltei, e você não se meteu naqueles relacionamentos._ Eu acuso de volta.

– Por que aquilo não um relacionamento, era sexo. Uma coisa não tem nada haver com a outra._ Ela devolve começando a se alterar.

Em alguns lugar na minha mente me dou conta que minha irmã unha de 18 anos estava falando de sexo abertamente comigo. Eu não era ingênuo de pensar que Roy e ela nunca haviam feito coisas que eu prefiro nem pensar, mas isso não me impediu de olhar significativamente para Roy.

Ele estava paralisado com olhos arregalados alternando o olhar entre minha aljava com minha flechas e eu, claramente mais assustado do que quando veio falar comigo sobre o namoro deles.

– Oliver o garoto vai ter uma síncope se você continuar encarando ele assim._ John diz rindo.

– Eu preferia que você não conversasse comigo sobre isso._ Digo voltando a olhar para minha irmãzinha,implorando internamente para que ela não insistisse nisso.

– Sobre sexo?_ Ela provoca sorrindo arteira. Ouço meu próprio resmungo que sai como um rosnado, e ela para de sorrir sabendo que cheguei ao meu limite.- Ok, parei._ Ela diz levantando as mãos para o alto e olhando para Roy que estava a ponto de entrar em pânico, mas disfarçava muito bem.- Ele não vai fazer nada, Roy._ Speedy tenta tranquilizá-lo, mas olha para ele e ele engole em seco.- Ollie para de assustar meu namorado._ Thea briga comigo. E bem quando vou responder que não estava assustando o garoto e sim avisando, o computador apita.

Imediatamente a conversa é encerrada e nossa completa atenção é voltada para o que quer que esteja acontecendo na cidade. Thea é a primeira a chegar nos computadores, e começa seu trabalho.

– Banco de Starling, e pelo que a polícia está dizendo aqui, eles são bem violentos._ Ela diz preocupada.

– Caras maus e violentos, nosso tipo de problema._ John diz se afastando para pegar suas armas, seus equipamentos de campo.

– Se formos agora podemos voltar no começo da festa._ Roy comenta despreocupado, e esse comentário me lembra de Felicity.

– John, Roy e eu podemos dar conta do banco sozinhos._ Ele pára o que está fazendo e me olha sem entender onde quero chegar. E pela minha visão periférica vejo Roy travar enquanto fechava a roupa do Arsenal. E por mais que quisesse que ele tivesse medo, hoje não tinha tempo para isso.- Não vou chegar a tempo para buscar Felicity._ Digo a contra gosto, não queria falar sobre ela na frente de Thea e Roy. Mas parece que os olhares ameaçadores para Roy funcionaram, e ele não fez nenhuma piada.

John parece decepcionado por não ir conosco, mas logo aquele sorriso idiota aparece e ele concorda em ir buscá-la.

No caminho até o banco limpo minha mente de qualquer coisa que não seja a caçada dos bandidos que estão roubando o banco de Starling.

O que era pra ser uma coisa rápida acaba saindo do controle e demoramos mais que o esperado para pegar aqueles caras. Por sorte, nem Roy e nem eu machucamos nossos rostos na briga com eles, mas não posso dizer o mesmo das minhas costelas. Estava acostumado a levar socos e pontapés, mas barras de ferro eram um pouco piores.

'Estão atrasados'. A voz de thea soa no meu comunicador enquanto desço a escada da Cave o mais rápido que minhas costelas permitiam.

– Eu sei. Precisamos de dez minutos._ Digo entre dentes sentindo meu abdômen queimar enquanto caminho rápido até o banheiro improvisado fundo da Cave. Roy apenas sinaliza a gaveta de medicamentos.

'Você está bem?'. Thea pergunta preocupada.

– Dez minutos._ Decido não responder sua pergunta é desligo o comunicador. Em menos de um minuto John desce a escada.

Roy vai para o banheiro se arrumar e eu procuro uma ampola de oxicodona.

– Você não parece bem._ John acusa tirando a seringa da gaveta e a ampola da minha mão.

– Barra de ferro._ Digo prendendo a respiração,e isso basta para ele que assente entendendo.

– Isso não vai adiantar muito._ Ele se refere ao medicamento, enquanto perfura meu abdômen.

– Essa é a parte conveniente do local da festa._ Consigo dizer sem sentir a queimação no corpo. O remédio já fazendo efeito.- Qual a história?_ Pergunto me referindo a desculpa usada para o meu atraso.

– Problemas em casa. Ninguém vai perguntar._ Ele descarta qualquer possibilidade de alguém perguntar qual o problema na minha casa.

– E como foi sua parte da missão?_ Pergunto curioso, enquanto espero Roy sair do banheiro. John sorri como se esperasse minha pergunta, e isso me deixa subitamente envergonhado. O que era novidade para mim. Eu nunca sentia vergonha.

– Se esta se referindo a perigosíssima missão de buscar Felicity e seus amigos na casa dela, ocorreu tudo muito bem._ Ele diz zombeteiro e sorri mais ainda em seguida, me deixando confuso. Ele percebe e se explica com uma única palavra.- Tommy.

Deixo escapar um gemido de frustração. Eu adorava Tommy, ele era um irmão para mim, melhores amigos.

Como poderia ter me esquecido do lado caçador dele?

– Ele está dando muito trabalho?_ Pergunto já sabendo a resposta.

– Ele sabe como divertir uma garota, mas desistiu quando ela disse que estava esperando você._ Ele disse cheio de orgulho, mas não saberia dizer se era de mim ou de Felicity.

Então ela dispensou Tommy por mim? Não que eu esperasse outra coisa dela, mas ainda assim era muito bom saber disso.

Tommy e eu tínhamos uma longa lista de casos amorosos, e algumas delas gostavam de sair com os dois, separadamente. Era bom saber que Felicity seria um caso a parte.

– Thea está soltando fumaça pelos ouvidos._ A voz de Roy chegou primeiro que ele próprio. Ele saiu do banheiro já trocado, olhando com medo para o celular em suas mãos.- E eu nem preciso estar lá para saber disso._ Ele completou.

– Ela está lidando com Laurel, Tommy e todo clube sozinha, ela tem todo direito de matar vocês dois quando subirem._ John defendeu ela.

– Vou na frente, tentar domar a fera._ Roy brincou enquanto se dirigia para escada, mas lembrou da conversa de hoje nesse mesmo local porque se virou para mim me olhando assustado.- Há dois metros de distância._ Ele completou sério.

– Vai logo._ Eu praticamente o expulso da minha frente, e ele sobe apressado.

– Um dia você vai enfartar esse garoto._ John diz rindo.- Te espero lá em cima._ Ele avisa subindo as escadas, mas pára e me olha.- A propósito, Felicity está linda. Faça jus à ela._ Ele finaliza e some nas escadas.

Sorrio percebendo que ela havia ganhado mais um admirador, a única diferença era que com ele eu não precisaria me preocupar. Já o restante.

– Anos treinando controle e paciência, não poderiam vir em melhor hora._ Entro no banheiro já não sentindo dor alguma e em menos de dez minutos estou pronto.

Notas finais
Queria perguntar se vocês querem imagens das roupas dos personagens, por que eu sinceramente não sei descrevê-las de um jeito que fiquem bem na história. Vou tentar, mas não prometo nada! Não esqueçam de comentar e dar suas opiniões. Beijo.