Pure Love

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Não vou postar dois capítulos por dia sempre,somente quando o capítulo for dividido, como esse. Mas pretendo deixar um bom espaço de tempo entre os dois. Tipo, posto a primeira parte de manhã e à segunda a noite. HOJE SERÁ UMA EXCEÇÃO. Agora a coisa vai ficar boa. No próximo capítulo vamos ter uma festa com direito a brigas, bebedeiras, danças sexys a dois, e muitos beijos. Mas a pergunta é, o que isso tem a ver com Oliver e Felicity? A resposta é simples. Tem tudo a ver. Mas isso é só no próximo. Já adianto que será o maior capítulo postado, por conta de todos os personagens que vão aparecer. Enfim, boa leitura!

– Sou um profundo conhecedor de sexta-feiras, senhorita Smoak. Perder a oportunidade de ter uma noitada com os amigos é algo pra se lamentar._ Brinco, sabendo que ela logo sorriria se continuasse nesse jogo.

– Claro. Um pecado eu diria._ Um sorriso involuntário se formou nos meus lábios quando percebi que ela estava respondendo positivamente à mim.- Não se preocupe, senhor Queen, meus planos apenas mudaram, drasticamente infelizmente, mas minha noite vai ser maravilhosa de qualquer modo.

– Disso não tenho a menor dúvida._ Digo convicto e ela olha para mim questionando.- Está dispensada senhorita Smoak,pode ir para casa se aprontar para essa noite._ Felicity me encara verdadeiramente surpresa, e fica sem fala. Surpreendê-la era a chave para fazê-la parar de falar descontroladamente. Precisava manter isso em mente.

– Você está me dispensando no meio do expediente por causa de uma sexta-feira? Tipo “pare agora de trabalhar e vá se divertir”?_ Definitivamente surpreender Felicity seria meu passatempo predileto depois de hoje. Ela se esqueceu da formalidade comigo, e devia estar fazendo a cara mais cômica que eu já havia visto. E mesmo assim ela ficava linda.

– Do jeito que você está falando vai parecer que sou um péssimo chefe que não pensa na sua empresa, e me faz parecer irresponsável._ Pondero coçando o queixo distraído.

– Não quis dizer isso._ Ela disse rapidamente, caminhou apressada até sua mesa evitando passar perto de mim. E aquilo me confundiu.

– Eu sei que não falou por mal._ Eu admiti antes que ela tentasse se explicar com mais mil palavras.- Mas sim, eu quero que você saia no meio do expediente e vá para casa se arrumar.

– Eu não posso. Acredite em mim, eu adoraria ir para casa mas tenho trabalho á fazer._ Ela recusou, de má vontade.

– Por isso eu sou o chefe e não acho que alguém vá questionar minhas ordens._ Essa idéia chegava a ser ridícula de tão impossível. Felicity parece pensa em aceitar minha proposta, mas logo faz uma careta e balança a cabeça em negação.

– Agradeço de verdade, mas não posso. Tenho um relatório importante para entregar. Não quero irritar ainda mais meu chefe. Um sermão é meu limite._ Ela comentar e seu rosto começa a mudar de tom, de um rosa saudável para um vermelho vibrante. Sua reação ao lembrar do tal sermão que levou do supervisor do departamento, me fez ficar curioso sobre o que ele pode ter dito para ela. Mas não acho que ela vá responder honestamente se eu perguntar então decido deixar para outro momento.

– Você não vai fazer com que eu torne isso uma ordem, vai?_ Pergunto delicadamente para não ser rude, mas firme o suficiente para que ela aceitasse logo e fosse para casa.

Ela me encarou surpresa novamente.

– Não entendo sua insistência em me fazer sair hoje á noite._ Ela diz confusa.- Se isso é pelo café que seu guarda costas derrubou em mim, a culpa foi minha eu não prestei atenção aonde estava indo. Pode dizer à ele que está tudo bem._ E ela estava começando a tagarelar de novo.

Caminhei até ficar perto o suficiente para esticar o braço e segurar seu ombro. Isso a fez calar a boca e me encarar paralisada, mas ela não me afastou. Senti um leve tremor com isso, mas não saberia dizer se havia sido ela ou eu.

– John tem muito haver com isso, acredite. Mas não é por isso que quero que vá à Verdant hoje. Quero que vá porque haverá uma festa hoje a noite._ Parei de propósito no meio do pedido para provocar uma reação nela que não parecia estar nem respirando.

– Sempre a festas lá._ Ela sussurra com sua voz quase falha, me olhando com sua expressão em branco. Assim ficava díficil decifrá-la.

– É aniversário do meu melhor amigo._ Esclareço sentindo um nó no estômago. Por vontade própria minha mão viajou todo o caminho do seu ombro até sua mão sentindo sua pele se arrepiando no trajeto. Mas nada disso foi capaz de me desconcentrar dos seus olhos que estavam assustados e surpresos, positivamente surpresos. Essa era minha deixa.- E quero que me acompanhe._ Finalizo segurando sua mão para cima entre nós dois, acho que nunca me contive tanto para beijar uma mulher antes.

Felicity parecia estar em uma luta interna consigo mesma, e o lado que estava do meu lado estava ganhando. Mas ela ainda não tinha dito sim.

– Não posso._ Ela disse de repente parecendo arrependida.- Já tenho companhia._ Companhia? Um cara? Se fosse um cara teria que ser alguém que ela tenha conhecido hoje porque até ontem ela não tinha ninguém.- Não, não não não. Não esse tipo de companhia._ Devo ter feito alguma cara que denunciasse meus pensamentos. Porque ela trata de esclarecer rapidamente, sem perceber que isso mostrava que ela estava interessada em mim.- São meus amigos.

– Amigos?_ Essa me pegou desprevenido.

– Sim._ Ela diz corando daquele jeito que prendia minha atenção.

– Eles podem vir com a gente._ Minhas palavras me pegam de surpresa. Eu não queria dividir Felicity com mais ninguém hoje a noite, mas se não tinha outra opção.- Tenho certeza que posso deixar a noite de vocês mais divertida.

– Tenho certeza que você poderia fazer isso._ A língua sem freio dela atacou novamente, sua face rosada agora está vermelho escarlate.- Digo, por sua experiência._ Ela emenda sem perceber o segundo sentido da frase de imediato. Mas logo sinto sua mão se retrair.- Experiência em noitadas, como você disse antes. Não a outra experiência. Aquela que não me diz respeito._ Ela completa baixo e olha pra mim com medo de ter dito em voz alta, não era pra ser ouvido. Decido não comentar nada, mas estava com vontade de rir.

– Felicity, vai ser uma noite divertida. Eu e você, seus amigos e meus amigos._ Ela estava quase cedendo, podia ver nos seus olhos. Então decidi pegar um pouco mais pesado.- Prometo ser a companhia perfeita._ Prometo, e a aproximo um pouco mais de mim acariciando sua mão.

– Alguém já te disse não?_ Ela pergunta, mas pela forma que corou novamente não era uma pergunta pra ser ouvida.

Pego esse momento para usar contra ela. Levo sua mão lentamente até meus lábios e deposito um beijo casto nela ainda mirando seus olhos que se arregalaram um movimento quase imperceptível, e lhe dou meu melhor sorriso.

– Não._ Ela me olha confusa, sem entender minha resposta e então percebe que havia falado mais do que devia. Mas antes que pudesse inventar mais alguma desculpa resolvo surpreendê-la mais uma vez.- Te busco às nove._ Aviso e dou um último olhar para seu rosto antes de me virar em direção a porta soltando sua mão no processo, e querendo segurá-la de volta imediatamente.

Teria sido a saída perfeita, mas Felicity não facilita as coisas, eu já estava aprendendo isso.

– Senhor Queen._ Ela me chama mas decido ignorar seu tom formal comigo. Ela repete, mas eu apenas paro em frente a porta demorando para abri-la. A escuto bufar de raiva.- Minha reserva é às oito._ Ela diz com a voz controlada, mas aposto que queria me xingar nesse exato momento. Viro para ela que está linda com a cara emburrada.

– Você vai comigo, não precisa de reservas._ Digo sem conseguir mais segurar o sorriso por ela finalmente dizer sim. Pelo menos de um certo modo. Não arrisco dizer mais nada, me limito a abrir a porta e sair.

No corredor finjo não ver todos correndo de volta aos seus lugares, e nem todas as cabeças me observando enquanto caminho até entra no elevador. E só quando as portas se fecham é que vejo no reflexo das portas que ainda estava com aquele sorriso idiota no rosto. Não é a toa que todos estavam me observando.

Quando chego no meu andar John está me esperando do lado do elevador e quando repara no meu rosto ele mesmo não segura uma risada. Fico incomodado por ele estar rindo da minha cara, mas não consigo ficar sério, é mais forte que eu.

– Sem uma palavra._ Tento ficar sério mas falho miseravelmente.

– Nunca faria isso._ Ele contesta rindo descaradamente.

– Só,cala a boca._ Desisto de tentar ficar sério e deixo meu humor sair livremente rindo com John.

Notas finais
Queria perguntar algo também. Vocês acham que Olicity está indo muito rápido? Por que a idéia é eles começarem a "namorarem" na festa. Estou no aguardo das respostas. Espero que tenham gostado desse capítulo, e se divirtam no próximo. Beijos!