Pure Love

45 Capítulo 46


Notas iniciais
Eu nem sei por onde começar minhas desculpas pela demora, então só, desculpa. O capítulo de hoje é provavelmente o mais difícil que já escrevi na vida. Eu não sou uma pessoa, digamos, desinibida ou sem vergonha ( nem no sentido bom, muito menos no ruim). Então escrever cenas de sexo, é um desafio para mim. E só para constar, essa é a primeira cena de sexo que escrevo.Vou entender perfeitamente se vocês criticarem, por que eu não estou nem um pouco satisfeita com a cena, mas foi o que eu consegui fazer. Me desculpem qualquer coisa. Eu não me lembro muito bem, mas acho que a fic é 18+, então acho que não terá problema. O capítulo está muito grande para compensar meu atraso. É isso, gente. Boa leitura.

Capítulo 46

Eu não costumava julgar as pessoas sem conhecê-las bem. Talvez só um pouco. Ok, eu julgava as pessoas logo de cara, era um defeito meu, ninguém é perfeito. Mas sempre mantinha o julgamento aberto, para o caso de mudar de idéia depois. O que muito provavelmente não será o caso da minha recém conhecida e já temida sogra.
Ela não estava fazendo nada de errado, muito pelo contrário. Estava sendo educada. Muito educada. E amigável. Talvez por isso eu não estivesse tão confiante em relação a ela.
Minha experiência com sogras era de zero por cento, não havia conhecido a mãe de Cooper antes dele ser preso, e depois, não era mais necessário. Então, continuava com experiência zero com sogras.
Apesar de tentar manter minha guarda baixa com Moira, os olhares que ela direcionava a Roy e Thea eram um pouco duros. Não era difícil perceber a desaprovação dela com o namoro da filha. E isso involuntariamente me afetava.
— Estou vendo que você aprovou o champagne. _ Oliver disse ao meu lado, pousando uma mão ao redor da minha cintura. Olhei para ele confusa por um instante sobre o que ele estava se referindo. Ele inclinou a cabeça em direção a mesa, onde minha taça estava. Vazia. De novo.
— Eu estou comendo. _ Disse rapidamente apontando para o meu meio pavão na mesa. — Eu deveria ter começado pela cabeça, e ele viraria um leque. _Comentei olhando para as frutas.
— Acho que chega de champagne pra você. _ Oliver disse pegando minha taça e a afastando, longe do meu alcance. Olhei para ele indecisa se brigava pela minha taça ou não. Mas optei por deixar como estava.
— Você sabe que tem pelo menos três dúzias de garçons passeando pelo salão com dezenas de taças, não é? _ Comentei apontando para um garçom cheio de taças que passou perto de nós.
— Você pode me dar licença, dois minutos._ Oliver disse mudando de assunto abruptamente. Olhei para ele sem entender o por que da mudança, mas ele estava com o olhar perdido em algum lugar do salão. — Preciso falar com Malcolm. _ Ele explicou rapidamente, como se desculpando por me deixar sozinha.
— Tudo bem. Eu preciso ir ao banheiro mesmo. Todo esse champagne. _ Disse para tranquilizá-lo. — Não que você precisasse saber disso, claro. _ Me censurei. Quando eu iria aprender a não me envergonhar na frente das pessoas?
— Fique longe das taças com líquido borbulhante. _ Ele disse se divertindo com minha falta de filtro.
— Se comporte, Queen. _ Ele sorriu, balançando a cabeça concordando e se aproximou, depositando um beijo rápido nos meus lábios e se virou caminhando para a mesa onde Malcolm Merlin estava, com seu filho e Laurel.
"Se comporte Felicity. Ela não vai agarrá-lo no meio do salão." pelo menos era isso que eu esperava.

O banheiro não tinha filas. O que não era novidade para mim. Um evento tão grande como aquele teria pelo menos dez banheiros, para evitar o aborrecimento da elite de Starling. E todo luxo que era possível também.
— Obrigada. _ Agradeci a senhora que estava do lado de fora da porta do banheiro. Eu nunca entenderia por que eles contratavam alguém para abrir as portas.
Deixei minha bolsa em cima da pia e me certifiquei de não enroscar o vestido em nenhum lugar, ou deixá-lo cair no vaso. O que seria desastroso. Mas estava tomando o dobro do cuidado. Antes de sair da cabine me certifiquei de que tudo estava em ordem.
— Estava esperando uma oportunidade para conversar com você. _ Eu não estava esperando encontrar ninguém conhecido no banheiro, então demorei um pouco para perceber que aquela mulher estava falando comigo. Olhei para ela indecisa entre ficar surpresa ou procurar algo para me defender.
— Laurel. _ Ela não parecia estar prestes a voar no meu pescoço. — Eu não acredito que tenhamos nada para conversar.
— Eu quero me desculpar com você. Pela outra noite, na festa do Tommy. _ Ela disse parecendo um pouco envergonhada, talvez.
— Não há necessidade. De verdade. _ Disse do modo mais educado que conseguiria com ela, e me aproximei da pia para lavar as mãos.
— Felicity, eu sei que eu fui rude e, talvez, tenha dito algo tenha te ofendido. _ Ela disse, ignorando minha tentativa de clara de não termos aquela conversa. E se aproximou da pia. — Mas não foi por mal, eu estava um pouco alterada pela bebida.
— Laurel, sério. Eu não quero suas desculpas, por que eu não acredito nelas. _ Terminei de lavar as mãos e peguei a toalha para secá-las. Olhei para ela pelo espelho. Se ela queria ter aquela conversa, então teríamos a conversa.
— Eu não te culpo por isso. E não vou mentir também. _ Ela me respondeu quase imediatamente. — Eu não pretendo desistir do Oliver. Mas não vou jogar sujo com você, não faz o meu gênero. _ Eu podia ver a sinceridade no olhar dela. Acho que isso foi o único motivo por eu não me sentir ofendida com as palavras dela. Ela não me considerava idiota o suficiente para mentir para mim
— Eu não pretendo desistir do Oliver. _ Repeti sua frase cuidadosamente, pesando as palavras. — Você tem alguma noção do que está me dizendo, Laurel? Esta dizendo na minha cara, que não vai desistir de tentar reconquistar meu namorado. _ Joguei a toalha para o lado, de qualquer jeito é me virei para encará-la.
— Eu te disse que não iria mentir, e é isso que estou fazendo. _ Laurel disse balançando os ombros, como se não se importasse com nada além de si mesma. Eu tinha que admitir que ela era corajosa.
— Você pode tentar o que quiser, o quanto quiser. Oliver não quer mais nada com você. _ Eu estava me controlando para não gritar com ela e correr o risco de alguém entrar e presenciar.
— Agora pode ser que não. Mas e depois? Ele sempre volta para mim, Felicity. Sempre foi assim. Oliver nunca foi o exemplo de namorado, mas no final, era para os braços que ele corria. _ Ela disse parecendo ter tanta certeza de que aquilo realmente aconteceria, que meu estômago estava começando um passeio na montanha russa. Sem parada certa.
— Isso foi a anos atrás, ele não é mais assim. As pessoas mudam. _ Disse o mais confiante que podia. Eu não deixaria que ela visse o que estava se passando pela minha mente. Laurel riu. Uma risada seca e sem a mínima graça.
— As pessoas mudam sim, mas o seu instinto, sua natureza não. Oliver não é o tipo de homem que se prende a uma mulher apenas. Eu aprendi isso do modo mais difícil. _ Laurel disse perdendo por um instante sua postura de mulher segura, que sabe o que quer. — Mas você vai aprender por si só. _ Ela completou menos agressiva que antes, mas seu olhar era tão frio quanto suas palavras anteriores.
— Se ele te fez sofrer tanto como está parecendo, por que o quer de volta? Por que quer passar por tudo isso novamente? _Não fazia sentido ela difamar o caráter de Oliver tão veementemente e praticamente implorar pela atenção dele. Ou ela estava tentando me assustar e fazer com que eu mantivesse um pé atrás no nosso relacionamento. Ou ela precisava de ajuda psicológica.
— Por que eu o amo. _ Ela disse desviando os olhos dos meus, claramente incomodada em assumir seus sentimentos para mim. Eu não sabia o que responder a isso. Podia dizer para se afastar do meu namorado, e deixá-lo em paz. Mas ao invés disso, eu fiquei olhando para ela sem reação. Simples assim. Não sabia o que dizer para ela. — Eu sei que vocês estão juntos, pelo menos por enquanto. Mas eu realmente não sou o tipo de pessoa que apunhala pelas costas. Queria apenas deixar meu ponto claro, para você. _ Ela respirou fundo, retomando o controle das suas emoções. E lá estava a dama de ferro novamente.
— E o que você espera que eu faça? Agradeça? _ Eu perguntei começando a me irritar novamente com ela. — Eu não devia nem sequer te dar ouvidos. Está claro o que está tentando fazer, mas sabe de uma coisa? Não vai funcionar. _ Disse com toda convicção e raiva que estava sentindo no momento, enfatizando cada sílaba das minhas palavras, para tentar fixá-las de uma vez por todas na mente dela. — Oliver e eu estamos juntos e nada do que você faça, ou diga, vai mudar isso. Meu ponto está claro para você? _ Perguntei num tom mais alto do que gostaria. Mas ela estava conseguindo me tirar do sério. E todo aquele champagne não estava ajudando em nada.
— Eu estou apenas tentando abrir seus olhos. O namoro de vocês não vai durar. _ Ela estava tentando parecer segura do que estava dizendo, mas eu estava firme na minha posição e isso estava começando a derrubar toda a certeza que ela possuía.
— Independente de quanto tempo durar, não é da sua conta. Você é o passado, eu sou o presente. _ Apontei nossas posições, sentindo minhas mãos trêmulas. Deus, ela estava me deixando fora de si. — Não temos mais nada que dizer. _
— Eu estou. _ Ela começou a falar, mas a porta de uma das cabines se abriu atraindo nossa atenção. Assustando a nós duas. Eu não sabia que havia outra pessoa não banheiro conosco. E pela cara que Laurel estava fazendo, ela também não.
— Eu acredito que a senhorita Smoak já entendeu seu ponto Laurel. E eu também. _ Moira Queen saiu de dentro da cabine, com toda a elegância que a situação permitia. E se eu achava que Laurel era a dama de ferro, o olhar que Moira estava lançando para Laurel era aço puro.
Alterei meu olhar para as duas. Ligeiramente feliz por não ser o alvo do olhar de nenhuma das duas.
— Moira, eu não sabia que estava aqui. Escutando nossa conversa. _ Laurel estava nervosa. Dava para notar no modo como ela alternava seu peso de um pé ao outro. E por um milésimo de segundo senti pena dela. Mas me recordei que ela queria roubar meu namorado, e passou rápido.
— Você não sabia que eu estava escutando enquanto você difamar meu filho. _Moira corrigiu Laurel, e apesar de estar aparentemente calma, algo nela parecia perigoso.
— Você entendeu errado. Eu estava apenas dizendo. _ Laurel estava tentando se explicar mas Moira apenas levantou a mão dispensando qualquer desculpa que ela pudesse inventar.
— Por favor, me poupe de mentiras. _ Moira disse enquanto caminhava para perto de onde eu estava ao lado da pia, para lavar as mãos. — Eu acredito que Tommy deva estar a sua procura. _ Ela estava indiretamente pedindo para Laurel ir embora. Sem nem olhar para ela.
Laurel se recompôs e saiu porta a fora sem dizer mais nenhuma palavra, mas antes me lançou um olhar estranho.
— Pessoas fazem coisas estúpidas e impulsivas quando estão apaixonadas. _ Moira disse ao meu lado, e me virei para dar-lhe atenção.
— Aquilo não é amor. _ Retruquei sem pensar, ainda com as palavras de Laurel na cabeça.
— Não disse amor, disse paixão. São duas coisas completamente diferentes, senhorita Smoak. _ Ela disse para mim, mas estava olhando para suas mãos enquanto as secava com uma toalha da pia. — O amor é intenso, profundo. Doloroso em alguns casos. Mas puro. Já a paixão é forte, dominadora e na maioria das vezes inconsequente. Acho que já ouviu aquele ditado que diz ' pessoas apaixonadas fazem loucuras', ou, 'a paixão falou mais alto'. _ Ela terminou de enxugar as mãos e se virou para mim, prestando atenção a nossa conversa.
— Eu já ouvi falar. _ A imagem de Cooper invadiu minha mente, num exemplo claro do que ela estava falando. — Eu sinto muito, sobre a discussão que a senhora ouviu. _ Pedi desculpas, mesmo não tendo feito nada além de defender o filho dela. Eu não queria que ela tivesse presenciado aquilo.
— Sente muito pelo que, senhorita Smoak? Por ter defendido seu relacionamento? Não vejo nenhum sentido nas suas desculpas. Você estava apenas defendendo algo que é importante para você. _ Ela estava sendo amigável novamente, mas mesmo assim eu estava com um pé atrás em relação a ela.
Eu ia agradecer por ela ter intervido antes que as coisas saíssem do controle, mas duas mulheres entraram no banheiro e Moira aproveitou para sair. Sem olhar para trás.
— Eu vou parar de usar os banheiros públicos. _ Comentei me olhando uma última vez no espelho, e ignorando propositadamente as duas mulheres cochichando, certamente sobre mim e caminhei para a saída. — Definitivamente.

Oliver POV

— Tommy me contou sobre seu novo projeto. _ Disse atrás de Malcolm. Ele estava parado muito absorto nos próprios pensamentos, observando a festa. E se virou para mim, não parecendo nem um pouco assustado ou surpreso com minha chegada repentina.
— Ah, Oliver! _ Ele me saudou novamente, como se não tivéssemos nos vistos a algum tempo atrás. — Qual projeto especificamente? Eu tenho vários em andamento. _ Uma parte no que eu fazia, era aprender a ouvir seus instintos. E o meu estava gritando que havia algo errado com Malcolm Merlin. Muito errado.
— O empreendimento. _ Deixei a resposta vaga de propósito, para ver sua reação. E bingo, ele havia vacilado na sua postura de empresário despreocupado.
— Você não deve dar ouvidos as besteiras que Tommy diz. Ele sempre teve uma imaginação absurda. _ Malcolm sorriu, caçoando de Tommy. — Mas algo te deixou curioso? _ Olhei disfarçadamente em volta tentando achar John, ou Roy no meio de todas aquelas pessoas. Mas a única pessoa que encontrei foi Walter. Voltei minha atenção para Merlin.
— Eu apenas fiquei preocupado. Tommy comentou que esse projeto está tomando muito do seu tempo. Talvez, se eu puder ajudar de alguma forma. _ Ofereci minha ajuda, já sabendo sua resposta. Ele estava escondendo algo, não iria aceitar minha ajuda.
— Você me lembrou muito seu pai agora, tão prestativo. Sempre pensando nos outros. _ Ele comentou me olhando do mesmo modo de antes. E eu podia ver sua mente trabalhando em uma resposta aceitável para recusar minha proposta. — Eu agradeço muito sua oferta, mas não será necessário. O projeto já está quase pronto, será apresentado a cidade em poucos dias. _ O modo como Malcolm sorriu não tinha nada de contentamento profissional ou pessoal.
— Malcolm. _ Reconheci a voz de minha mãe, apesar do barulho no salão. Ela se aproximou de nós um pouco inquieta para o modo elegante de Moira Queen. — Nós não tivemos a chance de conversar. Oliver por que não procura a senhorita Smoak. _ Minha mãe disse claramente me excluindo da conversa que teria com Malcolm. E inevitavelmente, despertando minha curiosidade. Disfarçadamente, busquei meu comunicador escondido que estava preso no lado interno do terno.
— Onde ela está? Aconteceu algo? _ Perguntei me inclinando para o lado dela.
— Ela teve um encontro nada amigável com a senhorita Lance no banheiro. Eu acredito que ela queira sua companhia. _ Minha mãe me olhou de um modo bem conhecido por mim. Ela sempre me olhava daquele jeito quando queria me dar seus conselhos.
— Vou fazer isso. Obrigado. _ Agradeci, e me aproveitei que a situação seria propícia e toquei seu ombro minha mão com o comunicador, e o deixei preso na parte de trás do seu vestido. — Se me dão licença. _ Olhei uma última vez para Merlin antes de me afastar. Ele não sabia, mas eu estava desejando com todas as minhas forças que ele não estivesse planejando fazer nada contra a cidade. Desejando muito.

— Ei. _ Surpreendi Felicity enquanto ela caminhava apressada de volta à nossa mesa. Minha mãe estava certa. Ela não estava bem. — O que houve?
— Nada. Não foi nada. Eu estava voltando para mesa. _ Ela apontou na direção da nossa mesa, distraída. — Acho que o champagne está começando a subir, e nós não queremos isso. Então eu pensei que se comesse o pavão, que poderia te sido um leque se eu tivesse começado a comer pelo outro lado, ficaria melhor. _ Ela estava tagarelando. O que poderia significar duas coisas; ou ela estava nervosa, ou estava começando a sucumbir aos efeitos do champagne. E qualquer um dos dois era preocupante.
— Eu acho que devemos nos sentar. _ Ela balançou a cabeça concordando. Nos esquivamos de todas as pessoas que demonstravam alguma intenção de conversar conosco, e nos sentamos na mesa vazia. Eu não fazia ideia da onde os outros estavam,mas precisava avisá-los do comunicador com minha mãe.
— Eu estava pensando no leilão. Não acho que vá ter algo que eu consiga comprar.. _ Felicity comentou olhando para todos os lados no salão, menos para o meu. Os garçons haviam retirado a louça suja e o restante de comida da mesa. Então ela não tinha muitas opções.
— Minha mãe comentou sobre seu encontro com Laurel. _ Comentei prestando atenção nas suas reações. Para minha mãe ter me avisado sobre, a conversa entre as duas não deve ter sido boa.
Felicity olhou para mim surpresa por eu saber sobre aquilo, mas logo desviou o olhar para o canto onde haviam montado um mini palco com um telão para o leilão.
— Não foi nada demais. Ela apenas queria se desculpar pelo nosso último encontro. _ Ela balançou os ombros indiferente ao assunto, mas a maneira como sua postura estava tensa, contradizia totalmente o seu gesto.
— Apenas isso? _ Insisti. Eu queria saber até onde Laurel havia ido. De toda minha longa história com Laurel, havia um episódio que eu não queria que Felicity soubesse. Ainda não.
— Depende. O que sua mãe te contou exatamente? _ Felicity perguntou, olhando para mim enquanto brincava com as próprias mãos.
— O suficiente para me deixar preocupado com você. _ Admiti, mais preocupado em saber o que elas haviam conversado do que qualquer outra coisa. E apesar do meu pedido, ela apenas balançou os ombros. Felicity não estava disposta a falar. O que não estava ajudando em nada, minha mente apreensiva. — Vamos conversar em outro lugar. _ Me levantei impaciente, e segurei sua mão para levantá-la também. Ela me olhou surpresa pelo meu gesto, mas pegou sua bolsa rapidamente.
— Eu não sei onde vamos conseguir um lugar para conversar aqui. _ Ela soltou olhando em volta. Eu também não sabia de nenhum lugar aqui no salão. Mas estava em um hotel. O que não faltavam eram quartos.
Segurei sua mão na minha firmemente,entrelaçando nossos dedos, havia uma sensação de segurança nesse gesto. Principalmente quando ela devolvia o gesto. E eu estava precisando dessa sensação no momento. Caminhei até a saída interna do salão, que dava acesso a recepção.
Eu já havia visitado esse hotel milhares de vezes na época da faculdade e sabia onde ficavam todas as salas desocupadas. E por experiência própria, não seriamos interrompidos.
A sala de conferências teria que servir.

Se Felicity estava estranhando algo, não disse nada. Apenas me seguiu em silêncio.
Eu não podia evitar a sentimento de pânico estava começando a se espalhar pelo meu corpo. Haviam histórias que deviam ser esquecidas. Ficar no passado. Eu tinha feito coisas que não me orgulhava e não queria que voltassem a tona.
Observei Felicity passear pela sala, tocando em praticamente tudo. Mesas, cadeiras, prateleiras. Curiosa como sempre.
— Eu acho que não preciso perguntar se você já conhecia esse lugar. _ Felicity comentou enquanto lia alguns papéis jogados em um móvel. Ela podia disfarçar o quanto quisesse, mas eu já a conhecia bem o suficiente para saber que ela queria perguntar.
— A alguns anos, essa sala era um depósito de descartáveis. _ Revelei saciando sua não-dita curiosidade. Ela balançou a cabeça distraída. — O filho do dono era meu amigo na faculdade. _ Ela me olhou surpresa, e sorriu divertida.
— Eu posso imaginar o que vocês aprontavam em um hotel inteiro só para vocês. _ Ela disse se virando para mim encostada na mesa. Eu duvidava que a imaginação dela chegasse a tanto. Mas eu podia usar isso à meu favor.
— Eu espero que não consiga. _ Disse me aproximando dela, encostando ao seu lado na mesa, sem encostar nela.
— Provavelmente eu vá me arrepender disso, mas, o que vocês faziam? _ Ela perguntou incapaz de conter sua curiosidade e tive que conter o sorriso que estava querendo aparecer em meu rosto.
— Que tal isso. Você me diz o que quero e, eu te conto essa história. _ Ofereci um acordo nada justo para mim. Qualquer coisa que eu contasse a ela sobre aquele lugar seria no mínimo vergonhoso para mim. Mas eu precisava saber se Laurel havia contado sobre Sara com Felicity.
— Esperto. Mas eu acho que eu posso melhorar essa oferta. Você está muito preocupado, o que me faz pensar que Laurel sabe de algo, que você não quer que eu saiba. _ Ela deduziu exatamente o que eu não queria.
— O que tem em mente? _ Perguntei, cruzando os braços pacientemente, tentando disfarçar.
— É simples. Eu te digo o que quer saber, e você me diz o que eu quero saber. _ Ela era mais esperta do que era conveniente para mim.
— Feito. _ Concordei rapidamente, para não deixar dúvidas. Felicity me encarou por um tempo antes de perguntar. Para o meu azar, ela sabia identificar quando eu estava escondendo algo, ou quando não queria falar sobre algum assunto. Teria que ser mais convincente.
— Ok. Então, vamos conversar. _ Ela concordou, deixando a bolsa sobre a mesa e se afastou andando pela sala, sem pressa ou destino certo. Ela estava nervosa. — Laurel me abordou no banheiro. _ Felicity soltou, se virando apenas uns segundo para me olhar. — Ela queria se desculpar como eu já disse. _ Ela continuou falando, mas seus olhos não estavam mais em mim. — Ela também foi bem sincera comigo. Não o meu tipo educado, mas desenfreado de sinceridade. Foi mais um tipo discreto e bizarro. _ Observei Felicity, parar no meio da sala e respirar fundo. Como se precisasse de coragem para falar. — Ela me disse que te ama. Ela te quer de volta, Oliver, e vai fazer tudo para conseguir isso.
— Ei, ei. _ Eu interrompi, me afastando da mesa e a segurei pelos ombros me aproximando dela, quando ela tentou se afastar. — É por isso que está tão preocupada? _ Ver Felicity aflita ou preocupada me deixava angustiado. Mesmo que uma parte de mim ficasse muito feliz de não ser o que eu pensava.
— Para mim parece o suficiente para ficar preocupada. Você mesmo me contou que foi procurá-la quando voltou. Ela estava certa. _ Ela sussurrou a última parte, como se não quisesse que eu escutasse.
— Certa sobre o que? _ Perguntei olhando nos seus olhos. Não gostava de ver ela tão insegura sobre si mesma. Não havia nenhum motivo para isso. Nenhum. — Felicity. _ Insisti quando ela parou de falar.
— Você sempre volta para ela. Foi o que ela disse. Rodopia por aí, mas sempre volta. E você foi atrás dela quando voltou, então sim, Oliver. Eu acredito que tenho motivos para ficar preocupada. _ Ela soltou tudo de uma vez, precisando respirar fundo para recuperar o fôlego. Laurel estava vencendo minha paciência.
— Primeiramente, você não tem motivos para ficar preocupada. Laurel é passado. Ponto. _ E eu iria ter uma conversa muito séria com Laurel. A última. — Eu vou falar com ela. Isso não vai voltar a acontecer. _ Felicity afastou minhas mãos de seus ombros, caminhando de costas para o outro lado da sala.
— Eu não me importo de enfrentá-la quando for necessário, Oliver. _ Ela garantiu, parecendo muito segura de si. E em algum lugar do meu subconsciente, eu estava orgulhoso dela por isso. — Eu só preciso saber se estou indo por um caminho seguro.
— Totalmente. _ Disse imediatamente. Não queria dúvidas. Não queria espaços para questionamentos sobre nosso relacionamento. — Não se preocupe. Laurel não vai voltar a te incomodar. _ Garanti, e me encostei na mesa novamente. Felicity claramente precisava de espaço, e eu daria isso à ela.
— Sua vez. _ Ela apontou para mim desnecessariamente, já que estávamos nos encarando. E esperei paciente pela sua pergunta. — O que Laurel sabe, que eu não posso descobrir? _ Eu não sabia por que ainda me surpreendia com a perspicácia de Felicity, já que ela era, bom, Felicity. Mas ainda assim, a facilidade com que ela pegava as coisas no ar me deixava abismado.
— É uma longa história. _ Eu me limitei a isso. Mas ela não parecia nada satisfeita com minha resposta. — Aqui não é lugar para essa conversa. Amanhã, eu te conto o que quiser saber. Tudo bem? _ Ela não precisava saber que esse tudo possuía um limite bem grande de informações.
— Então, não preciso me preocupar? _ Ela perguntou mudando de assunto abruptamente, achando graça da situação. Mas eu sabia que ela estava preocupada e curiosa. Tudo o que me preocupava nela.
— Não. Você não precisa. _ Reafirmei. Ela anuiu confiando na minha palavra, e sorriu do mesmo modo que havia me encantado, a semanas atrás. — Espero que tenha seu batom com você. _ Disse antes de puxá-la sem aviso. Eu sabia que ela ia protestar, então a beijei antes dela conseguir dizer qualquer coisa. Felicity tentou me afastar, rindo, mas a segurei com as duas mãos em seu rosto firmemente no lugar.
Assim que ela percebeu que não havia chance de eu ceder, sua resistência chegou ao fim. E ela rodeou minha cintura com seus braços, avançando contra mim, correspondendo o beijo.
Aproveitei seu entusiasmo para beijá-la de verdade. O último beijo havia sido quando nos despedimos depois do expediente na Queen's Consolidated.
Era incrível como Felicity se transformava quando nos beijávamos. A maior parte do tempo ela era, doce. Tímida e a mulher mais inteligente que eu já havia encontrado. Mas haviam momentos como aquele em que ela se entregava, sem reservas e quase acabava com meu auto controle e bom senso.
Ela tinha o dom de me distrair de qualquer coisa, em qualquer situação. O que era perigoso. Mas o único perigo que eu estava pensando naquele momento era para minha sanidade.

Felicity POV

Aquela noite estava nos meus top cinco, na categoria "melhor festa". Apesar das companhias não desejadas e claro, as situações embaraçosas, a festa em si foi muito boa.
Nunca tínhamos a oportunidade de sairmos todos juntos. Por vários motivos,mas naquela noite todos nós estávamos juntos, e isso era muito legal.
Mas teria sido perfeito, se minha, agora assumida, rival não estivesse tentando roubar meu namorado. A parte boa nisso tudo era saber que Oliver não estava nem sequer pensando em voltar para ela. Apesar de tudo o que Laurel havia me dito, eu acreditava em Oliver. Ele havia me dito, e eu acreditava. Simples assim.
Minha confiança nele era algo novo até para mim. Depois do nosso começo estranho, eu deveria no mínimo desconfiar dele.
Mas ele era perfeito.
E não está me referindo a beleza, masculinidade, ou charme. Por que isso todos já sabiam.
Estava me referindo ao seu caráter. Três semanas juntos, e nunca havia visto ele fazer nada suspeito. Era responsável no trabalho, justo. Amava sua família e era um bom amigo.
Em outras palavras, eu não tinha motivos para desconfiar dele. E não faria isso.
Apesar de estar preocupada com o que Laurel havia me dito. Eu havia dito que não estava, mas na verdade, eu estava muito preocupada. Mas qualquer um estaria no meu lugar.
E o que mais me irritava naquilo tudo, era que ela havia conseguido estragar o humor dele. Oliver estava tão leve, sorridente e tranquilo naquela noite. E ela havia estragado isso. Ele não estava mais sorrindo.
Eu ainda queria que fôssemos para minha casa. Ainda queria que nossa noite durasse muito, mas ele estava tão quieto que toda a segurança que eu havia criado durante a noite tinha evaporado. Estava com medo de ser rejeitada.
— Você está bem? _ A voz de Oliver me assusta, me fazendo voltar ao presente. Olho para ele, que está me olhando parecendo um pouco culpado. Eu só não sabia do que.
— Sim. Estava pensando, e viajei um pouco. _ Eu disse, olhei para frente rezando para ele não perguntar no que estava pensando. Por sorte todos da nossa mesa estavam com muita vontade de socializar com as outras pessoas do salão, então estávamos sozinhos. O que era bom, assim não precisava fingir estar animada. Do outro lado do salão, Laurel estava nos encarando.
— Se você quiser podemos nos mudar de mesa. _ Oliver sugeriu quando reparou onde meus olhos estavam focados. — Ou podemos ir embora, você parece cansada. _ Ele continuou, dessa vez atraindo minha atenção. Eu queria muito ir embora, mas o leilão ainda não havia nem começado.
— Você acha que eles se importariam se fôssemos embora? _ Perguntei com um pouco de receio. Não queria causar problemas ou impressões erradas. — Você não tem que participar do leilão?
— Já estou participando. Doando obras de arte para serem leiloadas. _ Ele respondeu balançando os ombros, como se não fosse nada demais doar alguns milhares de dólares em obras de arte para caridade.
— Não vou te causar problemas com a sua mãe? Ela parece bem empenhada em te manter aqui. _ Eu disse sério, mas não consegui evitar sorrir me lembrando de como Moira Queen era esperta. Oliver sorriu de volta.
— Não acho que vá funcionar dessa vez, já que você estará indo embora comigo. _ Ele descartou a possibilidade dela convencê-lo a ficar, balançando a cabeça. — E sempre podemos sair escondidos. A não ser que você queira passar pelos fotógrafos outra vez. _ Olhei para ele horrorizada com a idéia de passar por lá outra vez. — Acho que vamos sair à francesa então. _ Sorri para ele concordando em irmos embora.
Ele se levantou com calma para não chamar muita atenção e estendeu a mão me ajudando a levantar também. Seria muito difícil sair sermos vistos, já que ele era muito conhecido, então também seria muito divertido.
Andamos lentamente pelo salão, sempre sorrindo e cumprimentando as pessoas, mas nunca parando. Sempre que alguém tentava nos prender em uma conversa, um de nós dois, se não os dois, inventávamos que estávamos indo falar com outra pessoa. E assim, de passo em passo íamos nos aproximando da porta.
Quando já estávamos bem perto, Moira e Walter apareceram conversando distraídos com outro casal.
Num movimento rápido Oliver nos conduziu até uma das pilastra do salão, e nos escondemos ali.
Olhei para Oliver assustada por quase havermos sido descobertos, mas ele não parecia estar incomodado com isso. Aos invés disso ele estava sorrindo. E tudo na sua cara dizia que ele já estava acostumado a fugir de sua mãe. Eu não sabia bem o por que, mas queria muito rir.
Os dois casais estavam muito animados e não repararam em nós.
— Não vamos conseguir sair por ali. _ Oliver disse baixo para ninguém mais ouvir. Olhei para eles parados perto da porta. Ninguém ali parecia querer se mover. — Vem comigo. _ Ele disse de repente, nos levando para o fundo do salão de festas.
Andamos pelo canto do salão, sempre parando de pilastra em pilastra. E por incrível que pareça ninguém nos viu. A não ser o garçom. Eu não estavam entendendo nada, até ver o destino final da nossa caminhada.
A cozinha.
Olhei para ele incerta por um segundo, se devíamos mesmo invadir a cozinha do hotel mais luxuoso da cidade. Mas já estávamos ali, e como dizia o ditado, 'Quem está na chuva é pra se molhar' .
Entrar na cozinha não havia sido a parte difícil da nossa fuga. Difícil mesmo havia sido sair de lá, correndo, sem estragar meu vestido e ainda pegar emprestado uma garrafa de champagne e taças.
Quando já estávamos dentro do táxi, Oliver ligou para John para avisá-lo que ele não precisaria mais dele por aquela noite. Eu podia jurar que havia escutado John rindo do outro lado da linha.
— Eu ainda não acredito que fizemos isso. _ Eu disse rindo. Aquilo havia sido muito divertido.
— Eu gostei. _ Ele comentou ao meu lado. Olhei para o sorriso muito lindo e travesso que ele tinha nos lábios e ri ainda mais.
— Claro que gostou. Sabe que eu percebi uma certa experiência nisso. _ Comentei olhando para ele, o desafiando a negar seu possível histórico de fugas clandestinas. Ele teve a decência de ficar sem graça. E eu ri novamente.
— Posso ter alguma experiência nesse assunto. _ Ele admitiu olhando para frente ainda sem graça, mas sorriu logo em seguida.
— O que foi? _ Ele apenas balançou a cabeça negando me dizer. — Eu também quero rir. _ Protestei, mas ele apenas continuou rindo. Eu poderia insistir para ele me contar o que estava fazendo ele sorrir daquele modo, mas ele estava tão tranquilo e feliz que se resolvi deixá-lo curtir aquela piada sozinho. Pelo menos por hora.
Como já passava das duas da manhã, as ruas de Starling estavam desertas então chegamos rápido a minha casa.
— Obrigado. _ Oliver agradeceu ao motorista depois de pagá-lo e saiu do táxi, me ajudando logo em seguida.
— Eu acho que o motorista estava rindo de nós. _ Comentei enquanto caminhávamos até minha casa. Ele definitivamente estava rindo de nós dois. Oliver olhou para mim e sorriu concordando.
— Provavelmente nós fomos os passageiros mais sorridentes dele hoje. Fizemos a noite dele feliz. _ Ele completou rindo.
— Não é tão engraçado assim. _ Disse confusa com o ataque de risos dele. Abri minha bolsa procurando as chaves. Ou tentando achá-las. — Como é possível perder um chaveiro dentro de uma bolsa de vinte e cinco centímetros? _ As chaves não estavam lá. Bufei e encostei na parede ao lado da porta, desistindo de procurá-las. — Desisto.
— Você não bebeu tanto champagne assim. _ Oliver riu da minha cara me entregando a garrafa e as taças, e tirou o meu chaveiro do seu bolso.
— É verdade, foi você quem trancou a porta. _ Disse me lembrando de mais cedo. Eu realmente deveria parar de beber champagne, ele mexia com meus neurônios.
— No próximo evento champagne será banido. Das suas mãos. _ Olhei torto para ele. Ele estava curtindo com a minha cara.
— Sempre posso não ir à esses eventos. _ Provoquei cruzando meus braços enquanto esperava ele abrir a porta. Ele sorriu destrancando a porta e a abrindo.
— Claro. Por que você consegue dizer não para mim. _ Oliver disse muito convencido de si mesmo. Ele estava mesmo se gabando disso? Da minha total falta de resistência com ele? — É a verdade. _ Ele me respondeu balançando os ombros.
— Você é muito convencido, Queen. _ Eu disse passando por ele para entrar em casa. — Convencido demais, aliás. Você nem é tudo isso. _ Comentei fingindo analisá-lo de cima a baixo enquanto ele entrava e fachada a porta atrás de si. Oh, céus. Eu era uma garota sortuda. Coloquei a garrafa e as taças sobre a mesa perto da cozinha.
— Eu nunca disse que era. Mas me baseio na opinião dos outros. _ Por que ele estava sorrindo? Ela estava muito sorridente desde que havíamos fugido daquela festa.
— Opinião das outras, você quis dizer. _ Apontei me lembrando, um pouco incomodada com o histórico dele. Ele era o Don Juan de Starling.
— Prefiro me basear na sua opinião. _ Ele respondeu se aproximando, me olhando daquele jeito que fazia meu sangue enlouquecer.
— Boa resposta Queen. _ Parabenizei sua astúcia. Ele parou a minha frente, mas ao invés de me tocar se virou para abrir o champagne. — Achei que estava proibida de beber champagne. _ Comentei segurando as taças.
— Hoje será uma exceção. _ Oliver disse e abriu a garrafa com um suave estampido.
— E vamos brindar a algo? Digo além da nossa fuga bem sucedida. Dos repórteres e da sua mãe. _ Completei rindo, e ele me acompanhou enquanto enchia nossas taças.
— Vamos brindar a bronca que vou levar da minha mãe amanhã. _ Ele disse sorrindo e encheu as taças, me entregando uma.
— E a sua coragem. Por que vou ser sincera com você, sua mãe me intimida. _ Intimidar era pouco. Moira Queen me colocava em pânico. Oliver me olhou sem entender o porque do meu brinde. — Não é nada. Sua mãe não fez nada, você viu. Foi muito educada, eu não estou reclamando dela. Nem fofocando. Nem nada parecido. Só, sabe. _ Virei minha taça de champagne, como se uma ajuda viesse do fundo dela. Eu só estava me enrolando cada vez mais. Era incrível minha capacidade de tentar dizer algo e dizer outra, completamente inversa. — Ela só é uma Queen. Não que isso seja uma crítica. _ Tentei consertar rapidamente. O que eu estava dizendo? Ele era um QUEEN.
Eu queria que o chão se abrisse e me engolisse. Não, melhor. Um meteoro caísse na minha cabeça.
Olhei para a garrafa ao meu lado. Mas antes de pensar em pegá-la, Oliver a agarrou e empurrou para bem longe de mim.
— Eu tinha razão. Sem champagne pra você. _ Ele disse, mas não parecia estar bravo comigo. Eu tentei pedir desculpa pelo meu jeito desastrado de falar, mas ele segurou minha mão, não me deixando falar. — Minha mãe também me dá medo. _ Ele balançou os ombros indiferente ao meu comentário sobre sua mãe. — Ela é difícil no começo, mas depois que a conhecer melhor você vai ver que tudo não passa de aparência. _ Ele estava tentando me tranquilizar. Mas eu ainda estava com vontade de me chutar pelo que havia dito.
— Eu não estava criticando sua família. _ Comecei a me desculpar, mas ele balançou a cabeça negando,não estava disposto a me deixar falar. — É sério. Saiu. Você sabe como eu sou quando estou nervosa, ou quando bebo champagne. Ou você está por perto. E hoje eu tive os três, você tem que me dar um desconto. _ Disparei antes que ele tentasse me calar novamente. Mas diferente do que eu esperava, Oliver apenas ficou me observando.
— Felicity, Felicity. _ Ele estava se divertindo as minhas custas e se eu não estivesse tão envergonhada, provavelmente estaria fazendo o mesmo.
— Um dia eu controlo minha boca. _ Eu prometi não muito certa de que conseguiria fazer isso.
Ele me olhou pensativo por um instante. Eu realmente esperava que ele desse o primeiro passo, por que não fazia a menor idéia de como dizer que queria dormir com ele.
O modo como ele suspirou disse com todas as letras que eu havia dado o primeiro passo sem perceber.
Eu queria muito aquele buraco no chão,naquele momento. E o meteoro também. Talvez, uma dúzia deles.
— Eu gosto da sua boca do jeito que ela está._ Ele disse beijando minha mão,do mesmo modo que ele havia feito quando estávamos na minha sala. Quando tudo começou.
Mas dessa vez ele não parou na mão.
Graças a Deus.

Não era a primeira vez que nos beijávamos sozinhos na minha casa. Mas era a primeira vez que nos beijávamos sabendo que não iríamos parar. E era tão bom.
Oliver não estava se contendo. Sem reservas. Seus lábios eram exigentes e sua língua era instigante. A combinação perfeita. Seus braços ao meu redor, e seu perfume por todos os lados, era excitante demais.
Minhas mãos estavam fazendo seu próprio caminho por seus ombros, por baixo do seu terno. Sua pele estava tão quente. Eu queria tirar o seu terno, mas minhas mãos pareciam não saber se o tiravam do terno ou o agarravam. Quase agradeci quando ele mesmo tirou a peça sem nenhuma cerimônia ou cuidado.
Eu não sabia para onde estávamos indo, mas senti quando Oliver começou a nos conduzir para algum lugar, só parando quando minhas costas encontrar tratam uma parede.
Olhei ao redor surpresa por termos batido. Estávamos no corredor que levava ao meu quarto, e por mais que chegar ao quarto fosse um ponto importante, as mãos de Oliver ainda estava em mim. Acariciando minhas costas, subindo por minha cintura, arrepiando todo meu corpo. Me deixando ofegante. Eu queria beijá-lo novamente, mas ele tinha outros planos para mim. Sua mão alcançou minha nuca e, ele desfez meu penteado com uma habilidade impressionante. Seus dedos agarraram meu cabelo delicadamente, mas firme, me prendendo no lugar. E sua boca desceu fazendo seu caminho por meu pescoço.
Era um combo de Oliver. Seus toques e carícias, seus lábios, língua e dentes, e seu cheiro. Ele estava por toda a parte. Em todos meus sentidos.
Por um milagre minhas mãos cooperaram e eu consegui afrouxar o nó da sua gravata e tirá-la dele.
Ele aproveitou esse segundo para me olhar, diretamente nos meus olhos. Apesar de toda a paixão que eu estava vendo nos olhos dele, havia algo mais. Ele estava ponderando sobre algo.
— O que houve? _ Perguntei com um pouco de dificuldade, sentindo ele se afastar um pouco, pondo distância entre nós. Ele não respondeu de imediato, apenas segurou minhas duas mãos juntas e as beijou com carinho.
— Eu preciso te mostrar uma coisa. _ Ele disse parecendo um pouco preocupado com algo. Eu não estava entendendo aonde ele queria chegar.
Eu não sabia o que ele queria me mostrar ou que resposta ele esperava, então apenas balancei a cabeça concordando.
Oliver me levou para o meu quarto totalmente em silêncio, mas eu sentia uma tensão além da sexual. Era como se ele estivesse com medo da minha reação ao que ele queria me mostrar.
Ele entrou primeiro e soltou minha mão assim que passamos pela porta. Eu não queria ficar apreensiva com o que ele queria dizer, mas o comportamento dele não estava ajudando. Não queria interromper seu momento, ele parecia precisar dele.
— Felicity, eu não posso te dizer agora tudo o que eu quero te contar. _ Ele começou a dizer, de costas para mim, e eu podia ver que ele estava abrindo sua camisa. — Eu não estou pronto para isso ainda.
— Tudo bem, não é por que você não consegue me dizer agora, que não vá fazer isso depois. _ Eu disse tentando não me sentir magoada. Eu entendia ele. De certo modo.
Já fazia algum tempo que minha curiosidade sobre a vida dele estava começando a me incomodar. Mas tudo era uma questão de tempo. E cada um fazia o seu. Confiança não era algo que podíamos dar a qualquer momento e depois pegar de volta. Confiança é algo difícil de ser conquistada. Era como qualquer sentimento, sempre começava por um lado e depois se solidificava.
Oliver se virou de repente, e apesar dele estar contra a luz, seu olhar estava claro para mim. Ao invés da paixão desenfreada de minutos atrás ele estava terno, carinhoso.
— Eu confio em você. Completamente. Não se trata de confiança, é uma coisa minha. _ Ele disse, parecendo ler meus pensamentos, tentando me convencer do contrário. Inacreditavelmente, não precisei me esforçar muito para não olhar toda aquela pele exposta. Seu olhar estava tão forte em mim, que não consegui desviar o meu.
— Eu não disse nada. _ Rebati, mesmo sem ter completa certeza do que dizendo. Quando se tratava da minha boca sem noção, eu não tinha certeza de nada.
— Ótimo. Sem perguntas essa noite, tudo bem? Apenas você e eu. _ Ele não havia pedido nada demais, ou dito nada indecente. Mas o calor que tomou conta do meu corpo, não tinha nada de descente ou inocente.
— Sabe, não dizer nada pode ser um desafio para mim. _ Disse caminhando lentamente em sua direção, um passo de casa vez. Oliver me encarou da maneira mais sexy que ele já tinha me olhado. E eu que achava impossível melhorar. — Eu adoro desafios. _ Eu não sabia de onde estava vindo toda aquela atitude de mulher segura, mas podia apostar que o champagne tinha algo haver.
— Eu posso lidar com isso. _ Oliver disse com um pequeno mas, muito esperto sorriso, entrando na brincadeira. O que era uma boa coisa, e eu sinceramente esperava que ele desse o próximo passo, porque o primeiro eu já havia dado. Mas seu bom humor se esvaiu com a mesma rapidez que apareceu. E eu assisti a um Oliver muito sério e centrado tirar sua camisa, expondo seu corpo para mim.
A primeira coisa que reparei foi no seu físico. Eu sabia que ele treinava, mantinha uma dieta saudável. Eu mesma já havia sentido seu abdômen malhado diversas vezes, e também sabia que era forte também, pelo modo como costumava me levantar sem nenhum esforço.
Mas de alguma forma ele parecia duas vezes maior com o peito nu.
A segunda coisa, havia sido uma tatuagem muito estranha, algum tipo de símbolo. Talvez mitológico. Apesar dele nunca ter comentado nenhum conhecimento sobre o assunto. Mas ele também não tinha mencionado a tatuagem antes, era algo a acrescentar na minha lista de curiosidades sobre Oliver Queen.
— Se você estava tão preocupado em mostrar uma tatuagem, deve haver uma história. _ Minha garganta se fechou involuntariamente impedindo que qualquer som saísse. Meus olhos haviam achado mais um detalhe no corpo de Oliver. O primeiro de outros. Uma após a outra elas foram aparecendo em minha visão.
Cicatrizes.
Pelo menos meia dúzia delas, espalhadas pelo seu corpo.
— Sem perguntas. _ Ele disse tão angustiado que senti meu coração se apertar de tal modo, que estava me causando dor física. Eu não tinha palavras para expressar o que estava sentindo naquele momento.
Nós havíamos concordado em não falar, não perguntar. Mas ele não podia me culpar por não conseguir segurar minha língua naquele momento.
Saber que Oliver tinha sobrevivido a uma experiência como o naufrágio era uma coisa. Descobrir que ele havia se ferido, sofrido tanto, era outra coisa completamente diferente.
— Parece pior do que realmente é. _ Oliver disse, seguramente tentando me tranquilizar. Mas eu duvidava que ele pudesse me acalmar.
— Como você, você, sobreviveu a isso? Digo. Elas parecem sérias, Oliver. E você estava no meio de uma ilha sem hospitais. Ou band-aids. Oh, Deus. _ Eu precisava respirar. Muito. Ele se aproximou de mim, segurando meu rosto com as duas mãos, me obrigando a encará-lo.
— Felicity. Eu estou bem. _ Oliver disse pacientemente. Eu sabia que ele estava bem. Médicos de todo o país tinham se voluntariado para examiná-lo quando a notícia de que ele havia sido encontrado vivo. Eu sabia que ele estava bem agora. Mas nos anos anteriores, não. E eu não sabia como lidar com aquilo.
— Elas parecem bem sérias, Oliver. _ Insisti, voltando a olhar atentamente para todos aqueles cortes de vários tamanhos, e não pude evitar que as lágrimas se acumulasse nos meus olhos. Ele usou as mãos para inclinar minha cabeça, e desviar meus olhos para os dele.
— Shh, não. Não chore, por favor, Felicity. Não chore. _ Ele pediu, num tom angustiado e desceu seus lábios nos meus. Estava claro sua intenção de me distrair com algo, que não fosse o pensamento dele sendo ferido. E por mais que meu corpo estivesse pedindo o dele, desesperadamente. Eu não conseguia deixar de pensar. — Não dói mais. _ Oliver reforçou, quando não respondi ao seu beijo.
— Mas doeu. E muito. _ Eu não precisava nem perguntar, eu tinha certeza disso. Ele não me respondeu, mas seu olhar dizia tudo. Tudo o que eu estava imaginado. Imagens nem um pouco fáceis de imaginar, e provavelmente, eram verdadeiras.
Ele havia sofrido tanto, passado por tantas coisas. E ainda conseguia ser essa pessoa maravilhosa. O melhor irmão, o melhor filho. Amigo, chefe, empresário, namorado. Ele conseguia ser tudo isso, mesmo depois de passar por coisas terríveis.
Segurei suas mãos quando senti a primeira lágrima descer pelo meu rosto, e as afastei do meu rosto ainda olhando nos seus olhos. Oliver tentou se soltar para limpar o rastro molhado, mas não deixei.
— Felicity. _ Ele começou me olhando, parecendo confuso, mas apenas balancei a cabeça negando.
E então tudo recomeçou.
Eu não estava apenas desejando fazer amor com ele. Eu precisava fazer amor com ele. Precisava tirar aquele olhar, que parecia pesar toneladas, do seu rosto. Era quase como uma necessidade.
Ainda com o olhar preso ao dele, abaixei nossas mãos unidas e me concentrei em seu peito.
Deliberadamente, espalmei minhas mãos pelo seu abdômen pela primeira vez, sentindo a firmeza dos músculos, o calor e maciez da sua pele. Seu perfume, seu cheiro. A resposta para o meu toque veio em forma de um suspiro forte, atraindo minha atenção para o seu rosto.
Eu podia sentir sua pele esquentando, sua respiração controlada. Ele estava se controlando, me dando meu tempo para processar tudo aquilo. E eu o admirava mais ainda por isso.
O olhar duro e pesaroso ainda estava lá, mas havia mais. A excitação e o desejo também estavam ali, brigando por espaço.
Subi minhas mãos por todo seu tronco, parando em cada uma das cicatrizes, acariciando todas. Era quase como um exercício de resistência para mim. Olhar cada uma delas e não chorar. Toquei em cada uma delas com cuidado, como se meu toque tivesse o poder de apagá-las, levando suas memórias embora. Eu queria ter aquele poder. Eu queria fazê-lo esquecer de tudo aquilo.
Reparei que além das cicatrizes, havia outra tatuagem. Palavras em chinês, talvez. Mas minha curiosidade estava controlada no momento.
Me aproximei mais de seu corpo, quase encostando nele e depositei um beijo no seu peito. Bem no meio, entre uma cicatriz e uma tatuagem. E senti as mãos de Oliver agarrarem meu quadris com força, colando nossos corpos. Subi meu nariz por seu pescoço, sentindo seu cheiro e beijei, sem pressa alguma, todo o caminho até seus lábios novamente. Provocando sensações em nós dois. Minhas mãos acharam seu próprio caminho por seus ombros até sua nuca. Oliver pressionou ainda mais seus lábios contra o meus, abrindo passagem para um beijo completamente sexual.
Minhas mãos apertaram sua nuca involuntariamente, enredando meus dedos em seus cabelos curtos, meu corpo inteiro estava vibrando naquele momento. E eu não tinha mais certeza se conseguiria me manter de pé em cima dos saltos.
E como se adivinhasse, suas mãos desceram agarrando minhas nádegas firmemente. E no segundo seguinte meus pés não estavam mais tocando o chão. Ao invés disso, eles estavam suspensos no ar. Um de cada lado do corpo de Oliver. Era a primeira vez que Oliver me pegava em seu colo daquele jeito, e era tão bom.
Eu não havia percebido que Oliver estava se movendo, muito menos caminhando. Mas quando dei por mim estava deitada na minha cama, com ele sobre mim. Entre minhas pernas. O peso do seu corpo. Sua respiração forte. O contato dos nossos corpos. Minhas mãos estavam em suas costas, seus ombros. Em todo e qualquer lugar que elas podiam alcançar. Nosso beijo de excitante passou a urgente.
Suas mãos inquietas começaram a subir meu vestido, acariciando minha pele. Provocando arrepios, escalafrios. Nem mesmo passou pela minha mente controlar os gemidos que estavam presos na minha garganta. Eu estava perdida nas sensações, e não estava nem um pouco preocupada com isso.
Oliver devolveu meu gemido com outro. Muito mais forte, e agarrou minhas nádegas novamente. Mas dessa vez era pele com pele. E eu pude sentir sua ereção.
Ele se afastou de repente, escondendo seu rosto na curva do meu pescoço, respirando forte e rápido. Eu não havia percebido que estávamos a tanto tempo sem respirar direito.
— Eu acho que alguém está com roupas demais. _ Ele disse enquanto distribuía beijos por todo meu pescoço. Senti sua mão brincando com a alça do meu vestido, e me recordei que ela não desceria sem abrir o zíper.
— Estou aberta a sugestões. _ Brinquei e senti, mais do que ouvi, sua risada. E deixei escapar um grito de surpresa quando ele me suspendeu em seu colo.
— Tenho uma sugestão. _ Ele disse com uma cara inocente, que em nada combinava com a nossa situação no momento. Eu apenas assenti, concordando com qualquer coisa que ele sugerisse, desde que nós dois saíssemos de nossas roupas.
Assisti ansiosamente Oliver procurar o zíper do meu vestido em minhas costas, suspirei quando o encontrou, e senti o vestido se soltar a medida em que ele descia o zíper.
Dizer que não estava nervosa em ter que ficar completamente exposta ao olhar de Oliver, seria a maior mentira do mundo. Eu estava apavorada. Mas também estava excitada, ansiosa. E queria aquele homem. E esse desejo ia muito além da minha vergonha. Meus olhos se prenderam aos dele. E eu sentia que ele também estava preso ao meu olhar.
Assim, quando Oliver subiu suas mãos pelos meus braços, bem levemente numa carícia suave minha pele se arrepiou e aqueceu. Era quase como entrar em combustão instantânea. Rápido e potente.
Balancei meus ombros para ajudá-lo a descer as alças do vestido, e senti quase que instantaneamente suas mãos agarrando minha cintura. Segurando firme.
Seus olhos abandonaram os meus, descendo pelo meu corpo. Eu apenas fixei meu olhar na parede em frente, e por um bom motivo. Aquele vestido não era para ser usado com sutiã, então eu estava nua. De fato.
Segurei seus braços, para controlar meus instintos e não me cobrir da forma que fosse possível. Ou correr e me esconder. Ao invés disso, optei por e concentrar em suas mãos, me segurando. Seus dedos me acariciando inconscientemente. Decidi me concentrar nisso. Nas sensações que seu toque provocavam no meu corpo. Eu podia sentir seu olhar sobre meu corpo. Era como fogo líquido, escorrendo. Inflamando.
Estava tão concentrada nele, que consegui perceber sua respiração irregular se aproximar do meu corpo. Cada vez mais próximo. Criando expectativas, me deixando nervosa.
E então suas mãos me puxaram contra ele, quase agressivamente. E sua boca desceu sobre meu seio.
Um gemido profundo escapou dos meus lábios, sacudindo todo meu corpo.
Não era uma carícia delicada. Não era paciente.
Oliver estava urgente. Impiedoso.
Minhas mãos apertaram seus braços, uma tentativa inútil de controle, antes de subirem para seus ombros. Minhas unhas afundaram em sua pele, também sem piedade, mas ele não parecia nem um pouco incomodado com isso. Ao contrário. Seu corpo inteiro vibrou com o meu, e ele mordeu levemente meu seio.
Meu quadris começaram a se mover involuntariamente, contra ele. Fazendo-o gemer,e eu me senti muito orgulhosa naquele momento.
Oliver subiu suas mãos pelas minhas costas, seu corpo impulsionando o meu para trás, e nos deitamos novamente. Senti seus lábios descerem por minha barriga, até encontrar em meu vestido, agora amontoado e amassado nos meus quadris.
Levantei meus quadris apenas o suficiente para puxar o vestido para baixo, e com a ajuda de Oliver me livrei dele.
O olhar que Oliver tinha em seu rosto só poderia ser descrito como desejo. Mas quando seu reuniu de encontro ao meu, havia algo mais, como diversão pervertida.
— Renda? _ Ele perguntou com um sorriso malicioso, se referindo a minha calcinha. E apesar da onda de vergonha que passou por mim, não pude evitar rir.
Oliver estendeu sua mão para tocar meu rosto, acariciando com as pontas dos dedos, me fazendo sentir a pulsação bombear mais veloz por minhas veias.
— Como você consegue ser tão bonita mesmo envergonhada?_ Seu sorriso se expandiu, os olhos azuis brilhavam. Eu acariciei sua orelha, sua nuca, e me aproximei mais.
Meus lábios tocaram os seus, e meus os olhos se fecharem em resposta ao seu gosto doce, ao calor úmido
de sua boca.
Ele passou um braço em volta da minha cintura, puxando-me com ele. E nos deitou lentamente. Me fazendo sentir o contorno do seu corpo. Nossas peles se acariciavam. Nós nos encaixávamos tão perfeitamente.
Em algum momento consegui perceber que minhas sandálias não estavam mais nos meus pés. Oliver se mostrou muito experiente em abrir as tiras das sandálias. Assim como os acessórios não estavam mais no meu corpo. Mas não saberia dizer em que momento elas haviam sido retiradas.
Embora ele lutasse pelo controle, tentando ser suave e gentil, o desejo latejava insistentemente no meu corpo.
Seu beijo se tornou mais longo e mais profundo. Minha pele pegava fogo, e meus músculos se enrijeciam.
Oliver não demonstrou resistência quando minhas mãos desceram diretamente ao seu cinto. E no segundo seguinte sua calça estava junto com o resto das nossas roupas.
Em algum lugar do meu quarto.
E isso foi como um gatilho a nossos corpos. Uma vez que meu corpo a a praticamente livre, se tornou impossível controlá-lo.
De repente duas mãos não eram suficientes para tanta pele. Tantos sentidos.
Suas mãos estavam ao meu redor, acariciando, apertando. Castigando. Seus lábios estavam novamente nos meus seios. Seus dentes, língua. Tornando tudo muito intenso.
Minhas pernas se fecharam involuntariamente em torno de seus quadris, numa tentativa de acalmar a pulsação entre minhas pernas.
E Oliver pareceu entender exatamente o que eu queria, e com a se movimentar. Investindo seu corpo contra o meu. Nos fazendo arquejar e gemer juntos. Meus olhos se fecharam em resposta aos seus movimentos impetuosos.
Eu podia sentir meu corpo tensionar, cada vez mais rígido.
— Sh. _ Oliver subiu rapidamente sussurrando em meu ouvido, dando um intervalo a nossos corpos. Eu não queria parar e estava pronta para implorar, se fosse necessário, que ele continuasse. Quando senti suas mãos deslizando pelo meu corpo até a última peça de roupa que me restava. — Felicity. _ Oliver disse suspirando pesadamente, e abri meu olhos buscando os seus.
Eu sabia que estava completamente nua, exposta. Mas o modo como Oliver me olhava não deixava espaço para inseguranças ou vergonha. O único que conseguia sentir era calor, desejo. Meu corpo estava formigando inquieto.
Me deixando levar por esse desejo alcancei sua cueca e a puxei para baixo sem prévio aviso, o surpreendendo.
Logo, ele deslizou a mão entre minhas coxas, fazendo meu corpo convulsionar. Era uma carícia ousada, mas excitante. Todo o desejo que sentia por ele parecia se concentrar no exato local que estava sendo estimulado pelos seus dedos hábeis.
Ouvi meu próprio gemido quando ele me penetrou com o dedo, movendo-o no mesmo ritmo da sua língua que havia voltado aos meus seios. Meu corpo estava implorando por mais.
— Oliver. _ Seu nome escapou dos meus lábios, quando ele introduziu um segundo dedo.
— Coloque suas pernas ao meu redor. _ Ele pediu enquanto se acomoda melhor sobre mim. Seus dedos abandonaram meu interior, e suas mãos se projetaram em minhas costas.
Eu duvidava muito que pudesse hesitar em qualquer pedido de Oliver naquele momento, então obedeci. Ele soltou um gemido rouco e profundo quando nossos corpos se encostaram.
Corri minhas mãos pelas costas dele, agarrando suas nádegas, pressionando-as para ainda mais perto. Ele gemeu e estremeceu violentamente. Senti meu corpo estremecer, sendo tomada por ondas de calor que percorreram seu corpo inteiro.
Oliver murmurou algo que soou como um pedido de desculpas, mas eu não consegui prestar atenção. Mas logo percebi o porque das desculpas.
Tão rápido quanto era possível, ele me penetrou. Um único e firme movimento, e estávamos unidos.

Notas finais
Realmente PRECISO da opinião de vocês nesse capítulo. E se vocês querem mais cenas assim, se está muito, se está pouco. Comentem. Beijo e até a próxima!