Pure Love

44 Capítulo 45


Notas iniciais
Já passou da meia noite, mas vamos relevar alguns minutinhos e fingir que postei esse capítulo sexta-feira,ok? Muitos de vocês vão querem me matar por dividir o capítulo, mas se não fizesse isso ele iria ficar enorme. Então tentem compreender. No capítulo dos spoilers, algumas pessoas confundiram as coisas. Os spoilers são pedaços de capítulos ( no plural, ou seja mais de um) futuros. Que não vão ocorrer no mesmo capítulo. É bom esclarecer para não causar confusões depois. Então é isso. E como sempre, Boa leitura.

Capítulo 45

Oliver POV



Eu odiava essa parte. Sempre odiei. E não era nem pelas fotos, eu já estava acostumado a ser fotografado. O que mais me incomodava eram os repórteres com sua sede de informações, suas perguntas indiscretas e falta de bom senso.

Olhei ao redor antes de estender a mão para ajudar Felicity a sair do carro. O vestido longo que ela estava usando podia ser uma armadilha para ela. Se havia algo que havia aprendido sobre Felicity nesse tempo juntos era sua tendência a cair. Ela e a gravidade pareciam estar em uma briga constante, e geralmente Felicity ganhava. Mas haviam seus escorregões. Observei ela expor as pernas pela fenda do vestido, jogando-as lentamente para fora do carro com todo cuidado para não pisar em cima da saia e cair.

Um dia essas pernas me matariam.

– Do que está rindo? _ Felicity me perguntou já de pé parada à minha frente, também sorrindo, sua mão ainda na minha mas sua expressão estava confusa. Eu não havia percebido que estava sorrindo.

– Da sua preocupação em não cair. _ Disse meia verdade. Ela me olhou numa advertência clara. — Já comentei que você esta linda? _ Perguntei brincando com seus anéis tentando distraí-la de todo o estresse que passaríamos pelos próximos cinco minutos.

– É muito rude rir das pessoas atrapalhadas senhor Queen. E sim, o senhor já me elogiou mas não ligo se o fizer novamente. _ Felicity disse sorrindo. Entrelacei nossos dedos e esperei John e Lyla se juntarem a nós. Eles não iriam passar pelo mar de fotógrafos, mas iríamos entrar juntos.

– Te espero do outro lado. _ John avisou antes de sair com Lyla contornando toda a imprensa. Olhei para eles do outro lado de toda aquela gente e não pude evitar sentir inveja.

– Pronta? _ Perguntei para Felicity que estava olhando para o aglomerado de pessoas com câmeras nas mãos.

– Nem um pouco. Vamos. _ Ela respondeu tentando soar divertida, mas eu podia sentir sua mão gelada e a pulsação acelerada.

– Não vou soltar sua mão, tudo vai dar certo. _ Prometi e apertei sua mão até ter certeza que não iria escapar.



– Eu juro, que se mais alguém me disser ‘olhe aqui’, ‘só mais uma’, ou ‘só uma palavrinha’ eu vou enfiar uma flecha. _ Sussurrei para Thea e Roy que estavam nos esperando na porta do hotel. Os dois apenas balançaram as cabeças concordando comigo.

– Ok, definitivamente nunca mais quero fazer isso. _ Felicity anunciou se aproximando mais de nós. — Nunca mais me convide para esses eventos. A não ser que sejam de dia, para que eu possa usar óculos escuros. _ Felicity começou a tagarelar, ela sempre fazia aquilo quando estava nervosa. Olhei para Thea e Roy procurando ajuda, mas os dois estavam rindo dela.

– Você se acostuma com o tempo. _ Respondi automaticamente, mas tirei sua mão que estava em frente seus olhos. Seus olhos estavam vermelhos. — Vamos para dentro, é mais escuro e vai irritar menos seus olhos. _ Ela apenas concordou balançando a cabeça.

– Pensei que eles não iriam deixar vocês passarem. _ John comentou aparecendo do nada ao nosso lado.

– Eu também. _ Concordei com ele. Thea discretamente se aproximou de mim com uma cara nada boa.

– Mamãe está um doce hoje. _ Ela comentou chateada. Eu sabia que ela estava se referindo a Roy. Nossa mãe nunca aceitou muito bem esse namoro.

– Não se preocupe, eu vou falar com ela. _ Disse tentando deixá-la menos tensa. Ela me olhou agradecida e voltou para o lado de Roy. Ele também não parecia nem um pouco confortável.

– Até que enfim! _ Tommy disse praticamente se jogando a nossa frente. — Primeiramente, se os cavalheiros me permitem. _ Ele se adiantou segurando a mão de Thea e lhe dando um beijo, muito cavalheiro. Pra quem não o conhecia, claro. Depois foi a vez de Felicity e Lyla.

John me olhou de lado, mas eu sabia que ele se divertia com essas atitudes de Tommy.

– Sempre tão educado. _ Ironizei olhando para ele. Tommy apenas balançou os ombros rindo. — Como está tudo? _ Perguntei enquanto voltávamos a caminhar.

– Taças cheias, cheques passando de mão em mão. Pessoas rindo e flertando. É, tudo normal. _ Ele disse para mim, mas seus olhos estavam passeando pelo salão.

– Uau. _ Felicity exclamou ao meu lado quando atravessamos a porta. Olhei para ela esperando para ver sua reação. Nós sabíamos que aquele era um passo muito importante para nós dois, eu a estava trazendo para o meu mundo. Só precisava saber se ela iria se adaptar a ele. — Pelas fotos é menos intimidante, mas ao vivo é muito mais bonito. _ Ela comentou olhando tudo ao redor, claramente encantada com toda produção e luxo do lugar.

– A esposa do prefeito sabe como organizar uma festa. Mas não se impressione muito, até o final da festa mais da metade vão estar bêbados demais para se lembrar do que fizeram amanhã. _ Thea disse para Felicity tentando acalmá-la. Eu sorri para minha irmã em agradecimento.

Tommy ia dizer algo para Felicity também, mas algo chamou sua atenção atrás de nós e ele me olhou com uma careta muito engraçada.

– Oliver você está atrasado. Muito. _ A voz de minha mãe era inconfundível. E sua irritação também. Nós não precisamos nos virar para olhá-la, ela já estava dando a volta por nós seguida por Walter. Ele estava sorrindo para nós já prevendo o gênio da sua esposa, senhora minha mãe. Eles pararam a nossa frente. Olhando para a única pessoa desconhecida no momento. Felicity.

Se a mão de Felicity estava gelada antes, agora estava congelada. Apertei levemente seus dedos entre os meus tentando passar um pouco de segurança para ela.

– Moira, por favor. Desse jeito vai assustar a senhorita Smoak. _ Ele olhou para Felicity desculpando com um sorriso, e olhou para mim. — Muito prazer senhorita Smoak, sou Walter Steele, padrasto de Oliver. _ Ele ofereceu sua mão para ela. Senti Felicity apertar minha mão antes de soltá-la para cumprimentá-lo.

– Eu sei quem o senhor é, e é um enorme prazer conhecê-lo. _ Ela o cumprimentou muito segura de si, mas assim que soltou sua mão ela se agarrou a mim novamente. Eu não acreditava que ela tivesse alguma noção de que estava fazendo aquilo.

– Fico muito feliz então. E devo dizer que a satisfação é recíproca. _ Walter comentou muito amável com Felicity. Olhei para ele realmente contente por ser tão simpático com ela.

– Peço desculpas senhorita Smoak, mas eu fico muito preocupada quando Oliver não dá notícias. _ Ela se desculpou com Felicity, mas olhou zangada para mim. — Mas mesmo assim, é um prazer conhecê-la. Finalmente. Posso?_ Ela se aproximou de Felicity na intenção clara de um abraço. Felicity não pensou duas vezes, e retribuiu o gesto um tanto inusitado de minha mãe. — Realmente espero que se divirta essa noite. Todos vocês. _ Ela disse olhando para todos nós e olhou para algo atrás de nós. — Se me dão licença, Suzzane precisa da minha ajuda com alguns detalhes do leilão. _ Ela se desculpou e saiu andando.

– O leilão está deixando ela um pouco nervosa. _ Walter explicou o comportamento de minha mãe. Thea saiu do lado de Roy e se enganchou no braço dele.

– Está tudo bem, Walter. Nós já conhecemos a senhora Queen. _ Ela disse ainda chateada com nossa mãe.

– Ela foi muito simpática ao meu ponto de vista. _ Tommy comentou parecendo um pouco surpreso com a atitude de minha mãe. Eu também estava, não que eu esperasse que ela fosse mal educada com Felicity. Mas aquela receptividade era no mínimo novo para ela.

– Então vai haver um leilão? _ Felicity perguntou para Walter. Eu não havia lhe dito o cronograma da festa.

– Sim. É um bom meio de arrecadar fundos. Para nossa sorte Starling City é uma cidade com muitas famílias tradicionais. Como a família Queen, por exemplo. _ Ele respondeu apontando para um grande telão no fundo salão, onde um vídeo com todos os itens do leilão passava ininterruptamente.

– Os itens são muito bonitos. _ Ela comentou distraidamente enquanto olhava para o telão.

– E lá vem ele. _ Tommy anunciou seu pai, vindo de braços dados com uma Laurel nada contente. Tommy estava a muito incomodado com Malcolm por conta da empresa, mas tinha mais por trás disso.

Eu conhecia meu amigo e ele não era o tipo de pessoa que guardava rancores e mágoas por muito tempo.

– Boa noite. _ Malcolm nos cumprimentou com um sorriso bem entusiasmado, enquanto observava nosso grupo. — Oliver. Não tivemos a oportunidade de conversar desde, bem, desde que você voltou. _ Ele comentou parecendo simpático, mas algo em sua expressão não estava de acordo.

– Ando muito ocupado. Mas sempre temos esses eventos para conversarmos. _ Disse tentando ser educado, mas algo em Merlin não estava certo. Podia ser apenas um pressentimento, mas eu iria ficar de olho nele.

– Eu sei. E não posso criticá-lo por isso, seu pai ficaria muito orgulhoso. Mas vejam quem eu encontrei sozinha. _ Ele apontou Laurel ao seu lado, que parecia bem incomoda coma situação. Mas internamente, eu estava grato por ele não continuar falando sobre meu pai.

– Eu a convidei para se juntar a mim, mas ela estava em uma ligação. _ Tommy disse um pouco incomodado com a presença do pai perto de nós.

– Parece que não está mais ocupada. _ Merlin comentou olhando de um modo um pouco estranho para Tommy. Definitivamente algo estava errado.

– Está tudo bem senhor Merlin. Obrigada por me fazer companhia. _ Laurel agradeceu a Malcolm desconfortável com a situação e, se afastou dele se aproximando de Tommy parecendo um pouco nervosa. Demonstrar nervosismo não era do feitio dela.

Olhei discretamente para John, ele também parecia ter notado algo errado no comportamento dela perto de Merlin.

– E você deve ser a senhorita Felicity Smoak? Certo? _ Felicity concordou balançando a cabeça com um sorriso educado. — Tommy me falou sobre você. É um prazer conhecê lá. _ Ele completou com um sorriso educado para ela.

– Obrigada. _ Ela também não parecia muito a vontade em conversar com ele. Tive a certeza disso quando a senti suas mãos se firmarem em meu braço.

– Bom, se vocês me derem licença nos vamos nos sentar. _ Thea estava claramente dando uma desculpa e fugindo dali. Ela não iria só.

– Boa idéia. Vamos nos sentar? _ Perguntei olhando para Felicity, mas era uma desculpa para observar sua reação. Ela apenas anuiu concordando.

– Eu me despeço de vocês, então. Acabei de avistar Palmer, por que não me acompanha Tommy? _ Merlin perguntou para Tommy e, tive que controlar minha vontade de rir da cara de desespero com que ele me olhou.

– Eu acompanho vocês. _ Laurel se ofereceu parecendo perceber o humor de Tommy. Ele olhou para ela agradecido.

– Nós vemos daqui a dez minutos, quando ele me expulsar da mesa. _ Tommy disse num tom baixo, passando perto de mim. Se eu o conhecia bem, dez minutos seria um recorde para a paciência de Malcolm.



Felicity POV



Nossa mesa era bem no meio do salão. No centro de tudo. Uma ótima maneira de ser visto por todos em todos os lados. Como se não bastasse isso, ainda dividiríamos a mesa com o prefeito e sua esposa.

– Você não me falou que iríamos nos sentar com o prefeito. _ Disse nervosa. Ele não havia me dito muita coisa sobre o evento para ser sincera, mas sobre isso ele deveria ter avisado.

Ele segurou minha mão por debaixo da mesa tentando me acalmar. Não adiantaria de nada para os meus nervos mas me dava uma sensação de conforto.

– Não precisa ficar nervosa, ele nem vai perceber nossas presença na mesa. _ Olhei feio para ele não acreditando nem um segundo em suas palavras. Ele realmente queria que eu acreditasse nisso?

– Ollie está certo, Felicity. _ Thea disse ao meu lado. Mas diferente do irmão, nela sim, eu acreditava. — Assim que minha mãe e Walter se sentarem e eles começarem a conversar, fim de jogo. Eles não reparariam nem se nós dançássemos em cima da mesa. _ Ela emendou sorrindo para um Oliver bem humorado. Observei a interação entre os dois. Eu podia jurar que eles estavam imaginando a cena. Eu, com certeza estava.

– Desde que não seja Can Can. _ Comentei de repente, me lembrando de uma certa conversa com Tommy.

– Elas foram convidadas? _ Oliver perguntou olhando ao redor. Eu sabia que ele não está falando sério, mas mesmo assim me incomodei com a brincadeira. Não era por que não demonstrava ciúmes, que eu não sentia ciúmes.

– Até onde eu sei, a única coisa que envolve dança hoje serão as entradas VIP para o maior clube da cidade. _ Lyla comentou sorrindo para nós, mas seu olhar dizia tudo. O sexto sentido feminino era infalível.

– Já foi a Verdant? _ Perguntei tentando mudar de assunto para um mais leve. E que não me deixe com vontade de enforcar meu namorado.

– Ainda não. Sara ainda é muito pequena para deixá-la sozinha. _ Lyla respondeu sorrindo e eu sabia que estava pensando na filha. John fazia a mesma cara quando falava dela.

– Nove meses, dois dentes aparecendo e ela ainda acha que ela é muito nova para ficar sem a mãe. _ John brincou com a preocupação de Lyla mas nós sabíamos que ele era igual quando se tratava da pequena Diggle.

Nossa conversa foi interrompida por um garçom que apareceu de repente com uma bandeja cheia de taças de champagne. Ele deixou uma taça para cada um de nós e se retirou. No mesmo instante outro garçom apareceu, com uma bandeja cheia de petiscos. Recusei educadamente tudo que foi oferecido. A última coisa que queria naquela noite, era comida.

– Você deveria comer algo Felicity. Acredite em mim, é melhor ter algo no estômago quando o champagne subir. _ Thea cochichou para mim. Devido a experiência dela em noitadas, eu provavelmente deveria escutá-la.

– Anotado. _ Disse e acenei para o garçom que estava parado perto de uma das colunas do salão. Só esperava que não fosse nada cru. Ou light. Ele se aproximou rapidamente, me oferecendo uma visão ampla da bandeja. Frutas. — Oh, disso eu gosto. _ Comentei aliviada e contente por não ser nada muito requintado para me deixar desconfortável. O garçom arrumou uma quantidade razoável de frutas variadas no meu prato, em um arranjou muito bonito.

– Isso está parecendo uma ave. _ Roy comentou com um olhar estranho para o meu prato. Olhei novamente para o meu prato, reparando bem, parecia um ganso. ou um pavão.

– Ótimo, agora estou com pena de desmanchar o pavão. _ Disse lamentando ter que desmontar algo tão bonito.

– Eu não acho que ele vá se importar senhorita Smoak. _ Senhor Steele comentou também bem humorado.

Olhei para todos na nossa mesa, e ao que parecia todos estavam bem humorados.

– Claro senhor Steele. É só bobagem minha, eu faço muito isso. _ Disse mesmo sem necessidade, apenas para ser educada. — Dizer bobagens, não comer arranjos animalescos. _ Eu devia calar a boca. Parecia uma sina, sempre que conversava com alguém importante pagava mico.

– Dezessete minutos. Um novo recorde para o meu pai. _ Tommy apareceu todo sorridente do outro lado da mesa com uma Laurel menos, irritada comigo? Ou mais conformada comigo. Eu não sabia definir muito bem, mas pelo menos ela não queria me assassina com o olhar, e isso já era um avanço. — Podemos nos juntar a vocês? _ Tommy perguntou já se sentando ao lado do senhor Steele, e Laurel se sentou ao seu lado.

– Eu podia apostar que você não duraria nem dez minutos lá. Seu pai parece um pouco estranho hoje. _ Oliver comentou confirmando minhas suspeitas. Eu não queria comentar nada e ser mau compreendida, afinal, eu não conhecia Malcolm Merlin, Mas se Oliver também havia reparado que ele parecia estranho, então eu não havia julgado errado.

– Você reparou, não é? _ Tommy riu sem graça. Não era novidade para mim que Tommy e seu pai não tinham um bom relacionamento, nunca havia perguntado o motivo. Mas eu conhecia Tommy e para mim parecia impossível ele ser o motivo. Ao contrário do pai dele que não me inspirava confiança. — Claro que reparou, ele não se preocupa em disfarçar. _ Ele comentou brincando com sua taça nas mãos, claramente chateado com o pai. Observei Laurel retirar a taça de suas mãos com um certo carinho e os dois se olhara brevemente. Olhei para todos na mesa, mas parecia que apenas eu havia ficado constrangida. Dois segundos apenas, mas me senti invadindo uma área privada, uma telespectadora clandestina.

– Malcolm tem tido problemas com um novo projeto. Algo novo para a cidade. _ Senhor Steele disse tentando defender o pai de Tommy de alguma forma.

– Um projeto novo?Talvez eu possa ajudá-lo de alguma forma. _ Oliver disse interessado em ajudar. Mas Tommy balançou a cabeça negando veementemente.

– Eu já tentei. Duas vezes. Mas ele continua dizendo que o empreendimento é dele, um negócio apenas dele. _ Tommy finalizou com um balançar de ombros indiferente, mas era como se ele tivesse desistido de tentar se aproximar do pai. O que era muito triste considerando que os dois só tinham um ao outro.

– Empreendimento? Ele pensa em abrir uma loja, ou uma outra empresa? _ Oliver insistiu, curioso com os planos de Merlin.

– Desculpem minha ausência. _A voz de Moira Queen me assustou. Estava tão concentrada na conversa sobre Malcolm Merlin e seu novo projeto, que não reparei quando a mãe de Oliver se aproximou da mesa. — Mas esse leilão realmente está mexendo com meus nervos. _ Ela se sentou ao lado do marido e magicamente um garçom apareceu com uma taça de champagne para ela.

– Não se preocupe, meu bem. Nós entendemos. _ Senhor Steele disse pacientemente, como se estivesse falando com uma criança. Ela olhou para ele entre divertida e irritada, mas não disse nada.

– E sobre o que vocês estavam conversando? _ Ela perguntou enquanto chamava um garçom com petiscos.

– Nós estávamos falando sobre meu pai. _ Tommy respondeu enquanto interceptava outro garçom, mas dessa vez eram taças de vinho. A senhora Queen estava prestes a tomar um gole do seu champagne mas, retrocedeu rapidamente no gesto. Tommy analisou as taças por um instante e decidiu por duas de vinho tinto.

– Sobre Malcolm? O que teria para falar sobre ele? _ A senhora Queen perguntou esquecendo completamente da sua bebida. Podia ser impressão minha, mas ela parecia nervosa com algo.

Embaixo da mesa, senti Oliver apertar minha mão forte o suficiente para me assustar. Olhei para ele confusa mas,ele apenas sussurrou um pedido de desculpa e continuou a prestar atenção na conversa entre Tommy e sua mãe.

Eu queria perguntar o que havia acontecido, mas achei melhor esperar até que estivéssemos a sós.

– O de sempre, você conhece meu pai. Um encanto de pessoa. _ O lado irônico de Tommy era um dos lados do seu charme pessoal, mas quando envolvia seu pai esse seu lado perdia seu encanto natural.

– Eu sinto muito por vocês dois não conseguirem se entender. É realmente uma pena. _ Ela disse e lançou um olhar rápido até o outro lado do salão, onde Malcolm Merlin estava sentado em uma mesa com Ray Palmer. Quando seu olhar voltou para nossa mesa, ele se concentrou em mim. — Então senhorita Smoak, como você e meu filho se conheceram? _ Ela me perguntou completamente focada em mim. E foi minha vez de apertar aquela mão que estava segurando a minha por debaixo da mesa.




Notas finais
Vamos fazer uma brincadeira aqui. Escrevam uma crítica para a fic. Boa, ruim. Tanto faz, apenas escrevam. Se conseguir dez críticas posto a continuação desse capítulo amanhã. Agora é com vocês. Beijos ( e até amanhã?)