Pure Love

36 Capítulo 36


Notas iniciais
Nem sei por onde agradecer o carinho que vocês me dão, sério. É muito especial. Obrigada meninas, e talvez meninos não sei. Lembrando que se vocês matarem não tem mais fic. Boa leitura.

Oliver POV



Felicity não parecia ter a mínima idéia do quanto eu estava tentando me controlar perto dela.

Como se não bastasse minha nova condição de eterna adolescência ao lado dela, ela ainda piorava minha situação subindo em uma cadeira vestindo apenas aquela camiseta ridícula que não tampava nada.

Felicity não sabia o quanto ela devia agradecer as suas pantufas de tê-la salvo de mim. Assim que ela havia aberto a porta com aquelas pernas maravilhosas de fora, todo meu auto controle, todo meu senso de alerta havia se son centrado em não atacá-la na porta da sua casa. E as pantufas ajudaram e muito.

E por mais que não quisesse demonstrar, Felicity também se sentia assim. O modo como ela se movia inquieta ao meu lado no sofá, como havia tentado colocar alguma barreira entre nós com aquela almofada ou como sua respiração mudava magicamente quando eu a olhava. Era tudo muito intenso, carnal.

Era novo.

Eu não estava acostumado a privação. A espera. Eu não sabia que podia ser tão estimulante. Mas eu gostava.

Era como um jogo de xadrez. Haviam as estratégias, os momentos de paciência e concentração, e o ataque. E ela estava ruindo minhas defesas e descontrolando minhas estratégias. Baguncando tudo. Gostava dela bagunçando tudo.

E quando fui atrás de Felicity na cozinha a última coisa que esperava encontrar era ela em cima de uma cadeira com uma garrafa de vinho nas mãos e mais um pouco de pele à mostra. Eu não tinha tanta certeza se seria capaz de dormir na mesma cama que ela, não sem atacá-la no meio da noite.

Mas vê-la em plena queda livre de cima de uma cadeira, me apavorou. Eu sabia que uma queda de cinquenta centímetros não era considerada grande coisa, mas tudo dependia da maneira que a pessoa caísse. Ele poderia se ferir gravemente se batesse diretamente com a cabeça no chão. E ainda haviam os cacos de vidro espalhados pelo chão bem aonde ela cairia. Não havia muita escolha. Ela estava bem, mas poderia ter se machucado.

E agora com ela nos meu braços, semi nua e me desejando tanto quanto eu estava dejando-a, estava impossível de me refrear.

– Felicity?_ Eu não queria assustá-la mas não iria conseguir me conter, o mínimo que poderia fazer por ela era avisá-la que ela estava entrando em um território perigoso. Mas quando ela disse meu nome, tão entregue ao momento quanto eu, não havia mais retorno. Não para mim.

Não contive um gemido puramente animal quando ataquei sua boca.

Este era mais que um beijo.

Minhas mãos abertas, cobriam ligeiramente suas curvas, ficaram rígidas, mais tensas quando pressionaram o tecido de sua camiseta, a pele macia de sua coxa. Eu podia sentir o calor dela sob as pontas de seus dedos, filtrando-se pelo algodão. Deliberadamente fui atraíndo-a mais, aproximando-a, aproximando-a, até que nossos corpos se fundiram. Eu podia sentí-la, em toda sua plenitude, e isto me acendeu. Ele estava ficando tenso, e a desejava, Deus, como a desejava. Minha boca estava cada vez mais insistente, e minha língua se adiantou, pressionando-a até que ela abriu seus lábios. Eu senti no fundo da minha garganta seu suave gemido como um convite, e aprofundei ainda mais o beijo, entrando mais para saboreá-la. Eu começava a duvidar da minha capacidade de permanecer de pé.

Movo minhas mãos lentamente ao longo dela, para não assustá-la. Ela era suave, curvilínea, e exuberante, como eu sempre tinha pensado que uma mulher devesse ser. Seus quadris flamejavam, seu traseiro era perfeito, e tinham seus seios. Deus, sentia seus seios apertando-se contra meu peito.

Minhas palmas ardiam por tocá-la, mas me obriguei a permanecer onde estavam na pele macia de sua coxa, realmente não era muito sacrifício.

Eu sabia que se tocasse Felicity além das roupas não pararia, se a tocasse dessa forma, me perderia completamente.

– Felicity, Felicity._ O nome dela em meus lábios eram a coisa mais doce que já havia provado, viciante. Imparável.

Ela gemeu mais uma vez, suas mãos desceram ate a barra da minha camiseta, e se adentraram subindo por minhas costas. O contato pele com pele me tirando o pouco de ar que ainda conseguia suprir me deixando cego de desejo.

Aquilo foi o limite para mim.

Sem perguntar, sem avisar, sem falar. Simplesmente ergui Felicity a obrigando a abraçar minha cintura com suas pernas, nos dando o contato mais íntimo que havíamos tido até o momento. E me virei a prendendo entre mim e a mesa. Se ela não havia conseguido perceber meu nível de excitação, agora não teria mais dúvidas.

Me permiti o mesmo direito que ela, e minhas mãos foram diretamente para suas pernas. Aquelas pernas que me tiraram o sono por dias. Sentia a pele macia e quente dela se arrepiar e tremer sob minhas mãos e sua respiração falhar e suas mãos acariciarem minhas costas.

Terminações nervosas, sensações, suspiros e gemidos. Eu me resumia a isso.

– Oliver._ Felicity sussurrou meu nome, seus lábios ainda nos meus tornando aquilo que estávamos fazendo ainda mais íntimo.

Deixo minhas mãos espalmarem suas nádegas, e a puxo contra meus quadris com força. Ela deixa um gemido gutural escapar dos seus lábios jogando a cabeça para trás em entrega total.Eu não achava que Felicity poderia ficar mais encantadora, ou bonita, mas naquele momento ela estava perfeita. Seus olhos estavam desfocados pelo desejo claramente exposto ali, eles chegavam perto do azul marinho naquele momento, turbulentos. Suas bochechas estavam em um tom diferente de rubor, que nada tinha haver com vergonha ou constrangimento, e seus lábios, estavam deliciosos. Inchados e vermelhos.

E eu encontro meu próximo alvo, seu pescoço. Ali seu perfume era mais forte, envolvente. E eu avanço sobre sua pele delicada sem nenhuma cerimônia. E sua resposta é imediata.

Felicity aperta suas pernas ainda mais e se move contra mim, fazendo meu sangue bombar com força total e se concentrar naquele ponto. Sem pensar no que estava fazendo mordo seu pescoço ao mesmo tempo que meus quadris se movem por vontade própria, combinando seus movimentos com os dela.

Eu não acreditava que havia um modo de pararmos agora. Não via um retorno para nós. Eu não queria retornar. Ela também não.

Mas o restante do mundo não parecia estar ciente do nosso momento, por que naquele exato momento a campainha estava sendo tocada insistentemente.

Notas finais
Não esqueçam de comentar! Beijo e até amanhã.