Pure Love
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Capítulo 33 Oliver POV
Eu nunca fui do tipo ciumento, nunca mais importei se as mulheres com quem saia tinham amigos ou até outros casos por que tudo era diversão.
Mas como Tommy havia dito a Felicity, eu estava mudado. E o novo Oliver, disfarçado de Arqueiro não se importava em ficar escondido nas sombras vigiando os dois estavam conversando animados demais enquanto caminhavam pelas ruas.
Felicity era confiável, disso não tinha dúvidas. Ela já havia demonstrado que também compartilhava da mesma atração que eu tinha por ela.
Mas era Tommy.
Tommy era uma das melhores pessoas que ele já havia conhecido, ele era bom. Apesar de seu jeito cafajeste com as mulheres, eu sabia que meuu amigo mudava completamente quando estava apaixonado, como estava acontecendo com Laurel.
Não havia dúvidas que Tommy estava apaixonado por sua ex-namorada. O modo como a olhava, como respondia à ela, eram totalmente atípico do comportamento normal do amigo. Era uma pena que ela não quisesse nada sério com ele.
E apesar de estar não conseguir nem imaginar essa cena, Felicity seria uma boa mudança na vida do amigo. Ele seria feliz com ela, e ela não correria perigo.
Seria perfeito, se eu fosse altruísta o suficiente para abrir mão dela.
Abrir mão de Felicity não estava nos meus planos por enquanto. Por tempo indefinido.
Felicity e Tommy eram boas pessoas. Mas eu também era, também merecia essa luz na minha vida.
Observo Tommy parar em uma esquina com o olhar meio perdido, Felicity se aproxima dele mas não o toca. E eu sou grato por isso, eu não queria aparecer no jornal do dia seguinte como um sequestrador de mulheres aparentemente inocentes.
Pelo rosto carregado de Felicity vejo que a conversa era séria. Seja lá o que Tommy estava dizendo, aquilo estava afetando Felicity. Eu queria muito me aproximar mais, mas se saísse um passo sequer do beco seria descoberto.
De repente Tommy olha para Felicity muito sério e ela se encolhe quase que imperceptivelmente, suas bochechas ganham cor e eu quero socar Tommy por estar fazendo ela corar. Ela responde algo que faz Tommy voltar a ser o Tommy de sempre, ele brinca com alguma coisa e segura sua mão a colocando em seu braço.
Eu não deveria ter vontade de bater nele por isso, mas eu estava morrendo de vontade de bater nele por isso. Ele estava tocando a minha Felicity. Sinto meus músculos do meu braço reclamarem pela força que estava apertando o arco em minha mão, mas era isso ou o pescoço de Tommy. Por enquanto seria isso.
Eles não andam muito e o celular de Tommy toca, o conheço bem o suficiente para saber que era seu pai. Ele só fazia aquela cara quando se tratava de Malcolm. Ele desliga visivelmente irritado e pergunta algo para Felicity que parece perdida em seus pensamentos. Tommy estala os dedos em frente seu rosto mas nem assim ela voltar. Então ele a chama pelo nome alto o suficiente que até eu pude ouvi-lo. Ela pula se assustando e cora novamente com algo que ela mesma diz.
Então Tommy a beija. No rosto. Mas era um beijo.
Se meus músculos de um braço estavam reclamando pela força que eu estava apertando o arco, os da outra mão ficariam destruídos com a força que soquei a parede ao meu lado.
Talvez apertar o pescoço de Tommy não seja uma má idéia.
Vejo ele ir embora com pressa e Felicity nem espera que ele desapareça de vista para correr para a rua de trás onde estava meu carro.
Havia seguido o rastreador do carro e o encontrado escondido numa rua suspeita. Primeiro tinha ficado preocupado com o pensamento de algo ter acontecido à ela, mas me lembrei que havia dito para ela ficar em movimento, e decidi sair a procura dela antes de fazer algo. E realmente algo tinha acontecido à ela. Ela havia encontrado Tommy. Meu melhor amigo metido a conquistador.
Eu a sigo a uma certa distância para não chamar sua atenção, não estava em um humor muito agradável depois do que havia visto.
Felicity olha por todo o carro e depois em volta como se estivesse procurando algo que não encontra.
– Como ele vai me encontrar?_ Ela estava conversando com ela mesma de novo. Ela fazia muito isso.
Essa era minha deixa, respiro fundo me acalmando um pouco e me aproximo devagar.
Ela demora um segundo para notar minha presença atrás dela por conta da pouca iluminação da rua, e quando o faz tenta me empurrar assustada.
Eu a seguro pelos braços a impedindo de sair correndo, mas antes que possa dizer que sou eu ela se debate e grita para soltá-la. Ela estava apavorada mas seu grito foi forte o suficiente para que alguém ouvisse. Sem muita opção a vire de frente para mim, torcendo para que ela não conseguisse ver meu rosto e tampei sua boca. Não foi minha idéia mais brilhante. Tê-la tão perto era tentação demais para mim. Vi em seus olhos que havia reconhecido o Arqueiro e a soltei antes que fizesse algo que iria me arrepender depois.
– Pensei ter dito para ficar em movimento e em um lugar movimentado._ Eu digo ainda irritado com ela, com Tommy e comigo mesmo. Mas morrendo de vontade de beijá-la. Ela me olha torto como se estivesse brigando comigo. Isso nunca deixaria de ser engraçado de se ver.
– Eu só vim me certificar se seu precioso carro ainda estava inteiro._ Ela diz com certeza irritada comigo.
Estendo a mão e espero pela sua boa vontade de me devolver a chave do carro, ela me entrega e continua lá me encarando com raiva. Eu adoraria beijar aquele bico que ela estava fazendo. Ela conseguia ser infantil e sexy ao mesmo tempo. Era muito pra minha sanidade.
Destrave o carro, a assustando com o barulho mas ela não se mexe. Me aproximo testando sua teimosia e ela continua parada, resistindo.
Eu encaro aqueles olhos tão bonitos que estavam fixos em mim como se pudessem realmente me enxergar,e por um segundo ela parece ter feito isso. Sua expressão se torna confusa, pensativa.
Por que ela tinha que ser tão teimosa? Era só entrar no bendito carro.
– Banco traseiro._ Eu digo antes de entrar rapidamente no carro, a escuto entrar logo após e arranco o mais rápido possível para sua casa.
Fale com o autor