Pure Love

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Oi. Antes de qualquer coisa, socorro. Minha inspiração foi passear e não quer voltar. Tá difícil. Então aí esse capítulo que é oficialmente o que eu menos gostei. Mas vou tentar melhor hoje ainda. Bom é isso. Boa leitura?

Capítulo 31 Oliver POV



Felicity não sabia o quanto ela estava me fazendo feliz com sua confissão.

Ela admirava o que eu fazia pela cidade,era uma fã do Arqueiro.

– Speedy._ Eu chamo Thea pelo comunicador enquanto corro de volta para o galpão.

'Estou aqui Ollie'. Ela responde prontamente.

– Felicity está com o carro, preciso que rastreie ele e não a deixe sozinha._ Eu peço me sentindo um idiota por ter discutido com John quando ele propôs colocarmos câmeras no carro. Adoraria ter aquelas câmeras instaladas agora.

'Alguma sugestão?' Ela pede sem saber o que fazer.

Procuro em minha mente algum lugar que tivesse pelo menos um número razoável de pessoas a essa hora. Mas uma movimentação mais à frente me desconcentrou.

Encontro Roy correndo por entre as árvores lutando com três agentes, enquanto buscava um meio de se esconder.

O mato era nosso aliado nessa luta, nos ajudava dando lugares para recuar e atacar. Armo meu arco e miro no joelho de um deles e atiro. Ele cai com uma flecha a atravessada em sua perna e um grito de dor, os outros dois perceberam minha chegada e ficaram mais alertas, divididos entre nós dois.

Um deles chamar reforços pelo comunicador Roy aproveita esse deslize dele e o nocauteia em um golpe com os pés. Quando o último agente se vê sozinho com nós dois ele se rende, jogando seu bastão de choque no chão e se ajoelhando.

– Eu estava dando conta._ Roy diz desanimado por eu ter acabado com sua brincadeira.

– Domingo à noite, qual o lugar mais agitado da cidade?_ Pergunto a ele sem paciência para suas gracinhas. Ele me olha estranhando minha pergunta, mas olha em volta procurando algo.

– Ela fugiu._ Ele concluiu certamente se referindo a Felicity.- Bom, qualquer bairro que tenha família está fora de questão. As pessoas trabalham amanhã, às que precisam pelo menos._ Ele pára e pensa um pouco e olho para mim como se tivesse se lembrado de algo.- A dezessete com a quinta._ Ele solta feliz consigo mesmo por ter lembrado.

Claro. A dezessete com a quinta era a avenida mais badalada de Starling, clubes, bares gente por todos os lados.

'Speedy'. Eu a chamo pelo comunicador.

'Já estou enviando as coordenadas para ela. Mas ela vai seguir? Eu com certeza não seguiria as ordens de um carro'. Ela comenta distraída.

'Ela sabe que o carro é meu, não vai duvidar de nada._ Garanto à ela mesmo sem ter certeza de que aquilo aconteceria.

– O que vamos fazer com ele?_ Roy pergunta olhando de uma maneira intimidadora para ele. O homem se assustou com a pergunta dele.

– Não não não. Eu não estou resistindo, eu me rendi._ Ele diz com medo de machucarmos ele.

– Quando ela chegar no endereço me avise Speedy._ Digo para Thea ignorando a pergunta de Roy.

'Está bem'. Ela responde prontamente e encerra a comunicação.

Suspiro me sentindo um pouco menos preocupado com Felicity, sabia que se algo acontecesse Thea me avisaria imediatamente.

Volto a focar minha atenção para os problemas ali presentes e encaro o guarda que está no chão.

– Você tem cinco segundos pra sumir da minha frente._ Ele nem espera eu terminar de falar para se levantar e correr. Mas antes dele sumir me lembro de algo.- Espera._ Digo ao mesmo tempo que lanço uma flecha em sua direção. Ela passa de raspão pelo seu rosto e encontra seu destino no trono da árvore. O guarda fica petrificado no lugar, com medo da próxima flecha.- Onde está Waller?_ Eu tinha assuntos a tratar com aquela mulher, e eles não eram nada civilizados.

– Ela, ela ela não está na cidade. Nós encontramos o fabricante da bomba, bomba, e ela foi para lá prendê-lo._ Ele gagueja nervoso, mas o que chama minha atenção é a informação sobre o tal fabricante.

– Ela achou ele? Onde?_ Exijo me aproximando dele, que apesar de ser mais alto se encolhe. Ele maneia a cabeça negando freneticamente.

– Ela não nos passa essa informação. Para ninguém._Ele garante sem gaguejar dessa vez.

Era uma perda de tempo continuar ali lutando contra todos aqueles agentes se Amanda não estava lá.

– Quando sua chefe voltar diga que eu quero falar com ela._ Eu puxo a flecha do tronco e a aguardo na aljava, o homem apenas balança a cabeça concordando.- E outra coisa._ Digo empurrando ele de encontro a árvore e usando meu arco para prendê-lo lá pelo pescoço e arranco sua máscara para olhá-lo diretamente nos olhos e me surpreendo. Eu o conhecia de outros tempos.- Se você ou qualquer outro agente, até mesmo Waller chegarem perto de Felicity Smoak de novo, vou esquecer qualquer civilidade e voltar a ser o outro Oliver Queen. E vocês não querem isso._ Não era uma ameaça, era um aviso. E pelo modo que ele me olhou ele sabia disso.

Dou um último olhar de aviso a abaixo meu arco o deixando livre, ele me encara e olha para Roy de sair praticamente correndo.

– Até eu fiquei com medo agora._ Roy brinca rindo, mas eu reconheço a inquietação na sua voz.

– Vamos embora._ Ele assente me seguindo, mas pára de repente.

– Só uma pergunta._ Eu olho pra ele esperando.- Como vamos embora? Felicity levou nosso carro._ Eu havia me esquecido desse detalhe.

– Speedy._ Chamo Thea mais uma vez, e a ouço suspirar do outro lado. Ela conversa com alguém e parece irritada.

‘John está a caminho, Ollie’. Ela com certeza está irritada.

– O que houve?_ Pergunto preocupado e Roy também liga a comunicação com ela.

– Nada que vocês precisem se preocupar._ Ela responde um pouco mais calma mas mesmo assim alterada.

Olho para ele que entende o recado e começamos a correr novamente, mas dessa vez mais rápido.

– Thea._ Roy diz começando a se preocupar também é nos escutamos ela discutir com alguém de novo.

Várias coisas passam pela minha cabeça, coisas que poderiam ser perigosas e até fatais para ela. Não queria pensar se um dos tantos inimigos que o Arqueiro possuía tivesse encontrado a Cave e entrado lá, encontrando Thea sozinha e desprotegida.

– Vocês dois, eu estou bem. São problemas com a Verdant, fornecedores são uma droga!_ Ela grita mas sabemos que não era conosco. Sinto um alívio imenso por meus medos não concretizados.- Só voltem inteiros, por favor._ Ela completa num murmúrio, certamente estava perto do tal fornecedor.

– Estamos voltando._ Roy responde por nós dois e vejo o mesmo alívio nele.

A comunicação foi cortada novamente e diminuímos a velocidade para uma caminhada rápida.

Queria ir logo me certificar se Felicity estava bem, se ela havia seguido as instruções de Thea, e achar Waller e o maldito fabricante daquela bomba que havia começado tudo isso.

Não demorou muito e avistamos um carro vindo rapidamente pela estrada, o carro parou e John abriu a porta descendo. Ele abriu o porta malas com fundo falso e Roy e eu começamos a guardar as armas e tirar os trajes.

Se iríamos com o carro que eu usava normalmente com Oliver, não poderíamos entrar na cidade disfarçados.

Entramos no carros apressados, ainda terminado de nos vestir, e John partiu em alta velocidade.

Ele não estava com a melhor das caras.

– E Lyla e Sara?_ Pergunto com medo da resposta que ele iria me dar. Ele me olha pelo espelho retrovisor e balança a cabeça, entendo como uma afirmação que elas são bem. Roy suspira aliviado ao meu lado.

– Waller descobriu a ajuda de Lyla. Na verdade, foram as pesquisas dela que levaram Waller até Felicity._ Eu olho para ele surpreso por aquela informação e vejo ele desviar o olhar. Ele estava se sentindo culpado de algum modo.

– Mas ela está bem?_ Decido ignorar o deslize de Lyla, eu sabia que ela nunca teria me entregado de boa vontade. Ele me olha mais uma vez e balança a cabeça novamente.

– As duas estavam em casa, Lyla se assustou quando me viu chegar tão assustado. Waller bloqueou toda comunicação da casa para me impedir de falar com ela._ Eu o vejo aperta o volante com tanta força que seus braços tremem.- Waller quis apenas me assustar, provar que pode desaparecer com as duas. É uma ameaça velada._ Eu nunca havia visto John tão assustado.

– Deixe Waller comigo. Ela não vai mais ser um problema._ Observo John me lançar um olhar inquisitivo pelo espelho e Roy se mover inquieto no banco ao meu lado.

Eu sabia que eles estavam com medo por mim, medo que eu fosse cair na escuridão como eu mesmo havia contado para eles. Um mundo sem emoções, sem arrependimentos ou misericórdia.

Mas eu não queria voltar para aquele lugar.

Eu estava feliz, pela primeira vez em anos eu me sentia feliz apesar de toda a bagagem do Arqueiro. Me sentia leve, ainda sentia aquela sensação de sufocamento quando me lembrava dos anos anteriores. Ainda tinha pesadelos.

Mas não me culpava mais.

Eu sabia que nunca poderia apagar o que havia feito, mas me recusava a viver para sempre no amargo arrependimento.

Eu estava de volta à minha cidade, minha casa, minha família. E não poderia pedir mais nada. Eu tinha até mais do que merecia.

E tinha Felicity.

Apesar do pouco tempo ela havia se tornado uma parte essencial de toda essa nova sensação de felicidade, ela fazia grande parte disso.

E eu não ia desistir de tudo por causa de uma maluca.

Eu tinha que pensar em um modo de tirar Waller do meu caminho definitivamente, e logo.

Notas finais
Desculpem algum erro, estou postando do meu celular aqui no meu trabalho.