Pure Love

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Esse não será o único capítulo à sair hoje, mas estou com um probleminha. Não sei se vocês já passaram por isso. Mas estou com idéias demais, e não consigo passar pra história, não sei como encaixá-las. Vou fazer meu possível, prometo. Enfim, boa leitura.

Oliver POV



John havia me dito que Felicity estava linda, e eu não duvidava disso, eu só queria ter sido preparado para aquele pedaço de pano roxo que ela estava vestindo. Aquilo não deveria ser considerado uma roupa, muito menos uma pra sair na rua. Ou essa festa. Ela tinha que sentar daquele jeito? Pelo menos Tommy estava monopolizando ela, impedindo de alguém chegar nela. Ele não fazia idéia de quantas vidas estava salvando essa noite.

– As pessoas estão começando a reparar na sua cara de serial killer._ John caçoa de mim ao meu lado.

Ele estava me esperando do lado de fora da porta da Cave, e não havia saído do meu lado desde então. Achoque ele me conhecia bem o suficiente pra saber que não deveria me deixar sozinho nessa festa com Felicity vestida daquele jeito. E pela primeira vez na minha vida eu não era o perigo hoje, pelo menos para ela.

– Ela está pelada._ Eu digo para ele, mas sem tirar os olhos dela. E como se soubesse que estava sendo observada, num movimento rápido descruzou as pernas para cruzá-las de novo em seguida, só mudando de posição.- Como você deixou ela sair de casa com aquilo?_ Dirijo minha raiva para John, pelo menos ele não respondia. Fecho meus punhos com força quando vejo dois antigos amigos de escola se aproximarem da mesa de Tommy e Felicity, eles pareciam procurar uma desculpa para conversar com os dois.- Se acontecer um assassinato, a culpa será somente dela._ Digo me livrando completamente de qualquer culpa que possa vir a ter até o final dessa noite e caminho com passos decididos até a mesa.

Os dois quando me vêem chegar até tentam conversar comigo, mas estou sem foco para qualquer coisa que não seja cobrir aquele par de pernas que me deixariam sem dormir por dias. Então ignoro os dois e chego a mesa a tempo de ouvir o que Tommy e Felicity estavam conversando.

– Acho que essa história não é relevante, Tommy._ Interrompo antes que ele conte a real história das gêmeas, não era um história que Felicity deveria ter conhecimento.

Tommy praticamente se joga em meus braços me saudando como se fizessem outros cinco anos que não nos víamos. Dizer que Tommy estava bêbado seria um elogio. Ele estava a ponto de cair. E a festa havia acabado de começar. Pra ele beber tanto assim só havia um motivo; Laurel.

Tommy desembestou a falar, em grande parte sobre esse ser perturbador de roxo que estava em nossa frente. Olho para Felicity e várias palavras me vêem a mente mas não quero conversar com ela com Tommy Merlin completamente bêbado de testemunha, então deixo para depois. Felicity tem a idéia de levar Tommy para tomar um ar, boa desculpa para fugir dos elogios dele. Ele era só elogios e sorriso para ela. Ao que parecia, ela tinha conseguido outro admirador.

Não haviam janelas no segundo andar do clube era uma das exigências de segurança, a mais próxima ficava no escritório. Nem cogitei a idéia de deixar Felicity sozinha aqui enquanto levava Tommy para lá, e ela não pareceu se incomodar quando a chamei para vir junto. E por mais que quisesse ficar de olho nela, Tommy estava chegando a um ponto que ou tirávamos ele de lá naquele momento, ou ele iria dar um espetáculo na frente de todos. E um espetáculo era a última coisa que ele precisava no momento, com toda a responsabilidade da empresa e do pai em cima dele.

Fui todo o caminho mantendo uma conversa pelo menos um pouco sóbria com ele para não deixá-lo pensar no tanto que devia estar enjoado.

De repente, Tommy pára abruptamente com algo que eu disse, e Felicity que não estava preparada para isso trombar em nós dois e se desequilibra. Por puro reflexo jogo meu braço em torno de sua cintura a segurando próxima a mim e mantenho Tommy firme com o outro braço.

– Você está bem?_ Pergunto olhando para ela e me dando conta de que nunca tinhamos estado tão próximos assim. E que ela estava com um perfume diferente do que ela usava normalmente. Esse era mais intenso, doce e puramente sensual. Ela continuava a me olhar daquele jeito que me fazia ter pensamentos impróprios. Seguro um suspiro frustrado me lembrando que Tommy estava aqui.

– Ó céus. Ninguém deveria ser tão bonito assim. Não é justo._ Ouço ela murmurar por baixo do fôlego totalmente alheia ao fato de que havia dito seu pensamento em voz alta. E isso melhora meu humor subitamente. Ela nunca conseguia se frear, não conseguia controla o que dizia e isso era uma das coisas que me encantavam nela.

– O que não é justo?_ Tommy interrompe nossa conexão, estourando nossa pequena bolha e eu quero bater nele por isso. Só não o faço por que Felicity se dá conta que havia falado demais de novo e fecha os olhos como havia feito na praça essa manhã ,envergonhada de novo.

– Eu disse em voz alta, não disse?_ Ela pergunta com sua voz baixa e o rosto vermelho. Eu deveria dizer algo para não deixá-la tão desconfortável mais, não consigo. Era realmente muito engraçado quando ela se envergonhava por algo tão bobo quanto aquilo.

– Não se preocupe, seja lá o que não acha justo, você guardou pra você._ Eu digo a única coisa que passou pela minha cabeça. Ela então faz a cara mais meiga do mundo e me olha cautelosa, e vejo pelos seus olhos que ela sabia que estava mentindo.

– Mentiroso._ Ela me acusa e se afasta, cedo demais, constrangida novamente mas não consigo ficar sério.

– O casal, eu juro que vou ser um bom menino e não vomitar em vocês. Mas temos que chegar rápido na janela._ Tommy avisa ficando cada vez mais mole e pálido no meu braço, e eu me xingo mentalmente por ter esquecido por uns instantes que meu amigo estava passando mal.

– Então vamos nos apressar._ Eu falo e jogo Tommy no ombro praticamente correndo até o escritório, eu sabia que ele não estava brincando.

– Uau._ Escuto Felicity murmurar, mas não tenho tempo para ver do que se trata.

Assim que chegamos no escritório deixo Tommy na cadeira perto da janela e entrego a lata de lixo para ele. Ele me agradece com um aceno fraco com a mão e afunda a cabeça na lata vomitando tudo que tinha direito.

– Bem a tempo._ Felicity diz ao meu lado parecendo aliviada. E um pouco nauseada também.

– Vamos dar um tempo pra ele._ Ela anuiu e olhei para Tommy checando se ele estava bem para ficar sozinho.- Tommy você está se sentindo melhor?_ Perguntei por desencargo de consciência.

– Saiam logo daqui, não vou estragar outro encontro seu._ Ele disse ainda com a cabeça dentro do balde. Tive que me esforçar para não rir dele.

Olhei para Felicity e ela estava na mesma situação. Parecia estar se divertindo de uma situação que para outras seria um desastre.

Estava na hora de levar esse encontro a sério.

– Qualquer coisa me liga._ Disse para Tommy e dei um tapinha no seu ombro de pura sacanagem, sabendo que isso o faria vomitar de novo.

– Filho da mãe!_ Ele chiou antes de vomitar novamente.

Felicity riu com vontade assim que saímos do escritório.

– Você é um amigo cruel._ Ela diz quando para de rir.

– Ele precisa colocar pra fora para poder voltar á festa._ Disse tentando parecer prestativo.

– A única coisa que ele fez foi enobrecer seu melhor amigo desde a hora que cheguei e você o paga assim._ Ela dizia reprovando minha atitude, mas ainda estava sorrindo.

– Não sabia que alguém tinha que enobrecer minha imagem._ Contesto rindo.

– Depois das dançarinas de cancan? Pode apostar que precisa de alguém._ Ela tenta dizer séria mas acaba rindo de novo, o que me deixa na dúvida de quanto ela bebeu até agora para estar tão risonha.

– Posso te perguntar o que você bebeu?_ Ela sorri ainda mais e logo em seguida fica séria.

– Estou agindo como boba, não estou? Não devia ter bebido._ Ela diz mais pra ela mesma do que para mim. Antes de entrarmos na festa novamente a seguro pela mão, ela me olha constrangida.- Não vou fazer nada embaraçoso. Eu poderia prometer mais não tenho certeza disso._ Ela divaga incerta. E aquela cara fofa está de volta.

– Ei, você não está agindo como boba, e não se preocupe com nada, você está comigo e ninguém vai te falar nada._ Eu tento acalmá-la antes de entrarmos.

– Eu não estou bêbada, só estou alta e um pouco alegre._ Ela me garante séria, mas sua expressão é de embriaguez. Esse era o efeito do champagne para quem não estava acostumado.

– Eu sei.- Digo calmamente. Ela me encara me avaliando, com certeza tentando descobrir se estou mentindo.

– Você é um péssimo mentiroso._ Ela diz rindo.

E com ela, eu era mesmo.

Notas finais
Não esqueçam de comentar! Beijo e até o próximo capítulo.