Pure Blood
1 Virgindade
Notas iniciais
_Seu idiota! Velho estúpido! — Gritei com rancor e raiva. Como ele pôde?
_Como você ousa a falar assim comigo?! Sou seu pai! — Ele veio até mim, e puxou o meu cabelo para baixo, fazendo eu cair de joelhos. — Me respeite! Precisávamos pagar a nossa dívida e ele vai lhe dá uma vida muito melhor, devia ser grata! Isso é ser um pai — Então ele me empurrou, fazendo-me cair no chão.
Por que ele ainda usa a palavra "pai"? Um pai não venderia sua filha para um desconhecido. Nunca!Mass ele tinha o feito.
_Ele virá te bucar amanha, ok? — ele voltou a falar, tentando controlar a raiva. Eu fitava o chão. Não tinha escolha, tinha?
_Você me vendeu a quem? — perguntei por curiosidade. Ele suspirou. Oh oh, suspiro nunca é um bom sinal.
_Ao Conde Uchiha Sasuke. — O quê?! — Ele a comprou.
_A ele? A ELE?! Eu o odeio! Por que você me vendeu a ele!? Era melhor o diabo... — falei, revirando os olhos. Minha raiva estava quase fluindo para fora, e isso poderia ser um enorme desastre.
Meu pai sorriu.
_Talvez seja a mesma coisa...
Como ele podia tirar brincadeira disso? Sério mesmo?
_Vou sair, ok?
_Não filha, é melhor não.
_Se eu ficar, vai ser horrível. É melhor eu sair e esfriar a cabeça.
Eu não esperei a resposta para sair. A raiva é um ponto forte em mim, fico estressada facilmente e na maioria das vezes fico exageradamente violenta. E aquele fato me corroia por dentro.
Uchiha Sasuke é comentado por todos daqui. Garotas e mulheres suspiram e homens o invejam. Eu, porém, não sentia nada por ele. Nada. E já amava um outro, chamado Sasori.
Lindo, charmoso e confiante, o ruivo conquistou o meu coração. Ele é um dos "grandes" daqui, fazia parte do grupo Akatsuki. Ninguém sabia ao certo o que eles faziam e nem como surgiram, simplesmente ficaram ultra famosos e reconhecidos do dia para a noite. Me assustavam, mas Sasori parece ser bom, um tipo diferente entre eles.
Ao contrário dos Uchiha, a família mais poderosa do Sul. Inquestionáveis e superiores, ninguém fazia nada contra eles. Altamente autoritários e rudes. Em termo de poder, igualam-se ao grupo Akatsuki, e já ouve boatos que são próximos, sendo Uchiha Itachi uma espécie de pontes entre eles.
E eu, em breve, me meterei no meio dessa gente. Suspirei e comecei a vagar silenciosamente nas ruas de Las Vegas com o meu mp4 rosa. É o mais simples e barato, porém útil. O que eu fazia ali? Rodando a essa hora da noite como uma das vadias de Vegas? Eu poderia ser morta a qualquer instante, certo? Mas minha vida estava um lixo, e não me importaria de morrer.
Parece que alguém levou meus pedidos a sério.
_Olá, princesa. Está sozinha? — Ele me olhou com olhos brilhantes. Vi lamber os lábios. Droga.
_Estou, não deu pra perceber? E quero permanecer sozinha, ok? — Respondi, andando mais rapidamente.
_Não gosto de deixar donzelas sem proteção...
_De você não quero nada.
_Você tem uma língua muito afiada, não? — Ele falou me puxando pelo braço. Já estava com muita raiva, então, me virei com o punho fechado, acertando o rosto deste.
Ele pareceu se assustar, e foi um pouco para trás. Um dor surgiu na minha mão, quase parecia quebrada. Mordi fortemente meu lábio inferior deixando sair sangue.
O cara me olhou com olhos vermelhos e perigosos. E de repente, me segurava pela cintura e me colocou entre a parede. Arfei de dor. Ele é incrivelmente forte.
_Seu maldito! — Me surpreendi quando vi ele lamber meu pescoço, por onde meu sangue tinha escorrido. Arregalei os olhos. Percebi que não sentia sua respiração.
_Seu sangue é maravilhoso, princesa... agora terei que te matar, ok? — Não, eu não quero morrer. Não! Com uma descarga surpreendente de adrenalina, dei uma joelhada nos testículos deste, que me liberou da forte pressão. Derrubei- o no chão com outro murro, que mais pareceu um tapa. Então a mão realmente estava quebrada.
Corri pela estrada de Vegas com desespero. E ninguém. Ninguém estava lá. Senti lágrimas involuntárias brotarem dos meus olhos. Olhei para trás.
Ninguém. Ele tinha sumido.
Quando olho pra frente, me deparo com os olhos vermelho sangue. Cai no chão. Da boca daquele homem brotavam enormes dentes de navalha em grande quantidade. Apareciam garras nas mãos e possíveis asas de morcegos nas costas. Ele grunhia, e depois percebi que eram palavras.
_Quero...o...seu...sangue! — Ele subiu em cima de mim, fazendo eu cair na estrada. Ele ia me mordendo, mas minhas pernas e meus braços foram rápidos o suficiente para ficar entre nós. Mas ele era muito forte. E sua boca enorme, com uma abertura de noventa graus. Baba caia no meu rosto e o desespero voltou a tomar conta de mim.
Então vi uma voz, grossa e firme.
_O que está fazendo? — o monstro parou, fechando a boca. Parecia atordoado, com olhos medrosos e arregalados. Medo. Eu olhei na direção da voz. Um rapaz minha idade ou um pouco mais velho estava lá. Possuía cabelos negros e olhos ônix. Alto e forte. Charmoso e sexy. Misterioso e perigoso.
Sabia quem era o dono dessas qualidades e me arrepie. Era o meu dono a partir de amanha, chamava-se Uchiha Sasuke. Mas por que o monstro, que agora tinha voltado a sua forma normal, tinha medo deste?
O cara se rastejou até os pés de Sasuke, que o olhava como se fosse um verme que deveria ser morto.
_Por favor... — ele choramingou — não me mate. Eu te imploro! Eu não ia matá-la, lhe juro!
Ele soltou um sorriso no canto dos lábios, maldoso e cruel. Sim, ele ia matá-lo.
_Por que acha isso? Não vou te matar... — Ele passou as mãos pela cabeça do homem, que não soube o que fazer além de ficar parado. Parecia até mesmo hipnotizado. E então num gesto rápido e brutal, girou completamente o rosto do homem, fazendo o me encarar.- Opa, eu menti. — Então o soltou no chão.
Diferente de outras garotas, eu não gritei. Só fiz me levantar silenciosamente e corri para a estrada. Olhei para trás e o vi me olhar. Então ele não iria me seguir. Quando voltei o meu olhar para frente, bati em algo extremamente duro, e cai no chão.
O que seria?
_Ei, Sasuke, não vai matá-la? — Um outro moreno alto e forte. O horror percorreu meu corpo, este era o irmão de Sasuke, Uchiha Itachi. Me virei e engatinhei para trás. Percebi que Sasuke andava na minha direção, parando agachado na minha frente.
_Por que tentou fugir? Odeio ir atrás das pessoas. — Um tremor percorreu meu corpo. Ele inclinou a cabeça para frente, e eu me inclinei para trás, caindo novamente. O que fazer?
_Você não ia me matar. — Falei, então me perguntei o porque disto. Da minha fala. Ele pareceu notar minha surpresa.
_Por que acha que não vou te matar? — Ele falou, colocando uma das mão na cintura e me fitando com um sorriso provocativo nos lábios. Definitivamente sexy. — Nem você acredita nisso.
_Sou filha do senhor Haruno. — Ele relutou.- Você me comprou, se lembra? — Ouvi um sorriso abafado de Itachi.
Ele mexeu a cabeça, como se a lembrança fosse vaga em sua mente.
_É, pode ser verdade, mas por que isso me impediria de matar você? Afinal, já que é minha, posso fazer o que eu quiser, certo? — Ele abriu os lábios e vi as presas saírem, e um olhar vermelho brilhante surgir no lugar dos ônix.
Engoli a seco, e fui andando para trás, esquecendo da presença de Itachi, que me segurou pelos braços. Baixou a cabeça, sentindo o cheiro do meu cabelo.
_Ela parece extremamente deliciosa. — Me apertou mais, e lambeu o meu pescoço. — Correção: ela é deliciosa. — Vi este lamber os lábios.
O que fazer? Eles vão me matar mesmo? Aqui e agora? Sobrevivi de uma fera, pra depois ser devorada por duas feras? Então eu o empurrei com toda a minha força com ambos braços. Liberta do abraço de Itachi, olhei os dois. O que fazer? Não ia adiantar correr, certo?
_Você se libertou de mim por quê? Só para morrer sem prazer? Ah, que tristeza! — Ele fez uma cara de descontentamento.
_Eu sou virgem. — Falei, sem perceber. Nossa, tinha outro milhar de coisas para se falar, e eu tive que falar logo isso. Sério, sério mesmo? Mas pareceu surgir um efeito. Eles tinham parado e me encaravam incrédulos. Tá de sacanagem, eles não acreditam que eu seja virgem?
_Sério? — Sasuke foi o primeiro a perguntar.
_É uma clara mentira, afinal você é de Vegas. Não existe mulher virgem aqui. Todas são nossas.
Fiquei chocada. Mas que machismo!
_Como é que é, meu bem? Eu sou sim, algum problema seus idiotas? — Falei, com o meu tom já alto. Eu simplesmente odeio machismo. Odeio. — Olha aqui, eu tomo conta da minha vida. Não é sua, tá? Eu é que sei se sou ou não virgem. E nem sei o porquê de ter falado isso! Se vocês querem me matar, vão se foder, ok? — Eles faziam um olhar de incredulidade. Eu pouco me importava.
_Você vai morrer, e fica falando isso a nós. Acho que sei o motivo de continuar virgem... — Falou Sasuke. — És uma garota idiota, irritante e muito ... como digo, Itachi? — Ele começou a estralar os dedos.
_Masculina?
_Exato. Você realmente merece morrer, garota. Mas a sua virgindade... você não vai morrer agora ok?
_Virgindade é uma coisa séria nos tempos de hoje.
Eu fiquei chocada.
_Como é que é?
_É isso mesmo que você entendeu: só permanece viva por ser virgem. Adeus e até amanha, ok? — E então desapareceram, sumindo na escuridão. Cai de joelhos no chão. Aquilo foi verdade? Eu sobrevivi porque sou virgem?
Comecei a correr de volta para casa, caso eles mudassem de opinião.
Cheguei em casa no escuro da madrugada. Meus pais já dormiam então corri ao meu quarto. Tinha que fazer algo. Não podia ficar com Sasuke sabendo que poderia ser morta. Arrumei minhas coisas rapidamente numa mala. Iria embora. Fugir.
Me virei e vi Sasuke sentado na cadeira do meu quarto.
_Aqui não é muito confortável.- Estava escuro, só percebi sua presença pelos olhos vermelhos brilhantes. Parei, sem saber o que fazer. Desde quando ele estava ali? E o que fazia? Meu pais sabiam que ele estava no meu quarto?
_O que faz aqui?
Ele me examinou. Não consegui ver sua expressão.
_Já é um novo dia, e nesse você é minha. Vim te buscar. Vejo até que arrumou suas coisas, certo?
Então me olhou, me questionando.
_C-claro. Exatamente. Estava arrumando minhas coisas pra...arrumar e tal. — Percebi que ele não podia saber que eu iria fugir. Mas graças a esse maldito, não iria mais.
Então o vi se levantar e caminhar a minha direção. Chegou próximo o suficiente para encostar nossos corpos. Virei meu rosto, mas ele segurou meu queixo, me fazendo encará-lo. Fitei os olhos vermelhos brilhantes.
_Diga-me a verdade.
_Eu ia fugir — O quê?! Eu estava falando pra ele! — para não viver com você.
Ele sorriu sombriamente.
_Você é uma garota desobediente. Devo castigá-la. — Ele se inclinou ao meu pescoço.
_Mas você não me mandou fazer nada!
Ele lambeu meu pescoço, fazendo-me ter arrepios involuntários.
_Mas quero castigá-la. — Então me mordeu. Foi como uma agulha de seringa, mas doeu por pouco tempo. E depois se tornou bom demais. Meu corpo se tornou quente, e me surpreendi com o desejo de ser possuída por ele. Ele passou uma das mão na minha cintura, me aproximando para mais perto, e me mordendo mais forte.
Senti o sangue descer pelo meu corpo, e eu não conseguir impedi-lo. Parecia certo ele fazer isso, eu parecia querê-lo. Estava alucinando em êxtase e prazer. As mãos já me percorriam por dentro da minha blusa, abrindo o meu sutiã. Ele baixou os lábios, beijando um caminho que sabia onde iria parar.
Então, com o resto de força que me restava o empurrei. Ele sorriu por divertimento.
_O-o que?! Seu... você...
_Que foi? Você gostou. — Me assustei quando assenti minha cabeça, e recebi um sorriso. Ele começou a andar na minha direção. — Que tal voltarmos ao que fazíamos. — Eu o empurrei novamente, com horror e raiva. Eu sabia o que iria acontecer comigo se eu aceitasse continuar com aquilo.
_Você vai me matar se continuarmos. Eu gosto de viver, ok?
Ele sorriu.
_Vou ter o prazer de tornar sua vida um pesadelo. — E com isso desapareceu.
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