Pure Blood
12 Amor VS Ódio
Notas iniciais
Não recomendo para ninguém pular uma janela de vidro. Só porque sou louca, sem nenhum juízo, não signifique que apoio essas minhas ações loucas.
_Ai... — Cochichei ao sentir outro caco de vidro aprofundando-se dentro de mim.
Olhei para trás, vendo se alguém me seguia. Para a noossa alegria, ninguém. Ótimo! Agora só faltava voltar para minha casa viva! A tarefa mais simples do mundo, já que estou no "mundo" deles e tal...
Corri mais um bocadinho, só parei quando comecei a ver os raios solares no céu. Estava lindo. A grama ao redor verde, quase igual aos meus olhos. Inspirei o ar fresco.
_Que sensação maravilho — Fui interrompida por um baque. Tipo, um baque de bater-se com alguém.
Droga! Será um deles! Era igualmente lindo, com olhos azuis meio esverdeados, cabelo repicado no pescoço, ruivo. E não tinha sobrancelha! LOL! Não que ele parecesse menos bonito sem elas (pelo contrário, não conseguia imaginá-lo com elas!), nem menos perigoso...
_Não olha por onde anda? — Perguntou, com uma voz grossa e impotente. Levantou-se, e encarou-me. Ele era um cavalo! Como assim a pessoa me derruba e nem oferece uma mãozinha pra eu me levantar? Argh! Parece até com o Sasu-
Tapa na cara de Haruno (dando por mim mesma, claro)! Garota, você acaba de fugir desse diabo e ainda pensa nele? Fala sério queridinha!
Bufei, apoiando minhas mãos nos meus joelhos para ficar em pé. Encarei-o, apesar de que ele também era enorme, quase precisava ficar na ponta dos pés para ver seus olhos, lembrando que sou alta.
_Olha quem fala, veio correndo como um cavalo! Seu emo cabeça de fósforo!
Ele fez uma cara irada.
_Do que você me chamou?
_Você não ouviu qual parte? A do cavalo ou, a de emo cabeça de fósforo? — Então apontei pra testa dele. — Olha, devo acrescentar gay também com essa tatuagem cafona na sua testa! — Falei entre risinhos.
Ele levantou o braço, parecia que ele iria me bater. Adicionando mais um: covarde! Mas que cara nojentinho!
Inner: você também pensava assim do Sasuke, agora tá doidinha por ele! Estreitei os olhos para mim mesma. De que lado você está?
Mas antes de me bater, um cara segurou seu braço.
_Ei Gaara! Relaxa! — Segurou uma bela mulher, com cabelos negros longos e um olhar vermelho. Droga! Uma vampira!
Tentei correr para o lado oposto, mas antes que eu começasse, Gaara puxou o meu cabelo derrubando-me no chão, com aquela mulher aproximando-se de mim.
_Solte-me cretino! Me solta! — Gritei, arranhando sua mão profundamente. Ele afrouxou os dedos nos meus cabelos, fazendo-me ir para frente. Peguei um pouco de areia no chão e joguei nos olhos dela.
_AI! — Ela levantou-se, pendendo para o lado. Esfregando os olhos com força.
_Ora sua! — Gaara veio na minha direção. Argh! Fechei a mão em punho e tentei acertá-lo. E consegui! Ele bombeou para trás e rapidamente abaixou-se, dando uma rasteira.
Cai com a bunda no chão, rolando para o lado, evitando um pisão da mulher. Gaara levantou-me pela gola da minha blusa, então encarei seus olhos.
_Você vai me pagar! — Vociferou.
_Acredite, já enfrentei coisas piores que você, seu covarde! — Cuspi seu rosto. Ele, mais irado ainda, arremessou-me em direção a uma árvore, fazendo-me querer cuspir um pouco de sangue, mas eu sabia que se eu cuspisse, estaria com sérios problemas. Então engoli.
Levantei-me com dificuldade, colocando uma mão na minha cintura e comecei novamente a correr. A raiva tomando conta do meu corpo, tomando posse da fraqueza e angustia. Estava sendo tomada pelo ódio, raiva e pela adrenalina. Mas Gaara era rápido.
Em um piscar de olhos, ele apareceu na minha frente, com um olhar frio no rosto. Trinquei os dentes. Não, não vou perder! Corri com mais velocidade, com minhas mãos fechadas em punho, enquanto este tomava uma posição de luta, abrindo um pouco as pernas.
Perto demais, sorri e escorrei. Entre suas pernas. Com balançar do meu corpo, consegui levantar-me cambaleando, claro. Meu corpo já estava pegajoso, suando, nojento. Tudo o que mais odeio! Minha mente repetia um milhar de vezes "eca" mas eu não podia voltar para a aquela casa maldita e perguntar se eu podia tomas um banho!
Principalmente quando um (outro) diabo ruivo ainda me perseguia. Olhei para trás.
_O que diabo eu te fiz? Eu só posso ter envenenado a Santa Ceia pra isso me acontecer... — Suspirei. Então vi o diabo pular na minha frente.
_Por que fez aquilo em Kurenai?
Ah, o nome dela era Kurenai.
_Por que ela é uma vampira...? ou você não percebeu? — Bufei, parando de correr pra terminar seja lá o que comecei com esse infeliz.
Ele fez uma cara de quem não entende.
_Como você sabe dos vampiros?
Arregalei os olhos.
_Todas as garotas que esbarram em você, você as persegue para a morte?
Ele ficou poker face.
_Claro que não, estúpida. Fiz isso porque Kurenai me mandou. Ela disse ter visto umas marcas de mordida em você, decidiu me mandar verificar.
_Ah, você é o cachorrinho dela! — Afirmei com a cabeça, vendo uma veia pulsante de ódio formar no "amor" dele. — Faz sentido.
_Ele é a minha Protetora, sua idiota!
Protetora? Dei de ombros.
_Não perguntei o que ela é. Agora me deixe, quero ir para casa. Não é pra me seguir, tá me ouvindo?
Ele revirou os olhos.
_Não precisava nem pedir.
Eu sorri.
_Não tô pedindo, tô mandando! — Antes que ele falasse alguma coisa, voltei a correr.
No fim o ruivo chato era... não ele não era legal, Sakura. Esquece viu? Aff, não pode aparecer um menino bonito na tua frente que tu já se caga de sentimentos por ele.
Pasma. Como eu conseguia me acabar tanto assim? Bufei, voltei a correr. Deus, sou a única que briga consigo mesmo? Credo, nem eu me aguento! como o Sas-
De novo pensando nele Sakura? Quer parar de brigar comigo, Sakura²? Retardada... Me deixa quieta!
Como num passe de mágica, eu me deixei quieta. Bufei pela minha loucura. Então cheguei na avenida principal de Las Vegas. Nossa, fazia algum tempo que eu não a via.
A movimentação, os seres glamurosos e atraentes que a ocupavam. Os locais repletos de luxo, transparecendo sem nenhum pudor, o que escondiam. Sexo, drogas e outras formas de orgias que só aconteciam aqui: em Las Vegas. E que ninguém incomodava.
Nunca percebi o quanto gostava de LV até vê-la. Os prédios altos, entradas deslumbrantes, os carros de grife, os palhaços, malabaristas e entre outras diversões, pagas somente para serem olhadas.
Sorri meio sem jeito. Seria certo pessoas cultas como eu, nascerem por aqui? Possivelmente.
_Olha só, quem está aqui?! — Falou alguém em um alegre tom. Engoli o seco preso na minha garganta. Murmurei um "só pode estar brincando..." então olhei em direção da onde saia.
A Akatsuki estava completa, inclusive com Itachi, Madara e Sasuke. Estavam sentados numa grande mesa de um restaurante fino, todo revestido em ouro. É quase impossível de acreditar, né? Admirando o espetáculo de dois homens cuspindo fogo, com vestimentas indianas.
Bati a mão no rosto. Eu não envenenei a Santa Ceia, eu mandei matar Jesus, porque só pode!! É muita lástimas pra uma pessoa só! Ah, que raiva né? Por que pra todo lado que olho vem um diabo? Argh! Viu Sakura, foi pensar tanto no infeliz que ele se petrificou na sua frente! Bonito pra sua cara!
_Num é a peladinha na nossa frente! — falou sorrindo Hidan, com olhos brilhantes pelos possíveis pensamentos pervertidos que tinha em mente, enquanto Madara mandava-me um beijinho e Sasuke parecia levemente divertido.
Mordi meu lábio inferior.
Beleza, e agora? Dei de ombros.
_Iai galera, beleza? Tudo joinha por aí? — Falei, fingindo meu melhor tom alegre.
Sasuke estreitou os olhos, com um sorriso pendendo seus lábios.
_O que faz aqui?
Revirei os olhos com um sorriso bobo no rosto. O diabo...
_Ah, Naruto me librara mais cedo, pra eu dar uma voltinha — apontei pra avenida.
Itachi soltou um leve sorriso sarcástico.
_Voltinha? Ora, Sakura, não estou lhe reconhecendo. Esta agindo quase como uma cachorrinha adestrada!
Gente, vocês podem acreditar que eu dei todo o meu melhor pra não passar um cagaço nesse infeliz, mandar todo mundo ir ao inferno, transando uns com uns outros. Todos se foderem!
Mas, se eu fizesse isso seria novamente trancafiada naquela "agradável" mansão, tratada "divinamente bem" por esses d- ... cavalheiros.
_Ah, vocês podem acreditar, eu aprendi a lição! Sasuke-sama me mostrara que eu estava errada! Definitivamente ele é o melhor amo que qualquer um poderia ter! Te amo, Sasuke-sama! — Então, com um sorriso Colgate , fiz uma reverência a eles, levantando-me super feliz e gentil.
Eu realmente não consigo descrever a cara de cada um. Sasuke continha uma mistura de nojo, incrédulo, horror e outras. Deidara fazia uma cara risonha, o queixo de Itachi batia no chão e Madara fazia um beicinho de moça.
Prendi o máximo o meu sorriso debochador, para que a face de "lavagem cerebral pra serva prefeita e estupidamente apaixonada pelo amo" não caísse em ruína.
Sasuke me encarou com olhos investigativos, esfregando o queixo. Depois a mesma mão esfregou a testa, e por fim estabeleceu-se no cabelo.
_Não sei que merda esta acontecendo, mas com toda a certeza está mentindo. — Esbravejou vagarosamente, como se medisse a calma e as palavras.
Miserável! Báh, morre logo diabo! Mas ao contrário disso...
_Ah, Sasuke-sama! Não confias no meu amor por você? Não mereço ser sua serva! Nem mesmo aquela longa noite de amor que tivemos... — Tive que engolir o meu sorriso de triunfo, enquanto Sasuke demonstrava uma cara de quem passou dois anos fora da Terra, sem saber o que se passava ali.
Outros riram.
_Olha só, Sasuke fez sexo com a rosada aqui!! Não acredito que você teve coragem de fazer depois que o meu pênis estabelecera-se dentro dela!- Falou triunfante Madara.
Itachi o olhou com nojo.
_Não sei que espécie de macumba você fez nessa garota pra ela transar com você, Madara. — Despejou.
_Há! Ela só é uma vadiazinha que faz festa quando alguém mete nela! Garotas assim já estou estupefato! — Falou com um risinho, jogando champagne no meu rosto.
Não fora difícil deixar transbordar lágrimas pelos meus olhos, o difícil seria fazer a segunda parte.
_S-Sasuke-sama! A-a-ajude-me! M-me d-desculpe Madara-senpai... M-me d-desculpe... — Sussurrei, fingindo vergonha por alguma coisa que tinha feito de errado e que não sabia.
Meus joelhos desabaram, e comecei a soluçar alto. Todos eles pareciam estar constrangidos, não por me terem feito mau, mas por eu estar dando um grande escândalo quase em frente ao restaurante.
_Sasuke ela é sua, faça algo pra ela parar. — Vociferou Pain.
Ele ergueu a sobrancelha em tom de quem não gosta de ordens e então me olhou.
_Sakura, venha aqui.
Esfregando os olhos vagarosamente, andei até Sasuke-sama. Argh!
_Sasuke-sama... M-me desculpe... n-não fiz por querer! Me des-desculpe! — fingi gaguejar. Ele tomou o meu rosto, segurando-me forte demais pelo meu queixo.
_Prove sua submissão.
Arregalei os olhos e ele sorri. Com apenas uma mão, ele me pegou pelos braços, levantando-me e colocando-me no seu colo. Minha respiração estava desenfreada, meus pensamentos descontrolados. Maldito!
Ele sorriu pela minha confusão.
_Beije-me, — arregalei mais os olhos — na frente de todos.
Pisquei enumeras vezes. Senti um de seus braços apoiados sobre minas pernas, enquanto o outro estava solto. Respirei fundo.
Beijei-o. Ele forneceu passagem, deixando-me primeiramente senti-lo, o seu interior. Então sua língua enroscou-se na minha, puxando-a mais. Apertei mais seu pescoço, vendo que este não correspondia ao toque no corpo. Nosso beijo estava quente, fervendo, queimando. Derretendo-me por dentro novamente.
Abri os olhos vagarosamente, então vi. Os olhos ônix encarando-me, fiscalizando cada emoção que demonstraria, cada mudança de aspecto meu. então seus olhos mudava devagar, vermelhos. Como se a larva fosse resultado do nosso beijo.
Droga!
Tentei empurrá-lo, mas este puxou-me para si, um dos braços rodeando minha cintura, o outro apertando o meu braço. Ouvi os sorrisos sarcásticos dos outros presentes na mesa.
_Pega ela, Sasuke! — Gritou Obito!
Então senti uma dor na minha língua, o desespero reconfortando-se no meu corpo, o medo tomando conta da minha mente. O meu sangue transbordava dos meus lábios com Sasuke Sugando-o.
Ele apertou-me mais, fazendo suas unhas entrarem pela minha pele, deixando marcas profundas no meu corpo. O meu sangue transbordando dos meus braços, dos meus lábios, ensopando minha vestimenta.
Então ele desceu o beijo, passando a língua pela minha clavícula. Fazendo a minha missão de fugir daquela tortura insana impossível.
_Pare! — Gritei em desespero,ouvindo os presentes zombarem de mim. -PARE!
Então ele jogou-me no chão, longe. Antes que eu me levantasse, ele já estava sentado sobre mim, comigo debatendo-se por baixo, meus pulsos sendo unidos com forças, sem pudor.
Ele continuava a me beijar, rasgando meu vestido. Com todos passando ao nossos lados, como se nada acontecia. Sua mão agora tocando os meus seios.
_PARE!- Gritei — O que você quer? O QUER DE MIM, SASUKE? O QUE QUER? — Ele parou, ficou a me encarar, com uma expressão vazia, com os olhos brilhantes e perigosos. — O que eu te fiz? — Senti minhas lágrimas saírem sem permissão. — Você já teve tudo. Você já se infartou do meu sangue, já me teve, já teve tudo o que não quis que tivesse... então por que? Por que continua a acabar com minha vida?
Ele pareceu pensar. Minhas lágrimas desciam violentamente pelo meu rosto, enquanto um sorriso sarcástico surgia no seu rosto. Ele abaixou-se. Lambeu o meu ouvido, deliciando-se com o meu desespero.
_Porque você pertence a mim. — Arregalei os olhos, não tendo mais forças para mais nada.- Você sempre pertencerá a mim, e só parará quando eu disser chega, quando eu disser que você poderá morrer. Quando eu obtiver tudo de você e mais.
Então ele levantou-se mais devagar, beijando cada parte do meu tronco, ainda falando, com claro prazer na voz.
_Quando eu tiver o seu orgulho... sua paz... sua felicidade...seu amor... sua esperança... sua força... quando eu a destruir por completo, eu direi que você poderá morrer, Sakura. Como eu disse no começo, terei o prazer de tornar sua vida um pesadelo.
As lágrimas caiam sem fim pelo meu rosto. Ele sorriu, encarando-me mais profundamente.
_Sobre Madara, foi eu que mandei-o fazer aquilo. — O meu coração parou. Uma dor insuportável estabeleceu-se no meu estômago. Minha garganta me abandonara. — Aquela nossa noite...tudo tinha saído como o planejado. — Ele passou as mãos pelo o meu cabelo, tirando-o do meu rosto. — Tudo ensaiado. Tudo com um fim. Um único propósito: o seu amor. — Ele sorriu devagar enquanto o pânico tomava contar dos meus pensamentos. — Sim, Sakura. Eu sei que você me ama.
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