Pure Blood

15 3º Surpresa


Notas iniciais
Noooooossa muito obrigada pelos comentários, fizeram a minha felicidade aqui! Morri de rir de alguns! KKK Muito obrigada Yuno Gasai (sendo uma das minhas personagens favoritas também ♥) pela sua linda recomendação! E aqui vai a última surpresa!! Vocês vão pirar!!

Depois dessa grande revelação, eu encarei esse cabeça de fósforo doente.

_Hoje já é primeiro de abril por acaso? — Perguntei, porque se eu realmente tivesse dormido por um ano, como é que eu estaria grávida? Se possível, eu já teria parido, de certo modo, não?

Ele mandou-me um sorriso sarcástico tão lindo, que dava vontade de socar ele até perder todos os dentes sabe?

_Não, hoje não é primeiro de abril, idiota. — Respondeu Gaara.

Revirei os olhos.

_Ah, então é super normal uma garota virgem estar grávida né?

_Claro que não!

_Então por que me perguntaram se eu sou virgem sabendo que estou possivelmente grávida, o que de fato não estou?

_Você está grávida, Sakura. — Respondeu Kurenai, seca. Revirei os olhos.

_Que seja, depois vejo esse pequeno demônio, agora me respondam.

_Não sabíamos, porque, como já falaram — ela olhou acusatória pra Gaara que só revirou os olhos, impaciente. — você– ela me apontou o dedo indicador — estava morta.

Apertei meus olhos.

_Vamos supor que isso seja verdade, como esse diabinho ia crescer dentro de mim? — Perguntei, incrédula.

_Você está grávida de um morto-vivo! O que esperava? Que ele nascesse vivo? — Perguntou Gaara, com extrema raiva.

Eu fiquei pasma. Hastag chocada! Tipo assim, meu possível filho vai nascer morto? Mas o encarei.

_Seu cara de bunda, não me lembro de ter pedido pra você me salvar! Tá com essa cara aí porque quer, idiota! — Dei-lhe língua.

Ele me encarou.

_O que você disse? — Ele vinha na minha direção, mas Kurenai ficou no caminho.

_Gaara, controle-se.

_E que porra é essa dos meus pais estarem mortos? -Perguntei, já quase gritando. Quase arrancava os meus cabelos de raiva.

_Foi algo como o seu castigo, por ter desrespeitado o Sasuke. — Falou Tenten, com um olhar de pena. Fiz uma cara de nojo.

_Pode ficar com sua pena pra você, tá?

_Ela só ta tentando te ajudar! — Gritou Gaara. Juro que se Kurenai não o estivesse segurando, ele teria me batido.

Eu sorri irônica.

_Repetindo: não me lembro de ter pedido ajuda.

Eu ouvi um rosnado e depois ele soltou-se da Kurenai, saindo. Kurenai maneou a cabeça.

_Você parece ser a mais experiente daqui, então pode me explicar, por favor? — Perguntei coçando a minha nuca.

Elas suspirou.

_Tudo bem. — Ouvi outro suspiro, esse mais calmo e controlado.- Os bebês vampiros, que até agora, só tinha existido um, não nascem normalmente. Eles só começam a ser gerados depois da morte da mãe. É como se o embrião estivesse morto dentro de você, mas com sua morte, desencadeia a vida dele. Mas, claro, se você tivesse permanecido morta, ele não se sobreviveria no seu corpo, mas você acordou. Ou seja, você começou a gerá-lo assim que acordou. No tempo que você estava morta, o embrião elaborava-se dentro de você.

Arregalei os olhos. Não basta a história vampírica ser complicada, a gravidez também tem que ser.

Kurenai me encarou e continuou.

_Mas você deveria agradecê-lo — eu a encarei, ela tá de sacanagem, né? Mas antes que eu pudesse responder, ela continuou. — Se não fosse ele dentro de você, agora você estaria morta. Sem poder acordar, e se acordasse seria como vampira. O seu filho tomou a sua morte para si.

Arregalei os olhos. Senti um enjoo, minha garganta ficar seca. Passei a mão devagar na minha barriga. Esse carinha nem tinha nascido e já salvara a mãe da morte? Sorri.

_Ele não parece ser tão mau... — Murmurei.

Kurenai sorriu.

_Ah, querida, acredite ele piora, assim que começar a se alimentar...

Então, como resposta, meu corpo encurvou-se para frente e eu expeli grande quantidade de sangue ao chão. De repente, minhas pernas já não tinham tanta força e eu desabei no chão. Eu tremia por fraqueza, sentindo um próximo vômito se formar na minha garganta e vomitei de novo mais sangue. Kurenai abaixou-se.

_Ele está se alimentando de você, do seu útero. Eles comem você de dentro pra fora.

Eu encarei ela, sentindo o meu sangue escorrer pelo meu queixo.

_E não tem como abortar isso não? — Falei já arfando.

Ela levantou-se abrupta.

_Não, eles são imortais, Sakura. Não morrem. A não ser se você morrer, mas ainda a possibilidade dele sobreviver com sua morte, comendo-lhe por completo. Mas tem um jeito de diminuir a sua dor... — Ela virou o rosto, olhando as árvores.

_E qual seria. — Senti o meu estômago se contrair de novo.

_Você tomar o sangue do pai.

Arregalei os olhos, ela continuou.

_Com o sangue vampírico correndo em suas veias, ele entenderá que você é uma, então não tentará te morder. Claro, assim que o sangue tiver passado o efeito, ele vai voltar a se alimentar de você.

Então vomitei novamente. A fraqueza era tanta, que nem aguentei ficar de joelhos, caindo de lado na grama. Arfava em agonia.

_O problema é que transei com dois caras... — murmurei.

Kurenai sorriu.

_Eu sei, não dá pra ter um bebê vampiro assim que para de ser virgem, eles ainda a consideram pura e bebem o seu sangue por. O pai é o segundo cara que você transou, querida.

Droga... Sasuke...

Cuspi outra onda de sangue. Sorri com dor, parecia até que eu menstruava pela a boca! Droga, que pensamento nojento...

Encarei Kurenai.

_E você acha que ele me salvará? Sou...somente... um brinquedo pra ele... — Arfei, minha voz já se perdendo em minha garganta. Então me lembrei do nosso encontro, de suas últimas palavras.

"Com isso, você, meu brinquedo precioso, voltará para mim."

Droga, então era isso?! Trinquei os dentes.

_Kurenai... me diga... o bebê pode ter sido o grande responsável pela minha vida... depois da morte... mas... ele não faria isso sozinho... certo? — Perguntei, exigindo toda a minha força.

Ela me encarou, e afirmou devagar com a nuca.

_Antes, precisaria de um sangue imortal em você, o sangue do pai, na forma original, e o seu. Fazendo-o pegar para se a sua morte, mesmo você morrendo durante um ano. É como você tivesse hibernado... Só sabemos que você esteve morta por causa dele. — ela apontou pra minha barriga.

Quando ele tinha feito isso? Quando? Com um susto, a resposta veio na minha mente.

No nosso último beijo. Aquele que eu tinha pedido para morrer, e ele derramou em minha boca o meu próprio sangue e o dele. Mordi o lábio inferior. Droga, ele sempre soube! Que merda!

Com dores mais fortes no meu abdômen, eu cuspi o meu sangue em uma quantidade menor. Droga. Droga! E pensar, que ele realmente me matara! Argh!

Olhei ao redor, vendo os rostos que me encaravam. Com nojo. Como se eu levasse alguma doença de fácil contágio. Droga! Kurenai viu a minha dor. Levantou-me, colocando o meu braço ao redor do seu pescoço.

_Venha. — Sussurrou com calma.

_Por que eles me olham assim? Por — senti mais sangue se formar nos meus lábios.

Nós começamos a andar, nesse caminho ela me explicava.

_Pra eles, você é uma impura, uma coisa que eles não podem nem sonhar em ser. Você fez algo que eles nunca farão, com algo que detestam e dariam a alma para que morresse. É como uma mistura de raiva e inveja. Apesar de serem puros e enviados de um possível Deus – assustei-me como ela dirigia-se a Deus. — não significa que eles são imunes aos pecados capitais.

Entramos numa grande tenda, onde ela me deitou num grande colchão.

_Nossa, você não parece gostar muito do seu Superior. — Sussurrei e ela sorriu docilmente.

_Só não consigo acreditar que ele manda crianças fazerem um serviço sujo que ele não conseguiu terminar de limpar.

Baixei os olhos.

_Ah... então você é uma espécie de ateia, que trabalha pra ele? — perguntei, percebendo a contradição na minha frase. Ela fez uma careta.

_É, quase isso... — Ela andou até a porta, então outro lapso de memória veio em mim.

_Espera! Antes, uma pessoa me contara uma história. A história da filha de Drácula. Disse-me que... eu seria a filha dele, no começo eu não acreditei, mas depois el conseguiu me convencer de que era verdade.

Os olhos vermelhos de Kurenai caíram em mim.

_Isso é impossível.

Arregalei os olhos, ela continuara a contar a história.

_A história talvez tenha sido verdade, mas você nunca seria a filha dele. Drácula teve filhos.

_M-mas ele dissera que era uma garota?! — Falei assustada — Como assim filhos ??.

_Dissera também da maldição, de que um ele tornara-se humano por causa do Vaticano. — concordei. — Sim, é verdade. Mas na sua nova encarnação, seus pais tinham sido mortos por vampiros. Ele se tornara amargo. Odiava a própria raça, e jurou pela alma dos pais humanos que nunca tornaria-se humano, sendo o inimigo de seu próprio irmão. Talvez o vampiro só tenha contado a face mais dramática da história de Drácula, para leva-la para cama.

Ela suspirou e olhou-me.

_E você os conheceu.

Assustei-me.

_O que quer dizer?

_Quero dizer que os filhos de Drácula são Gaara e Sasuke Uchiha.


Notas finais
hauhahauhauhauahuahuhau "não confie em vampiros" uhauahuahuhaha surpresinha essa não? uhauahuahua comentem bando de mau xDD