Pumpkin Jack
22 Capítulo 22: Mais Problemas
Notas iniciais
Jack acordou em sua cama, não a cama da sua casa, a cama desconfortável e dura da casa do Doutor. Havia um bilhete ao seu lado. O Doutor disse, rouco como sempre.
– Ela te deixou aqui. Não deu detalhes, mas disse que você deveria acordar dentro de três dias. Já se passaram duas semanas. Ela disse para eu não me preocupar. Eu não ia fazer mesmo...
– Ela quem? – Perguntou Jack, confuso.
– A Morte.
– Ela esteve aqui? Ai... Minha cabeça dói... Por que eu não me lembro de como vim parar aqui? Anna... Anna! Ela foi levada! Pela Morte, não foi?!
– Sim, ela foi. Lamento pela sua perda. A Morte ainda disse que você ia se lembrar do que ela disse aos poucos, conforme precisasse.
– Humpf... Que droga. Eu estava começando a gostar da Anna.
– É uma pena que a perdemos, mas agora vamos nos preocupar com o que interessa. Chris está pronta!
A nova Chris, ou como o Doutor gostava de chamar, Chris 2.0, estava mais bonita do que antes. Seus cabelos negros estavam mais longos e lisos. Seu rosto, antes pálido e cheio de cicatrizes, estava com um tom mais “vivo” e sem marcas de costura. Ela era uma mulher perfeita. Bom, isso em relação ao rosto. De resto, continuava normal. Costuras nas articulações, o braço caía... Mas dessa vez tinha uma pequena diferença: Ela já possuía um coração. E esse coração estava pronto para ser testado de maneira segura.
Após o teste, o Doutor pediu para Jack levá-la novamente a Halloween Town, para saber se ela passaria despercebida pelos humanos. Jack estava confiante nessa missão. Tudo bem, ele queria assustar pessoas, mas seria bom passear com a nova Chris.
Chris e Jack foram para Halloween Town e, dessa vez, não era o cemitério, mas a casa de Jack. Tudo estava do jeito que deixara. Semibagunçado. Havia um bilhete em cima da cama.
“Agora que voltaram, venham me ver no mesmo prédio verde em que saíram desse mundo! Rápido! — Porta.”
Os dois correram para o hospício abandonado mas... O prédio verde não estava mais lá. Havia uma grande construção à moda do Submundo, vermelho. Quando entraram, os loucos que estavam nos quartos agora eram seres do submundo. Um Aracnófago saiu correndo e gritando pela rua e, uns minutos depois, Jack e Chris ouviram pneus cantando e uma batida de carro.
Eles entraram no quarto do Aracnófago e haviam coisas escritas nas paredes. Escrita não, arranhadas. Como se uma aranha arranhasse seu estômago por dentro, o Aracnófago arranhou nas paredes do edifício estomacal:
“Entrada 1 – Minha vida está muito melhor agora que Porta deu um jeito de eu ficar no mundo dos humanos.” – um diário.
Jack e Chris se entreolharam, imaginando como Porta fizera aquilo... O diário continuava:
“Entrada 2 – Hoje eu conheci uma menina pela qual senti algo incomum. Um frio no abdômen... Um calor nos corações... Me disseram que isso se chama paixão... Não gostei!”
Jack gargalhou. Chris apontou para a outra parede.
“Entrada 3 – Estou me sentindo mal... Tem tempo que não escrevo aqui. Alguma coisa está estranha... Não sei o que exatamente...”
“Entrada 4 – ‘Um arranhão enorme estava na parede’ DOR!!! Minha pele dói! “
“Entrada 5 – Acho que estou ficando maluco! Minha pele caiu.... Estou asqueroso de novo... Estou em meus raros momentos de lucidez... Talvez seja minha última entrada. Obrigado por tudo, Porta!”
Na outra parede, mais arranhões aleatórios. Jack e Chris saíram do quarto a tempo de ver o Aracnófago mancando de volta para o seu quarto, sem metade das pernas. Ele caiu “morto” antes de chegar ao quarto.
Os dois chegaram ao quarto de Porta e, para a surpresa dos dois, Porta não estava lá. Ao lado da escuridão envolvente, Morte esperava.
– Enfim vocês chegaram... – foi interrompida.
– O que você fez com a Porta!? – perguntou Chris.
– Como assim, o que fiz com El.... – interrompida de novo.
– O que você fez com Porta!?!? – dessa vez foi Jack, num tom de voz mais agressivo.
– Jack, você não lembra o tempo que passamos juntos?!
– Como assim o “tempo que passamos juntos”?
– Ah... É claro... Eu apaguei sua memória...
– O que você fez comigo?!?!?!?
– Nada.... Passamos um tempo juntos, conversamos, eu te contei coisas que não devia... Sinto muito ter feito aquilo... E Sinto muito pela Anna também...
Chris não entendia nada do que estava acontecendo.
– Vou te devolver suas memórias... Talvez vc entenda... – Morte disse e, depois, fez o que prometeu.
Jack sentiu uma leve dor de cabeça e depois dise:
– Você tem razão... Me desculpe...
– Obrigado... Eu não poderia ter te dito nada daquilo, então não podes falar para ninguém. NINGUÉM, ouviu!?
– Sim, sim, pode deixar.
– Mas... O que você fez com Porta?!?!?!?! – Gritou Chris, se realocando novamente.
– Eu não fiz nada com Porta! – Respondeu Morte, irritada – Ela me mandou uma mensagem me pedindo para vir, mas quando cheguei, ela havia sumido...
– Prove que você não está mentindo!!! – disse Chris, cruzando os braços.
– Ela é minha irmã...
...
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