Pulsos: A Saída de Emergência.
1 Ato Um
Notas iniciais
Olha, já tenho essa fanfic na Spirit, completamente minha. Espero que gostem, pessoal do Nyah *3*
Vão ser 6 capítulos, noutro site já fiz 2, então vou tentar não demorar aqui, okay?
THANK U!
A lua se mostrava tímida escondendo-se atrás de algumas nuvens acinzentadas em que tentavam lhe tirar o brilho naquele céu tão majestoso. Só que por enquanto ninguém precisava da luz da lua, já que as artificiais brilhavam mais que as estrelas, colorindo as ruas e iluminando os becos mais escuros. Mas, apesar das luzes da cidade serem tão lindas, os apaixonados ainda preferem a luz do luar, já que é natural e, pensam eles, natural assim como o amor. E é assim que pensa um jovem, cheio de sonhos. Um deles, o maior e o principal de seu típico romantismo é ter seu namorado para sempre, mesmo que tenha que enfrentar a família dele, o que faria com grande prazer e cuidado, justamente para demonstrar que relacionamentos gays não são fim do mundo.
Lembrou-se disso ao sair do trabalho, completamente confiante, com um sorriso que não sairia por nada. Aliás, hoje é o aniversário de dois anos de namoro entre eles. Esperou esse tempo todo para que seu namorado, Felipe, cumprisse o que prometera desde o primeiro mês de namoro, prometeu dizendo que diria isso de boca cheia, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida.
Pegou um táxi, o motorista conhecia muito bem os apaixonados, até porque fazia parte disso e, ao olhar para a foto, em que havia uma bela morena mulher, a quem lhe devia a vida. Leandro havia percebido o sorriso nostálgico do homem, suspirou e fez um gentil elogio sobre ela, onde se iniciou uma curta conversa até que chegassem ao destino. Apressadinho o rapaz saiu, quase esqueceu-se de pagar o taxista, voltou e assim o fez. Os doces olhos castanhos, mais brilhantes que um conjunto de constelações caçavam a quem sempre admirava pela personalidade; Felipe, seu eterno amor. Este estava em meio há várias pessoas na rua, percebeu Leandro e, em um piscar de olhos, questão de segundos, já estava do lado dele, abraçando-o como se o mundo ao redor estivesse acabando. Se afastaram, sorriram um para o outro e forma apaixonada, como se fosse a primeira vez. Conforme já estavam em frente ao edifício onde Leandro mora, resolveram entrar para comemorarem a sós todo esse tempo de cumplicidade e um simples sentimentos que, por eles, podem ser para sempre; amor. Eles, ao invés de simplesmente pegar o elevador, resolveram subir pelas escadas., onde ficavam de mãos dadas, de forma firme, com risos e olhares apaixonados.
Quinto andar e um pequeno imprevisto.
Lila, Marcos, Josué e Carolina. todos eles com seus instrumentos. Ao verem os pombinhos, com uma cara em que ambos se perguntavam que diabos aquele malucos faziam ali, sendo sim se explicaram de uma vez. Disseram eles que o local de ensaios estavam temporariamente interditado, visto que aconteceu uma pequena tragédia; canos estouraram e inundaram completamente tudo. Ou seja, nada melhor que a casa de Leandro. E ele não queria acreditar naquilo. O destino estava de brincadeira, pensava. E, nesta dura decisão de deixá-los entrar ou não, abriu a mão e estendeu-a, dando autorização para que ficassem.
— O show está ga-ran-ti-do – disse Carolina. Ela, com sua boa e extrema energia de sempre, se jogou no sofá, deitando e de sua bolsa amarela-queimada discreta, puxou uma caderneta e uma caneta. Felipe não queria perder tempo, puxou seu namorado para o quarto. Carolina não deixou passar, gritou "FeAndro" (Felipe e Leandro) fazendo todos ali rirem.
Os dois se sentaram na cama, trocaram olhares e sorrisos simpáticos, que com o silêncio já revelavam tudo. Ou quase tudo, já que os murmurinhos da sala atrapalhavam em parte. Ignorando isso Felipe já foi agindo, Leandro reagindo positivamente sobre seus toques, caricias e beijos. Repentinamente eles tiveram que parar, pela razão de seus amigos estarem cantando e tocando alto demais. Lila era um anjo cantando Metamorfose Ambulante. Marcos, Josué e Carlina eram mestres, ou Deuses, nos instrumentos. Leandro queria se levantar, mas foi logo interrompido por Felipe, que o sentou, sem demora já foi beijando-o, o que fazia ambos irem para outros mundos. Sem pressa deitou seu amado, dominando a boca do outro, louco para sentir seu sabor marcante. Simples beijos amorosos faziam o calor subir, deixando-os incomodados pelo calor de cada corpo, que já faziam eles se despirem.
Chegaram eles, a trupe da maluquice. Lila cantava o mais alto possível, enquanto isso os demais tocavam com força e o mais alto possível. O rosto de Felipe se tornou uma pimenta pela raiva e pela vergonha, Leandro já não aguentava mais.
— Para tudo! – berrou, tudo parou. – Não permiti que ninguém entrasse no quarto! Muito menos fizessem tanto barulho assim!
— Mas a noite tá quente! – comentou Carolina.
— E isso não importa para nenhum de vocês! Saiam! – empurrou todos para a porta, abriu a mesma e, seguidamente, trancou.
Infelizmente, as crianças crescidas ainda pirraçavam. Deu de ombros. Aproveitou que Felipe ainda estava ali, com pressa avançou sobre ele, sentando em seu colo de frente, fitando numa profunda paixão seu rosto. Naturalmente Felipe laçou seus braços na cintura de Leandro, usufruindo de que ele já estava sem camisa, já lambia de sua barriga ao seu peitoral, onde já caminhava para seus mamilos ativos por culpa do aquecimento global. Sem pensar já queria se perder nos beijos de Leandro, e assim já estava. Os doces olhares eram sem vergonhas, assim como os toques e mãos bobas, que jamais escondiam o desejo. As bobeiras das mãos estavam se tornando mais graves, cutucando o tesão com vara curta.
E a porta foi aberta, logo agora nesse momentos tão quentes e, obviamente, toda essa ideia de interrupção ou esperança de vê-los transando era de Carolina, que além de ser mestre em instrumentos é mestre em abrir portas. Tanto um quanto outro do casal travaram, aliás, se transformaram em pedra por conta de tudo aquilo. Não havia como reagir, não naquele momento. Sentiam vergonha com um leve toque de raiva. Raiva que fez Leandro se levantar. Só que, ao invés de reclamarem eles, resolveu irem para a sala ver o andamento do ensaio. Carolina, a líder de tudo tem sempre um jeito masculino. E não, não é lésbica, simplesmente tem o sonho de ser homem, fala como um. Ou ao menos tenta.
— Então... – iniciou Leandro – Quais as músicas que vão tocar no bar?
— Vamos tocar umas duas da Pitty, uns clássicos do Raul, Cássia Eller e só! – Josué disse – E eu escolhi tudo, até por que Lila queria escolher musiquinha de besta de novela! – olhou para ela.
— Mas são boas, tá?!
— Ah, mas se fossem iriam entrar pra história, iriam ser reconhecidas, ganhariam prêmios e...
— Chega! – gritou Leandro – Vou dar só tem uma hora de ensaio!
Carolina começou a rir, então logo disse:
— Você e Felipe tem uma noite inteira só de sexo!
E todos riram, exceto Leandro e Felipe, e o último acabou de chegar na sala, no momento em que Carolina disse isso.
— Olha – Felipe respirou fundo –, sei o quanto meu Le odeia ser desagradável, só que hoje é nosso aniversário de dois anos de namoro. Vocês tem pouco mais de 20 anos, podem voltar outro dia ou procurarem outro lugar, mas hoje, ao menos não atrapalhem! – Leandro se levantou, e quando iria se pronunciar – E você não diga nada, por favor, amor! – foi se aproximando, logo pegou em sua mão. Os outros saíram dali, ainda por cima reclamando.
Felipe não podia e muito menos queria perder tempo, portanto puxou Leandro para si, aninhando o mesmo em meio ao seus braços, enchendo-lhe de beijos cheios de ternura. Se amavam demais, e isso ninguém poderia mudar, dissera Felipe a todo momento. Por enquanto ficaram no sofá somente, falando sobre um futuro alegre de casados e filhos adotivos, prometendo mesmo entre as brigas terem compreensão, cumplicidade e o mais importante de tudo; amor. Amor na qual juram ter um pelo outro até o último momento.
Notas finais
BJOXX!
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