Psyquê - Storyteller

1 Capítulo 1 - Parte 1 "Character Selection"


Notas iniciais
(Notas do capitulo atualizadas no dia 17/10/2013)

Postei a historia as pressas por cupa de uma colega que muito me encheu o saco '-

Bem vindos ao primeiro capitulo. Esta primeira parte, meio que se resume a descrever as personagens e dar um parecer do meu modo de escrita. Espero que vocês curtam meu estilo literário e que também gostem muito dos meus queridos personagens.

Boa leitura! Nos vemos nos comentários finais!

Capitulo 1 – Parte 1 “Character Selection”

–- Hum... Perdemos... “Alcalina”, o que aconteceu? – Perguntou tentando não parecer chateado. Ouviu sua própria voz sendo sintonizada e correndo pelo fio de cobre do microfone preso à cabeça, agora com um zumbido elétrico, entrando no notebook, viajando pela internet e saindo nos fones de uma garota em algum lugar do mundo. Percebeu que soava meio firme, talvez firme demais... Não gostaria que pensassem que estava chateado com a equipe.

–- Errr... – Uma voz feminina, um tanto quanto trêmula, formulou uma resposta. – O novo integrante, o do espadachim, que você quis dar uma chance, correu pelo meio da floresta enquanto avançávamos nas ultimas torres. Pelo que me disse, tinha em mente avançar nos oponentes por trás e assegurar a vitória, mas como era iniciante não sabia que ali era perigoso... Segui atrás dele e demos de cara com o “tank” e a maga. Depois disso...

–- Depois disso vocês caíram... – Cortou-a, impiedosamente, no meio da frase. Depois se sentiria mal por isso... -- A maga te paralisou e o “tank” acabou com ele rapidinho. Nos cercaram, cinco contra três, nos mataram, e, como nossos níveis estavam muito elevados e demoramos para renascer, conseguiram virar o jogo... Não acredito que conseguiram levar nossas torres tão rápido.

–- Sinto muito Kirato Shin...

–- Bah! Não se preocupe com isso... Nossa equipe sempre fica entre as 20 primeiras do ranking. Vou falar com o povo todo, isso vai animá-los. – Minimizou a tela de chat privado, clicou numa opção de microfone e abriu uma janela de conversa em grupo. – Eae galera, bom trabalho.

–- Kiratooooooo, me desculpa por favor... Foi tudo culpa minha... – Era o novo “espadachim” da equipe. Não o conhecia pessoalmente, apenas por fotos, devia ter uns 13 anos, mas pela voz parecia ter dez.

–- Foi mesmo, Kirato, por que você deixou esse banana participar?

–- Calma Cana-cana... Não seja tão estourada... – Alcalina tentou acalmar os humores.

–- Não enche você também, Alcalina. O Rickmuji é muito ruim...

–- Nããããão... Foi sem querer!! Verdade!! Eu juro!!

–- Relaxem vocês três! Eu não quero saber de brigas dentro da equipe alem de qu... Esperem um pouco. – Correu o mouse pela tela, clicando rapidamente em diferentes de telas de jogos online funcionando ao mesmo tempo. Um deles piscava com uma notificação. – Sydra, precisam de você lá ou vão morrer...

–- Ai, tudo bem, já estou indo! – Respondeu a ultima voz do grupo, a única que ainda não tinha se pronunciado. Uma voz feminina, aparentemente doce e delicada,que lembrava algo como uma dedicada enfermeira. – Mas agente não vai ter mais nem uma partida “ranqueada”?

–- Nah... Já ta bom! Chega de ranking por hoje e nada de treino forçado. Estejam livres para jogarem o que quiserem. – Seguiu-se um coro festivo com os outros três jogadores, Rickmuji, Alcalina e Cana-Cana, todos saindo da sala logo em seguida. – Vamos Sydra? Ou deveria chamá-la pelo nome verdadeiro, senhorita... Lyra Sueko?

–- Só se você quiser ser chamado também, senhor Kitao Rokusho Shinmuji.

–- ARGH! Pare com isso!!!

–- Hahahahahaha!!!

Saiu da sala deixando o garoto sosinho, observando o status da derrota. Todos aqueles games... Já não tinham mais tanta graça. Suas equipes estavam sempre entre as melhores, mesmo nunca conseguindo alcançar o topo e as três primeiras colocações. Era divertido, mas já tinha se especializado na grande maioria. “Liga das legendas”, “Tybia”, “Doragon Guest”, “Adventure Guest Word”, “Grandi Cheizi, Pointing in Blank”... Já não tinham mais tanta graça. Era um desafio que gostaria de superar, que seria muito difícil por culpa dos estudos, mas ainda era divertido jogá-los para passar o tempo.

–- Bom... Já que ela foi mesmo ajudar os caras vou jogar uma de... Eh? – Um assobio suave e muito comum ecoou pelo fone de ouvido. – E-mail? Do Victor... Vamos ver...

15:36 — Victor

Eae Kirato Shin, ou deveria dizer, Kitao Rokusho Shinmuji? Kkkk Brincdeira, tou soh te zuando. Ow, lembra que tu tinha pedido que eu encontrasse um RPG que preste pra jogar, de preferência num dos programas ‘RRRPG’, ‘RPG 2i se’, ‘RRPG Firecastre’? Pois eh... Não axei... Mas axei algo que talvez sirva. Eh um narrador que tem uma sala no ‘2i se’ e seleciona os jogadores atraveis de inscrições por email. Uns par de colega meu já tento entra em contato com ele, descobri a senha da sala ou participa do jogo, ma nem conseguiro. Talvez isso signifique que o game dele seja bom. Pelo menos eh o que pensamos já que eh tão seletivo assim... Vou procurar mais informações e ver se consigo um convite pra entrar. Dps poso te mand o convite... O que ce axa? Manda uma resposta que senão eu vo joga Liga das legendas!

Tratou de responder o e-mail o mais rápido que pode. Era obvio que queria! E o “2 i se” era uma plataforma muito boa. Era como se fosse uma sala de bate-papo, mas com a sala de chat com o fundo preto e um ícone que abria uma ficha para ser preenchida. Tinha rolador de dados e uma área para desenhar mapas. Sem duvida, os games de mesa que mestravam ali eram ótimos. E-mail respondido; se preparava para jogar outro game quando uma vós feminina chamou da porta do quarto.

–- Kiki, eu preciso que você vá até a escola para mim!

–- Mãe! Já disse para não me chamar assim! Meu nome é Kitao, e já disse pra me chamar de Kirato! Kirato Shin! – Respondeu o garoto olhando por cima do ombro sem se virar para a porta.

–- Mas você gostava quando era pequeno... – Era a mãe de Kitao. Naquele dia usava uma camisa branca e larga com um avental sujo de chocolate e café, uma calça preta de ginástica e chinelos de dedo. Tinha um lenço vermelho no cabelo preto, preso em rabo de cavalo com uma chuchinha roxa. – Você pode ter 16 anos mais será sempre o meu bebe! – Com uma passada larga se aproximou do garoto, indefeso, sentado na cadeira de rodinhas do computador. Girou a cadeira e o abraçou. Viu-se perdido no meio dos seus seios tamanho G. Em seus 39 anos, era uma mãe bem... “Viva”.

–- Mãe, por favor! – Tentou se livrar dos braços que prendiam a cabeça contra os seios. Levantou-se empurrando a cadeira para trás e a abraçou. “Ufa, escapei de morrer sufocado.” – Você sabe que eu te amo... Mas não precisa mais me tratar como um bebe!

–- Eu também te amo! – Apertou-o no abraço. Analisou seu rosto, soltou os braços, ajeitou o lenço no cabelo e disse: -- Mas não pense que me bajulando vai conseguir escapar de me fazer o favor! Preciso que você vá até a escola!

–- O que? Mas mãe, eu não disse nada sobre não ir e...

–- Nada de “mas”! Passa o dia todo jogando esses games e não quer nem dar uma corridinha até a escola para sua mãe?

–- Mãe! Eu vou!

–- É claro que vai! Tome! – Jogou um envelope nas mãos do garoto. Era uma pessoa que mudava de humor muito rápido. – Esse é o dinheiro que estou devendo na loja de roupas. Entregue para sua professora de matemática para mim, por favor. Vai logo e não demora moleque! – Deu um empurrão no garoto que caiu sentado, girou a cadeira e o empurrou para frente, em direção à porta.
Vestia uma calça jeans e uma camiseta preta. Sempre se vestia com jeans... Achava bem confortável e se sentia bem vestido dessa maneira. De qualquer forma não poderia sair de casa daquele jeito... Passou no quarto e pegou uma jaqueta jeans. Pronto.

De bicicleta seguiu em direção à escola. Sua mãe era professora do fundamental na mesma escola em que cursava o ensino médio, então qualquer nota baixa que tirava ou rolo em que se metia, chegava rapidamente aos seus ouvidos.

Durante o trajeto até o colégio recebeu uma mensagem no celular que se encontrava no bolso interno da jaqueta. Nem se lembrava que o havia deixado lá.

15:58 — Victor

Kitao, c num respond os email pow. O baguio eh loko... Parece q noiz tem q se convidado memo. Nem tem como nois pedi pa entra ou coisa parecida. Eh tipo assim: Vc receb o convite como um ‘escolhido’. Cada ‘escolhido’ pod convida mais dois pa joga participano da equipe dele. Soh que não faso ideia d como que agent ganha um convit... Vo ve quem que nois conhece q pod te sido convidado.

“Manda uma msg po andreh!”. André era um colega, outro fanático por games, usuário assíduo do “2 i se”. Então, talvez ele tivesse, pelo menos, ouvido falar algo sobre isso. Mensagem enviada; retomou o caminho para a escola. O sol emanava um calor preguiço, ainda mais para um garoto vestido de jaquetas jeans. Kitao não costumava sair muito de casa, a não ser para correr, ir para a aula ou para a lan house, mas gostava de tomar sol quando podia. Tinha o cabelo curto, preto, mas gostava de sentir o vento bagunçando os fios.

Mais alguns minutos pedalando e chegou ao colégio. O prédio ocupava o quarteirão todo. Entrou logo pela área dos professores. Tinha certeza de que a tal professora estaria dentro de uma sala de aula e não na sala dos professores. Caminhou pela recepção, cumprimentou os funcionários que encontrou, deslocando-se com cuidado pelo pátio; era o recreio do fundamental e eles não paravam quietos nem um segundo.

Não demorou para que notasse uma garota no meio das criancinhas barulhentas. Tinha cabelos negros, compridos até a cintura, olhos castanhos claros e altura aparentemente igual à dele. Estava descalça, provavelmente brincando com as crianças. Usava um vestido branco, de alça, longo até pouco depois dos joelhos. Os braços e o rosto eram brancos, a pele era clara de quem toma muito pouco sol. Ela sorriu ao vê-lo. Era Lyra, Lyra Sueko, ou Sydra, como a conhecia nos games e na internet. Sem duvida Kitao a achava linda. Não sabia ao certo o que sentia por ela, mas sentia-se bem só de vê-la naquele momento.
Quando voltou a realidade se deu conta do que estava fazendo realmente: Um rapaz conversava com ela. Era Rick... Rick Sakuraba, ou Ricks, na internet. Um sujeito com mais de um metro e oitenta, pele morena, cabelo pixaim, olhos negros e braços fortes, mas não tão fortes para sua altura. Rolavam boatos de que ele estava aprendendo a atirar, mas eram só boatos. Kitao e Rick eram rivais, tanto na vida real quanto na internet. Suas equipes sempre batalhavam ferozmente, mas era realmente difícil dizer quem era o melhor. Suas competições eram sempre muito equilibradas e o numero de vitórias e derrotas não poderia ser diferente. Aproximou-se deles com a maliciosa ideia de provocá-lo.

–- Boa tarde Lyra. – Aproximou-se da garota lançando um olhar fuzilante na direção do rival. Passou o braço esquerdo por sua cintura, sentindo o olhar de Rick lhe queimar a pele. Deu um beijo no rosto e continuou com o braço enrolado. – Eae Rick... Como vai a vida, os games, a academia, as “bombas”... – Rick odiava quando diziam que ele tomava bomba e Kitao sabia disso.

–- Boa tarde senhor... Kitao Rokusho Shinmuji! – “Maldito!” Kitao odiava que pronunciassem seu nome completo. Lyra deu uma risadinha. Ela sabia disso. – A vida vai muito bem, os games melhores ainda, a academia então não podia estar melhor e eu não tomo anabolizantes. Agora se me derem licença, preciso voltar ao meu treinamento. – Deu um sorriso macabro, como se soubesse algo essencial e que Kitao não soubesse. Tentou provocar o rival, mas acabou tendo o efeito inverso. Pelo menos pode tirar proveito da situação, afinal, era desinibido e conseguia abraçar sua colega sem muitos problemas. Claro... Outras conversas... Já eram outra historia. Ao se afastar pode perceber que o moreno vestia um calção verde e branco de ginástica e uma camiseta amarela regata. Provavelmente treinava um percurso de corrida, marcha ou algo do tipo.

–- Hahaha... Só você mesmo Kitao... – Mais alguns segundos se passaram antes que a ficha do garoto caísse: Ainda a segurava pela cintura.

–- Ah! Desculpa! Ta gostoso meu abraço? – Voltou sua atenção para a garota que sorria tímida. Na maioria das vezes tentava não provocá-la ou mandar quais quer indiretas. Não tinha certeza do que sentia por ela alem de não ter lá fama de pegador. Agora, junto à garota, pode ver que quase não usava maquiagem e segurava suas sapatilhas brancas na mão esquerda. O vestido branco ressaltava seus seios, pequenos para sua idade.

–- Ta sim... Pode continuar... – Respondeu com a vós baixa e olhando para baixo, mas, obviamente, sorrindo maliciosa. Nem se lembravam mais que o pátio estava cheio de criancinhas que brincavam correndo. Começou a passar o braço direito pelas costas do garoto para abraçá-lo, quando uma voz familiar os interrompeu. Kitao não saberia o que fazer caso continuassem abraçados.

–- Ora, Kitao! Eu estava te esperando! – Carmem. Uma espanhola ruiva, muito amiga da mãe de Kitao. Com seus quarenta aninhos era muito viva, assim como a amiga. Por sorte, ela não abraçava o garoto da mesma forma que sua mãe fazia.

–- Ah, Dona Carmem! Desculpe a demora! Fiquei aqui conversando e me esqueci. – Soltou a cintura da garota e retirou o envelope do bolso interno da jaqueta. – Aqui esta o dinheiro que minha mãe estava devendo na loja de roupas.
-- Muito obrigada! – Aquele sotaque espanhol era uma das coisas que o garoto mais gostava na professora, mas o mais legal era que ela, sempre que podia, ia de vestido para a escola. Vestidos longos e floridos que lembravam a primavera. Uma primavera quente e úmida... Quente e úmida em vários sentidos... O cabelo vermelho desbotado estava caído sobre os ombros e as costas até quase a cintura. Eram quase do tamanho dos de Lyra. – Bom... Deixe-me voltar a corrigir aquelas provas. Até loguinho e mande um beijo pra sua mãe por mim. – Virou-se e saiu caminhando em direção à uma sala de aula.

–- Pronto! Missão cumprida! Posso voltar pra casa pra jogar mais um pouco. Alias, como foi lá, Lyra? Conseguiu salvar os caras? – “Bom... Onde paramos?”, era o que Kitao gostaria de ter dito, mas não saberia o que fazer em seguida.

–- Ah... Eu tava num nível bem mais alto se comparado com os que estavam atacando eles. Cheguei lá e eles correram. Mas nem demorou pra conseguir matá-los. Eram quatro contra dois, ai quando cheguei equilibrou no quatro contra três.

–- Hum... Mas e o... – Foi interrompido novamente. Deu um pequeno salto e teve um miniataque cardíaco. Havia esquecido o celular dento do bolso da jaqueta novamente. – Ai que susto, porcaria... Mensagem do Victor.

16:19 — Victor

Kirato vc é um jenio!! O andreh tinha o convite. Bora pra praça pragent conversa. O mail dele vai chega aki jaja. E anda logo que eu kero joga liga das legendas e.e

–- Legal! Temos um game novo! – Comemorou, sem perceber, em voz alta.

–- Jogo novo? Outro para dominarmos? – Perguntou confiante.

–- Haha! Você não faz ideia! Vamos! – Olhou-a nos olhos claros; num instante agarrou uma de suas mãos e correu em direção à saída do colégio. Podia vê-la sorrindo, tímida, enquanto corria tentando acompanhar o garoto.
Kitao não fazia muito sucesso com as garotas. Na verdade nem se importava muito com aquilo. Mas correr segurando a mão de Lyra o fazia se sentir muito bem.

(...)

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Notas finais
Eaee. O que acharam? Espero que tenham gostado, apesar de que não tem, realmente, muita historia nessa parte do capitulo. Gostei muito da maneira como descrevi os personagens, em especial Kitao, que parece ser o personagem principal (por enquanto), e que reflete um pouco da minha personalidade alguns anos atrás. Acredito que todos os escritores façam isso de vez em quando.
Como puderam perceber fiz varias referencias a jogos online (está obvio até demais) e me diverti com isso.
Aparentemente o rival do mocinho eh um negão (kkkkkkkkkkk).
Aparentemente a mocinha eh uma Lolita (*megustaface*)
Aparentemente o mocinho eh um nerd (Eu era, não sou mais viu!)
Bom. Encerrando os comentários finais, aguardem pela continuação do capitulo na Parte 2. ^^