Notas iniciais
OOOIIIIIEEEE galerinha, aqui está o primeiro capitulo da fic, espero que gostem, e se gostarem ou não, comentem viu? É importante para mim continuar ok? :) Booooa leitura.

De repente me peguei em pensamentos, minha mulher estava lavando a louça, sua face estava triste, em um misto de dor.

- O que houve querida?

Perguntei-a chegando por trás, e entrelaçando meus braços em sua cintura, pondo as mãos em sua barriga já bastante elevada.

- O bebê. Já estou com seis meses e até agora nem sinal dele chutar... Estou preocupada.

Dei um pequeno e curto beijo em sua nuca, rindo logo depois.

- Não precisa ficar assim não, olha, já vi até relatos de mães que não sentiram seus bebês na gravidez, super normal querida.

Em segundos á vi ficar pensativa, até que um longo sorriso tomou seus lábios, e ela se virou para mim, com as mãos molhadas.

- Está preocupada por nada, enxugue essas mãos, sua boba. Ou melhor, deixa que eu enxugue.

Peguei algo e comecei a enxugá-las, me concentrando nos dedos.

-Não... Pode me cortar inteira, mas não corte esse dedo.

Não entendi por que ela disse isso, eu estava apenas enxugando seus dedos, ignorei pensando ser algum sintoma de gravidez, aliás, não entendia muito disso.

Logo terminei, e olhei profundamente em seus olhos, peguei em seus cabelos, deixando um carinho ali. Ela pareceu ignorar o ocorrido, e continuava preocupada.

- Tem certeza? É que quero tanto ter esse filho... É muito importante para mim, um fruto do nosso amor...

Olhei-a com ternura, iria dizer alguma coisa, mas logo seu rosto se encheu novamente de dor, mas dessa vez ela ia de encontro com o chão, segurei-a para evitar a queda.

- O que foi? Diga-me por favor, sente alguma coisa amor?

Minha mulher primeiramente respirou bem fundo, como quem esteja se aliviando de uma repentina dor aguda.

- Você ainda pergunta? Me machucou, abaixo da minha barriga.

Quando iria responder algo sobre levá-la ao hospital – pensando ser algo grave – logo pus meu cérebro para funcionar. Mas é claro!

- É o bebê! Mas me impressiona que ele tenha chutado tão forte a ponto de você cair no chão de dor...

- Forte como você é...

Depois dela ter dito isso, senti pequenas lágrimas escorrer dos meus olhos – não importa o quanto macho você seja, sempre irá chorar em momentos lindos como esse – . Com a emoção me deixei deslizar até me sentar completamente no chão, fui acompanhado por ela, que também sentou.

- O que foi heim? Cadê o machão que eu conheci?

Qualquer um ficaria ofendido, mas eu conhecia ela, estava brincando, mesmo com um rosto sério, aquela era a minha Katty. Sorri então, sendo acompanhado por ela que deixou aquela mascara cair.

Abracei-a no chão mesmo, mas quando iria beijá-la, minha visão ficou embaçada e tudo girou, parece que até me senti inconsciente por alguns segundos, mas quando ajustei minha visão e meus sentidos, o que havia na minha frente me assustou.

Diferente de como estava anteriormente, eu estava de pé, e no chão gélido jorrava sangue minha mulher, em minhas mãos havia uma faca, o que havia acontecido?

A realidade era outra, o rosto dela estava deformado, os olhos roxos, não me lembro de ter feito isto, sua boca antes avermelhada e com vida, agora cuspia sangue involuntariamente, seus cabelos, pareciam ter sido arrancados violentamente, haviam apenas alguns tufos em sua cabeça – onde tinha um enorme corte que também saia sangue — aquela cena parecia mutilar meu coração centenas de vezes.

Abaixei meu olhar e vi seus braços arranhados, em uma de suas mãos todos os dedos foram mutilados, na outra, apenas um dedo permanecia, o dedo onde continha o anel de seu noivado, comigo.

Sua barriga estava meio preta, com alguns cortes, mas parecia mais que ela havia tomado um chute, aquilo partiu meu coração.

Logo uma cena fez-se presente em minha mente, seguida de uma dor terrível.

- Não, não faça isso querido! Não, não, não!

Mas eu parecia dominado pelo monstro que havia dentro de mim, não conseguia controlar o que fazia.

- Deixe que eu enxugue suas mãos.

Comecei a raspar as mãos de minha esposa com a faca, como se aquilo fosse enxugá-las, ela gritava de dor, mas aquilo não parecia me atingir, como se fosse uma cena normal.

Logo vi seus dedos, e os cortei com a faca, um por um, ela esperneava, berrava, em seus olhos a dor era quase palpável, lágrimas e mais lagrimas escorriam, quando ia cortar o dedo onde continha o anel, ela agarrou meu pulso com força.

- Não... Pode me cortar inteira, mas não corte esse dedo.

Sua voz saiu embargada e desesperada, por um minuto eu pareci entender o que ela disse, mas logo larguei a faca que usava até aquele momento, e me concentrei para arranhar seus braços. Minhas unhas estavam grandes, aquilo fazia um estrago tremendo nela, não entendia por que fazia aquilo, não entendia por que ela não impedia.

Katty mordia seus lábios para abafar os gritos, acabando por machucá-los, aquilo me irritava, peguei em seus cabelos e senti uma vontade enorme de arrancá-los, fazendo isso enfim. Sua expressão era de completa dor, a cada tufo que arrancava ela berrava mais e mais, sua boca já estava toda mordida. Acabei por dar três socos seguidos em seu rosto, deixando seus dois incríveis olhos azuis roxos, e feridos.

Minha mente psicopata olhava a parte de sua cabeça sem cabelo, e sentiu vontade de cortá-la, atendendo-a, peguei a velha faca e fiz o ato, minha esposa não parecia nem sentir mais dor.

Olhei para sua barriga elevada, não senti piedade naquela hora, iria chutar, e percebendo isso, ela entrou em desespero.

- Tem certeza? É que quero tanto ter esse filho... É muito importante para mim, um fruto do nosso amor...

A voz dela era falha, parecia que queria me comover, mas no estado psíquico que eu estava, não dei ouvidos, me afastei e chutei com toda força que consegui, o grito dela foi tão alto, que não parecia que só ela gritava. Katty ia cair no chão de dor, mas a segurei.

Ela respirou fundo, talvez tenha pensado que aquela minha fase tenha passado, mas por sua expressão a dor era enorme, e parecia que ia apagar a qualquer momento, em uma pequena fase lúcida, olhei em seus olhos, agora quase fechados.

- O que foi? Diga-me por favor, sente alguma coisa amor?

Ela pareceu estar com profunda raiva, mas se agüentou e respirou fundo.

- Você ainda pergunta? Me machucou abaixo da minha barriga.

Eu iria desferir outro chute, realmente, estava fora de mim.

- Forte como você é... Vai acabar me matando.

Ela começou enérgica, mas terminou a frase em um fio de voz.

Comecei a chorar, minha mente agora parecia estar notando o que eu estava fazendo, deixei-me deslizar ao chão, e ela livre de minhas mãos, me acompanhou, estava muito fraca.

- O que foi heim? Cadê o machão que eu conheci?

Ela estava me provocando, não deveria ter feito isso no estado em que eu me encontrava. Me levantei sentindo-me ofendido, peguei a velha faca em mãos, desferi um chute tão forte em seu rosto, que ela caiu para trás e ficou inerte no chão.

Nesse momento senti tudo girar e tudo apagar por alguns segundos.

Aquela lembrança arrasou todos os meus sentidos, estava com o coração acelerado, não acreditava que havia feito isso com ela. Eu a amo tanto.

Não conseguia fazer nada, apenas chorava em lamento, meu peito doía, meu coração acelerava, ouvi a sirene da polícia, junto com a da ambulância, um visinho havia denunciado.

Ouvi por último a porta sendo arrombada, antes de cair e ficar inconsciente.

Notas finais
:O comentem, favoritem, obrigadinha :) até a proxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.