Psique Utopia
16 Tem uma bolota no seu rosto e você pensa em mar?
Notas iniciais
A mulher não ficou para ver no que daria aquilo. Após avançar e desferir um soco no nariz do abusador, Thomas levou um soco próximo ao olho, o que permitiu ao homem tirá-lo de cima de si para escapar. O escritor viu uma pedra e pensou rápido: atingiu o outro na cabeça. Este revidou novamente com um soco no maxilar, e foi acertado com a pedra novamente.
Thomas acordou assustado. Levantou-se rapidamente para observar pela janela. Viu duas patrulhas da polícia, mas, pelas sirenes, teriam mais. Esfregou os olhos para espantar o sono, mas seu rosto doía. Não foi um sonho.
Foi até o banheiro para se olhar no espelho, próximo do olho estava roxo e inchado, mal conseguia tocar.
—Thomas?
Ouviu Patrice entrando e ligando a televisão. Tentou lavar o rosto, era doloroso. Foi para a sala a passos pesados.
—Você ouviu as sirenes? Disseram sobre uma briga e um homem ferido há duas quadras daqui.
Ao se virar para o amigo não disfarçou a preocupação com o hematoma.
—Estou bem. Caí do sofá e bati o rosto na mesa. Apenas isso. –Mentiu. –Tive uma ideia com um sonho. Vamos sarpar. O mar nos espera.
Patrice ouviu, mas desacreditou.
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