Psicologia Reversa

1 Introdução a Reversão


Notas iniciais
Primeiramente oi,
Segundamente é meu primeiro projeto
E Terceiramente espero que gostem o/

Alegria e tristeza, amor e ódio, frio e calor são sentimentos e sensações existentes em nós seres humanos há muito tempo, mas não sinto nada disso agora. (Só queria deixar claro!) No momento sinto algo que apelidei carinhosamente de reversão. Deixe-me explicar-lhes do que se trata. (Nossa falei bonito agora... Eu sou realmente boa!! :3)

Primavera de 2005, no auge de minha beleza/fofura infantil, eu falava, falava, falava e falava (já disse que falava mais?). Mas não só falava coisas aleatórias como a maioria das crianças, eu era um filhote de ser humano que adorava ser do contra. Tininha também conhecida como Tina (Codinome: Mamãe) tentava desesperadamente calar me com suas sábias táticas ameaçadoras que toda mãe usa, porém, sem resultado, decide usar uma tal de psicologia reversa que lera em uma de suas revistas favoritas, (aquelas que a gente compra no caminho de espera na fila do supermercado).

­— Filhota, pode falar, fale mais, fale tudo o que tiver vontade porque a mamãe adora te ouvir falar! Disse ela toda entusiasmada.

Lembro-me dessas palavras como se fossem hoje ecoando em minha mente. Algo mudou. Imagine aquela cena de impulsos eletroalgumacoisa passeando pela mente e corpo de uma garotinha de 6 anos, como se fosse ativar algum poder ou habilidade especial. Não sei se imaginaram mas não foi isso o que aconteceu comigo! Uma coisa parecida com uma voz sussurrou bem de dentro da minha mente dizendo: “Caaaale essa boca!!!!”. O resultado foi 5 dias sem falar nada. Dona Tininha me levou em 4 médicos diferentes e nada de descobrir o motivo, só quando saímos do ultimo medico sem nenhuma resposta, Tininha me senta no sofá maravilhoso do consultório e suspira:

— Não precisa falar mais, mesmo sem falar a mamãe te ama... Catchaaaau! A vozinha em minha mente estala os dedos (não sei como xD) e diz “já pode voltar a falar querida.” (pelo menos ela é simpática né?) e de repente a adorável mudinha sorri e fala: “ Tininha também te amo!”

Não vou entrar mais em detalhes porque bate um feels estranho sempre que conto este caso. A reação da minha mãe não foi uma das melhores também. O fato é que até hoje, ou seja, mesmo hoje com meus incríveis e maravilhosos 16 quase 17 anos ainda escuto essa vozinha, e sim eu já passei por inúmeros problemas por obedece-la, como na vez em que eu comecei a aprender a escrever e comecei de trás pra frente no meu caderno, ou na vez que eu comecei a chamar minha mãe de Ahninit e até mesmo chamar minha cachorra de gata (não que eu tivesse escolha >.<). Resumidamente em momentos aleatórios ou não, eu tenho/sinto a reversão tomando conta de mim e me ordenando a ser do contra, como da vez que era fevereiro e eu cheguei de calça de moletom e casaco na escola só porque minha mãe disse que estava muito quente naquele dia. Eu já tentei pensar coisas ao contrário de propósito só pra ter o resultado que espero mas ai eu entro na área que chamo de reversão reversa então simplesmente não dá. A única coisa que me resta é conviver com isso dia a dia.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se possível deixe sua opinião, é muito importante para mim!