Prêmio Infernal
7 Agnes?
Notas iniciais
Antes que Cascão e Magali pudessem fazer alguma coisa, Mônica passou dali como um raio puxando pelos dois.
– Mônica, o que está fazendo? — Perguntou Magali.
– Vamos sair daqui, eu sei quem é aquela garota — Disse Mônica ofegante.
– Nós também sabemos, e sabemos que a sombra é a Agnes — Disse Cascão também ofegante.
– Agnes? Temos que sair daqui o mais rápido possível.
Os quatro (Cebola estava no colo de Mônica) pularão na tela e caíram no cinema da casa de novo.
Mesmo assim os fantasmas continuaram seguindo eles.
Dessa vez eles correram separadamente sem que Mônica precisasse puxá-los, exceto Cebola.
Eles saíram da casa e os fantasmas pararam de segui-los.
– Ué, porque eles não vieram atrás de nós? — Perguntou Magali caindo no chão de tanto cansaço.
– Eu não tem certeza, mas acho que elas não podem sair da casa — Disse Mônica sentando no chão com Cebola apoiado em seu colo.
– E o que vamos fazer agora? — Perguntou Cascão ainda atordoado por causa da pancada que deu em sua cabeça.
– Precisamos de uma ajuda mágica.
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– Sejam bem-vindos a tenda da madame Creuzodete, que sou eu, o que desejam?
– Olá, eu sou a Mônica, estes são Cascão, Magali e Cebola.
– Certo. Mas o que o "Cebola" tem?
– Nada demais, ele só tá desmaiado porque uma fantasma fez uns bagulho com ele, se preocupa não.
– Ok, e vocês estão aqui por causa desse fantasma que fez esse "bagulho" com Cebola?
– Exatamente.
– Tá bom, me contem mais.
Mônica explicou a história para madame Creuzodete, claro que pulando os detalhes constrangedores tipo dela estar transando com Cebola.
Madame Creuzodete pediu para que todos ficassem em silêncio, para que apenas ela e Mônica conversassem.
– Mônica, você tem ideia de quem seja esses fantasmas? — Perguntou com os olhos fechados.
– Sim madame, são Agnes e Bianca.
– Bianca? — Perguntou Magali confusa.
– Nossa, tava moscando aqui pensando que era a Penha — Disse Cascão também confuso.
– Silêncio — Ordenou madame Creuzodete — Conheço essas duas, dona morte já me falou sobre elas.
Madame Creuzodete começou a passar a mão em volta da bola de cristal, e ela começou a se iluminar.
– Eu sinto... Agnes, queria vingança...
– Vingança de quem? Por quê?
– Vingança de você ter levá-la deste mundo*, ela pediu ajuda a outro ser que também queria vingança.
– Bianca?
– Sim, ela queria muito voltar para o Cebola, e estava decidida a fazer tudo para se vingar dele, por isso não ter acontecido. Ela então armou um plano junto de Agnes, ela enfeitiçaria Cebola com sua beleza, e com uma máquina construída por ela, sugaria todo a beleza de Cebola para que você também não gostasse mais dele, assim ele ficaria sozinho.
– Sugasse toda a beleza dele? Ele ficaria como?
– Mais ou menos parecido com esse seu amigo Cascão.
– Eeei — Disse Cascão indignado.
Magali começou a rir.
Creuzodete pediu silêncio e voltou ao assunto.
– Depois que Bianca tirasse a beleza de Cebola, Agnes teria certeza de que você entraria em depressão, por perder sem bem mais precioso.
– Eu sou o bem mais plecioso da Mô? — Perguntou Cebola coçando a nuca.
– A cenoura acordou? — Perguntou madame Creuzodete com cara de poucos amigos.
– Ai que susto Cê — Disse Mônica com a mão no peito — Bom, acho que é sim.
Cebola pulou em cima de Môncia e começou a enche-la de beijos.
Madame Creuzodete ficou apenas olhando a cena com cara de nojo, não só ela como Magali e Cascão também. Quando Cebola finalmente acabou, ela voltou a falar.
– Assim, ela poderia destruir você completamente.
– E agora? O que a gente faz com elas?
– Ah, só chamar a dona morte que elas se borram todas.
Todos olharam pra ela estranhando-a, ela falava sempre com seriedade e der repente...
– Que foi gente? Adultos não podem zoar?
Todos caíram na risada.
– É zoeira, vai dar um trabalhão pra tirar elas da casa.
O sorriso do rosto de todos se desfez.
– E o que temos que fazer?
– Bom, a luta vai ser bem pesada, vamos precisar de ajuda extra.
Continua...
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