Provocativo
13 Jean e Armin
Notas iniciais
Armin
Dei uma boa andada pelo corredor à procura de uma pessoa. Ao dar uma boa analisada em minha DMT, notei que teria que desmontá-la, e eu não trouxe ferramentas comigo. Mas sei de alguém que com certeza teria. Mas não sabia onde poderia encontrar a tenente Hanji a esta hora.
Foi quando ouvi uma voz atrás de mim.
– Ei, mocinho! Está perdido? Quer uma ajudinha. – Era uma voz bastante animada. Assim que me virei, pude ver a figura da tenente parada a minha frente.
– Ah, tenente Hanji! Eu estava à sua procura. – Falei sorrindo.
– Pode falar.
– Hum... Você teria uma caixa de ferramentas para me emprestar.
– Claro! Mas espera. Para quê você quer? Fará alguma experiência estranha com alguém? – Ela perguntou com um olhar desconfiado.
– Hum? O que?! Não! – Respondi rapidamente para livrar de qualquer culpa. E achando a pergunta meio estranha.
– Hahaha, estou só brincando, querido. Você age igual ao Eren quando faço essas brincadeiras. Venha comigo. – Ela disse com um largo sorriso, continuando a caminhada pelo corredor. E assim eu logo a segui. Notei melhor o seu jeito. Era mesmo uma pessoa bem animada e parecia não ser muito estressada também. Eu diria que era um tanto ótimo para o psicológico um soldado ser assim.
– Ah, você é o amigo de infância do Eren, certo?
– Ah, sim. Sou. Ele falou de mim?
– Sim, de você, da Mikasa... É Armin, não é?
– Aham. – Afirmei balançando a cabeça.
– Você já almoçou?
–Hum, ainda não... Já é hora do almoço? – Perguntei um pouco surpreso. Fiquei um bom tempo vasculhando o problema da minha DMT que nem vi o tempo passar.
– Sim, já! Não quer almoçar comigo? Olhe! – Ela mostrou uma panela quente enrolada em um pano que trazia consigo. – Eu fiz uma macarronada no capricho. Aproveite que tem pouco, hein – Ela convidou. Eu pensei um pouco, mas logo senti meu estômago roncar. Decidi aceitar seu convite, aliás, eu não comia macarrão já fazia um bom tempo. Deu até água na boca.
E assim fomos até seu laboratório para pegar as ferramentas e já almoçamos por lá.
~#~
Finalmente já de tarde, estava novamente em meu quarto. Fiquei lá por bastante tempo mesmo. Só tirando o momento que almocei com a tenente Hanji. Era uma pessoa bem agradável de conversar, até o momento de eu perguntar sobre Eren... Ela começou a falar umas coisas estranhas que me deixaram meio constrangido. Até sobre ele e o heichou. Sinceramente fiquei surpreso pelas atitudes do Eren ultimamente. Ele resolveu ficar com o heichou... quero dizer, um homem. Essa conversa acabou fazendo-me lembrar dele... Bem, resolvi deixar esse assunto de lado.
Dei uma pequena pausa para beber o copo com água. Havia desmontado toda a DMT para consertar a saída de cabo. Coloquei todas as peças desmontadas em cima da cama. E tentava me lembrar de quando ajudei Marco a montar sua DMT, para eu não errar na hora de rejuntar as peças.
Assim, colocando o copo d’água em cima do criado-mudo, sentei-me novamente no chão de frente para a cama. Arregacei as mangas, pronto para começar a montar. Foi quando ouvi a porta se abrir escancaradamente com um pouco de brutalidade. O que me fez levar um baita susto e olhar com os olhos arregalados para a entrada do quarto, visualizando a figura parada com um dos braços apoiado no batente.
– Jean? – Notei que ele estava um pouco ofegante. Concluí que ele devia ter corrido. Eu logo fiquei sem graça diante de sua presença. – P-por que entrou aqui desse jeito?
– Armin!! – Ele falava meio alto. Jean tem me assustado bastante ultimamente. Fiquei meio sem ações com o jeito que ele me chamou. – E-eu... Eu... q-quero te falar... er... uma coisa!
– Ah... Tudo bem, então. Fica calmo aí... Não precisa ficar gaguejando. – Falei balançando as mãos, tentando amenizar sua exaltação.
– Hã?! Eu não tô gaguejando não!! É que... – Ele então se aproximou de mim, se agachando e sentando ao meu lado no chão. – Olha, Armin! Q-qualquer coisa que eu tenha dito enquanto dormia... er... não foi por intenção! Eu nem lembro o que aconteceu!! – Ele falava tentando se justificar. Forçando um sorriso de “está tudo bem”.
Só essa introdução fez meu rosto esquentar na hora. Parece que Reiner e Ymir não quiseram mesmo ignorar o ocorrido da madrugada e deixar passar sem Jean saber. Já foram logo contando...
– Ah, não! Tudo bem, Jean! E-eu entendo! Quer dizer... na verdade não... – Respondia tentando não olhar para o seu rosto. Era muito embaraçoso falar sobre aquilo agora.
– E-eu juro que... Er... seja o que for, eu quis dizer “Mikasa” na hora!
– Hã? Mas... de “Mikasa” para “Armin” é uma confusão bem desproporcional...
– Ah, tá bom, então! – Ele então, deu uma boa suspirada antes de continuar. Aparentemente se dando por vencido e certo de falar apenas a verdade. Até que era bem fácil ler suas expressões. – Ok. Eu tive um sonho com você, sim. Mas prometo que esta foi a última vez! – Ele falou mais controladamente agora.
– O que? Por quê? Tinha chance de ter mais? – Questionei arqueando uma sobrancelha e ficando com o rosto mais quente ainda.
– Não! Nãaao!! Não é isso. É que eu penso muito em você...
– Como?! – Fui arregalando os olhos.
– Não, espera! Não entenda errado!! – Jean estava bem embaraçado com as palavras. Acabava deixando escapar coisas demais. E deixando a situação... como posso dizer... um pouco mais piorada. – É que na verdade...
– Tudo bem! – Interrompi-o tapando sua boca com uma de minhas mãos. – Por favor não fale mais, já fiquei constrangido por uma vida... – Ele ficou só me olhando por um tempinho, mas logo pareceu relaxar mais os ombros. Estava bem exaltado quando entrou. Assim que vi que se acalmou bem, tirei a mão de cima de seus lábios lentamente. Ele continuou a me olhar. – Jean... Eu só... queria saber... por que teve um sonho... daquele tipo comigo? – Perguntei tímido. Podia deixar passar, mas confesso que eu estava bem curioso para saber disso.
Notei que ele ficou um tanto sem jeito com essa pergunta. Parece que ele não tinha resposta certa. Ou talvez tinha e não quisesse falar.
– Er... Armin... Eu não sei... – Ele falou olhando de canto. Parecia tentar achar as palavras certas para uma desculpa que eu pudesse aceitar.
– Hum...
– Talvez porque... sei lá. Você é bonitinho... Acho que a primeira coisa que eu notei foi isso. Depois fui vendo outras coisas, acho... – Ele coçava a parte de trás da cabeça.
– Ah... – Meu corpo esquentava a cada palavra que ele dizia. E meus batimentos cardíacos iam acelerando mais.
– Armin, eu... – Ele então, virou-se, me fitando fixamente. Vi que seu rosto também estava meio corado. Pensei que ele fosse dizer algo meio comprometedor, que poderia se arrepender mais tarde. Isso me deixou mais nervoso ainda.
– Ah, Jean!! Quer saber? Tudo bem, não precisa se explicar! Olha... Vamos só ignorar esse assunto e fingir que não aconteceu! Que tal? Hehehe – Falei com um sorriso torto. Jean fez uma cara surpresa primeiro, mas imediatamente concordou comigo sem pensar duas vezes.
– É!! Isso mesmo! Não vamos nos estressar por uma coisa dessas! Vamos apagar esse acontecimento! Logo, logo os outros esquecem. – Reforçou Jean também forçando um sorriso. Aparentemente mostrando um alívio. Aparentemente...
– Isso! Ignoraremos qualquer piada que fizerem sobre isso até esquecerem!
– É, pode crer! – Jean deu um pequeno riso – Aliás... Já imaginou que loucura? Eu... e você...
–... Juntos. É... Não tem nada a ver, não é? – Continuei falando com o sorrisinho torto.
– Isso nunca daria certo! – Jean também mantinha o seu tom engraçado.
– Não mesmo! Ia ser muito... estranho.
– Pode crer... Aliás, eu sou hétero!
– Ah, sim! Claro! E-eu também! – Concordei balançando a cabeça.
– Totalmente héteros...
– Sem um pingo de dúvidas. – Eu não parava de da risinhos sem graça a cada resposta. Jean, a mesma coisa.
– É... Isso...!
– Aham. Podemos... deixar a gente assim do jeito que está, não é?
– Claro, claro... – Concordou Jean logo dando uma pausa, sem olhar para mim, e eu sem olhar para ele. Mas ambos continuamos sentados no mesmo lugar. Eu abraçado aos joelhos e Jean com as pernas esticadas, apoiando as mãos no chão. – Er... hum... Tá um dia quente hoje, né?
– Sim... tarde bonita...
– Legal então.
– É... – Dizendo isso, dei uma pausa também. Nenhum de nós encarava o outro. Ficamos num silêncio... Eu pensava se ignorar o assunto fosse mesmo a coisa certa a se fazer. Revirava os olhos para todos os objetos do quarto. Olhava para as camas, umas arrumadas outras não, olhava para as peças de DMT em cima da cama, para a janela... só evitava contato visual com Jean. E aposto que ele também fazia o mesmo. Ficamos nesse silêncio desconfortável por um breve tempo. Achei que ele logo resolveria levantar-se e ir embora agora que ele tinha... dado sua explicação, mas antes...
– Ei, Armin... – Ele me chamou agora com uma voz mais baixa. Ainda sentado ao meu lado.
– Hum?
– Er... Bem... Acho que a gente... podia experimentar, não é? Só pra ter certeza...
– Experimentar? Como assim...?
Jean, sem responder nada, apenas deu uma encarada com um olhar diferente para mim... Passou uma de suas mãos pelo meu ombro até chegar a parte de trás da minha cabeça. Assim, me puxou para um beijo repentino. Que me deixou totalmente paralisado pela surpresa. Jean moveu seus lábios contra os meus devagar, demonstrando sua certeza no que estava fazendo. Fiquei com os olhos abertos por um tempo, tentando digerir o que acontecia. E via seus olhos fechados aparentemente aproveitando bem o momento.
Confesso que era até uma sensação bem gostosa ter seus lábios, agora bem úmidos, se movendo daquela forma contra os meus. Logo, finalmente fechei os olhos e resolvi me entregar para aquele momento também, entrelaçando meus braços em torno de seu pescoço. Ele, vendo que eu agora correspondia, passou sua outra mão pelo meu quadril, subindo-a até minhas costas. Eram toques que me faziam dar umas contorcidas, mesmo não fazendo contato direto com a minha pele.
Conhecendo Jean como ele normalmente é, achei até que ele estava fazendo tudo controladamente. Creio que estivesse tentando não me assustar. Achei essa atitude um tanto adorável.
Sua língua passava várias vezes pelos meus lábios, querendo fazê-los abrir. Eu ainda estava com um pouco de medo de prosseguir com tudo isso... sabendo como possivelmente poderia terminar. Mas Jean beijava com tanto gosto e de uma forma tão doce, que acabei por deixar de lado os receios e abri minha boca deixando sua língua explorá-la como bem quisesse. Senti ainda um fraco gosto de café. Devia ter tomado agora de tarde...
Dava para se ouvir nossas respirações altas em meio ao beijo. Jean logo veio com seu peso para cima de meu corpo, fazendo-me inclinar aos pouquinhos até finalmente deitarmos no chão. E ele não parava o beijo. Na verdade, ia intensificando cada vez mais. Eu, sem querer deixava escapar alguns gemidinhos baixos. Creio que isso incentivava Jean a continuar. E ele aumentou também intensidade dos toques, colocando suas mãos por debaixo de minha blusa. Dei uma estremecida. Será que ele queria mesmo... fazer... aqui e agora?
– Armin... – Jean falava meu nome da mesma forma como da madrugada enquanto dormia. Tremi novamente com essa voz luxuriosa dele. – Ah, Armin... você é tão... – Ele desceu seus beijos, passando pela minha bochecha até chegar em meu pescoço, onde começou a sugar com vontade. Soltei um gemido um pouco mais alto com isso.
– Hum... Jean... isso não... hum... não é uma boa ideia... – Falava com uma voz mais alterada. Semelhante a do Jean naquele momento. E puxava sua blusa a cada sugada.
– Shhh... não pensa nisso agora... – Ele respondia em meio aos beijos e chupadas que dava em meu pescoço.
– M-mas... – Dava leves choramingadas. Não podia negar que a sensação era boa. Mesmo Jean me fazendo quase perder a consciência, uma parte pequena dizia que era melhor não continuar com isso. Mas tava difícil parar agora... – Jean... – Acabei eu soltando uma voz erótica sem querer. O que o excitou. Senti uma pequena elevação se formando entre suas pernas encostar-se a minha coxa. Isso acelerou mais meus batimentos cardíacos. “Será que... nós íamos mesmo fazer aquilo?”
Foi quando ouvimos um som bem alto vindo do lado de fora do quarto. O que fez nós dois pararmos e olharmos em direção à porta. Pareceu um barulho de queda.
– O-o que foi isso? – Perguntei com um pouco de medo.
– Não sei... – Jean, então, levantou-se de cima de mim. E foi aí que percebeu seu estado. – Ah, droga! – Parece que ele nem tinha notado que ficou excitado. Só agora, que finalmente olhou. E eu vendo aquilo, fiquei super constrangido também. – Ah! Desculpe, Armin! Eu... planejava só beijar, mas...
– Ah... N-não se preocupe com isso... – Eu falei me encolhendo. Creio que ele esteja tão acostumado a se excitar que nem percebe quando fica. Continuei novamente sentado no chão olhando para a porta. – Mas... o que aconteceu lá fora?
– Ah, sei lá... – Jean pegou um travesseiro e colocou na frente se sua elevação. Ele estava totalmente vestido, mas dava pra ver bem. Assim, ele abriu a porta rapidamente, vendo a cena de Connie caído no chão. – Ei! O que está fazendo aí?! Tá ouvindo atrás da porta, seu bastardo?! – Questionou Jean bem alterado.
– Que ouvindo atrás da porta o que?! Eu vim trocar de roupa!! – Connie protestou se levantando. Nesse momento me levantei também para vê-lo. Ele estava todo sujo, com as roupas manchadas e senti um cheiro bem forte de café.
– O que houve? – Perguntei meio tímido, querendo acreditar que Connie não tenha ouvido nada que eu e Jean estávamos fazendo.
– Ah, a Sasha jogou café em mim. Não sei qual é o problema daquela garota...
– Eu sei! Deve ser fome. – Ironizou Jean.
– Deve ter sido por causa de comida mesmo... – Falei.
– E foi! Ela estava escondendo um frango que não queria dividir, aí eu descobri e já logo fui tirar satisfação, aí começamos a brigar, aí ela começou a comer o frango, aí uma coisa leva a outra... enfim, eu quero me trocar. Posso?
– Não! – Jean foi curto e grosso. O que me fez olhá-lo com um pouco de medo.
– Por que não? Ah... eu interrompi vocês...? – Perguntou Connie olhando de forma estranha pra nós.
– N-não! Não estávamos fazendo nada!! – Eu tentei desesperadamente negar. Ficando mais constrangido.
– Caramba, Kirchstein, você é rápido, hein?
– Vai embora, Connie. – Jean simplesmente falou já fechando a porta.
– Não! Espera aí! Antes de vocês começarem isso, me deem minha outra camisa e calça pelo menos. – Pediu Connie... e minha vergonha já valia por mais de uma vida. Jean então, sem tirar o travesseiro da frente da intimidade, rapidamente pegou qualquer camisa e a primeira calça limpa que encontrou pelo quarto. Jogando-as em cima de Connie pelo vão da porta. – ‘Brigado...
– Agora vai embora! – Falou Jean impaciente. Logo fechou a porta novamente.
– J-Jean... Podia ter sido um pouco mais gentil com ele...
– O que? Por que? Ele nos interrompeu...
– Isso foi bom! Quase íamos fazer uma loucura que nos arrependeríamos mais tarde. – Falei com um pouco mais de seriedade.
– Mas... Você ia se arrepender?
– Claro! Er... Quer dizer... não sei... – Olhei para o chão pensativo e confuso. Já não sabia mais o que estava fazendo ou o que queria agora. Só sabia que...
– Ei, Armin... – Jean me chamou, fazendo-me fita-lo novamente. E usava um tom de voz mais doce e suave agora. Ele, largando o travesseiro na cama, aproximou-se de mim. Parando bem à minha frente. – Posso te falar uma coisa? – Não respondi com fala apenas balancei a cabeça positivamente. – Então... olha, nem mesmo eu pensei que fosse querer fazer isso com você. – Ele levou suas mãos até meu rosto, começando a apertar levemente minhas bochechas com a palma. – Mas... sempre que eu olhava pra essa sua carinha... ficava pensando se era a Mikasa que eu queria mesmo.
– Hum... – Arregalei os olhos. Quer dizer que não foi de repente? Ele já pensava um pouco em mim antes também.
– Armin... Vou confessar. Eu já bati umas pra você, sabia? – Falou Jean na maior naturalidade. Já eu, estava quase saindo fumaça de meu rosto de tanta vergonha. Hoje foi de fato o dia de constranger o Armin.
– Ah... Não fale essas coisas... – Disse com um bico, devido ao fato de ele continuar apertando minhas bochechas.
– Eu só tô dizendo que... isso não foi de repente, entende? E pelo que parece, você não está muito diferente, hein, Arlet?
– Hum... Sim. – Falei com uma vozinha chorosa. E ele logo soltou meu rosto.
– Hein, Armin... – Ele agora mudou sua voz novamente, para um tom mais sensual. O que fez encara-lo na hora.
– Hum?
– Você não quer mesmo continuar...? – Ele deu um passo à frente, e eu um para trás. – Não quer? – Ele continuou avançando. E eu recuando até ficar encurralado na parede. Jean colocou cada um de seus braços na parede bem ao lado de meus ombros, me deixando mais preso ainda. – Hein, Armin... – Ele falava num sussurro. Aproximando seu rosto.
– E-eu... – Não deu nem pra responder , Jean começou a lamber meu ouvido, fazendo-me ficar desconcertado novamente. – An... não... espera...
– Hum... viu só? Você gosta... – Ele então, voltou a encarar-me de frente e selou seus lábios nos meus de novo. Sem mais delongas, já introduziu sua língua em minha boca já no início. Começando novamente seus movimentos sensuais com a boca. Ele tinha certa destreza em beijar, que eu nem conseguia acompanhar. Sua língua se esfregava contra a minha... e era mesmo muito bom. Entreguei-me novamente e resolvi deixar rolar mesmo. Até porque se eu não fizesse, era capaz de me arrepender por ter deixado a chance passar. Jean estava bem ali. Me querendo. Me fazendo aquelas coisas que eu nem sonhava em fazer ainda nesta idade. Era até que cômico, eu diria. Eu estava ficando com o mais promíscuo dos cadetes, o que mais xavecava mulheres, em especial a Mikasa, o cara que mais implicava com Eren. Agora estávamos ali. Trocando carícias daquela forma.
Jean me prensou mais contra a parede com o seu corpo. Eu novamente enlacei meus braços em torno de seu pescoço, querendo mais contato. Sim... Eu queria mais contato. Passeei minha mão por suas costas e a outra em seus cabelos da parte de cima, e logo sentindo sua região próxima da nuca, onde seu cabelo estava raspado. Podia se ouvir nossas respirações pesadas em meio ao beijo. Jean passeava também com suas mãos pelo meu corpo. Apertando-me na cintura, nos quadris até descer para o lado de trás. Onde apertou minhas nádegas com vontade. Soltei outro gemido, bem abafado. Ele deu uma boa pegada mesmo.
Eu estava quase sem ar. Jean também provavelmente, pude ouvir uma alteração em sua respiração. Mas nenhum de nós queria parar. E Jean mostrava que não se satisfazia, sempre queria mais e mais. Um filete de saliva escorreu pelo canto de minha boca. O beijo estava bem molhado mesmo e não parava. Aliás, eu estava sentindo ficar molhado num lugar que não imaginei ficar ainda. Jean imediatamente encaixou uma de suas pernas entre as minhas, fazendo uma fricção e despertando mais minha excitação agora. Minhas pernas bambearam. Separei meus lábios dos dele, para finalmente poder tomar fôlego, já soltando outros gemidos mais altos com o novo estímulo.
– Hum... An... Jean... eu fiquei... – Falei com uma voz chorosa e bem baixinha. Jean deu um pequeno riso.
– Eu já notei... – Ele falou ainda com a respiração levemente alterada. Dito isso, Jean voltou a me beijar. Agora de forma mais lenta. Simultaneamente, ele desatava as minhas cintas-ligas da região do peito, abdômen e da cintura. Tirando-as aos poucos. Eu imediatamente comecei a fazer o mesmo com ele. Desatei as ligas de seu peito e abdômen deixando aqueles cintos caídos para o chão. Ele agora desabotoava minha blusa, abrindo-a e logo a tirando. Deu um certo trabalho tirar todos os cintos, isso porque foi só da cintura pra cima. E sem pararmos de nos beijar. Isso era de fato muito desejo mesmo.
Jean, parando o beijo, encarou em meus olhos por breves segundos, apenas para retomar a respiração novamente.
– Armin... vou te mostrar agora, como é gostoso... – Ele disse de forma bem sensual e provocadora. O que confesso que fez-me ficar... derretido.
Jean foi ajoelhando-se e abaixando também minha calça, junto da roupa íntima. Cobri minhas intimidades com as mãos imediatamente. Por simples ato reflexo. Era muita exposição. Aquilo era... demais pra mim.
– Ei, que foi...? Não precisa ficar tímido... – Jean usava uma voz mais serena agora. Creio que para me fazer relaxar mais, mas não dava... Eu estava muito sem graça.
– Não, isso é... é demais... – Falei apertando os olhos bem fechados. Não conseguia encarar Jean naquele momento.
– Tire as mãos...
– Não... – Eu tentava juntar as pernas. Juro que no início eu não estava tão tímido assim e queria que ele fizesse, mas assim que ele abaixou minha calça mesmo, senti a vergonha infinita. Não sei bem. Não entendia... a prática era bem mais embaraçosa do que eu imaginava até agora a pouco.
Senti então as mãos de Jean segurarem as minhas.
– Vai, Armin... Só eu que estou te vendo assim, ninguém mais...
– M-mas a porta...
– Tá fechada, não se preocupe. Vai, chega dessa vergonha... deixa eu te mostrar... aquela sensação gostosa que eu falei. – Jean disse com um sorriso gracioso. Ao ouvir suas palavras, decidi ceder logo... Já chegamos até aqui, não é? E eu estava ereto.
Assim que tirei minhas mãos da frente, Jean mordeu o lábio inferior com a visão. Virei o rosto para cima, fitando o teto. Até finalmente sentir sua língua quente passar por todo meu falo. O que me fez dar uma arqueada pra trás soltando um gemido mais alto. Logo, Jean enfiou apenas a ponta de meu membro dentro de sua boca, dando uma boa chupada e lambidas na glande. Nossa... Era mesmo uma sensação muito deleitosa, era tão bom que não dava pra aguentar...
– J-Jeann... – Agarrei seus cabelos com uma das mãos. E com a outra segurei-me na parede para não perder o equilíbrio. Ele então enfiou tudo em sua boca. Movendo a cabeça freneticamente pra frente e para trás. E Jean fazia questão de fazer sons de chupada altos. Minhas pernas estavam quase vacilando. Era um prazer enorme. Naquele momento entendi porque Jean fazia isso direto, mas continuava achando ele um maníaco.
Ousei em olhar para baixo. Dei de cara com Jean a me olhar enquanto fazia os movimentos de vai e vem. Tampei minha boca nesse momento. Sentia ficar mais e mais molhado.
– Jean... v-vai sair... e-eu... to quase... – Ouvindo isso, ele aumentou a intensidade do movimento. Massageando a parte de trás de minhas coxas. Com esse ritmo eu não consegui aguentar mais. Me desfiz em sua boca.
Jean
Lambi os lábios, e na hora engoli todo o seu sêmen. Eu já fiquei bastante satisfeito. Quer dizer, nem tanto. Tinha dado prazer ao Armin, mas ainda sentia aquela calça maldita incomodar cada vez mais. Eu estava excitado desde antes da interrupção do Connie. Nada iria me segurar naquele momento. E ainda, ver o rostinho do Armin durante o orgasmo... aquela expressão de puro deleite... isso me deixou louco.
O pequeno loiro já ficou um pouco cansado apenas com isso. Ele é de fato bem sensível. Eu devia tomar mais cuidado com ele. Vi como suas pernas tremiam.
Logo, passei um de meus braços pela cintura de Armin de forma possessiva e vim o puxando até minha cama, que era bem ao lado da dele. Onde sentei-me o trazendo até mim. Ele logo subiu na cama ajoelhando-se sobre meu colo, sem se sentar ainda. Armin continuava com a respiração alterada. O que me fez lembrar no que Ymir falou de manhã... que talvez fosse demais para o corpinho dele aguentar. Mas acredito que não. Armin é homem também e, apesar de ser mais delicado, não ia se acabar apenas com isso, acredito eu. Ele apoiou os antebraços em meus ombros, ainda tentando voltar à respiração.
– Armin... vou te mostrar um outro tipo de prazer... – Falei baixinho para ele. O que o fez me olhar, com uns olhinhos já meio cansados. Parece que ele não conseguia falar. Não por ter perdido a voz, mas por estar sem jeito mesmo. Apenas dava umas choramingadas.
Eu desatei os meus cintos da parte de baixo e abri o zíper da calça. Logo abaixando-a até os joelhos apenas. Deixando, então, à mostra meu membro bem ereto e pulsante. Eu tinha que me controlar. Fazia muito tempo que eu não transava. Apenas... batia uma, de vez em quando. Mas agora, pela primeira vez experimentaria um anal. Creio que seria bem mais estreito e difícil de penetrar.
Ainda sentia um pouco do sêmen do Armin em minha boca. Coloquei dois de meus dedos na boca, a fim de umedecê-los. Logo, aproveitando que Armin não se sentou em meu colo ainda, introduzi os dois dedos já molhados na entrada dele. Bem devagar.
– Argh! Jean... isso não...
– Calma... a dor é só agora, prometo.
– M-mas... Ahh! – Armin resmungava, mostrando-se incomodado com a invasão. Já deu pra sentir o quanto era um canal estreito, só com os dedos. Logo comecei a movê-los a fim de alarga-lo e simultaneamente fazer Armin se acostumar com um volume ali dentro dele, mesmo sendo menor do que o que viria a seguir. Ele logo enlaçou os braços em meu pescoço, escondendo o rosto ao lado do meu, bem pertinho do meu ouvido. O que me permitiu ouvir bem seus excitantes gemidos baixos.
Notando que Armin já estava bem lubrificado, retirei os dedos de dentro dele.
– Armin... ei, tudo bem aí? – Perguntei serenamente. – Deixe-me ver seu rosto...
– Não...
– Por favor, vai...
– Hum... – Ele então levantou a cabeça e me fitou. Vi suas bochechas ainda vermelhas, e seus olhos com um brilho de desejo. Lambi os lábios com aquela visão. Logo achei melhor mudar as posições. Daquele jeito sentado, Armin teria que se movimentar. E vi o quanto ele já estava trêmulo. Era melhor eu controlar.
Deitei Armin em minha cama e ele logo se ajeitou apoiando a cabeça no travesseiro. Me encaixei entre suas pernas e inclinei-me ficando sobre seu corpo, sustentado pelos braços. Ele olhava para nossas intimidades bem próximas tampando a boca com as duas mãos. Ainda dando pequenos resmungos. Parecia ainda meio desacreditado que estávamos fazendo tudo aquilo.
– Relaxe... prometo que vai ser muito bom, ok?
– Hum... – Deu uma choramingada. E cobriu os olhos com os braços.
Posicionei meu membro em sua entrada e comecei a penetrá-lo bem devagar. Até porque iria machuca-lo muito se eu fosse de uma vez. Mas eu estava me segurando bem pra não fazer... Armin soltou um quase grito e se contorcia todo.
– Ahh, Jean... devagar...
– Já tô indo devagar, loirinho... – Minha respiração começava a se alterar de novo.
– Vai mais devagar então... hum... – Ele continuava a resmungar. Se eu fosse mais devagar que aquilo provavelmente ficaria parado no lugar. Continuei então em pausas. Avançava, parava, avançava, parava. Torturante... Isso até conseguir enfiar tudo e chegar bem fundo. Acabei por atingir algum lugar que o fez gritar bem alto. Se tivesse alguém pendurando roupas no varal lá fora, com certeza teria ouvido.
– Ah... achei o ponto certo... – Comecei movimentos lentos, estocando-o naquele ponto de antes. E o loirinho logo delirou.
– Ai... Jean... hum... tá doendo ainda... – Ele falava em pausas. Então, imediatamente, com uma das mãos, comecei a estimular seu membro para distraí-lo. Continuei as entocadas num ritmo lento por um tempinho, só ouvindo os gemidos de Armin. Era um tom de voz sofrido no início, mas depois passou a ser de puro prazer. Me excitava cada vez mais ouvi-lo assim. – Ahmm... Jean...
Mordi o lábio inferior. Ahh, ele falar meu nome daquele jeito me deixava louco... Sem mais me segurar, logo aumentei a velocidade das estocadas. Respirando mais pesadamente, sem parar de estimula-lo. Suas pernas envolveram meu quadril para intensificar o contato. O que facilitou também a penetração. Fui mais e mais rápido e com mais força. Que fazia até a cama balançar. Acho que ele não aguentaria mais tempo.
– J... Jean... hum... E-eu... – Ele tentava falar em meio aos incontroláveis gemidos roucos. Mas já consegui entender o que queria falar.
– Eu também... Armin... – Já estava chegando ao meu limite, assim como ele. Aquela sensação... de vai e vem. Atritando dentro daquele lugarzinho tão apertado... Não pude aguentar mais, atingi o meu orgasmo e acabei me desfazendo dentro de Armin, pendendo minha cabeça para trás e até fechei os olhos para aproveitar melhor aquela sensação.
Ele, provavelmente, ao sentir ser preenchido, acabou por atingir seu ápice também. Dando uma tensionada em todos os seus músculos. Mas logo relaxou. Soltando até suas pernas do redor do meu quadril e pousando-os no colchão.
– Caramba... hum... isso foi muito bom, Armin... – Quando voltei a olhar para ele. Notei que ele estava um tanto... nocauteado. – Armin...? – Chamei-o olhando para seu rostinho vermelho até as orelhas. – Ei, Armin? – Chamei novamente, ele não respondia. Comecei a balança-lo. – Acorda aí, Armin. Ei! – Ele estava totalmente largado na cama. Completamente desacordado. Comecei a ficar meio desesperado. “Droga! Eu matei ele!”
Inclinei-me rapidamente pra frente e segurei seu rosto com as mãos. Olhando sua carinha cansada de olhos fechados. Ainda estava bem quente. E senti sua respiração. O que me deu um alívio.
– Ah... Armin... – Chamei-o mais uma vez. E, sem resposta nenhuma, dei-lhe mais um beijo. Apenas um contato breve de nossos lábios.
– Hum... Jean... – Ele deu uma choramingada com a voz bem fraquinha e continuou de olhos fechados. Vi que só estava bem exausto mesmo. Ainda bem, ele me deu um baita de um susto agora.
~#~
Depois de uma meia hora, Armin finalmente abriu os olhos, já logo sentando na cama.
– Ah, Jean? – Ele logo me fitou.
– Finalmente acordou, hein, Bela Adormecida. – Brinquei com ele. Eu estava sentado em sua cama, terminando de montar sua DMT que ele havia deixado inacabado.
– Ah... meu Deus!! E-eu... e você? Fizemos mesmo?! – Seu rosto, que tinha acabado de voltar à cor natural, estava ficando vermelho novamente. Aparentemente achando que foi tudo um sonho.
– Claro que fizemos, loirinho. Não percebeu que ainda está nu? – Ao ouvir isso, ele logo se enfiou debaixo das cobertas da minha cama.
– Hum, me dá minhas roupas! – Ele pediu.
– Estão dobradas aqui na sua cama. Venha pegá-las. – Ele, então, se enrolou inteiro nas cobertas, levantou-se da cama e veio até mim.
– Ah, você montou minha DMT? – Perguntou ele com brilho nos olhos, fitando o objeto devidamente remontado em minhas mãos.
– Aham. Queria esperar até você acordar, então resolvi te ajudar nisso aqui.
– Ahh. – Soltou um riso doce – Obrigado, Jean. – Ele, então deu um selinho em mim. Eu fiquei um tanto... feliz com isso. Foi a primeira vez que ele tomou a iniciativa. Passei a mão em seu rosto, ainda o olhando.
– Ei, desculpe aí, viu. Acho que peguei um pouco pesado com você... – Brincava com suas franjas loiras enquanto falava.
– Não. Tudo bem, não precisa se desculpar. Eu adorei... – Ele respondeu olhando para o lado.
– Hã? Mesmo?
– É... foi... bom mesmo! Acho que entendo porque você se toca direto. – Ele falou rindo. Confesso que eu também achei graça. – Mas ainda te acho um maníaco!
– Hum... Mas você gostou desse maníaco. – Falei com um sorrisinho malicioso.
– Hunf. Pior que... acho que você tem razão... – Ele disse em um doce sorriso.
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