Notas iniciais
Oi pessoal! Vocês estão vivos aí? *-* Sei que vocês já devem estar acostumados, mas desculpem-me novamente pela minha demora a postar o capitulo. E minha defesa, digo que esse cap estava pronto desde a semana passada. Acontece que eu viajei e não consegui revisar e postar antes (meu pai ficou me apressando ù.ú) Pois bem, CHEGAY! E queria agradecer novamente a mais recomendações que a fic recebeu O.O Um grande beijo e um grande obrigado às minhas queridas Emilyn Hyuuga, CaahMinki e Veríssima(seja bem vinda ao nyah n.n) Eu queria postar hoje de qualquer jeito! Este capitulo fica como homenagem ao nosso querido Levi ♥ que faz aninhos hoje! FELIZ ANIVERSÁRIO (CRISTO) HEICHOU *3* heuheuehehueh Outra coisinha de novo, não respondi todo mundo de novo, sempre prometo responder todo mundo no dia segunte, mas simplesmente enrolo mesmo. u.u Mas cedo ou tarde, todos estarão respondidos ok? Bem, sem mais enrolações, bom capitulo para vocês, amores *3*

Eren

Eu e Levi retornamos ao refeitório já de noite, um pouco antes do horário do jantar. Já tinha bastante gente ocupando o local. Todos apenas sentados jogando conversa fora. Mas, dos meus amigos, pude avistar somente Ymir e Christa na mesa grande. Nesse caso, ficaria junto do heichou. Obviamente esperaria até chegar ao menos o Armin.

Nós ficamos na mesa ao lado da parede. Heichou sempre preferia sentar ali, talvez por dar a impressão de ser uma posição mais “isolada” com relação ao centro do refeitório.

Dei um gemidinho ao sentar-me no banco. Ainda sentia as dores do treinamento, principalmente nas costas e pernas. Assim que almoçamos depois da reunião, Levi e eu ficamos praticando mais combate corporal até agora. Eu estava esgotado e faminto de novo. Deitei minha cabeça sobre a mesa, largando todo meu peso.

– Ei, não durma ainda, garoto. Não sem antes tomar um banho. Sempre fica todo sujo de terra... – Levi argumentou enquanto se sentava no banco de frente pra mim.

– Heichou podia ter pegado um pouco mais leve comigo...

– E você vai aprender o quê se eu pegar leve? – Ele dizia sarcasticamente. – Tenho que ser duro com você, caso contrário você vai continuar apanhando nas suas lutas...

– Peraí, eu também acertei você, heichou! Duas vezes.

– Hunf. Foi por simples descuido. Não se apoie na chance de vencer o seu inimigo dependendo apenas do descuido dele.

– Hum... – Fiz um bico – Sim, senhor... – Concordei de cabeça baixa. Afinal, ele tinha razão, eu devia melhorar nos combates físicos. Mas devia levar em conta também que Levi era o melhor daqui. Ele tinha pernas velozes. Creio que quem bateria de frente com ele seja a Annie. Eu tentei usar uma das técnicas que ela me ensinou... mas eu não tenho a mesma destreza e a rapidez dela. Então acabei por apanhar de novo.

Levi sem dizer nada, levantou-se repentinamente da mesa e caminhou até a cozinha. Aparentemente sem pressa. Eu só observei... Talvez ele fosse ver se o jantar já estava pronto.

Massageei de leve minha bochecha. Estava praticamente dura e provavelmente roxa. Era um tanto assustadora a forma como heichou sempre mirava seus chutes no rosto. E sem dó. Não importava nem se era um suposto namorado dele, heichou não tinha receios em bater de verdade. Creio que sejam essas atitudes que o tornam o melhor soldado da Tropa.

Senti um filete se sangue escorrer de meu nariz. Mesmo com minhas habilidades regenerativas, creio que ainda levaria um tempinho até eu estar totalmente curado. Limpei o sangue com a manga da blusa.

Ao mesmo tempo, heichou retornou da cozinha, parando em pé ao meu lado.

– Eren. Olhe pra mim. – Ele ordenou.

Terminando de limpar o sangue, virei meu rosto para o seu. Imediatamente ele, com cuidado, segurou meu queixo e pousou uma trouxinha bem gelada na região roxa da minha bochecha. Eu dei um gemidinho com o choque de temperatura e um pouco de dor, mas foi amenizando aos poucos.

Levi ficou segurando um tempinho o gelo em meu rosto. Não parando um segundo de me encarar com seu olhar inexpressivo.

– Agora segure firme isso aí. – Ele disse me fazendo pressionar o gelo no rosto sozinho. – Deve estar doendo bastante agora, isso deve dar uma amenizada. – Levi se sentou novamente à mesa de frente pra mim.

– Sim... obrigado, heichou... – Disse meio sem jeito encarando a mesa agora. Levi, por mais que judiasse durante o treino, sempre se preocupava se estava tudo bem comigo depois. Ele não falava ou perguntava. Mas demonstrava através de ações, como fez agora. Eu comecei a ficar mais perceptivo a esses gestos de uns tempos pra cá. Isso me fazia sorrir. Lembrava-me que ele tinha seu lado sensível.

– Por que está fazendo essa cara de bobo, garoto?

– Hã? – Foi aí que notei que estava pensando e o encarando ao mesmo tempo. – Ah, nada não...

– Hum... – Ele cruzou as pernas e acomodou-se melhor ao banco, encarando o restante do refeitório.

– Heichou. – Chamei-o, o que o fez voltar sua atenção a mim. – Eu... te amo muito. – Disse com um sorriso. Gostava de dizer isso sempre que via oportunidade. E novamente pude ver um tique no olho esquerdo dele.

– Ah, pare de falar essas coisas, garoto. – Ele desviou o rosto.

– Por quê?

– Olhe, seu amiguinho loiro já chegou. – Levi apontou para a grande mesa. – Já pode se sentar lá.

– Hã...? O senhor não me quer por perto? – Fiz um olhar mais triste e decepcionado.

– Ah, moleque, não comece a fazer drama. Só estou dizendo que você pode ir lá ficar um pouco com seus amigos. – Ele cruzou os braços. – E quando acabar o seu jantar venha até a mim de novo, ok?

– Hm... Sim, senhor.

E assim, segurando o gelo firme em meu rosto, fui caminhando até a grande mesa do pessoal. Armin, Bertholdt e Reiner se juntaram a Ymir e Christa. E todos conversavam normalmente. Armin, assim que me avistou, abriu um espaço ao seu lado no banco.

– Oi, pessoal. – Cumprimentei e eles me olharam meio assustados quando viram meu rosto de perto, mas logo ignoraram e voltaram à sua conversa. Já estavam meio acostumados a me ver machucado, com exceção de Christa, que por ser a mais bondosa sempre se preocupava um pouco mais do que os outros. Armin também por ser meu amigo mais próximo.

– Meu Deus, o houve dessa vez, Eren? – Ele disse analisando todo meu rosto.

– Ah... foi só o treino com o heichou... – Falei baixinho, para apenas Armin ouvir. Eu estava envergonhado.

– Podia ter pedido pra ele pegar um pouco mais leve. Às vezes eu acho que ele exagera...

– Tudo bem, se fosse fácil, eu não ia aprender... – Argumentei.

– Eita, porra! O que houve com seu rosto, Eren? Sentiu o gosto do couro da bota do heichou? – Jean surgiu do nada já falando de forma sarrista, sentando-se de frente para Armin.

– Isso não é da sua conta, Jean. – Respondi já o cortando.

– Ah, não tem por que ter vergonha disso, cara. O heichou é muito apelão, não é? – Jean deu uma golada no copo com água que trouxe consigo.

– Acho que, dentre nós, a Mikasa é a mais preparada pra encarar o heichou numa luta. – Observou Armin.

– Aliás, cadê a Mikasa? – Perguntei.

– Ela e a Sasha estavam treinando perto daquelas árvores atrás do castelo. – Armin respondeu. – Connie foi chamá-las para o jantar.

– Hum... – Foi aí que pensei. Mikasa também está exercitando suas habilidades... ela já é melhor do que eu agora, imagina treinando mais...

– Ei, Eren, Armin, Jean, vamos jogar até servirem o jantar? Ymir e Christa toparam. – Reiner nos chamou já mostrando o baralho em mãos.

– Espera o Connie voltar pra dar certo as duplas... – Armin falou.

– Mas não é truco, mocinho. Christa não sabe jogar, vamos tentar uma cacheta aqui. – Disse Ymir.

– Mas é muita gente! Não vai dar certo. – Jean falou.

– É por isso mesmo que vamos tentar. – Completou Ymir.

Neste momento, Mikasa, Sasha e Connie também chegam e juntam-se a nós na mesa.

– Ué, achei que o jantar estivesse sendo servido... – Sasha murmurou decepcionada.

– Mas já vai, daqui a pouco. – Connie disse.

– Eren, seu rosto... – Mikasa, assim que me viu, já fez sua cara de preocupada novamente, logo se sentando ao meu lado. – Está doendo muito? Quer que troque esse gelo? – Ela segurava os lados de minha cabeça, analisando meu rosto.

– Não... não se preocupe Mikasa, Eu estou bem...

– Hunf... Isso não vai ficar assim... – Ela se levantou, com uma cara séria, indo em direção ao Levi.

– Mikasa, não! – Tentei segurar seu braço, mas desta vez não deu. – Mikasa! Volta aqui! – Ela não me ouvia, simplesmente continuava seu caminho até o heichou. E ele já logo a percebeu se aproximando, mas nada fez, apenas a olhava de canto.

Eu, rapidamente, larguei o gelo na mesa, corri até ela e me coloquei em sua frente, bloqueando sua passagem.

– Mikasa, eu disse não! – Falei mais duro.

– Eren, ele não pode tratar você assim, mesmo que seja num treino. Ele exagera demais... – Ela argumentava, mantendo também sua seriedade.

– Eu já disse que você não é a minha mãe! Pare de tentar resolver meus problemas. Eu sei me virar sozinho! Aliás, isso nem é um problema... – Apontei pro meu próprio rosto. – Vai sarar logo – Ela apertou os olhos e deu mais uma encarada para o Levi, que continuava sentado tranquilo em seu lugar, apenas olhando de canto para nós.

– Hunf. Não sei bem o que ele te fez, mas normalmente você não aceitaria esse tipo de tratamento de ninguém...

– Hã?

– Venha... vamos voltar pra mesa. – Ela simplesmente disse, puxando-me pela mão.

Bom, fiquei aliviado de não ter começado outra briga do heichou com a Mikasa aqui no refeitório. Achei que eles tinham se dado bem... não tinham? Bem, mas fiquei meio encucado... Aceitar esse tratamento do heichou? Eu não aceitei nada... bem, quero dizer... não gostei de ter apanhado dele daquela forma, mas ao mesmo tempo eu não estava chateado. Nem com nenhuma das outras vezes que ele já me bateu... Por que eu não tinha raiva? Bem, obviamente deve ser porque eu o ame demais para me zangar... Acho que agora entendo o porquê de ser proibido relacionamento entre soldados. Essa coisa de sentimento afeta e muito no psicológico... Será que é por isso que Levi ainda me trata com frieza?

Bem, pararia de pensar muito por hora, Armin me disse que isso não é bom, julgando-se que estamos na véspera da nossa missão. Eu deveria relaxar por hoje...

Eu e Mikasa nos juntamos novamente ao pessoal e jogamos cartas até a hora de servirem o jantar. Todos jogaram, até as meninas. Como era cacheta, não era necessário fazer duplas. Mas mesmo assim tinha muita gente, quase não deu carta o suficiente. Ainda bem que eram três baralhos. Christa e Bertholdt foram ganhando as primeiras rodadas. Pra depois essa sorte passar para Reiner, Ymir e Sasha. Aconteceu até de eu e Jean batermos ao mesmo tempo. Tiramos sarro disso, lembrando de nosso jogo de truco anterior quando fiz dupla com ele. Nós dois ganhamos praticamente todas. Não pensei que fosse me dar bem com Jean alguma vez, mas como parceiro no jogo até que ele era bem legal.

Armin sorria vendo que estávamos nos dando bem. Creio que seja a mesma sensação que eu tenho imaginado heichou e Mikasa se dando bem. E ele não tinha ciúme... Isso é uma coisa que notei do Armin há pouco tempo. Ele não é de sentir ciúme quando Jean estava se dando bem com uma menina ou até outro menino, julgando a taradisse do cara de cavalo, isso até que surpreendia no Armin. Creio que ele tenha plena confiança que Jean não há de traí-lo.

~#~

Assim que terminei o jantar, dei uma olhadinha de canto para o Levi ao longe, verificando que ele também acabara sua refeição. Ele jantou sozinho desta vez. Se eu soubesse que ele ia ficar isolado teria jantado com ele. Creio que Hanji deva estar com Erwin fazendo os últimos combinados para a missão. Bem, Levi me pediu para ir até ele, então... Imediatamente, levantei-me da mesa, despedindo-me do pessoal.

– Eu vou indo, boa noite gente. – Falei acenando e eles despediram de volta. Mas Mikasa me puxou pela blusa antes que eu fosse até a mesa do Levi.

– Boa noite, Eren. – Ela disse de forma mais particular e serena. Achei estranho. Repentinamente ela segurou meu rosto com ambas as mãos e me puxou, beijando-me quase na boca. Quase. Ela deu uma desviada para o lado... Mas quem olhasse de longe, acharia que foi na boca. Ela então fez uma carícia e soltou meu rosto, voltando sua atenção para o seu jantar. – Durma bem.

Parei por alguns segundos tentando entender o que aconteceu.

– Oe, M-Mikasa! O q-que foi isso?! – Eu fiquei meio pasmo, foi uma atitude inesperada da parte dela.

– Um beijo de boa noite... da sua irmã... – Ela simplesmente disse.

– Hum... – Isso não era resposta. Eu tinha certeza que ela ia me beijar na boca, mas por algum motivo ela desviou na última hora. – Tá bem... então...

Fui caminhando de fininho me afastando do pessoal e indo até a mesa do heichou, na janela. Percebendo que eles não prestaram muita atenção no beijo que Mikasa me deu, afinal foi bem rápido. E logo pensei “Droga! Quem viu de longe, vai pensar...” Quando notei, Levi já estava olhando feio pra Mikasa. E assim que me aproximei, ele se levantou sem muita paciência e agarrou meu braço, puxando-me para fora do refeitório. Dando passos largos e pesados durante o caminho.

– H-heichou? Espera... tá andando muito rápido... – Ele então parou o passo e me empurrou contra a parede do corredor do castelo com certa brutalidade, segurando-me pela camisa.

– Você... moleque... eu sempre mando você ficar esperto com ela, mas você me escuta?

– Espera, heichou!! C-calma. F-foi... o beijo, não foi? – Vi uma veia saltar em sua testa depois dessa minha “brilhante” pergunta.

– É claro que foi o beijo, seu pirralho de merda! – Ele rosnava ainda segurando minha blusa com força. – Como você deixa ela fazer isso? É muito tapado mesmo!

– Heichou, eu juro por Deus que não foi na boca... – Eu me justificava.

– Ah é? Mas pelo que eu vi, não pareceu ser no rosto...

– Senhor, confie em mim! Eu não estou mentindo. – Pedi, sendo o mais sincero que conseguia com as palavras. Como Levi sabia bem analisar expressões, sei que ele perceberia que eu estava falando a verdade. Ele aos poucos foi relaxando suas mãos e soltando minha blusa, mostrando acalmar-se.

– Certo, então... – Suas sobrancelhas agora não estavam mais tão juntas e seus ombros abaixaram. – Apenas... não deixe-a se aproximar tanto assim de você... Vamos indo. – Ele simplesmente disse, retomando o seu caminho pelo largo corredor. Fez um sinal com a mão para que eu o seguisse. Eu comecei a ir atrás. Agora com mais calma, caminhávamos lado a lado. Fiquei com o rosto quente pensando na ideia de o heichou estar enciumado agora. Eu gostava disso.

– Er... Pra onde vamos, heichou? – Perguntei timidamente.

– Hunf... olhe o seu estado. – Ele apontou para meu corpo. – É obvio que vamos direto para a ducha.

~#~

Novamente, depois de uma ducha bem gelada de cristalizar a pele, eu agora estava rodeado pelo vapor da água quente do nosso ofurô. Desde o dia que Mikasa entrou aqui, no quarto das duchas masculinas, heichou tem evitado de me deixar tomar banho sozinho. Seja tomando banho juntos, ou ele me lavar de fora da banheira. Coisa que, de certo modo me desconfortava... ele me fazia parecer uma criança. Bem, tá certo que, se for comparar nossas idades, eu sou mesmo uma criança perto dele. Mas eu já tenho quase dezesseis anos... Não queria que me dessem banho...

Mas por outro lado, me arrepiava quando estávamos assim, ambos nus e com os corpos praticamente colados dentro da banheira de madeira. Aquilo não era feito pra duas pessoas usarem ao mesmo tempo, mas não ligávamos de nos apertar um pouquinho. Eu fiquei sentado entre as pernas de Levi, de costas para ele.

Com seus habilidosos dedos, ele massageava desde meu couro cabeludo até a ponta de meus fios. Sempre atento em lavar cada cantinho. Continuei parado apenas sentindo a espuma escorrer pelo pescoço e pelas costas.

– Deite a cabeça. – Ele pediu, e assim fiz. Levi, com a lateral das mãos veio puxando todo o excesso da espuma desde a minha testa, até finalmente enxaguar com uma bacia de água. – Viu? Aprenda a lavar melhor seu cabelo. Fica mais sedoso assim. – Ele comentou mexendo nas mexas molhadas.

– Hum, posso tentar no senhor então? – Pedi.

– Hm... Tá bem. – Ele concordou, mas só depois de dar uma boa pensada. – Eu vou falando os passos.

– Passos? Heichou, é só lavar. Não é? – Falei meio rindo. Com qualquer tipo de limpeza, Levi era sempre bem metódico.

– Não. Tem sim uma ordem a ser seguida. – Ele simplesmente disse. – Agora, vire-se.

Eu, com certa dificuldade, virei-me na banheira ficando de frente pra ele, nossas pernas praticamente se entrelaçaram.

– Hum... seu rosto está bem lisinho agora... – Ele comentou acariciando a região que antes estava bem roxa e inchada. Mantive minha cabeça baixa, encarando a água. – Ei, o que foi? – Levi arqueou uma sobrancelha.

– Ainda está bravo comigo, heichou? – Perguntei sentindo o rosto esquentar. Tem momentos que eu nem notava, mas agia de forma submissa assim com ele sempre que eu sentia alguma culpa.

– Hunf... Eren... É que a sua lerdeza me estressa. Muitas vezes.

– Hum? Minha lerdeza?

– É! Como não perceber a Ackerman dando em cima de você na lata.

– D-desculpe por isso... – Me encolhi mais. No fundo eu percebia, apenas não queria acreditar que ela era a fim de mim desta forma. Porque eu a vejo como minha irmã.

– Mas... inacreditavelmente esse jeito idiota, apesar de me irritar, é uma das coisas que me atraem em você. – Heichou disse sério.

– Atraem...? – Dei uma arregalada nos olhos.

– Hum... tem algo mais te incomodando? – Ele perguntou.

– Ah, er... eu não sei... pensei que fosse só o beijo da Mikasa, mas...

– É a missão de amanhã?

– ...

– Não fique pensando muito na expedição, agora você tem que relaxar apenas...

– Quantos que morrem normalmente? – Perguntei receoso.

– Eren, você é um soldado. Em toda e qualquer expedição, nunca dá pra saber como vai ser o final. – Ele disse. Notei que falava o suficiente para não me assustar muito. – Eu sei que é sua primeira missão, então apenas aviso pra manter a calma o tempo todo durante a expedição, ok?

– Sim, senhor.

– E lembre-se, você vai estar comigo e com o esquadrão mais bem preparado daqui.

– É... tem razão...

– Está preocupado com seus amigos também?

– ...

– Digo apenas para confiar neles... é isso que soldados devem fazer. – Levi falava sempre de forma serena e familiarizada. Com certeza já passou por diversas situações em missões anteriores. Ele passava o máximo de confiança para mim. Seu tom de voz até que me confortou. Afinal eu estava preocupado com Armin, Mikasa e os outros, mas pensando agora, eles estarão todos acompanhados de pessoas experientes, então creio que poderia dar uma relaxada.

– Obrigado, heichou. – Disse, sentindo agora os ombros menos tensos.

– É só isso que te incomoda? Ou tem mais alguma coisa?

– Não, é só isso! – Disse dando um sorriso. Mas na verdade... eu também queria saber... se heichou me ama de verdade. Mas sei que ele me deixaria no vácuo novamente.

– Bom, então... – Ele foi se virando na banheira aos pouquinhos até ficar de costas pra mim. Eu continuei encolhido no cantinho. – Abre as pernas, Eren. Não vamos caber aqui desse jeito. – Imediatamente separei as pernas e Levi se encaixou entre elas, entregando para mim um frasquinho de sabonete líquido, que podia ser chamado de xampu. – Eu vou falando os passos da lavagem e você vai fazendo. Primeiro...

– Espera, heichou! Não posso lavar à minha maneira? Prometo fazer certinho e deixar bem limpo. – Pedi manhosamente. Heichou olhou pra mim com um bico, fitando meu rosto. Depois de certo tempo, ele soltou um suspiro.

– Tá bem então. Vá em frente. Aproveite e lave as costas...

– Sim, senhor!

– E se beijar, lamber, tocar, fizer qualquer coisa com a minha nuca, você vai apanhar e muito. – Ele já alertou logo.

– Ah, mas heichooou... como eu vou lavar aqui então? – Só de provocação, acariciei com a ponta dos dedos aquela região de trás de seu pescoço. Por ato reflexo, Levi já deu uma cotovelada bastante forte no meu estômago, que deu um leve tranco. – Aaai, heichou... não precisa... bater assim também...

– Eu disse pra não fazer isso! – Ele falou irritado. – Se tentar de novo, o próximo golpe vai ser mais em baixo. – Ameaçou ele, o que me deixou branco. Nunca tinha levado nenhum golpe do heichou . Deve doer muito... melhor não mexer em sua nuca.

Mas ao dar uma olhada melhor, vi que sua pele estava arrepiada. Isso já bastou pra me fazer sorrir de satisfação. Adorava causar reações assim no heichou. Era muito... excitante.

Continuamos o banho, foi bem tranquilo... Bem, tirando momento ou outro que eu sentia vontades de tocar o Levi com mais intimidade, mas eu me segurei. Não era hora para aquilo. Já quase pulei sobre ele no momento que falou que se sente atraído pelo meu jeito. Às vezes me perguntava se tomar banho juntos era, digamos, romântico ou torturante. Eu o tocava, mas ao mesmo tempo não podia tocá-lo da forma que eu agora estava querendo. Eu lavava suas costas com a bucha ao mesmo tempo que pousei de leve minha mão na lateral de seu corpo, e descendo-a discretamente até suas nádegas, onde “sem querer” dei uma apalpada. Levi imediatamente me deu outra cotovelada mais forte na minha região do umbigo.

– H-heichou... – Desta vez disse um pouco sem ar. – De novo... eu não fiz nada...

– Ah não? Tem mais alguém além de você e eu na banheira? – Ele falou sarcasticamente – Hunf. Bem, vou saindo já. – Logo ele levantou-se e saiu do ofurô. Pegou uma bacia cheia e despejou toda água que havia nela em seu corpo, como última enxaguada. Eu fiquei apenas olhando aquilo... Ele balançou os cabelos molhados e jogou-os para trás. – Você vêm também? Tem mais uma bacia cheia aqui pra você se enxaguar. – Ele apontou.

– Ah... eh... sim, senhor. – Falei suando um pouco. Assim que Levi virou-se de costas para pegar a toalha, eu dei uma olhada discreta para baixo pra dar uma checada... “Droga, de novo não! O que eu faço?” Novamente, eu havia ficado excitado com poucos estímulos, isso era algo que eu ainda não conseguia controlar...

– Oe, Eren! Não vai sair daí, não? – Levi chamou-me e eu me encolhi mais na banheira.

– E-eu... daqui a pouco eu saio. Pode ir para o quarto primeiro, senhor. – Falei tentando disfarçar.

– Pirralho... – Ele olhou pra mim com uma cara inconformada. – Não me diga que ficou de pau duro. – Levi apertou os olhos e soltou um suspiro.

– Hum... – Meu rosto foi enrubescendo. De certa forma eu não gostava de reagir tão rápido a tão poucos estímulos, ainda mais sendo apenas visuais. Mas por ser o Levi... e ver seu corpinho nu... – S-sinto muito, heichou... Eu vou esperar abaixar...

– Hunf. Não... Faça o seguinte... – Levi amarrou uma toalha na cintura, se aproximou da banheira e cruzou os braços me encarando. – Esperar abaixar vai demorar, então... se alivie aí.

– Hã?!

– Eu mandei se aliviar.

– O que... Agora?

– Já.

– Er... m-mas... o senhor vai ficar aí? Me olhando...?

– Vou.

– M-mas i-isso é... – Minha vergonha ia aumentando gradativamente. Que situação era essa? Eu teria que... me masturbar na frente do Levi? Ele ia assistir tudo? – Não, heichou...

– Ah, pare de frescura! Eu já conheço seu corpo inteiro, Eren. Apenas ouça o que vou falar... – Ele se sentou na borda da banheira e cruzou as pernas. – Toque o seu pênis.

– Heichou...

– Toque logo.

Ainda tremendo de vergonha, levei a mão direita até segurar a extensão de meu membro.

– Agora comece a mover bem devagar, imagine que sou eu quem está te tocando. – Fiz como ele mandava, mas sem entender muito bem o que ele queria com isso. – Isso... feche os olhos agora. – E assim fechei. – Comece a mover mais rápido, Eren... mais rápido... mais... – Ele falava e eu fazia, com os olhos bem fechados, e massageava minha mão por toda a extensão sentindo o atrito. Por algum motivo, no final me excitava mais fazer isso sabendo que Levi me assistia. Eu me sentia tarado... Mas... minha mente foi começando a se desconcertar. O nível de água da banheira estava bem baixo, então deu para sentir bem o líquido escorrendo da ponta, lubrificando todo o meu genital.

– Heichou... – Eu murmurava seu nome, imaginado que era ele quem me tocava como em sua narração. – Hum... heichou...

– Wow... Já está bem melado... Agora, deslize sua mão até a sua entrada... – Sem pensar muito, ia fazendo tudo como falava. Deitei um pouco mais na banheira, e dei uma leve empinadinha, deixando minha entrada exposta da água. – Dê uma rodeada nela com o dedo e lubrifique com seu próprio líquido antes... – Eu sentia meu membro pulsar de excitação. Heichou narrava com uma voz tão sensual, isso dava muito tesão... – Ainda sou eu te tocando, Eren. E nesse momento, começo a introduzir dois dedos de uma vez, bem devagar... pra ir alargando aos pouquinhos.

Fui enfiando lentamente, abrindo cada vez mais as pernas, até meus dedos chegarem bem fundo, tocando minha próstata.

– Ah...! – Murmurei baixinho, mas de forma mais luxuriosa agora.

– Isso... Bem aí. Mova os dedos, aumentando a velocidade aos poucos... – A voz de Levi começava a ficar mais longe, mas mantinha sua sensualidade. Nem abri os olhos pra vê-lo. Continuei ali, movendo os dedos pra dentro e pra fora imaginando Levi fazendo isso...

– Ah... heichou... Tô quase... – Eu sentia o orgasmo próximo. Comecei por conta a estimular meu membro com a outra mão. Tudo no mesmo ritmo.

– Agora, Eren... mete mais fundo... mais rápido... mais intenso... estou espalhando beijos pelo seu corpo ao mesmo tempo... e dizendo as coisas que mais quer ouvir.

Ouvir a vozinha do heichou dizendo essas coisas... foi o meu limite. Atingi o ápice e de desfiz todo ali na banheira. Logo, soltei meu peso ali sentindo um grande alívio. Minha respiração estava levemente alterada. Abri os olhos devagar, vendo Levi agora completamente vestido ao lado da banheira, me olhando com os braços cruzados.

– Heichou... – Eu ainda estava meio embriagado, mas assim que voltei à realidade. – Heichou!! – Então rapidamente me levantei o olhando. Creio que ele tenha se vestido enquanto falava...

– Hum... muito bom. Te ver gemendo assim realmente fez a minha noite. – Ele deu um sorriso sarrista.

– I-isso... Ué... P-por que o senhor mesmo não fez, ao invés de... ir falando uma fantasia...?

– Ora, se eu estivesse fazendo não ia prestar atenção nas suas caras tão bem como fiz agora. Achei que seria bem divertido observá-lo uma vez. Sem falar que... acabei de tomar banho, não é? Não posso me sujar de novo.

Eu fiz um bico diante de sua resposta. Mas deixei pra lá. Pelo menos eu... me aliviei bem mais rápido do que quando estou fazendo sozinho.

– Anda, lave isso aí e se enxágue. Temos que dormir bem para a missão amanhã.

– Hum... sim senhor. – Respondi, ainda meio sem jeito. Tinha que parar de me excitar assim com facilidade.

~#~

Levi

Finalmente de manhã cedinho, eu acordava aos poucos olhando de lado para ver o relógio sobre o criado-mudo. Eram exatos seis e cinco da manhã. Esfreguei os olhos, me acostumando novamente com a claridade. Olhei para baixo, vi a cabeça do Eren apoiada sobre meu peito, praticamente usando-me como travesseiro, com uma de suas mãos em baixo das minhas costas. Ainda dormia profundamente como toda a manhã.

Até que ele pegou no sono bem rápido ontem à noite. Não deixou a ansiedade da missão atrapalhar seu descanso. Ainda bem. Porque o receoso da vez era eu...

Estava rondando em minha mente o plano secreto do Erwin dentro da missão original. O plano que apenas eu, Hanji, Mike e outros poucos estão sabendo. Nem mesmo meu esquadrão sabia... nem Eren...

Esses planos imprudentes do Erwin sempre me preocupavam um pouco, pela quantidade de perdas que tínhamos no final. Mas eram o que mais dava certo para o avanço da humanidade sobre os titãs.

Mas nosso objetivo principal ainda era levar o Eren em segurança à caminho do distrito de Shiganshina, e chegar ao porão de sua casa. Senti-o remexer-se na cama, virando seu rosto para mim. Continuava num sono profundo. Fiquei observando como sua expressão estava tranquila naquele momento. Acariciei seus cabelos, afastando a franja de seus olhos. O tecido fino de minha camisa me permitia sentir sua respiração quente batendo em meu peito. Bem, por mais que eu quisesse ficar ali naquela posição, admirando o rosto do garoto, eu sei que tinha que levantar-me logo e fazer os preparativos finais para a missão de hoje.

Apoiei a cabeça do Eren em meu braço e fui me levantando bem devagar até ficar sentado. Deitei-o novamente com sua cabeça sobre o travesseiro. Não fiz isso com muita delicadeza, mas mesmo assim ele não acordou. Resolvi deixa-lo dormir mais um pouco até eu terminar de me trocar, o que não foi muito rápido. Afinal, além de ser demorado colocar todos aqueles cintos, encaixar todas as fivelas, eu ainda tinha meus caprichos. Tudo devia se ajeitar perfeitamente ao meu corpo e de preferência o tecido estar laceado para não atrapalhar meus movimentos durante a missão. Por isso experimentava mais de uma camisa e calça antes de colocar os cintos.

Assim que estava completamente vestido, apenas ajeitando meu cravat, fui acordar o pirralho.

– Eren! Acorde logo ou partiremos sem você!

– Uh! – Eren deu um pulo no colchão. Sentando-se rapidamente. – A-acordei, senhor! – Ele tentava mostrar sua disposição dando um bocejo. Seus olhos ainda estavam fechados, mas ele tentava abri-los aos pouquinhos.

– Ótimo... Levante esse traseiro da cama e se troque logo. Estarei lá em baixo tomando meu café.

– Sim, senhor! – Ele respondia esfregando os olhos.

– E nem pense em voltar a dormir, sei muito bem que você faz isso quando eu saio. – Disse abrindo a porta do quarto, já para sair.

– Eh?! N-não, senhor... nunca fiz isso.

– Hunf. – Fechei a porta e fui caminhando calmamente pelo corredor, descendo toda a escadaria, passando pelo refeitório até chegar à cozinha. No meio do caminho, pude notar o castelo bem mais movimentado do que de costume, mesmo ainda não sendo sete horas. Soldados andando para lá e para cá. Todos se preparando psicologicamente para a missão, alguns mais ansiosos que outros. Eu apenas observava-os com indiferença. No refeitório, já havia bastante gente sentada . Dei de cara com a quatro-olhos de primeira.

– Leviiii!!! Bom dia, querido!!

– Que bom humor é esse? – Perguntei fazendo minha cara de nada.

– Ahh, não é excitante, Levi?? Vamos ver mais titãs hoje! – Ela balançava os braços, super eufórica.

– Não! Quanto menos titãs vermos, melhor para o sucesso da missão.

– Ah, cara, você é sempre tão chato... Espera só quando eu capturar meu precioso espécime raro. – Ela falava sem perder seu bom humor.

– Hunf. Como Sawney e Bean?

– Ahhh, nãão!! Não me lembre deles agora, acabei de me recuperar desta perda! – Ela fez uma voz chorosa.

Apenas soltei um suspiro. Nada faria essa doida mudar de ideia em relação à sua tara por titãs. Como os médicos dizem, melhor não contrariar gente louca. Fui até o bule de café sobre a pia. Notei que estava pelando. Devia ter sido feito agora mesmo.

– Onde está a Petra? – Perguntei.

– Eu a vi indo para os estábulos, já devem estar preparando os cavalos.

– Hum... Entendi. – Disse despejando a bebida quente na xícara. – Ela fez o café? – Perguntei levando a xícara cheia até a boca.

– Aham, e já foi quase a metade do bule...

Antes que ela terminasse de falar cuspi toda a minha golada de café na pia. Estava muito quente e amargo demais. Hanji ao ouvir isso, virou-se para mim.

– Ah, esse que você bebeu fui eu quem fiz! O da Petra está ali! – Ela apontou para o outro lado da cozinha. Eu fiquei apenas de cabeça baixa, com a boca aberta, tentando ventilar a minha língua, ao mesmo tempo que duas veias saltavam em minha testa. – Mas o que achou do gosto? Foi minha primeira tentativa. – Ela dizia com os olhos brilhando. Assim que minha língua parasse a queimação, falaria poucas e boas pra ela.

~#~

Já era quase onze horas. Quase no horário da nossa partida. Estávamos todos já na cidade, bem na saída da muralha Rose. Eu, já estava com as DMT’s colocadas, o gás bem carregado e vestindo o manto verde com o emblema das asas da liberdade. Totalmente pronto para encarar a missão de reconhecimento. Caminhava em direção aos estábulos para buscar meu cavalo. Não fiquei muito com Eren nesse meio tempo. Deixei-o fazer sua última refeição com seus amigos antes da expedição. Mas eu o observava da cozinha de vez em quando. Ele sentado sempre ao lado da Ackerman. Eu inconscientemente apertava o punho olhando aquilo... lembrando-me da cena de ontem. A Ackerman deu um beijo no Eren, e depois sorriu vitoriosa para mim, pude enxergar bem sua expressão. Naquele momento tive certeza, além da tapadisse do Eren, que o beijo havia sido na boca. Mas depois o pirralho disse que não foi assim... Foi no canto, não sobre seus lábios... Bom... Mas pra quê ficar encucado com isso agora? Eu tinha assuntos mais importantes para me preocupar por hora. Bom, é o que acontece quando estou caminhando sozinho... fico pensando demais.

Enfim chegando aos estábulos, já avistei meu cavalo à espera. Coloquei-lhe a sela e logo montei-o, indo rapidamente para a formação ao encontro de meu esquadrão. Que estavam bastante longe do estábulo.

Passei por todo o mutirão de soldado, uns já em posição, outros ainda chegando. Logo, pude avistar Erd, Gunther, Auruo e Petra em posição à minha frente. Assim que me aproximei, os quatro fizeram a saudação da Tropa. Ambos, pelo visto, totalmente prontos para a missão de reconhecimento.

– Senhor, vamos fazer o nosso melhor! – Eles falaram juntos, mantendo sua posição de continência. Dei um sorriso de canto ao ver o determinismo deles nunca diminuído. Imediatamente observei um cavalo a mais que havia entre nós. Creio que seja o do Eren.

– Cadê o Eren? – Perguntei.

– Ah, ele já deve estar chegando, heichou. – Petra respondeu. Dei uma boa olhada ao redor, quase todos já estavam em posição naquele momento. Mas não vi o Eren em lugar algum. Nem perdido por aí, tentando nos achar. Soltei um suspiro cansado, posicionando meu cavalo na formação. “Onde esse moleque se meteu? Não o vi mais depois do café da manhã.” Larguei as rédeas sem muita paciência e desci de meu cavalo.

– Eu já volto! – Apenas avisei aos outros e saí caminhando. Olhando de beco em beco pela cidadezinha. Até finalmente ver o garoto... sozinho com a Ackerman. Dei um passo para trás, ficando encostado à parede, observando-os cautelosamente. Estava até bem iluminado, por isso dava para enxergar bem. Pareciam conversar... e ele aparentemente respondia tudo de forma emburrada. Até aí pareceu estar tudo bem... até eu ver a Ackerman se aproximar demais do Eren quase o encurralando na parede do beco. Imediatamente dei um passo adentrando o beco.

– Ei!! – Já logo interrompi qualquer ação que ela pensasse em fazer. Os dois olharam para mim assustados. – Já está quase na hora da partida. Melhor ir para sua posição, Ackerman.

– Hunf. – Ela fez uma cara mais séria. Virando-se para mim e caminhando calmamente. – Sim, senhor. – Assim que ela passou por mim, ela sussurrou bem baixinho. – É bom você protegê-lo, ouviu bem, heichou? – Ela usava sempre um tom irônico e ameaçador comigo. Eu apenas dei um sorriso de canto.

– Você sabe com quem está falando, Ackerman? – Falei baixo também e com bastante sarcasmo. Ela deu as costas e foi embora até sua posição.

– H-heichou! Desculpe, eu já estava indo para a posição... – Eren dizia de cabeça baixa.

– Um momento aí, Jaeger. – Me aproximei dele friamente. – O que você estava fazendo sozinho aqui com ela? – Fui direto e reto. Não tínhamos muito tempo, mas tem coisas como essa que eu não conseguia deixar passar sem tirar satisfação.

– Ah, heichou... Ela só veio me falar as mesmas coisas de sempre, pra eu ter cuidado, não morrer... – Eren falava em um tom enjoado. Como um menino de cinco anos reclamando dos sermões da mãe. – Por que tem tanto medo assim da Mikasa comigo, heichou?

Uma veia enorme pulsou em minha testa com essa ultima frase. “Medo”? Esse pirralho conseguia mesmo sempre acabar com o último fiozinho da minha paciência. Agarrei seu manto verde junto à sua jaqueta e prensei-o novamente contra a parede, fazendo-o perder o ar por um momento.

– Ahh, s-senhor...

– Seu pivete... Medo o caralho. Eu só odeio ver você sozinho com aquela garota. Eu odeio muito! Você não tem ideia do que eu tenho vontade de fazer na hora. Então, não venha falar de medo pra mim, Jaeger!

– M-mas, heichou... – Ele juntava as sobrancelhas – O senhor... fica... alterado demais às vezes... como está agora...

– É?! Ah, é?! Eu estou alterado, é?! – Falei sarcasticamente e com o tom de voz um pouco mais elevado. – Se eu fico assim, é por sua causa! Moleque lerdo! Você me desconcerta demais e consegue me deixar louco!! Eu morro de medo é de perder você nesta missão!! No final todo esse descontrole é porque eu te amo, seu pirralho de merda!! – Falei brutamente o olhando fixamente seus olhos, que se arregalaram completamente agora.

– H-heichou... – Seu rosto foi se enrubescendo. – O que você disse...? – Ele perguntava desacreditado.

– Além de tapado é surdo também? Eu disse que eu te amo. – Falei ainda com uma expressão zangada, mas ele pareceu nem ligar.

– Levi... heichou!!!! – Ele inesperadamente abriu os braços e se jogou sobre mim, com um sorriso enorme no rosto. O peso de seu corpo me fez cambalear para trás e perder o equilíbrio, fazendo nós dois cairmos no chão.

– Oe, Eren...! – Antes que eu falasse algo, o garoto, com o corpo em cima do meu, colou sua boca na minha, beijando-me com certa ansiedade. Eu primeiramente fiquei encarando seus olhos fechados e apenas sentindo seus lábios... tentando digerir o que acabou de acontecer...

Acabo de confessar meu amor ao Eren, em meio à minha falta de paciência, acabei me levando pelo calor do momento e dizendo tudo o que eu sentia... Admito que me senti aliviado de dizer tudo isso ao garoto. Parecia um peso a menos nas costas. E pelo que eu observava, Eren também parecia bastante satisfeito.

– Hum... eu te amo, heichou... eu te amo muito... amo... – Eren falava em meio aos beijos, segurando de leve meu rosto. Eu estava com as mãos meio trêmulas pousadas em seu quadril. Resolvi fechar os olhos e aproveitar também aquele breve momento... o último beijo antes da missão... Eren estava com uma língua bastante agitada. Ele a esfregava contra a minha, querendo sentir mais e mais do contato. Eu simplesmente retribuía. Assim que ouvi-o gemer e dar uma contorcida sobre mim, voltei à realidade percebendo que nosso beijo estava ficando... sensual demais para nossa situação atual. Eu subi com minhas mãos até seus cabelos, puxando-os com certa força.

– Ahh, heichou... – Eren então separou seus lábios dos meus, deixando um filete de saliva ainda unindo-os.

– Ei, calma aí... Temos uma missão, lembra?

Eren então, ao sair de seu pequeno transe, ficou com o rosto mais vermelho ainda.

– Ah, sim senhor! – Ele logo levantou-se de cima se mim. – D-desculpe... Eu me empolguei um pouco. – Disse acanhado enquanto me ajudava a levantar.

– Bom... pelo menos não ficou excitado. – Comentei voltando agora ao meu tom de voz normal.

– D-desculpe... Estou pronto agora, heichou! – Ele se ajeitou, colocou o braço esquerdo nas costas e a direita sobre o peito, fazendo a saudação da Tropa. E pareceu demonstrar muito mais determinação agora...

– Vamos indo então. Mantenha-se focado e perto de mim o tempo todo durante a expedição, entendido?

– Sim, senhor.

Notas finais
Woooo chegaram vivos até aqui? Sei que foi um capitulo bem cheio de coisas xD Mas enfim, é pelo niver do heichou xD Teve até confissão, hein! LEVI SE CONFESSOU GENTE *musica de aleluia tocando no fundo* Eu tinha escrito mais coisa aqui mas o nyah apagou e agora não vou lembrar de tudo =_= Pois bem, só digo uma coisinha sobre aquele momento pervertido do banho... bem, é que originalmente não ia ter nada daquilo! É que a minha mão escorregou (calma, não pensem besteira) e acabei escrevendo aquela pervertidagem toda xD Não resisti! Ah, queria já avisar também que vou viajar de novo e voltar só depois do ano novo, então o próximo capitulo vai demorar um pouquinho, ok? ç.ç Bem, obrigada a todos que continuam acompanhando a fic! FELIZ NATAL e FELIZ ANO NOVO para todos vocês, amores! Até o próximo! Beijinhos da Nikki