Provar, Comer e Casar

17 Uma pitada de confusão


Notas iniciais
Oi pessoinhas!!! Me desculpem o atraso! Juro que vou fazer de tudo para não demorar tanto da próxima!! Quero agradecer demais o carinho de vocês e dizer que leio todos os comentários, mas estou com dificuldade para responder tudo, ainda mais pq posto em duas plataformas shauhsuah *Um recadinho: Para quem leu o último capítulo assim que eu postei sugiro que leia novamente (se quiser) pq eu reescrevi o hentai todinho ahsuahsuahsa *vergonha* Este capítulo é mega dedicado à Sunshine pela recomendação maravilhosa que ela deixou! Muito obrigada, meu amor!!! Eu fiquei tão boba e tão feliz!! *-* Boa leitura, delicinhas!

Ela estava com calor. Foi o primeiro pensamento de Sakura naquela manhã.

Esticou as pernas doloridas e abaixou um pouco o lençol que a cobria sem abrir os olhos. Suspirou e se aconchegou melhor no colchão.

Confortável, já ia deixando que o sono a levasse de volta para mais um tempinho descansando, mas um movimento ao seu lado a fez despertar e se dar conta de que não estava sozinha. E nem com roupa.

Aos poucos ia tomando consciência de onde realmente estava.

Puxou o lençol até seu pescoço e virou a cabeça lentamente para o lado e o suspiro ficou preso entre os lábios. Virou o corpo com cuidado para não acordá-lo, não queria perder aquela visão.

Sasuke estava com um braço abaixo da cabeça e o outro cobrindo os olhos, os fios negros espalhavam-se lisos pelo travesseiro branco pérola, a pele do rosto tão lisa e branca, sem nenhum ponto de imperfeição e ela achava aquilo injusto, a boca entreaberta clamando por um beijinho dela. O peito estava descoberto, subindo e descendo lentamente num sono pesado.

Sua atenção permaneceu ali por um momento, no corpo bonito de Sasuke. Não era exageradamente musculoso, mas era forte, bem desenhado e rígido. Jamais havia dormido com um homem daqueles, era um fetiche antigo que achou que não realizaria tendo Sasori como seu marido.

O ruivo, aliás, era magro, mais baixo que Sasuke e infinitamente pior de cama. Dormira apenas duas vezes com ele, há muito tempo. Ele havia sido seu terceiro, não havia muito com o que comparar, então achava normal a demora em ficar totalmente pronto, a rapidez na transa e a falta de um segundo round. Sasuke era um caso deliciosamente raro, ou Sasori não era tão bom assim como ela pensava.

Sasuke suspirou e tirou o braço de cima dos olhos pousando sobre o abdômen. Sakura prendeu a respiração, ainda se sentia despreparada sobre como deveria reagir quando ele acordasse, mas Sasuke continuava adormecido.

Relaxou sobre o travesseiro macio e continuou observando-o. Atentou-se nas tatuagens dessa vez, o que antes era um motivo de julgamento agora era um charme irresistível naquele homem.

Se dissesse para a Sakura de um ano atrás que estaria na cama de um cara tatuado e fortão, ela teria rido e desdenhado. Aquela era uma ideia absurda, mas agora o absurdo era pensar em resistir ao chef Uchiha.

Levantou a cabeça e apoiou na própria mão para olhar melhor para ele. No braço acima do abdômen estavam os galhos negros que começavam humildes no antebraço e iam ganhando espaço fechando todo o braço até chegar no ombro, alguns galhos ainda desciam pouco pelo peito. Eram galhos simples, cheios de ramificações que se espalhavam pelo membro. Os dedos ficaram tentados a tatearem o desenho por toda a sua extensão.

Ela mordeu o lábio suprimindo a vontade de tocá-lo, ajeitou-se melhor no apoio de sua mão e olhou a tatuagem em cima do peito esquerdo, um samurai, apenas seu busto e o rosto de perfil, o único olho visível sério, as feições pesadas como as de Sasuke, os detalhes bem feitos de sua armadura sendo analisados pelos olhos curiosos de Sakura. Ela começou a imaginar o quão dolorido deveria ter sido fazê-la.

Então chegou a terceira tatuagem, a que ficava na parte de dentro do braço mais perto dela e a mais recente pelos traços ainda fortes. Um falcão calmamente pousado em um galho olhando para trás. Era um desenho muito bonito, com detalhes nas penas que o faziam quase parecer real, ainda que nenhuma cor o tomasse. Nenhuma das tatuagens de Sasuke tinha cor, ela percebeu, não que fizesse diferença na beleza delas, mas era curioso e talvez houvesse algum significado. Ela gostaria de perguntar, assim como muitas outras coisas que vinham em sua mente a cada segundo a mais que ficava com ele.

E isso a fez pensar se não seria melhor ir embora. Talvez ele até esperasse não encontrá-la ali quando acordasse. Era só uma transa casual, não? Ela estava tentada a ficar, mas isso não era evasivo demais? Estaria abusando? E tudo o que não curtiu quando mais nova, todas as oportunidades de quebrar a cara na gandaia que perdeu para poder estudar cobravam seu preço agora.

Estava perdida sobre seus próximos passos. Estavam tendo um lance legal, uma coisa intensa que ela não queria perder tão cedo, mas isso significava um relacionamento sério? Ela não se sentia preparada para tal, mal se conheciam a ponto de tal. E se Sasuke um dia pensasse que era isso que ela queria e se afastasse?

Fechou os olhos com força e suspirou rearranjando seus pensamento num caminho que fizesse sentido. Talvez o melhor fosse ir embora.

Ok, não era como se eles nunca mais fossem se ver depois daquilo, muito pelo contrário, aliás. Pesando as consequências de cada ação, achou sensato pegar suas coisas e ir embora. Antes ele questionasse a sua saída e ela desse uma resposta charmosa e tudo ficaria bem, do que ficar ali e forçar uma relação inexistente que o faria se afastar.

A contragosto e silenciosa, ela lentamente se virou para sair da cama, a perna já alcançando o chão acarpetado e os olhos buscando as roupas que não estavam ali. Ah, ela não queria ir…

— Onde vai?

A voz rouca de quem acabava de acordar a acertou forte e um frio subiu pela espinha.

Virou a cabeça o vendo com os olhos pequenos em sua direção, um bocejo escondido nas costas da mão.

O lençol que cobria ambos deslizava pelos ombros dela e acabou deixando suas costas nuas voltadas para ele.

— Para casa — Respondeu com riso sentindo sua voz falhar.

Ele sorriu pequeno, os olhos brilhando com as lágrimas provenientes do bocejo longo.

— Estava planejando sair sem que eu visse? — ele virou o corpo na direção dela, a mão entre sua cabeça e o travesseiro, bem atento ao corpo feminino se expondo a sua frente.

Ela voltou o rosto para frente e sorriu, incapaz de esconder a satisfação e tê-lo acordado antes que fosse.

— Sim. — olhou-o por cima do ombro com um sorriso.

Sasuke podia até parecer inocente daquele jeito, deitado com ares de sono e olhos calmos, mas era só abaixar um pouco os olhos para ver a boca sendo mordida discretamente e seu corpo definido de homem.

Ergueu a sobrancelha quando ele ficou em silêncio, esperava que ele tivesse uma resposta rápida. Sorriu um pouco mais quando pensou que talvez estivesse esperando muito de alguém que acabava de acordar.

Moveu seu corpo na direção da beirada do colchão para se levantar, mas um braço forte a envolveu pela cintura e puxou-a novamente para a cama, ao lado dele. Ela riu abraçando o corpo quente enquanto ele beijava-lhe o topo da cabeça e ia descendo por seu rosto até alcançar a boca.

— Eu trabalho… — ela sussurrou assim que os lábios dele deixaram os seus e foram para sua garganta. O corpo dele se ajeitava para ficar sobre o seu mais uma vez e ela já ansiava por aquele contato matinal, como a boa romântica que se maravilhava com as cenas de sexo lento e matinal protagonizadas pelos personagens de livros de banca.

— Que horas? — ele soprou sobre sua pele.

Ela levantou a cabeça dando mais espaço para os beijos dele, a língua usada de modo lento deslizando por seu pescoço como se a degustasse mais uma vez.

— Às… duas.

Sasuke deixou de beijá-la e ela abriu os olhos percebendo-o olhar para a mesinha de cabeceira ali ao lado onde havia um relógio digital e mais uns dois pacotes metálicos. Ela desviou os olhos para o pescoço esticado dele e levantou-se para morder quando ele estendeu o braço pegando um deles.

Sasuke riu, e era um dos sons mais lindos que ela ouvia. Ele tinha duas covinhas perto da boca que só apareciam quando ele sorria de verdade, aquele detalhe a fez se derreter.

— Está com fome, hn? — ele brincou abrindo o pacote com os dentes, os olhos inteiramente nela. — Ainda temos algumas horas. Deixe que eu prepare algo para você…

Não foi galanteador, foi engraçado e ela riu se contorcendo embaixo do corpo nu dele. Sasuke também sorria, o rosto bem acima do dela apoiando o peso de seu corpo em apenas uma mão enquanto a outra colocava a camisinha em seu lugar.

E ter o corpo dele assim era maravilhoso, era incrível sem dúvidas, mas tê-lo sorrindo daquela forma, enquanto a olhava nos olhos, os lisos fios negros caindo dos dois lados do rosto era ainda mais surreal, era delicioso.

Mesmo argumentando que havia de ir embora para trabalhar mais tarde, ela realmente não iria e não negaria o que ele estava propondo com o corpo. Demonstrou se entregando e o abraçando com as pernas e os braços, elevando a cabeça e o beijando enquanto os dedos dele a preparavam para acomodá-lo mais uma vez.

Não demorou nada até que os dedos deslizassem fácil por ela e Sasuke encaixasse seu pênis e investisse para dentro dela. Ele ficou de joelhos, olhando-a de cima enquanto segurava as coxas grossas ao redor de sua cintura. Sakura o olhava, gemendo baixinho as estocadas lentas e fundas que ele dava. Ele não tinha pressa, ela percebeu, olhando-a de corpo inteiro enquanto a boca era mordida e as narinas se abriam para respirar rápido. As mãos dele apertavam a carne de suas coxas e desciam até sua bunda, apertava com ainda mais força e então subia acariciando até chegar novamente nas coxas e puxá-las para um movimento mais brusco.

Então os olhos se encontraram e permaneceram se olhando até que ele se deitasse sobre ela e disse algo contra seu pescoço. Algo que ela não entendeu e perdeu a chance de perguntar quando o movimento começou a ficar mais rápido de repente.

— Ovos benedict? — Sasuke perguntou olhando para a geladeira aberta.

Realmente não havia muita variedade ali e a consciência disso matava seu orgulho culinário e o envergonhava. Mentalmente ia repassando uma lista de compras que deveriam urgentemente serem feitas.

— Não se incomode, fico bem com uma xícara de café e um pãozinho com manteiga. — ele olhou para trás a vendo balançar as pernas no banquinho alto.

Ela já estava vestida, o que era uma pena. Era uma bela visão tê-la nua andando por sua casa, ainda mais deitada em sua cama com os olhos verdes sedentos e a boca vermelha pedindo para ser mordiscada. Engoliu em seco se virando para a geladeira mais uma vez.

— Não vou deixá-la sair da minha casa com um café e pão com manteiga. — Pegou o pouco de presunto que restava, dois ovos, manteiga e três limões na gaveta inferior.

Quando virou-se a pegou desviando os olhos e quase teve certeza que ela olhava para sua bunda quando de costas. Segurou a vontade de rir.

Usava apenas uma bermuda preta de moletom e o avental dobrado e amarrado em sua cintura. Havia sido uma escolha deliberada, preferia até cozinhar de camisa para não correr o risco de se queimar ou se sujar, mas ele viu como ela olhava para ele, ainda mais para seu peito e seus braços orgulhosamente bem malhados todos os dias, seja de manhã ou na madrugada de insônia. Excepcionalmente naquele dia ele havia preferido um tipo diferente de exercício, um muito mais prazeroso.

— Acredite, Sasuke — ela disse às suas costas, ainda sentada no banquinho enquanto ele procurava os outros ingredientes que tinha certeza ter. — Você já me impressionou muito.

E o sorriso de satisfação não poderia ser ignorado.

Impressioná-la era seu plano. Impressioná-la era o seu objetivo desde que colocou seus olhos nela e percebeu que ela o afetava de maneira física. Sakura era muito transparente quanto aos seus pensamentos e isso de certa forma era bom para que soubesse o que fazer para agradá-la, porém ela também era facilmente impressionável, então ele tinha que procurar superar qualquer expectativa dela em relação à ele. Uma questão de ego, lhe fazia bem deixar sua parceira satisfeita.

Sakura era diferente, entretanto, a começar que nem deveriam estar fazendo aquilo antes que o programa acabasse. A voz de Kakashi proibindo que se encontrassem fora dos restaurantes ou do estúdio era uma lembrança insistente que começava a lhe tirar a paz. Mas como resistiria àquela mulher quando queria tanto tê-la em sua cama? Ou em sua cozinha, como foi na noite anterior.

O pior de toda essa situação é que ele não queria que ela fosse embora.

— Isso é bom. — tentava prestar atenção no que fazia para fechar a experiência de ambos da melhor forma — Posso supor que tenho uma afirmativa para uma nova noite?

— Com certeza.

Naruto diversas vezes havia dito que ele era passional demais, que se apegava fácil à uma mulher e acabava se entregando demais. Mesmo que isso fosse dito às vezes em tom de brincadeira, Sasuke sentia a preocupação de Naruto sobre a sua vida amorosa. O amigo esperava que ele ficasse com alguém e estabelecesse uma relação sólida e construísse uma família como ele. Ele também queria isso, mas era mais complicado do que parecia.

Sasuke sempre havia tido facilidade para conquistar mulheres, na verdade sua profissão e sua aparência contribuíam bastante para que não precisasse fazer esforço algum, mas ele era um homem diferente, que havia amado apenas uma mulher por quase 10 anos, uma mais velha, que nunca havia lhe dado um pingo de esperança e mesmo assim o deixava enlouquecido, sem conseguir olhar para outra.

Então tudo foi ficando diferente, Mei não mexia mais com ele como antes, aquele sentimento não o sufocava mais e o corpo dela estava perdendo o sabor. Ele achou que estivesse livre, enfim, então uma nova mulher apareceu e nem deu tempo para seu coração descansar.

— Estar aqui com você, Sasuke, está sendo maravilhoso.

E ela estava dificultando não acabar se apaixonando.

Deixou seu molho holandês cozinhando e olhou para trás, ela olhava para as mãos juntas em cima do granito do balcão, os cabelos curtos estavam presos com um elástico que ele normalmente usava para prender os seus e o vestido solto do dia anterior. Não havia sinal de maquiagem em seu rosto, limpo e verdadeiro assim como vira no dia que apareceu na casa dela de manhã ou no hospital. Ela era tão linda.

Sakura levantou o rosto e ele sorriu, a sua resposta silenciosa e sincera de que concordava com aquilo. Estava mesmo sendo maravilhoso. Ela enrubesceu, descendo os olhos pelo peito dele e subindo rapidamente para ficar ainda mais corada com o sorriso maior no rosto dele.

Sasuke virou-se para seu molho colocando o vinagre e começando a mexer com o fouet até adquirir a consistência adequada, mas sua mente estava longe do que cozinhava, quase alinhado ao seu fraco coração que parecia precisar de uma dona.

Ele não era mais um menino, mas nesta questão sentimental havia uma insegurança e um medo de não ser correspondido da mesma forma. Havia uma armadura que protegia-o das pessoas, mas havia uma brecha na altura do coração que era difícil de ser rompido, mas quando conseguia ser atingido era pra valer.

Limpou a garganta e tentou focar mais uma vez no que fazia. Já havia passado por um decepção que durou anos, não queria ter que passar por aquilo mais uma vez e tão rápido. Não quando sabia que ela estava saindo de um relacionamento conturbado e talvez estivesse somente como ele por estar carente de carinho.

Reservou o molho e foi até os ovos para o preparo do poché quando a voz suave e um pouco bem humorada dela surgiu:

— Estava pensando…

— Hn? — estava curioso e a pausa que ela dava era terrível para a sua imaginação.

Ela riu como uma criança travessa e continuou:

— Tem algo que você não saiba fazer? Digo, você é espetacular em… tudo o que já experimentei.

Ela não estava ajudando mais uma vez. Ele deixou um pouco a água com vinagre de lado e teve que morder o sorriso.

Haviam muitas coisas em que ele não era bom, era algo que ele não mostraria para ela e não costumava mostrar para qualquer um, gostava da imagem que tinha e ter defeitos mostravam pontos fracos. Engoliu a vaidade que o fazia querer tirar mais sobre ele ser bom da boca dela e virou a cabeça apenas para vê-la com os cotovelos em cima do balcão e o rosto apoiado nas duas mão o olhando com atenção.

— Bom… — pensou um pouco sorrindo quando a ideia que surgiu lhe pareceu divertida — Não sei fazer crochê.

— Francamente! — Sakura não segurou o riso e o som o fez rir mais uma vez se voltando com mais atenção aos ovos para que saíssem perfeitos. Pegou um fouet limpo e fez um redemoinho na água fervente e jogou o primeiro ovo com delicadeza dentro do redemoinho. Aquela imagem o fez lembrar de algo que escapou por seus lábios antes que percebesse — Eu não sei nadar.

— Sério? — ela estava audivelmente desacreditada.

— Sério. Sempre tive medo. Deve haver algum motivo ligado à minha infância, mas isso nunca me prejudicou de qualquer forma. — Justificou atento à resposta dela.

— Vai ver você não teve um bom professor. — ela comentou com um detalhe que ele quase deixou passar na voz — ou professora.

Puxou um sorriso de canto retirando o ovo poché no ponto ideal.

— Estou interessado se a professora for você.

— Acho até uma troca justa. — ela parecia mais descontraída desta vez. Sorrindo ao vê-lo tirar os pães que tostou no forno e começar a montar o café da manhã.

Sasuke caprichou na montagem para impressioná-la, sabia. Gostava da reação das pessoas aos pratos que ele fazia, mas as dela eram sempre mais prazerosas e podiam ser comparadas as expressões que ela fazia em sua cama, entre seus braços.

Então a teria como professora de natação, a ideia ainda parecia mais deliciosa que temerosa. Pensou rapidamente que seria engraçado se ela tentasse ensinar algo da área dela, medicina, para ele. Teria uma ideia muito diferente sobre os super poderes dele e talvez perdesse o encanto que estivesse tendo, uma ideia porém o fez rir e quando se virou com os pratos magníficos na direção dela, viu que a curiosidade tingia os olhos verdes.

Ela umedeceu os lábios com a língua quando o bonito prato com ovos benedict fora colocado a sua frente. Ela não fez questão de ser educada e deu a primeira garfada soltando um sonoro e familiar gemido de prazer.

Sasuke a observava comer com o sorriso característico, se deliciando com a forma com que ela aprovava o café da manhã improvisado que ele havia feito. Mas o sorriso não era somente por isso, mas pela ideia que surgiu em sua mente e não podia ser desperdiçada. Vendo-a distraída com a comida, ele disse de forma natural, muito casual:

— Da próxima vez, use seu jaleco e o estetoscópio.

E segurou o riso quando ela engasgou e precisou beber suco.

— É ali. — Tenten apontou com o queixo desabilitando o GPS do celular.

Ino balançou a cabeça e foi em direção à entrada do suntuoso e elegante restaurante que tomava praticamente toda a rua.

— O rapaz vai acabar chamando a polícia para você, Tenten. — Ino brincou olhando para a entrada bem iluminada admirando a arquitetura moderna do lugar.

Numa caligrafia fina estava o nome do restaurante “Byakugan” em todo canto. Um guardador de carros bem alinhado não escondia a fascinação olhando o esportivo vermelho de Ino. Ela riu da empolgação do rapaz ao entregar as chaves para ele estacionar e as duas entraram na fila pequena para passarem pelo maître.

— Tudo bem — Tenten alisou a saia e ajeitou a franja — O plano é simples. Pedimos a especialidade do chef e depois o chamamos para uma parabenização formal. Vou deixar meu número no guardanapo e… que foi?

Ino ergueu um dedo a interrompendo e colocando o celular no ouvido. Tenten estava agitada, inquieta quase pulando no lugar enquanto Ino fazia caretas ao ouvir algo.

— Era a Sakura, ela vai chegar em meia hora e disse que tem algo para mim. — Ino estranhou aquilo, ainda mais porque Sakura não parava de rir ao telefone. — Tá rindo a toa.

— Agora Sakura é uma ex-virgem. — Tenten sussurrou rindo — Não vou aguentar a alegria dela, preciso transar também.

Ino teve que segurar o riso e tentou se recompor para dar seu nome o maître.

— E os irmãos da Temari chegavam hoje?

— Provavelmente — Ino respondeu lentamente ao se deparar com a sofisticação do local.

Música clássica ao vivo, piso lustroso em tom champanhe, mesas com finas toalhas branca com Byakugan bordado em chumbo, pessoas de alta classe conversando em tom baixo e garçons que se moviam como bailarinos entre as mesas.

— Por aqui, senhoritas.

As duas seguiram um dos garçons que se aproximou sorridente apontando para a mesa reservada por Ino de manhã à pedido desesperado de Tenten. As duas estavam tão atentas aos detalhes delicados e requintados do lugar que não perceberam dois homens as olhando pela janela com câmeras nas mãos.

Ino jogou os longos cabelos para as costas ao se sentar enquanto Tenten perguntava para o garçom o paradeiro do chef Hyuuga. A Yamanaka sentia falta daquele tipo de ambiente, poder usar um vestido longo sem se preocupar com a ocasião, se maquiar e combinar brincos e colar. Seu trabalho e as pessoas com quem saía não costumavam frequentar restaurantes sofiticados como aquele, estava sendo uma boa oportunidade para dar uma erguida em sua autoestima. Sentiu ser observada e olhou para seu lado direito, um homem ruivo a observava sem esconder que o fazia. Ino sentiu o rosto esquentar com o descarado flagra.

Ele tinha o queixo apoiado nos dedos e sorriu quando viu a atenção de Ino nele, ela puxou um sorriso nervoso e voltou atenção para Tenten que a chamava.

— Amiga, aqueles ali não são paparazzis?

E Ino virou-se mais uma vez para a direção onde o ruivo ainda a observava, foi impossível não olhar para ele, mas desviou os olhos morrendo de vergonha para ver dois seguranças grandões arrastando dois homens com câmeras nas mãos.

Ino riu e voltou-se para Tenten tomando um gole do vinho e fazendo de tudo para não prestar atenção no homem ruivo em sua visão panorâmica.

— Certeza que Sakura está chegando. Nossa amiga celebridade.

E dito isso, Sakura apareceu sendo acompanhada por um garçom. Não estava tão bem arrumada como Tenten e muito menos como Ino, mas ainda assim estava elegante com as roupas que normalmente usava no hospital.

— Olha que bonito o sorriso de quem levou um trato essa noite — Tenten não poupou no comentário e Ino só conseguiu rir.

— Boa noite, tenho uma hora para jantar. Já pediram? — Sakura se sentou e parecia agitada demais. Ino conseguia ver o quanto ela guardava louca para contar para elas, empolgadíssima e aquilo a deixava feliz. Não haviam tido tempo para se falarem mais cedo e esperava ouvir alguns detalhes que comprovavam o título de “homão da porra” atribuído à Sasuke nos programas de televisão e redes sociais. — Ino, você não precisava humilhar. Está lindíssima. Você também, Ten.

— Muito obrigada — Tenten enrolou a ponta da franja nos dedos e sorriu para Sakura, um sorriso sacana. As três se olharam em silêncio, aquele olhar que fala mais que palavras, por um tempo até caírem na risada.

— Eu não vou dizer nada aqui — Sakura ergueu as mãos rindo, apoiou o cotovelo na mesa, o rosto na mão e suspirou dando uma risadinha para as amigas. Então enrugou as sobrancelhas olhando na direita de Ino — Aquele não é o Kankuro?

— Não foge do assunto! — Ino se inclinou na mesa atenta.

— Foi incrível e isso já é o suficiente por agora.

— Ele é bom com as mãos? Estou contando que Neji também seja.

— Tenten, faça o favor… — Sakura não aguentava segurar o riso — Mas acho que tudo foi só uma aventura passageira. Ele tem outra. — Disse como se aquilo não fosse nada de mais, então apertou os lábios para não rir vendo a estupefação estampada no rosto das duas.

— O quê? — Ino e Tenten nem se preocuparam em regular o volume. Sakura ria pegando o celular e deslizando o dedo pela tela, aquela cena não fazia nenhum sentido para elas. Sakura fazia de tudo para segurar a risada alta quando colocou o celular entre as duas amigas e mordeu a unha do dedão atenta a expressão de Ino.

No post da rede social havia uma foto do carro conversível de Ino saindo do condomínio fechado de Sasuke e ao lado uma foto dela entrando em uma agência que trabalhava como freelancer.

— Mas… — a loira não entendia o porquê de sua foto estar em uma matéria, até ler a legenda:

“Verdadeiro affair do chef Uchiha do programa ‘Batalha de Chefs’ é loira misteriosa”

Notas finais
Opa!!!! Sakura usar o carro da Ino não deu mto bom ashuahsuahsuah mas pq a Sakura estava rindo? Acho que ela gostou da ideia, hein sahushaushuahsua E nosso chef está apaixonado, sim ou claro? Pretendo voltar mais rápido ;) Fiquem atentos!!!! Desculpem não conseguir responder os comentários TT Está complicado, mas vou tenar responder o máximo! UM BEIJÃO!!