Notas iniciais
OI pessoas bonitas!! Capítulo fresquinho, acabado de tirar do forno!!! Super Mega Hiper dedicado à PaulinhaGomes, que já recomendou a fic!!! Meu Deus! tem noção de como essas escritoras ficaram Paulinha?? Sua doida, não faz isso com nosso coração!! *--* é muita fofura pra uma pessoa só!! Obrigada mesmo pelo carinho! Não diga que não é boa com recomendações! Ela foi perfeita *--* Esperamos mesmo que atendamos suas expectativas!!! Esperamos que goste ;) Gente, aviso importante: Esse cap tem vários flashbacks, eles estarão entre aspas " ", junto do depoimento que vemos em alguns realitys sabem? Se por acaso ficar confuso nos gritem kkkk Boa leitura delicinhas!!

O celular tocou pela vigésima vez naquela hora. Ela suspirou vendo o identificador mostrar que sua mãe havia pego o celular do seu pai para continuar tentando falar com ela.

O programa iria ao ar dali alguns dias, mas as chamadas na TV já deixavam os espectadores em polvorosa.

Havia acabado uma cirurgia de risco fazia poucos minutos, sua cabeça estava cheia, e tudo o que menos queria agora era pensar em seus problemas culinários e na fama que isso lhe trouxe.

Adivinha quem vai fazer o suflê dos sonhos? – Tenten colocou a cabeça para dentro do consultório e Sakura resmungou vendo que não conseguiria fugir. — Como vai minha amiga-futura-mestre-cuca-celebridade? – Disse tranquila, colocando o jaleco estendido sobre as costas da cadeira e sentando-se curiosa. — Então, me fala…– A olhou com expectativa.

Bom, tenho as amigas mais filhas da pu…

Eita! Olha o respeito doutora!– Tenten levantou as mãos em frente ao corpo rindo. Sakura balançava uma caneta em frente ao rosto e balançava a cabeça contendo o riso - Tô sabendo que um certo projeto de príncipe está bem orgulhoso…– Disse a garota deixando o resto no ar com malícia marota.

Sakura sorriu pegando o celular e mostrando o número de ligações perdidas como o nome de Sasori.

Ele veio aqui. Disse que torcia por mim. – Disse feliz servindo uma xícara de café para a amiga.

– Estamos todos torcendo - Tomou um gole do café forte fazendo uma careta - Tsunade está empolgada fazendo apostas com o pessoal da farmácia.

– Me diz que ela apostou no Konohamaru. – A moça fez uma careta e Tenten riu.

– Mas é claro! Ela te conhece muito bem pra pôr a mão no fogo por você.– Riu recebendo um olhar zangado de Sakura que depois suavizou dando de ombros.

Ela bem sabia o trabalho que o chef Uchiha teria para colocá-la num nível aceitável. As duas conversaram sobre as receitas suculentas, a possibilidade de levar uma quentinha para Tenten depois de cada gravação e, claro, na beleza do tutor de Sakura.

– É um pitel… — Tenten comentou mordendo a ponta da unha com uma cara que Sakura achou estranha.

– Pitel? — Sakura riu com a cara da amiga.

– Pedaço de mal caminho. Aquilo é boniteza mesmo ou maquiagem e efeito da TV? – perguntou curiosa escorada na mesa com o cotovelo.

Sakura puxou em sua mente o visual do chef. Um cara alto, atraente, com aquele aspecto de marginal mas sabidamente um homem responsável. Não era o tipo que chamava sua atenção, mas não negava o charme que ele tinha. Ela deu de ombros e ajeitou o relógio no pulso.

– Não é a maquiagem — disse displicente rindo da reação exagerada da amiga.

– Dra. Mitsashi? — uma enfermeira entrou na sala com o rosto vermelho pela corrida — Emergência no quarto 3.

Logo Sakura estava sozinha para organizar as suas coisas e seus pensamentos. Estava ansiosa, com expectativas. Precisava estar preparada para dar seu melhor e se destacar além, de ter um ruivo de sorriso bonito para impressionar. Desfez a cara de boba quando o celular começou a tocar novamente. Bufou vendo o número restrito.

– Oi mãe… — revirou os olhos escutando o outro lado que mostrava uma animação que ela não conseguia ter nem um terço. — Sim mãe, eu peço um autógrafo do Naruto… são frutas cenográficas mãe… é claro que eles devem ter seguro contra incêndio! O que quer dizer com isso?... Tá mãe… Falo sim, beijos.

Sakura respirou fundo sentindo as costas doerem quando relaxou em sua cadeira, estava tensa e nem era dia de gravação, somente algumas aulas mas que já deixava seu estômago em revolta. Cozinhar sempre fora um martírio e, cozinhar ao lado de um expert a deixava ainda pior. Ele havia somente visto seu pior lado. Balançou a cabeça espairecendo, tinha muitos casos a estudar até às 6 da tarde.

(...)

Quem via o restaurantes de Sasuke podia achar que, de certo modo, ele poderia estar tranquilo em sua vida. Nada disso. Ter três restaurantes era ter trabalho em triplicado e já eram mais de cinco da tarde e ele sequer havia almoçado. Passara parte do almoço cozinhando para os clientes e a tarde se atolou em trabalho no escritório recebendo fornecedores e pagando contas. E não pararia por aí, sua “aprendiz” viria depois das seis como combinado e ele precisava estar preparado para uma sessão de ensinamentos.

Suspirou de recostando na bancada da cozinha toda feita em inox. Deveria cozinhar algo para comer ou esperar sua convidada chegar? Talvez ela também não tivesse comido nada, era médica e ele sabia que médicos possuíam horários estranhos. Preferiu aguardar um pouco.

Vai cozinhar com a pupila? — Suigetsu perguntou passando por ele e pondo a mochila nas costas. — Acho, só acho, que você se deu bem. — Ele riu com vontade olhando para a cara de poucos amigos do chef.

Hn. — Sasuke fechou os olhos esperando os comentários.

Fala sério, aquela mulher é muito bonita pra ficar escondida atrás de jalecos. — Ele fez uma cara de indignação. — Aqueles olhos verdes, aquele cabelo, os lábios então… — Suigetsu desenhou curvas em sua frente com as mãos. — Ela tem namorado?

– Não sei. — Sasuke deu de ombros.

Como não sabe? Com uma mulher daquela a primeira coisa que você pergunta é se ela tem algum relacionamento sério. Dãrr. — Passou as mãos no cabelo. — Enfim, se a moça tiver livre e você não quiser, lembre-se do parceiro aqui. — Apontou a si mesmo com o polegar. — Bem já sabe pra onde mandá-la se resolver partir o coração dela, já me tornei um especialista nesse assunto. Mas por agora deixo tudo em suas mãos, vejo você amanhã. — Suigetsu não esperou o cumprimento que ele sabia que não viria, apenas acenou com a mão para o Uchiha e saiu da cozinha deixando o amigo e chefe cuidando de seus próprios problemas.

Sasuke ouviu batidas na porta da frente. Só poderia ser sua convidada. Mexeu o arroz na panela e saiu atender. Olhou para o relógio no pulso e viu que ela não estava atrasada. Isso era bom, odiava atrasos.

Sakura olhava a fachada do lugar com interesse depois de dar leves batidas na porta da frente. Apreciava o bom gosto na utilização de cores quentes e nos arranjos florais que era distribuído pelo lado de fora. O nome “Amaterasu” bem trabalhado em frente ao local a deixou distraída na análise de suas formas quando a porta se abriu.

– Boa noite, chef.– ela o cumprimentou com um sorriso animado.

Noite. — Ele deu espaço para que ela entrasse fechando a porta logo em seguida. Abriu alguns botões da dólmã e massageou o pescoço olhando para as costas esguias da mulher.

Sakura observava tudo com uma atenção quase infantil. Era um local muito bonito, de luxo como pôde constatar. O ambiente era moderno, com cores claras que davam uma aparência clean ao lugar, as mesas em madeira escura e com tampos de vidro contrastavam com os estofados vermelhos das cadeiras, pequenos quadros em preto e branco de pontos turísticos de cidades famosas adornavam as paredes, suas molduras coloridas os destacavam na parede clara, o pequeno balcão de espera exibia uma prateleira com os mais diversos tipos de vinhos e os bancos altos combinavam com as cadeiras. Tudo combinando num bom gosto e delicadeza que ela poderia jurar que não era ele que havia escolhido os detalhes.

– É realmente… Nossa, parabéns! É muito bonito. — saudou-o vendo o orgulho passar pelos olhos do chef.

Com fome? Estou preparando um risoto de cogumelos. — Ele seguiu na direção da cozinha sendo seguido pela rosada que parecia ter gostado do que via, nem sua mãe havia gostado tanto quando viu da primeira vez.

– Obrigada. – Aspirou forte o cheiro bom que vinha do local que estavam entrando, seu estômago roncou, mas ela nem se importou, aquilo deveria ser visto como um elogio pelo chef.

Não pode conter sua boa impressão ao ver a cozinha brilhante. Era um lugar que lhe dava até vontade de cozinhar algo, somente pelo clima.

Uma das bancadas estava arrumada com uma toalha branca e dois pratos muito bem decorados com uma das ervas que ela não lembrava se era coentro ou alecrim e duas taças diferentes de cada lado.

Sasuke puxou a cadeira para que ela se sentasse e foi a até a panela sobre o fogão, onde a destampou deixando que o vapor perfumado tomasse conta do ambiente, ele fechou os olhos apreciando o aroma. Pegou um pano de prato e levou o preparo até a mesa e logo depois abriu um tipo de refrigerador que ela percebeu estar cheio de garrafas.

Uma adega!? — Ela já havia visto adegas antes, mas nenhuma que parecesse uma geladeira.

Vinho ou água? — Ele abriu a garrafa servindo a própria taça e ia inclinando a garrafa para servir a dela quando foi impedido pela mão feminina.

Se eu tomar vinho não vou conseguir cozinhar. — Ela riu e ele sorriu de lado. Um sorriso muito bonito. Sasuke então pegou uma jarra de água a servindo na outra taça.

Fraca para bebida? — Ele se mal havia sentado e logo levantou pegando algo do forno com uma luva térmica. — Salmão para acompanhar. — Ele serviu o prato dela com um pedaço suculento de peixe.

Sabia que posso me acostumar com isso? — Ela riu. — Mas respondendo sua pergunta, sim, fraca para bebidas. — Bebericou sua água. — Estou nervosa com esse reality, não tinha ideia do que fizeram…- disse mexendo em seu prato e provando com deleite.

Bom? — Ele bebeu um pouco do vinho.

– Maravilhoso. Vai me ajudar a ficar com pelo menos metade desse talento? — perguntou sorrindo e comendo mais um pouco.

Ele deu de ombros se servindo de mais uma garfada.

– Hei, isso é um sim?– comentou bem mais humorada vendo que ele não era o ogro que tivera a impressão da primeira vez que o vira. — É sério, vai ter que ter muita paciência comigo. – disse fingindo seriedade e apontando o garfo na direção dele em tom de aviso.

Não me pareceu tão desastrada quanto o outro rapaz lá. — Ele encarou o garfo apontado para si.

Sakura sorriu tentando fingir que não estava com medo da reação dele quando a visse em ação. Flambar arroz não era nada comparado às suas outras tentativas.

O clima estava gostoso, a comida boa, o vinho divino e a companhia agradável. Comeram em silêncio e preenchendo aquele vazio dentro deles. Depois disso Sasuke colocou as coisas na máquina de lavar e começou a separar os ingredientes que fossem necessários para o “treinamento” de Sakura. Fora sua mãe e cunhada, Sasuke nunca havia cozinhado com outra mulher, tinha uma sub-chef mulher, mas nunca cozinhou a sós com ela, poderia parecer estranho estar ali sozinho com Sakura, mas na realidade ela parecia serena, como se confiasse nele e em sua índole. Ela parecia a vontade.

Depois de provar o melhor pettit gateau de sua vida como sobremesa, Sakura sentiu que a hora estava chegando e que não haveria mais volta. O jeito era rezar bastante e fazer o mínimo de estrago possível.

– Dizem que com estômago cheio — ela tentou parecer bem humorada enquanto ele lhe dava um avental — ficamos mais animados, porém… Já peço desculpas por qualquer coisa.– terminou dando uma risada sem graça enquanto se virava de costas e enrolava os cabelos em um coque.

Vejamos então quanto estrago você pode fazer. — Ele sorriu de lado, não era sempre que fazia algum comentário de brincadeira ainda mais com alguém que acabara de conhecer. Não sabia o motivo, mas a espontaneidade dela o agradou e ela estava tentando manter algum tipo de humor mesmo estando ali nervosa. Ele acabou acompanhando o movimento feminino de amarrar os cabelos e se demorou mais tempo que o necessário observando o pedaço de pele exposto do pescoço.

Sakura estava alheia a tudo, seu único pensamento era se concentrar no que deveria fazer e fazer bem feito. Tinha um objetivo, e o caminho até chegar nele era árduo. Sorriu em expectativa para o chef ao tempo em que ele desviou os olhos para seus utensílios.

– Pois bem chef, mão na massa?

***

Sakura assentiu para o assistente depois da ordem recebida. Estava com seu dólmã sentada dentro de um quarto pequeno em frente à uma câmera e atrás de si um plano verde. Naquele dia ela deveria dar seu depoimento sobre a semana que passou treinando para o primeiro desafio.

Ela havia muito o que contar, pensou revirando os olhos enquanto arrumavam alguns fios. O cameraman fez sinal que iriam começar e ela sentiu o frio característico quando a contagem regressiva começou.

3, 2, 1…

– Foi uma semana, digamos… bem didática — ela soltou junto com a respiração que estava presa — No primeiro dia, é claro que não conseguimos o resultado desejado, chef Uchiha foi bem paciente comigo e até me deu uma dicas muito boas. No segundo dia… bom…

“ — Sakura…

– Eu tô mexendo, só um minuto. — ela mexia fervorosamente para que não grudasse no fundo da panela. Estava totalmente concentrada. Não podia queimar!

– Isso não… — a voz dele tentou interromper sua concentração.

– Só um minuto! — Quase resmungou, mas respirou fundo apertando os lábios enquanto mexia o creme com dedicação.

–Você não ligou o fogo.”

Sakura sorriu sem graça para a câmera e se ajeitou no banquinho.

– Digamos que... coisas aconteceram. — ela deu uma risadinha nervosa apertando a barra do dólmã com as mãos e desviando os olhos para chão se sentindo ridícula em ter que fazer aquilo.

“ — Sasuke… er… poderia dar uma olhadinha aqui? — perguntou incerta mostrando uma meleca meio, só um pouquinho, pouca coisa mesmo, queimada na panela.

Ele arregalou os olhos e bateu na própria testa dando as costas para ela por um minuto.

– Faça de novo.”

O câmeraman enrugou a testa se divertindo com as reações da garota. De certo estava tendo recordações nada agradáveis pelas suas caras e bocas.

Sakura respirou fundo e olhou para o ponto vermelho que piscava no equipamento para não morrer de constrangimento.

– Nos últimos dias tivemos um avanço. O creme base ficou no ponto, a massa bem aerada… porém…

“ — Oh! Deus! — gritou vendo seu suflê entrar em erupção dentro do forno.

– Meu forno! Como você… Como fez…? — Sasuke abria o compartimento rapidamente olhando estupefato para aquela massa que escorria desastrosa e magnânimamente para fora da fôrma.

– Desculpa, eu limpo! — a moça se apressou pegando um pano qualquer que achara em seu desespero e correu para cima do chef.

– Explodiu? Como? — ele continuou parado olhando atônito para aquela monstruosidade que borbulhava e derramava, enquanto Sakura mordia o lábio com temor segurando o pano com força nas duas mãos.

– E-eu… aiii… eu… desculpa!!”

Sakura sorriu por fim se lembrando do seu suflê no sexto dia. O câmeraman fez sinal para que ela finalizasse vendo que não haveria mais do que aquilo. Ela assentiu cruzando as mãos no colo e forçando um sorriso para a luz vermelha.

A imagem dela retirando a forma do forno, olhando junto com seu chef com expectativa para o suflê e não o vendo murchar, inundou sua mente naquele momento. Ela teve vontade de dançar, de gritar um “Eu sou foda!”, de tirar uma foto e postar no snapchat. Não estava bonito e, depois descobrira, nem tão saboroso. Mas ele não murchou!

Ela deu uma piscada para a câmera e sorriu de canto.

– A vitória tá no papo.

(...)

Ele se sentou cruzando os braços e esperando o câmera começar. Na realidade não queria dar depoimento nenhum. Como Sakura havia se saído nos “treinos” era algo que não precisava ir ao ar, ela não era um gênio na cozinha e era por isso que estava ali, então era esperado que alguns acidentes acontecessem. Lembrou-se do primeiro dia.

“- Sakura para que o suflê cresça mais, passe parmesão na travessa. — Ele se virou de costas pegando manteiga na geladeira. E quando se virou observou Sakura olhando em dúvida do queijo para a travessa. Ele arqueou uma sobrancelha.

Como faço para que o queijo pare nas beiradas? — A dúvida dela era inocente e olhar dela mostrava o medo que sentia da reação dele. Ele apenas suspirou.

Passamos manteiga e logo depois espalhamos. “

Pode começar Chef! — O rapaz da câmera fez sinal de positivo com o dedo.

Quer que eu fale o que? — Suspirou encarando a luz vermelha na câmera.

Conte como foram as aulas.

– Normais. No primeiro dia nos entendemos e depois ela foi fazendo. — Ele deu de ombros e o câmeraman fez cara feia para o péssimo depoimento.

Será que pode se esforçar um pouco mais? Meu emprego depende disso. — O rapaz franziu as sobrancelhas.

Ela esqueceu de ligar o fogo em algum momento, deixou a textura do creme um tanto quanto dura, o suflê murchou diversas vezes….nada mais que o esperado para uma primeira vez.

“- Sakura você deve misturar delicadamente…. — Ele arregalou os olhos para a cara de força que ela fazia enquanto mexia, parecia uma lutadora e seu rival. — Eu disse delicadamente. Faça de novo.”

– Nada de diferente aconteceu? Ela não é a Rainha da flambagem? Nada pegou fogo? — O rapaz incentivava.

Não.

O creme na panela estava tostado após a flambagem acidental. Como aquela mulher conseguia incendiar as coisas ele não sabia.

– Vamos lá, precisamos de algo, sei lá, engraçado. — O rapaz não entendia como alguém conseguia ser tão monossilábico. — Já sei, como ela bateu as claras em neve?

Sasuke olhou para a câmera e sorriu de lado e o câmera comemorou tal feito.

Se eu fosse você não ficaria por perto em um momento de raiva dela. Tivemos que maneirar na força para que as claras em neve não sangrassem.

– Sakura, as claras não são suas inimigas. — Ele achou engraçado a forma como ela batia as claras com concentração e força.

Oh! — Ela soltou o fuê como se ele estivesse quente. — Acho que me empolguei. — Sorriu sem jeito e ele não pode deixar de notar o leve rubor nas bochechas dela.

Vamos recomeçar mais uma vez. — Suspirou dando de ombros, mas não pode deixar de repuxar os lábios em um pequeno sorriso.“

Mas então Chef, nada demais aconteceu? Vocês não conversaram sobre outros assuntos que não fosse comida ? – O rapaz parecia mais animado depois da última revelação.

Não. Será que podemos acabar por aqui? — Ele arqueou uma sobrancelha e o sorriso que ele tinha sumiu.

“Ele ajudava Sakura a incorporar as claras em neve na massa pela terceira vez. Ele não admitiria nem sob pena de morte, mas estava se divertindo, do jeito Uchiha, mas se divertindo, ele nunca tinha parado para pensar, mas ensinar Sakura era deveras confortável. E tudo corria bem, até que seu celular começou a tocar. Atendeu dando uma rápida olhada no visor: Itachi-Baka.”

(...)

Sakura esperava do lado de fora o término da gravação do depoimento semanal de seu chef sentindo o estômago revirar de nervosismo. As mãos já estavam suando e os pés inquietos andando de um lado para outro. Passou a mão no rosto para se acalmar, mas a perspectiva de ter sua maquiagem borrada a deixou pior.

Sentou-se respirando fundo enquanto pessoas corriam apressadas arrumando o cenário para a transmissão ao vivo. Fechou os olhos e respirou mais uma vez. Precisava se distrair…

– Itachi? Estou ocupado.– Ela ouviu ele atender o celular e colocar no viva voz em cima da bancada. O braço já estava dolorido, ela fez uma careta balançando o ombro ainda segurando o fuê.

Boa Noite, irmão. Vai ser rápido. — a voz grossa era bastante parecida com a de Sasuke.”

(...)

“ As conversas com Itachi nunca eram rápidas, mas o final de semana estava ali e provavelmente ele queria combinar algo para o almoço de domingo com a famíla.

Diga então. — Ele se aproximou de Sakura observando o conteúdo da tijela. Estava realmente bom. — Dessa vez ficou bem melhor.

– Com quem você tá aí?- A voz de Itachi soou divertida. Irritante. — É a sua aluna? Hey aluna do Sasukito! Não deixa ele pegar no seu pé. — O riso ecoou pela cozinha. Sakura sorriu dando de ombro. — Enfim, Konan e eu queremos ir para a casa no sítio esse domingo para o almoço e mamãe adorou a ideia. Então ao invés de nos encontrarmos na casa deles vamos nos encontrar lá. Se quiser podemos ir juntos no jipe, mas daí você passa aqui em casa. Era isso. Eu tinha mais alguma coisa pra falar pra ele Konan?”

(...)

Sakura sorriu sozinha lembrando da cara impaciente do chef enquanto o irmão comentava sobre um almoço em família. Sasuke não deixava de observar o que ela fazia enquanto ouvia o que o irmão falava.

“- Coloca um pouco mais de velocidade… — Sasuke instruiu olhando dentro de sua tigela. Só então percebeu que estava distraída escutando a conversa dos outros. Se concentrou em seu afazer e fez o que ele mandou. — Diga logo Itachi, eu vou desligar…”

(...)

– Deixa eu falar um segundinho com ele. – A voz feminina soou ansiosa e pode se escutar o barulho do telefone trocando de mãos. — Sasuke, sabe aquele livro que você me emprestou e me viciou, o Chamas da Paixão? Então lembra quando ficamos animados com a história do lançamento do filme. Então....Ele tá em cartaz! — A voz feminina subiu duas notas e a ansiedade e animação eram nítidas na voz. Sasuke congelou no lugar e olhou de Sakura para o celular alguns poucos centímetros de seu braço. — Você sabe que Itachi é turrão e não entende nada de romance, mas você cunhadinho me deve isso por me viciar na história, e eu sei que você quer ver tanto quanto eu a história de amor de Frederico e Margarida nas telonas.

– Eu ainda tenho minhas duvidas se meu irmãozinho gosta de mulher, porque jeito pra gay ele tem. — Itachi falou rindo ao fundo da conversa. Sasuke sentiu seu mundo desabar e tudo parecia em câmera lenta, seu segredinho, seu super guardado segredinho, revelado por sua cunhada. “

(...)

Sakura não conseguiu segurar a risada que tentava abafar com as mãos. Alguns assistentes olharam para ela com o cenho franzido, e Sakura se aprumou tentando esconder o riso.

“ Ele quase pulou por cima do balcão pegando o telefone tirando, de forma desesperada, do viva-voz. Ela estava o olhando de boca aberta sem conseguir formular algo.

Chamas da Paixão?

Ela o olhou de cima em baixo com a tigela e o fuê inertes na mão enquanto tentava ligar aquele badass com um homem que gosta de romance, ainda mais Chamas da Paixão, um história que fez ela e Ino chorarem horrores enquanto liam a saga dos dois apaixonados. Parecia inacreditável. Não batia.

Muitas coisas passaram por sua cabeça, tinha mil piadas para soltar, mas a cara dele foi o suficiente para calá-la enquanto falava no celular de forma baixa.

Ela voltou mexer sua massa segurando bem a boca para não deixar nada escapar. Mesmo tendo esse lado bem, bem, beeem escondido, ainda lhe dava medo quando lançava um certo olhar mais raivoso. Ainda assim, não pode deixar de pensar que… ele era um fofo.”

(...)

“Sasuke alcançou o telefone numa velocidade impressionante, não tão rápido quanto ele queria pois a rosada ali ouviu o suficiente para que ele estivesse em uma situação mais que constrangedora. Olhou para o rosto dela e ele teve a certeza de que ela segurava o riso. Era o que faltava, agora Sakura sabia e ele não tinha como contestar algo como aquilo. Tudo bem que ele queria mesmo ver o filme, estava realmente ansioso, mas ele iria com a Konan em algum horário tranquilo, num cinema desconhecido e ele faria sua cara de quem não estava contente de fazer aquilo, mas no fundo estaria tão ansioso quanto qualquer uma das mulheres ali e isso era degradante para sua imagem masculina e ele tinha ciência disso.

Sim, sim, tudo bem, preciso desligar. Nos falamos depois. Tchau. — Ele desligou e olhou para Sakura que havia voltado a mexer a massa na tigela que segurava e ela parecia concentrada em tentar disfarçar. Era muita consideração da parte dela. Ele a olhou sério. — Hn. Meu irmão e minha cunhada. Irritantes. — Ele voltou para perto dela e terminaram o suflê que havia sido o melhor que ela havia feito.”

Voltou a realidade quando viu que o rapaz da câmera ia perguntar mais alguma coisa. Se levantou antes que tivessem a chance de continuar sendo incomodado e ele teve a certeza que ela não havia falado do incidente com o celular, senão ele já estaria com o rosto estampado em diversos lugares. Saiu do pequeno estúdio de gravação e encontrou Sakura sentada segurando o riso, algo dentro dele tinha certeza que ela relembrava da cena do telefone. Ele tinha certeza que havia corado por um breve momento, passou a mão no rosto para disfarçar. Voltou com seu olhar com a carranca habitual.

Obrigado. — Ele disse num sussurro baixo e sério, mas teve certeza que ela havia ouvido.

Sakura colocou a franja curta atrás da orelha e engoliu o riso erguendo os olhos para ele. Ele estava conseguindo disfarçar muito bem o constrangimento que deveria estar sentindo. Sabia do que ele falava, mas não conseguiu evitar dar uma de desentendida.

– Obrigado? Pelo quê?

–Não faça esse drama. É por não ter falado da ligação. — Ele cruzou os braços e lhe lançou um olhar um tanto quanto irritado, suspirou em seguida.

Sakura desviou os olhos dele tentando não rir e chocou-se com a tatuagem aparecendo por baixo das mangas dobradas do dólmã dele. Sentiu uma curiosidade naquele instante, mas a pose inquieta dele e meio irritadiça a fez ter o bom senso de não cutucar ainda mais a onça. Olhou de novo nos olhos dele e não resistiu.

Oras, diz pra eu não fazer drama, mas com certeza quis chorar com a sina de Frederida… aii — suspirou colocando as mãos no peito teatralmente.

Eu não chorei, tinha certeza que ele voltaria da batalha e brigaria pela mão dela pela terceira vez. — Ele falou mais baixo e trincou os dentes olhando para a rosada que parecia querer zombar dele.

Sakura não conseguiu segurar e soltou uma gargalhada sonora tapando inutilmente a boca com a mão. Quem observasse a cena jamais, em hipótese alguma, desconfiaria do que se tratava a conversa dele vendo Sasuke tão imponente a frente da garota.

– Chef Uchiha, Dra. Haruno — Um rapaz da produção chamou a atenção dos dois segurando uma prancheta de onde não tirava os olhos. — Vocês entram no ar em 10 minutos.

Sakura esfregou as mãos sentindo que sua terapia contra a ansiedade dera certo e estava empolgada para começar e acabar logo com aquilo. Sorriu sapeca vendo um sopro de alívio sair do lábios do chef pela interrupção. Mas ela não perdoou.

Ao passar por ele, parou a seu lado e aperto a bochecha dele rapidamente.

– Você é um fofo — Disse entre dentes escapando rapidamente dali.

Ele observou a mulher sair em sua frente, quase que saltitante. Ela era ousada, espontânea, irritante e ele não sabia porque não conseguia ficar tão irritado com aquilo. Suspirou soltando os braços e coçando os olhos. Ele tinha certeza que ela não falaria nada e ser chamado de fofo? Ok, fora a mãe que sempre o chamou assim e a cunhada que o chamou assim após descobrir esse mesmo segredo, ele nunca tinha ouvido isso de outra pessoa. Era assustador e ao mesmo tempo ele havia gostado. Ele grunhiu para si mesmo chacoalhando a cabeça. Ele não precisava daquilo, nem um pouco.

Notas finais
Ai que Uchiha perfeito não? Um baita jantar, amante de um bom romance... eu quero um pra mim! Pode embrulhar!! hahahaha O próximo teremos o resultado dessa semana de esforço!!! Quem vocês acham que vai se sair melhor? Sakura ou Konohamaru? Até o próximo galera, bjos da Tia H e da Tia Pan!