Provar, Comer e Casar
16 Brut Rosé
Notas iniciais
Sakura fechou a porta do camarim respirou fundo. Olhou para as próprias palmas e elas, além de trêmulas, brilhavam de suor. Suas pernas não estavam num estado diferente, quase como gelatinas. Com a mão no peito, ela se firmou nos saltos baixos e andou pelos corredores da emissora até sua vaga, onde estava o chamativo conversível vermelho de Ino.
Algumas pessoas a cumprimentaram desejando uma boa noite e ela respondia com um sorriso pequeno e nada convincente. Estava nervosa, ansiosa em níveis alarmantes e nem ao menos conseguia disfarçar. Sua cabeça, a lembrando constantemente do que havia feito, da decisão impulsiva que tomou em seu camarim.
Lembrar disso a fez se lembrar de outra coisa, e voltou correndo para o camarim onde havia esquecido a bolsa e as chaves do carro. Ela queria rir de nervoso de sua falta de capacidade intelectual e das suas reações de adolescente perante Sasuke.
— Eu me convidei para dormir com ele — murmurou, ainda digerindo em sua mente. Passou a mão pelo rosto e riu. Quis gargalhar quase num pico de pânico. Mas ainda havia pessoas ali, prestando atenção nela e prontas para twittar qualquer acesso de loucura que ela tivesse.
Ao sair do prédio da emissora, sua primeira ação foi ver se tinha fotógrafos à espreita. Olhou para um lado, vendo somente carros estacionados e pessoas indo até os seus veículos. Do outro, mais carros. O vigia idoso a encarava, estranhando a situação, e mais a frente, uma cena que ela chegou a abrir a boca não acreditando: a apresentadora Hana Inuzuka encostada na porta do carro de Sasuke e enrolando uma mecha do cabelo no dedo.
Inconscientemente os olhos de Sakura se estreitaram e a boca crispou. Ela podia muito bem usar a distração da apresentadora para ir para o seu próprio carro sem chamar atenção, mas ela queria ver o final daquilo, queria ver até onde aquela sorridente mulher iria.
Sakura se esgueirou para perto da guarita, totalmente inconsciente do senhor vigia olhando-a com ainda mais estranheza. Já era noite, mas ela contava com a boa iluminação do estacionamento para conseguir ver tudo. Queria ver a reação de Sasuke, saber se ele estava gostando daquilo. Naquela altura do campeonato, ela já nem sabia mais se havia sido uma boa ideia propor algo tão íntimo quando na verdade preferiria que tudo acontecesse de forma natural, como a velha romântica que era.
— Sakura? Achei que já tivesse ido embora.
O susto que ela levou com a voz de Kakashi às suas costas foi mal disfarçado com a mais falsa crise de tosse que aquele diretor de entretenimento já ouviu.
— Eu… — ela sorriu enquanto as sobrancelhas claras se juntavam numa reação à sua falta de criatividade para bolar uma boa resposta. Kakashi aguardou balançando a cabeça lentamente como se isso a ajudasse — Estou procurando o meu carro. Acredita que esqueci onde o estacionei? — bateu na própria testa e revirou os olhos.
Kakashi levantou as sobrancelhas e ajeitou uma bolsa de couro que tinha nos ombros.
— Hm, doutora —o velho vigia tossiu limpando a garganta e Sakura olhou para trás aterrorizada se dando conta de sua existência — Acho que ele está na fila E, não? — e apontou para a direção contrária a onde ela realmente estacionou.
Tanto Sakura quanto Kakashi olharam para lá, um fila adiante de onde Sasuke havia estacionado o seu. Ela engoliu em seco. Kakashi soltou um riso sem graça e irritante. Ela percebeu, entretanto, que naquela fila havia mesmo um carro do mesmo modelo que o seu. Incomodada e com uma leve e agoniante pitada de curiosidade, ela sorriu e ajeitou a bolsa no antebraço.
— Muito obrigada, senhor — ela procurou o crachá no peito do uniforme do vigia, demorando mais do que o normal por estar concentrada em sua visão periférica do que acontecia mais a frente — Hmm… Motoko. Tenha uma boa noite. Até semana que vem, Kaka…
— Oh, eu te acompanho até lá. — Os olhos fechados num sorriso escondido por baixo da máscara cirúrgica. — Meu carro está naquela direção, também.
Sakura tinha certeza que seu sorriso mais parecia a cara de quem havia acabado de provar sua comida, mas ela seria sincera em admitir para si mesma que ser cordial com Kakashi passava bem longe de suas prioridades no momento.
— Foi muito bem hoje, parabéns. Faltam poucas semanas para o fim. Acha que pode ganhar? — Kakashi fingiu nem perceber a esquisitice nas ações de Sakura, aliás, sua passividade se assemelhava demais a um estado de deboche.
— Obrigada. — ela demorou um pouco para responder, pois Hana vinha na direção deles com o rosto vermelho e em primeiro momento indecifrável. — Hmm, claro que vou… — respondeu um pouco aérea vendo o carro dele acender os faróis e sair da vaga.
— Boa noite, Hanna. Obrigado mais uma vez. — A morena ergueu a cabeça quando passava por eles, olhou assustada para Kakashi e depois relaxou a expressão ao ver Sakura ao lado dele. Naquele momento não havia nem sombra da carismática mulher do palco do Batalha dos Chefs. Ela parecia irada.
Hanna apenas acenou com a cabeça e puxou os lábios no que deveria ser um sorriso, e saiu de lá com passos rápidos.
— Acho que alguém levou um toco do chef. — Kakashi comentou ao lado de Sakura. Ela mordeu o lábio segurando o sorriso de satisfação.
Ela bem que havia percebido mesmo que Hanna ficava mais perto de Sasuke no palco, tentava emplacar comentários que poderiam ser levados num duplo sentido e tendia a tocá-lo no ombro quando passava por ele. Sakura reparou que até mesmo diminuí-la a apresentadora havia tentado, aquilo era ridículo.
O carro de Sasuke andou vagaroso até a direção deles. Kakashi mantinha o mesmo sorriso coberto pela máscara quando o carro parou ao lado deles. Já Sakura parecia que iria explodir de tanta coisa acontecendo dentro dela ao mesmo tempo.
O vidro elétrico desceu lentamente, o seu barulhinho quase inexistente remexendo todo o estômago de Sakura a cada pedaço sendo exposto do rosto de Sasuke. Ele a olhava diretamente e ela tinha certeza que as luzes amarelas estaria disfarçando seu rosto pegando fogo.
— Yo, Sasuke — Kakashi levantou a mão ao lado de Sakura, só neste momento o chef desviou sua atenção para o diretor. Sakura conseguiu respirar. — E eu pensando que você seria o problema depois do desafio de hoje, Naruto estava até agora surtando por conta do probleminha dele de ansiedade. — o diretor deu de ombros e, assim como Sakura, Sasuke não fez muita questão de demonstrar interesse na conversa.
Sasuke, então, se limitou a puxar um canto de sua boca e voltar o olhar para Sakura.
— Não demore a ir embora, amanhã quero você cedo para ensinar umas coisas. — Sakura não conseguiu nem gaguejar, murmurou qualquer coisa incoerente e mordeu a boca para não parecer mais patética enquanto o sorriso dele ia aumentando. — Boa Noite, Kakashi. Sakura.
E ele nem esperou uma resposta de nenhum deles, saiu com o carro acima da velocidade permitida dentro do estacionamento interno.
— Vocês realmente estão se dando bem — Kakashi comentou casualmente em sua voz preguiçosa, Sakura olhava o caminho que o carro havia feito.
— Sim. — respondeu com uns segundos de atraso, abriu a bolsa fingindo procurar algo para não olhar para a cara de Kakashi. Ele estava sendo decididamente mais inconveniente naquele dia. — Oh, eu vim com outro carro, por isso não achava o meu. — disse tirando a chave do conversível da bolsa e dando um sorriso nada convincente.
Kakashi levantou apenas uma sobrancelha, ela viu nitidamente que ele estava ciente da péssima atuação dela, mas manteve a cara de sonsa, como diria Temari, enquanto ele a analisava.
— Então, boa noite, Sakura. Não vai errar o caminho de casa. — com uma piscadinha e tirando um livro de literatura erótica de algum bolso externo, ele a deixou pálida para trás e seguiu até seu carro.
Sakura deixou o ar escapar em uma única lufada olhando para as pontas dos próprios pés enquanto tentava desanuviar a mente e pensar com clareza. Aquela não era hora para se preocupar com as insinuações de Kakashi e nem se ele desconfiava de algo entre ela e Sasuke. Deu meia volta e andou rápido em direção ao conversível na fila B, focada em não surtar com a mensagem subliminar na despedida de Sasuke sobre a manhã seguinte e com a certeza de que iria transar naquela noite.
As unhas vermelhas, feitas naquele dia, procuraram o número de Ino no celular acoplado ao painel logo depois de dar partida. Seu corpo todo vibrava, não se lembrava da última vez que ficara tão agitada. Seguia um caminho diferente do usual, atenta para qualquer movimentação estranha de perseguição por parte dos paparazzi, mas acreditava que o carro diferente despistaria a atenção deles.
Ao quarto toque, Ino atendeu e Sakura pôde respirar aliviada.
— Até que enfim, Ino. Você não vai acreditar no que eu fiz. — apertou os dentes e o volante com força.
— Bateu meu carro?
Sakura riu nervosa com o tom agudo de Ino. Ah, se fosse isso, não estaria tão nervosa.
— Me convidei para dormir na casa do Sasuke.
Sakura esperou que Ino fosse gritar ou algo do tipo, mas só ouviu alguns barulhos ao fundo e um palavrão distante de Ino.
— Repete — Ino soou mais alto e com um pouco de eco ao fundo. Sakura soube na hora que estava no viva-voz.
— Quem mais está aí? — perguntou com medo.
— Eu. — Temari soou do outro lado e Sakura sorriu se sentindo ainda mais aliviada — Conta!
— Hoje é aniversário do Sasuke, né? Tive a brilhante ideia de ir flertar com ele e acabei me convidando para comemorar na casa dele. — Ao fundo podia ouvir Ino gritando algo como “Uooooou” e Temari rindo — Eu pareço uma adolescente, me socorram.
— Socorrer no quê? Eu é que estou precisando de socorro — Ino riu do outro lado.
— Relaxa — Temari falou logo em seguida — Você nem deve mais se lembrar como se trepa, então deixa o chef fazer o serviço.
— Vai tomar no seu… — Sakura não aguentava e acabou rindo junto das duas. — Eu estou nervosa.
— Só deixa rolar. Vocês dois têm uma química incrível, relaxa.
E foi o que ela tentou fazer. Continuou conversando com as amigas pelo celular. Elas mudaram de assunto, a parabenizando pelo desafio do dia a fim de acalmá-la. Elas sabiam quanto aquilo, que era tão natural, poderia ser estranho e assustador para Sakura depois de sair de um relacionamento tão esquisito com Sasori. Ela enfim estava descobrindo a liberdade e ainda era complicado lidar com isso de forma coerente.
— Ok, eu cheguei — disse diminuindo a velocidade até a guarita.
— Até amanhã. — E o frio excruciante na barriga voltou quando o telefone desligou.
Abaixou o vidro depois de decidir que não seria uma boa ideia esconder sua identidade tapando o rosto ou fazendo algo do tipo, então respirou fundo e olhou para o guarda que aguardava com um sorriso cordial.
— Sakura Haruno. — disse seu nome baixinho como se isso fosse salvá-la da mira da curiosidade do homem que anotava numa prancheta — Estou indo…
— Segunda rua, vire a direita. — ele interrompeu como se a situação não fosse estranha. A menos estavam sendo na cabeça dela. — Senhor Uchiha já liberou sua entrada. Tenha uma boa noite, senhorita Haruno. — ele não tinha o mesmo tom malicioso e tendencioso de Kakashi, ao contrário disso, parecia neutro e altamente profissional. Sakura lhe sorriu agradecida e adiantou-se assim que a cancela subiu dando-lhe passagem.
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Sasuke sustentava um sorriso que se transformava em um riso desacreditado toda vez que se lembrava da proposta de Sakura em seu camarim. Ele sentia que não demoraria para que aquilo acabasse acontecendo entre eles visto o fogo que parecia arder quando estavam juntos, mas em momento algum pensou que partiria dela.
Não via a hora de ir para casa colocar em prática as coisas que já vinha fantasiando fazer com ela quando enfim o momento chegasse. Sua mente era criativa para tal, amante dos romances ele havia criado mais de mil situações diferentes para que fosse inesquecível.
Em todas elas, ele pensava em começar com calma, ir trabalhando os sentidos dela até que ficasse insuportável e acabassem a noite em sua cama. Mas o desejo entre eles era tão latente que receava acabar possuindo-a em cima da bancada do seu restaurante a qualquer momento.
Seu plano de ir embora rapidamente foi frustrado pela apresentadora do programa que ele nem sequer se lembrava de como se chamava o esperando perto de seu carro. Ela havia feito a mesma proposta de Sakura e ele havia sido educado na recusa até que começou a insistir. Era uma mulher bonita, era inegável, mas ele tinha uma noite com Sakura Haruno o aguardando e as suas já conhecidas falta de paciência e tato social foram forçadamente acorrentadas para que ele não machucasse o ego de uma mulher que vivia sob os holofotes e acabasse numa página de revista como um ogro.
Ele ia sair rápido de lá assim que ela se deu conta de que ele tinha outro compromisso, mas viu Sakura andando naquela direção ao lado de Kakashi e não pôde perder a oportunidade de provocá-la. Ela parecia tão afetada e aquilo era excitante demais.
Deixou os sapatos na porta da frente e foi direto para sua cozinha. Abriu a geladeira e observou que tinha poucas coisas ali. A rotina nos restaurantes limitavam suas compras caseiras. Apoiou a testa na porta de inox e usou o tempo para pensar no que faria.
Não era de sua natureza chegar direto ao ponto e acreditava que Sakura merecia uma atenção especial por deixá-lo tão maluco. Esticou o braço e pegou uma bandeja de morangos frescos que levaria para Hinata no dia seguinte, mas haveria de ter outra finalidade. Andou pela cozinha tentando se lembrar onde havia guardado o aparelho para fondue que havia ganhado de um dos patrocinadores no começo do programa e ainda não tivera a oportunidade de usar. Em um dos armários, ele pegou o tablete de chocolate meio amargo e bateu contra a própria palma, o quebrando antes de abrir.
Aquilo era básico e clichê demais para um chef como Sasuke, mas ela já devia estar chegando e ele não tinha tempo para algo mais elaborado, e nem queria fazê-la esperar enquanto cozinhava. Colocou o aparelho na ilha no centro da cozinha e ligou-o na tomada. Rapidamente o chocolate começou a derreter enquanto Sasuke lavava os morangos e os cortava com agilidade de um profissional.
Cortava o último morango quando viu um esportivo parando em frente à sua casa pela câmera de segurança do portão. Não era o carro de Sakura, mas ele sabia que era ela.
Com o controle remoto, ele abriu o portão eletrônico e sorriu quando o carro afastou para manobrar e entrar em sua garagem. Lavou as mãos correndo e foi até sua geladeira ver se tinha mais alguma fruta para o fondue. Pensou que cerejas fossem uma boa pedida e pensar nisso lhe trouxe de volta a lembrança de uma garrafa esquecida no fundo de seu armário. Alcançou as taças de cristal que enfeitavam seu armário flutuante e organizou com maestria e bom gosto sobre a ilha ao lado do balde com gelo e o fino champanhe rosado.
Olhou sua arte e achou estar aceitável. Soltou o ar pela boca e foi em passos largos até uma porta lateral da sala que dava para o interior da garagem. Sakura já havia saído do carro e olhava algo na tela do celular. Ele a viu estremecer quando abriu a porta e não conseguiu segurar o sorriso.
— Desculpe a demora — virou o corpo para que ela passasse por ele para entrar.
— Sem problemas, eu estava ocupada tentando desligar o ar condicionado — apontou para o carro.
— Bonito carro — ele comentou percebendo o nervosismo dela.
— É da Ino — ela ergueu os ombros ainda dentro da garagem. Parecia um tanto deslocada e tudo o que Sasuke não queria era que ela desistisse e quisesse ir embora.
Então, antes que ela começasse a tagarelar algo que não tivesse nada a ver com aquela noite, ele a pegou pela mão e puxou de leve para a sua direção.
— Entre, eu tenho algo para você.
Sakura sentia sua respiração pesada, precisava se acalmar senão teria um treco. Sentiu a mão dele a puxando para dentro e estremeceu. Estava se sentindo ridícula, sem ter qualquer controle sobre suas próprias reações. Precisava se lembrar de que já era uma mulher perto dos trinta, não uma adolescente virgem que está indo para a casa do namoradinho da escola.
Sasuke não tinha intenção de beijá-la assim, pretendia que ela tomasse a iniciativa quando se mostrasse mais calma, então a surpresa foi total quando Sakura sustentou-se na ponta dos pés e alcançou seus lábios num selinho que logo se tornou um beijo lento e paciente.
Ele soltou a mão dela e abraçou sua cintura com uma mão fechando a porta com a outra. Sakura alisou o peito dele sobre a camisa, passando os dedos pelos botões enquanto provava um sabor singular nos lábios dele.
— Morangos? — ela sussurrou quando se afastou.
Sasuke ergueu um ombro ainda impressionado com a rapidez com que ela havia mudado de atitude. Já Sakura agradecia aquela impulsividade que parecia aflorar quando se tratava dele. Parte do seu nervosismo havia se dissipado enquanto o beijava e o seu corpo parecia se aquecer instantaneamente em contato com o dele, relaxando os músculos tensos e parando de tremer.
— Venha. — ele a puxou pela mão novamente e ela o seguiu deixando as sandálias perto da porta e olhando ao redor reconhecendo o espaço.
O sorriso no rosto de Sakura aumentou quando viu o aparelho de fondue exalando um perfumado aroma de chocolate e suculentos morangos cortados ao lado.
— Você está tentando me conquistar pelo estômago? — ela riu pegando um garfinho de petisco enquanto Sasuke pegava um banquinho para que ela se sentasse.
— Está dando certo?
E Sakura sorriu sem olhar para ele. Apertou os lábios movendo a ponta do indicador sobre um garfinho que perfurava um dos morangos antes de olhá-lo de canto.
— Talvez.
E aquela não era a resposta sincera, era um charme que ela gostava de usar com ele, ainda que estivesse coberto por uma camada de timidez ainda. Sasuke a olhou silencioso, captando a delicada e inocente mentira naquela única palavra na resposta. Sorriu posicionado atrás dela e inclinou-se para apanhar a garrafa de champanhe dentro do balde.
— Feliz aniversário — ela sussurrou perto do pescoço dele e deixou um beijo gelado aproveitando da posição dele.
Sasuke segurou uma vontade selvagem dentro dele de jogar tudo aquilo para o lado e jogá-la ali em cima. Fechou os olhos mordendo o lábio e respirou fundo.
— Obrigado. Não costumo comemorar, no entanto… — e deixou o resto da frase no ar junto com um sorriso sugestivo que a fez ferver.
— Você tinha outros planos? — ela perguntou tentando não parecer insegura.
Sasuke bufou com a pergunta absurda. Ele provavelmente estaria estudando àquela hora, vendo algo inútil na internet, procurando um filme no catálogo da plataforma de streaming ou deitado para dormir mais cedo.
Ele abriu a garrafa e serviu o champanhe nas duas taças longas a frente deles, andou até o lado dela para que ficasse melhor para conversarem enquanto provavam o saboroso, mas simples, fondue.
— Mesmo que eu tivesse outro compromisso, — ele disse sincero colocando o champanhe no gelo mais uma vez e escorando o corpo na ilha — eu cancelaria.
Sasuke não tinha dimensão e talvez nem ideia do quanto aquilo a afetou. Sakura tentou continuar em sua pose, mas a naturalidade com que ele havia dito aquilo a pegou desprevenida. Sem que ele tomasse a iniciativa, ela mergulhou o morango espetado dentro do chocolate, assoprou e trouxe para dentro de sua boca. Não estava com fome e nem ao menos pensou que ele iria lhe servir algo quando chegasse ali. Já estava preparada para ir para o quarto dele assim que passasse pela porta de entrada, mas Sasuke a surpreendia com aquela atenção. Certamente aquilo não iria esfriar as coisas que nem ao menos haviam esquentado ainda, mas ela queria...
— Eu… — ela ergueu os olhos e encontrou os dele vidrado nos seus. Passou por todo o rosto dele repetindo em sua mente o quanto ele era lindo. — Ainda não passou da meia noite, não é?
— Não — respondeu sem olhar para qualquer relógio. Queria saber o que ela queria com aquilo, se tinha algo em mente para o aniversário dele, um presente que ele certamente não recusaria.
Sakura passou a língua pelos lábios e pegou um pedaço maior de morango da tigela de porcelana e observou entre seus dedos. Aquilo parecia tão real pela primeira vez, ela sentiu. Ela e um homem num momento íntimo. Os beijos que haviam trocado desde então pareciam nada dentro daquela cozinha enquanto uma certeza pairava sobre eles.
Ela se levantou e aquele frio na barriga começou novamente. Os pés descalços não precisaram andar tanto pra chegar até ele, apenas três passos. Sasuke pousou na bancada a taça que segurava e desencostou o corpo da ilha quando ela parou na sua frente.
— Então dá tempo de dar o meu presente — ela ergueu os olhos verdes assim como o morango entre os dedos até os próprios lábios.
Sakura fechou os olhos quando os lábios se tocaram, o morango partiu-se e o suco umedeceu o beijo lento. Ela subiu as mãos pela extensão do braço dele até os ombros, deixou um carinho leve ali e terminou o beijo segurando-o pela nuca.
Ela sorriu, aquelas borboletas na barriga agitadas com o sorriso bonito que ele tinha e parecia guardar somente para ela.
— Quero que você se sente ali — Sasuke olhou para a cadeira em sua mesa de jantar que ela apontava por cima do ombro e ergueu a sobrancelha incapaz de segurar sua fervorosa imaginação.
Ele estava disposto a não soltar a cintura feminina, mas ela riu empurrando-o de leve com as duas mãos em seu peito. Sasuke segurou as costas da cadeira virou-a sem desgrudar os olhos de Sakura, ela parecia um pouco tímida e talvez insegura olhando ao redor. Sentou-se e relaxou as costas no encosto a observando, a curiosidade cozinhando em sua mente enquanto a ansiedade pelo o que iriam fazer temperava aquela salada de sensações que Sakura lhe causava.
Ela virou-se de costas para pegar algo na ilha, mas Sasuke não viu o que era, seus olhos foram atraídos para a saia do vestido que rodou com movimento, descendo pelas pernas bonitas e o contorno da bunda no tecido leve. Então, Sakura se virou com a taça quase intacta de champanhe rosado em uma mão, o celular em outro e um sorriso mostrando a ponta da língua entre os dentes. Sasuke ajeitou-se na cadeira, pronto para o que quer que ela tivesse planejando enquanto andava com aquela expressão um pouco sacana e um pouco inocente até ele.
— Eu nunca fiz isso na vida, não ria por favor — Sakura mexia em algo no celular enquanto falava. O pedido dela só o fez querer rir, mas segurou os lábios entre os dentes e balançou a cabeça quase falhando quando ela revirou os olhos.
— Continua — ele a segurou pela mão quando Sakura fez menção de que desistiria. Então ela respirou fundo, colocou o celular na mesa atrás dele e bebeu um gole do champanhe, Sasuke acompanhou cada movimento, os lábios abrindo-se em contemplação.
Então uma música lenta e sensual começou a tocar. Sasuke prendeu a respiração.
Sakura sentiu a textura aveludada e o gosto doce da bebida presa em sua língua quando segurou um tanto dentro de sua boca. A música tocava num volume bom e ele tinha toda a atenção nela. Não sabia mesmo como aquela sua ideia iria acabar, em sua mente parecia sensual demais e até já havia visto em filmes, então procurou ignorar o fato da vida real não ser justa e inclinou-se sobre ele pousando a mão livre como apoio na mesa.
Sasuke precisou levantar a cabeça, seus olhos alcançaram os verdes delineados que o observava, desceram para a boca molhada de champanhe e acompanhou enquanto ela ia até sua direção, até sua boca, e tocou os lábios deixando aos poucos que o champanhe doce descesse da boca dela para a dele, as línguas tocando-se de leve enquanto ele bebia diretamente da boca dela. Sasuke sugou o lábio inferior dela, como se pudesse pegar até a última gota.
Aquilo era como o primeiro beijo que deram.
Sakura se afastou um pouco, até seu lábio se soltar com um leve estalo de dentre os dele. Sorriu passando o dedo pela lateral da boca dele por onde havia vazado um pouco de champanhe.
— Deliciosa — Sasuke subiu as mãos para a cintura dela e deixou um aperto em cada lado. O tecido do vestido subiu junto, revelando mais da coxa grossa.
A batida da música ficou um pouco mais intensa e Sakura pousou a taça na mesa, colocou as duas mãos nos ombros de Sasuke e fechou os olhos aproveitando o toque dele para relaxar.
Ela não fazia ideia de como estava se saindo, mas rebolou ao ritmo da música e sentou de uma vez no colo dele. Sasuke deixou escapar uma interjeição entre o sorriso. As mãos subiram ainda mais levando o vestido e deixando a calcinha aparecer.
Sakura rebolou no colo dele, a excitação dele já proeminente contra sua própria intimidade. Aquilo a motivava a continuar o desajeitado e improvisado presente de aniversário. Os braços sobre os ombros dele e o rosto a centímetros de se tocarem, ela balançava-se capturando os lábios dele de vez em quando enquanto atiçava com seu corpo.
— Já fizeram isso para você? — Ela perguntou num sussurro vendo-o olhá-la de boca semi aberta, quase hipnotizado e tentado a tirar o seu vestido com as mãos.
— Não — ele mentiu puxando-a pelos quadris para mais perto do seu corpo — Quer me enlouquecer?
— Está dando certo? — ela sorriu beijando o canto da boca dele ao repetir a pergunta dele mais cedo.
— Talvez. — ele roçou as intimidades com força, contradizendo o que havia respondido. Sakura sorriu ainda mais.
Ela não tinha muita ideia do que fazer a seguir. Qual seria seu próximo movimento? Então, com medo de que se tornasse entediante, ela retirou as mãos dele de sua cintura e se levantou. Ela viu o protesto no rosto dele, mas com um dedo na boca pediu que ele nada dissesse.
Ela tremia levemente, mas era de excitação pelo momento. Suavemente, desceu uma alça do vestido e depois o outro. Umedeceu os lábios deixando o vestido cair lentamente.
Para Sasuke, aquela era uma visão vertiginosa. Encostou as costas na cadeira preparado para o que viria a seguir. Suas mãos inquietas mexiam-se sobre os joelhos, a vontade de pegá-la para si ia aumentando a cada centímetro a mais que ela mostrava.
Já respirava pela boca, seu corpo pronto para provar o dela a qualquer instante. Mas ela queria torturar e ele estava a mercê dela. Vulnerável perante o corpo seminu que balançava calmo ao som da música no fundo.
Ele a olhava do rosto até a parte que estava sendo exposta, o sutiã preto já totalmente a mostra o deixava maluco e a barriga branca e lisinha parecia pedir para que ele mordesse e deixasse uma marca.
Então a música acabou e o vestido estava ainda em sua cintura.
— Opa — ela riu a cara de desgosto dele. Rapidamente o celular estava na mão dele e a música começou novamente. E o vestido foi ao chão.
Sasuke não conseguia mais ficar sem tocá-la. Sakura somente de lingerie era demais para sua fome por aquela mulher. Ele, então, esticou uma mão na direção dela convidando-a a se aproximar. Ela não fez objeção e tão pouco demorou para chegar na frente dele mais uma vez e voltar a sentar em seu colo.
Sasuke não poupou sua vontade, desta vez. As mãos foram seguras até a bunda dela, apertando e sentindo a maciez exposta enquanto ela rebolava lentamente sobre ele.
Sakura se sentia tão desejada, era uma sensação que havia se perdido em algum lugar no trajeto da sua vida. Era inconcebível comparar, até totalmente impensado naquele momento, mas qualquer outra experiência tida por ela não se assemelhava com aquilo que tinha naquele momento.
Ele parecia afoito abaixo de si, ela não estava tão diferente, mas a situação parecia estar mais sob o seu controle. Deixou que ele a beijasse de modo sôfrego, sentindo o sabor da boca do chef com certa paixão incendiária. As mãos, certas do que deveriam fazer, percorreram os braços definidos, massagearam os ombros rígidos e percorreram tirando os botões das casas com agilidade.
Um suspiro dela foi inserido no beijo quando invadiu as mãos por dentro da camisa e a pele quente dele a incendiou ainda mais.
Sasuke apertava forte o quadril, a bunda, as coxas. Ora apenas deixando as marcas vermelhas e sem intenção de seus dedos, ora a movendo sobre si como um ensaio do que fariam logo.
Sakura queria gemer, somente o contato entre as partes íntimas já a deixava em estado crítico de tesão. Sem pensar muito, desceu as mãos para o botão das calças dele ao mesmo tempo que sentia seu sutiã ser liberado pelas mãos astutas do chef.
A única conversa entre os dois era os olhares de profunda luxúria e a respiração cortada por suspiros e exclamações sensuais.
Sakura desceu a mão para dentro da calça dele, sentiu-o vibrar de corpo inteiro quando o tocou por cima da cueca, mas havia certa dificuldade com a calça ainda no lugar. Sasuke então se levantou e ela não precisou aguardar muito até que ele se livrasse da calça e tirasse a cueca logo em seguida.
Sakura permaneceu um tempo sem fala, olhando o ereto, rígido e pulsante membro pronto para ela.
Sasuke, por sua vez, não queria mais demora. Simplesmente não conseguia segurar sua vontade por muito mais tempo, sedento em provar daquele corpo em toda a sua essência.
De modo bruto e ignorando completamente qualquer inexiste plano de Sakura dali adiante, ele rodeou a cintura dela a levantando e girando-a até a mesa de vidro.
Sakura soltou um gritinho de susto, mas a satisfação era ainda maior pela reação dele. Ela o viu examinar seus seios quase com devoção, passar a língua pelos lábios pronto para devorá-los, e abaixar-se sugando um e depois o outro com a habilidade de quem sabe o que está fazendo. Ela limitou-se a jogar sua cabeça para trás e colocar uma mão no topo da cabeça dele enquanto a outra apoiava o peso de seu corpo na mesa.
Sasuke rodeava a auréola com a língua, aprovando a textura macia dos seios dela e o cheiro suculento de frutas silvestres impregnado na pele dela. Abriu as pernas dela para se aproximar mais, usou as mãos para puxá-la para frente, a boca para beijar a dela e roçou a ereção pungente na calcinha úmida.
Ela deixou escapar o nome dele entre um suspiro entrecortado, apertou os ombros dele com força e gemeu ao contato da boca contra seu pescoço, sua mandíbula, a boca, e descendo…
Sasuke alisava toda a pele a sua disposição, entretendo-se com os redondos seios ou apalpando sua cintura e quadris para que sentisse como ela o deixava.
— Ah... As coisas que quero fazer com você, Sakura. — ele sussurrou com os dentes travados perto de sua orelha, as mãos trazendo-a num movimento sexy contra seu pênis.
— Faça. — ela conseguiu responder deixando seu corpo ser deitado em cima da superfície fria do vidro. Os músculos doloridos em função do kickboxing não eram nem lembrados àquela altura, ela estava pronta para ele em todos os sentido, completamente a mercê do chef Uchiha.
Sasuke não conseguia pensar em cena mais sensual que aquela. Sakura Haruno quase nua deitada em sua cozinha, de olhos fechados e boca aberta, os braços levantados esperando que ele continuasse o que prometia.
Sem dizer nada, ele pegou a taça de cristal e apreciou a pele entre os seios até o umbigo se arrepiar enquanto deslizava a base fria da taça. Sorriu de canto ao ver os olhos dela abertos em sua direção, um pouco fechados em prazer e atentos pelos mesmo motivo.
Com os seus olhos inteiramente nela, ele virou um pouco do líquido sobre a pele branca. Foi deliciosa a expressão dela quando o champanhe gelado tocou-lhe a pele. Ela estremeceu, deixou um gemido baixo resumir a sensação, as pernas se moveram dando-lhe espaço para se encaixar ali e ter a visão mais bela e suculenta de sua vida.
Sasuke moveu seu próprio quadril para frente e depois para trás, insinuando sobre a calcinha fina o que ele faria com ela em breve, inclinou-se para frente não perdendo o ritmo lento e lambeu a pele molhada de champanhe.
— Brut Rosé — a voz rouca com pouco sotaque francês ficou entre a boca dele e a pele perto do seio direito.
Sakura sentia como se o feitiço tivesse virado contra si, agora era ela quem não conseguia se controlar e sentia toda a razão sendo tomada aos poucos.
A cada vez que mais champanhe era lentamente derrubado sobre si, que a língua dele a provava torturantemente e, a cada vez que sua calcinha parecia o pior dos obstáculos ao pênis duro que batia suave contra ela, mais e mais ela se entregava a ele.
Ela levantou os braços e puxou a cabeça dele para um beijo com gosto doce de champanhe francês. Ela rebolou quando se tocaram mais uma vez, mostrando no ato sua intenção. Contorceu-se, então, quando os dedos dele desceram até sua calcinha e colocou-a de lado, brincando com sua entrada lubrificada com um dedo entrando e saindo lentamente. Depois dois. Três.
— Ow, delícia… — seus desejos mal expressados saíram por entre dentes apertados que seguravam o gemido de prazer.
Sasuke a sentia quente e molhada em sua mão, entrando e saindo com mais rapidez a cada instante. Sua boca beijava e sugava-lhe o pescoço, agora sem qualquer ritmo decente e com o desejo a flor da pele.
Sentiu o corpo dela protestar ao fim do contato, mas ele não podia mais segurar, não conseguia. Retirou a última peça dela e a camisa que ainda sustentava aberta. Com um braço ele a sentou sobre a mesa, rodeou sua cintura e a deixou na beirada. Com a outra mão levou seu pênis até a entrada molhada e posicionou-o até que sentisse que estava entrando.
Ambos gemeram quando entrou lento e por completo dentro dela.
Sakura abraçou-o forte pelos ombros usando uma mão para puxar o cabelo negro e desfazer o coque. Gemidos mudos saiam de sua boca ao vai e vem quente e ritmado que Sasuke dava à primeira vez deles.
Ela abraçou os quadris dele com as pernas e sentiu-o ainda mais dentro de si. Inconsciente, tentou mover-se junto e deixar aquilo mais rápido.
Sasuke mordia o ombro dela e apertava a bunda macia com as mãos sem qualquer pudor que ainda pudesse existir. Deslizava para dentro dela com lentidão, apreciando a quentura e a forma como ela o abraçava internamente.
Ele queria que fosse uma experiência inesquecível para ela, que fosse desfrutado pelos dois sem reservas e livre de desejos escondidos.
O som que saía da boca dela, a respiração seguindo o bombear de seu membro, o excitava ainda mais. Então a sentiu se mover contra ele e como resposta ele aumentou a velocidade gradativamente, até que os corpos se chocando somassem aos outros sons do sexo.
Ela puxou sua cabeça e o chamou para um beijo sôfrego que se transformou em duas bocas unidas trocando suspiros intensos ao prazer do ato.
Sasuke queria ir mais rápido e o corpo dela dizia que queria o mesmo, mas havia um agravante que ele precisa solucionar com rapidez.
Totalmente contrariado, ele se retirou de dentro dela e a pegou em seu colo antes que ela pudesse pedir que continuasse e ele não recusasse.
— Meu quarto — ele respondeu a pergunta que ela não fez cheirando-lhe o pescoço e alisando a coxa apertada contra a sua lateral.
Sakura beijava-lhe o pescoço enquanto ele subia as escadas até o cômodo onde dormia. Não fora difícil e nem ao menos demorado, seu corpo tirava forças do instinto e rapidez do desejo.
Deitou-a sobre a cama e desceu beijos até a intimidade molhada, dando um pouco de atenção ali com a língua indo até o ponto certo do prazer dela. Lambeu e sugou escutando os primeiros gemidos altos que ela dava, as pernas tremendo em volta de sua cabeça. MAs ele teve que parar, pois a simples cena dela tão entregue ao prazer daquela forma o quase fazia gozar.
— Onde vai? — ela indagou entre a respiração cansada. Estava tão bom o que ele começara de fazer e logo não o tinha mais ali. O viu de costas e analisou a bunda durinha enquanto ele pegava algo dentro do closet.
Sakura tinha uma fissuração por costas masculinas, era algo que a atraía demais, e as de Sasuke eram magníficas. Largas, musculosas, faziam dele um homem extremamente desejável, somado com o tanquinho incrível, o peito definido e os braços fortes só o fazia o sonho de qualquer mulher. Ela reparou nas coxas quando ele se virou e voltava para a cama, bem torneada, definidas na medida certa para que ele tivesse um corpo perfeito.
Sasuke ajoelhou-se no colchão, alheio a observação dela sobre si. Abriu o pacote de camisinha respondendo a pergunta dela com um sorriso sugestivo. Ela abriu a boca em compreensão e as bochechas coraram um pouco.
— Você me deixa louco, mulher — ele colocou a camisinha e rapidamente já estava sobre ela voltando de onde pararam lá na cozinha.
Enfiou sem dó, já a conhecendo por dentro e não tendo mais controle sobre seu corpo. Ela exclamou audivelmente, mas não era de dor. E ele bombeou, descendo sobre ela a fim de beijá-la enquanto transavam mais confortavelmente e agora sem ressalvas.
Sakura passava suas unhas sobre os ombros dele arranhando-o sem ao menos perceber, tudo o que se passava pela sua cabeça era aquela sensação quente e lacerante de prazer. Ela pedia por mais e ele dava, indo mais forte, mais rápido. Eles desejavam tanto aquela transa que não conseguiam pensar em mais nada que não fosse aliviar o desejo que tinham um do outro.
Sasuke, porém, queria prová-la de todas as formas. Retirou-se de dentro dela e virou-a de costas empinando a bunda suculenta em sua direção. Ele alisou-a e voltou a bombear no mesmo lugar.
Sakura abafou os gemidos contra o travesseiro cheiroso de Sasuke, as mãos apertando-o com força enquanto as estocadas batiam selvagemente contra sua bunda e estalava o som dos corpos suados se chocando.
Ela podia jurar que ouviu-o rosnar ao aumentar a velocidade e ela praticamente gritou com a cara enfiada no travesseiro quando aquela sensação quente começou a subir-lhe pelo ventre e estremecer suas pernas.
— Sasuke, eu vou gozar — ela achou que ele não havia escutado sua súplica disfarçada, mas ele apertou a cintura com mais brusquidão e meteu firme sem qualquer delicadeza.
E aquela quentura foi subindo lentamente, queimando-a por dentro enquanto os gritos de satisfação saiam livremente pela boca. Ela ergueu a cabeça para sentir aquilo tomar-lhe o corpo, e gemeu o nome dele.
Sasuke soltou um palavrão, o rosto vermelho, a mandíbula apertada e as sobrancelhas juntas com a força que fazia. Tentou se segurar e não gozar naquela hora, mas ouvir os gemidos dela se derramando por causa dele e o corpo estremecendo sobre o seu só o deixou ainda mais indefeso contra a sua vontade. Um pouco depois de tê-la satisfeito, ele gozou dando as última estocadas.
Sakura desabou cansada e sorriu quando ele tirou o cabelo de sua testa molhada.
— Você é bom, chef. — ela tirou um sorriso sem jeito dele antes que o mesmo saísse da cama. E no que ele não era bom? Isso era algo que ela decididamente iria perguntar em outro momento.
Sakura suspirou fundo duas vezes. O cheiro dele tomava todo o lençol e o travesseiro que ela repousava, e aquilo trazia uma quentura diferente da que sentia momentos antes. Estava tão satisfeita, tão melada de champanhe e tão cansada, que somente sorrir e respirar estavam sendo sua contribuição naquele momento.
Sentiu o colchão afundar-se e um lençol cobrir-lhe o corpo. Sasuke deitou a sua frente e ambos se olharam por muito tempo em silêncio. Ela não pensava em nada que quisesse dizer a ele, assim como também não esperava que ele dissesse algo de volta para cobrir aquele silêncio. Não, não era necessário.
Sasuke inclinou-se para beijar a boca dela, tão delicado e paciente que trazia uma paz. Sakura era deliciosa como um todo, viciante — ele pôde concluir — de uma forma que seria capaz de prová-la mais de uma vez sem pensar.
Desceu as mãos pela lateral do corpo dela num carinho calmo, os olhos vidrados um no outro enquanto as bocas moviam-se se tocando levemente.
Mesmo que ela não o estivesse atiçando, ele sentiu o pênis passar do semi para duro em instantes apenas com o veludo da pele dela sob sua mão.
Sakura o sentiu e arregalou os olhos com divertimento e espanto.
— Sasuke! — o repreendeu com riso ao sentir a mão dele parar atrás de seu joelho e levantar a perna até que ficasse sobre o quadril dele.
— Mais uma? — ele soprou em seu rosto recebendo um balançar positivo e um sorriso feliz.
Ele entrou nela mais uma vez, lentamente e sem nenhum pingo de pressa. Os olhos não se desgrudavam em momento algum, os corpos movendo-se debaixo do lençol azul no compasso de uma canção de amor.
—Temos a noite inteira — ela o lembrou tocando-lhe o rosto e acariciando os cabelos negros que caíam, mostrando também sua vontade de prolongar tudo aquilo.
A resposta dele foi um sorriso satisfeito e um novo beijo que combinava com o ritmo de seus corpos.
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betado por Hitsatuke
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