Proux

1 Capítulo 1 - Us.


O sinal bateu pela segunda vez, avisando que era a hora de subir para a quadra, para ter a aula de educação física. Enquanto eu subia, fiquei pensando em várias coisas. Bom, digamos que educação física não é tão útil assim, só serve para aperfeiçoar o físico, mas quando falo isso às pessoas, todas elas recorrem à mesma frase: “ Corpo são, mente sã. “. Os garotos com sua incrível rapidez para jogar futebol, já estavam na quadra jogando quando eu cheguei lá. Fui atravessando o campo de futebol, distraída com meu celular, tentando achar a música “Us” de Regina Spektor. Ela é uma gênia, sério. Mas é meio difícil achar uma música entre 230, sabia?

De repente ouvi alguém gritando “olha a bola”, e como reflexo me virei diretamente para a pessoa que havia gritado, vendo a bola indo exatamente na minha direção. Na direção da minha cabeça. Com certeza não havia mais tempo de me desviar, então eu apenas fechei os olhos com força, esperando sentir a dor infernal na cabeça, mas apenas o que eu ouvi foi o som de uma bola batendo em algo.

Finalmente a música foi achada e enquanto ela começava, eu abri os olhos lentamente e o que vi foi apenas uma mão na minha frente, uma mão de um garoto e nela havia a bola. Fiquei meio que estatelada, olhando para a mão dele. Ele não estava lá até alguns segundos atrás, e eu tenho certeza disso. Aposto que todos que estão na quadra neste momento têm certeza disso. Ao recobrar a consciência do meu momento de atraso cerebral, fui seguindo meus olhos pelo braço dele, até chegar ao seu rosto. Nunca tinha visto aquele garoto antes no colégio. Ele tinha cabelos negros e sua pele era bastante branca, mas não tanto quanto a minha. Ele virou um pouco a cabeça para o lado, me olhando pelo canto do olho, que no momento percebi que eram azuis-piscina. Dava facilmente para eu me afogar neles para sempre. Então ele disse “Você está bem?” com uma voz doce e calma, que soou como uma melodia aos meus ouvidos. Eu dei um sorriso meio torto e assenti com a cabeça. Ele sorriu, um daqueles sorrisos meio maliciosos e ao mesmo tempo inocentes. Então ele devolveu a bola para os garotos, que aparentemente estavam pasmos. Ele foi andando lentamente para a arquibancada, com as mãos no bolso, como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei parada no mesmo lugar onde eu seria acertada por uma bola mortal e fui salva milagrosamente, seguindo ele com os olhos, igual á todos da quadra que haviam presenciado a cena.

Ele chegou na arquibancada alguns segundos depois, se virou para mim e disse um pouco alto “Vai ficar aí pra correr o risco de levar uma bolada novamente?” e deu uma risada baixa e maléfica. Eu sorri e fui quase que correndo para a arquibancada, tropeçando nos meus próprios pés, e sentei junto da professora, enquanto ele estava do outro lado, assistindo o jogo. E eu estava aqui, assistindo-o. Dava para ouvir a risada dele daqui quando algum perna-de-pau errava o lance, apesar de estarmos a uma boa distância um do outro. Em alguns momentos ele virou seu rosto para mim, mas não parecia me enxergar realmente... Parecia que ele via através de mim, parecia que, quanto mais eu olhasse para ele, mais ele descobriria sobre mim, apenas com o olhar. Seus olhos azuis-piscina são hipnotizantes. Meu Deus, isso é inacreditável. Agora tenho uma pergunta na minha cabeça. “Você acredita em amor à primeira vista?”. Não sei você, mas eu não acredito...

Até agora.

Notas finais
Bom, essa é a primeira fanfic que eu realmente estou começando a postar aqui, e aviso anteriormente que irá demorar para sair o próximo capítulo, além do fato deste estar extremamente pequeno. Maaaas, acho que ele está razoavelmente bom para um começo com suspense, hehehe.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.