Protetores Da Alvorada
1 Capítulo 1 - O COMEÇO DE TUDO
Notas iniciais
Fiquem a vontade para fazer críticas construtivas ^^
Shigeru acordou, sua respiração estava ofegante. Observava os raios de sol invadirem as frestas da janela, esfregando os cabelos castanhos, ainda sonolento. Tateou entre o lençol amassado, procurando seu celular, para ver que horas eram. Depois de encontrá-lo, viu que eram 10:15. Sua rotina depois daquilo, fora normal como sempre. No entanto, o pesadelo ainda o deixava de certa forma um pouco assustado. Saíra do banho, arrumando-se para seus afazeres diários – diga-se de passagem, a escola. Era seu penúltimo ano, e estava se preparando para o exame final.
O jovem penteou os cabelos castanhos e lisos, vestindo suas calças jeans e uma camiseta negra. Pegou a sua mochila, descendo as escadas calmamente. Sua mãe estava na cozinha, preparando algo.- Bom dia meu filho, vai tomar café? - Não se preocupe, mãe. Eu tenho algumas coisas a fazer. – Ele pegou uma torrada em cima da mesa, mordendo. Sua voz abafada pela torrada, ainda dizia. – Até mais tarde!Corria pelas ruas da cidade, com a mochila em mãos. O local estava cheio como de costume, e este atravessava a avenida, em direção a uma livraria. Ao adentrá-la, sentiu o aroma adocicado do ar, e avistou as prateleiras cobertas por livros. Aquele era o local favorito de Shigeru em toda a cidade, onde podia relaxar e passar horas sem ser incomodado com ninguém. Andou, procurando desde os clássicos até os novos sucessos de venda. No entanto, sua atenção foi chamada por um livro de capa toda azulada, bem escondido no canto de uma das prateleiras. Andou, curioso sobre o que poderia ser. Quando ia pegá-lo, outra mão pairou sob a sua, tentando pegar o objeto ao mesmo tempo. Olhou para o lado, com um olhar desafiador, vendo uma linda garota de cabelos róseos ao seu lado. Corou, gaguejando. - Q-Que co-co-coincidência. - Você também achou esse livro interessante? – A mesma fitou Shigeru, curiosa. - S-Sim. Ambos trocaram olhares silenciosos por um minuto, como se estivessem pensando. Ela deu de ombros, virando de costas. - Tudo bem, eu posso ver depois. - Espere! Por que não vemos juntos, então, o que há de tão especial nele? - É, acho justo. – A jovem sorriu, arrancando o livro das mãos do rapaz, o abrindo. Por um momento vasculharam as páginas, mas estava tudo em branco. Suas expressões eram de frustração, como se tivessem perdido algum tempo.Shigeru deu a idéia de checarem as páginas mais uma vez, talvez por terem deixado passar algo despercebido. Porém, mesmo assim, nada encontraram. As páginas estavam tão brancas quanto a neve, como se nunca fossem sido escritas. Talvez um erro de publicação? - Qual o nome desse livro? – Perguntou a menina. - Não tem nome. – Respondeu o jovem. - Me desculpe, mas, qual é o seu nome? – Observou-a. - Arya Kageyama, e o seu? – Sorriu. - Shigeru Takimichi, muito prazer.Iam pôr o livro novamente na prateleira, depois de inúmeras tentativas vasculhando-o em busca de algo. No entanto, antes que pudessem concluir a ação, um pequeno pedaço de papel caía de dentro do mesmo, pairando no ar sob alguns instantes, até pousar sobre a superfície lisa do piso. Arya abaixou-se, pegando-o rapidamente. Perguntava-se como aquilo apareceu ali do nada. Shigeru ficou silencioso, esperando ela abrir. - Como isso apareceu tão de repente? - Não sei, que tal checarmos? – Shigeru respondeu, esperando-a abrir. Arya concordou com a ideia, desdobrando o papel. Lá, apenas avistou uma espécie de mapa da cidade, onde continha seus dois nomes e um X marcado em um dos pontos. Perguntavam-se se aquilo seria uma grande brincadeira, saindo da livraria, e deixando o livro para trás.- Não acha estranho isso ter nossos dois nomes? - Sabe, eu preferia ignorar isso, Arya. - Tudo bem. – Ela colocou-se a andar em direção à porta. – Vai ficar na curiosidade!- Ah, ok! Eu vou. – Ficou com uma enorme gota, correndo atrás dela. Seguiram o trajeto, discutindo sobre o que poderia ser aquilo. Arya parecia bem animada, ao contrário de Shigeru que estava apreensivo sobre o que poderia acontecer, mas preferia ir ao lado da menina, em caso de precisar protegê-la. Ao chegarem no local demarcado na figura, viam apenas um grande beco, cercado por todos os lados, com os prédios. Ao adentrarem ali, podiam ver uma figura misteriosa sentada em cima do muro. Era um homem de capa negra, com os olhos levemente dourados, assim como a cor de seus cabelos. Ele observava a dupla, saltando de cima deste. Ele pairava calmamente sobre o chão, ainda com parte do seu rosto coberto. - Enfim, vocês chegaram, Arya e Shigeru.- Quem é você?! – Shigeru colocou-se na frente da menina, imaginando o que poderia acontecer. - O que vem a ser isso? – A garota apenas permaneceu séria, tentando entender o que era aquilo. - Eu sou Slayer, um dos guardiões do Digital World. Slayer apresentou-se, explicando-os sobre o que era aquele mundo, e o porquê de estar ali. O livro azul que ambos se interessaram naquela livraria era o livro sagrado dos digimons, e o motivo das páginas brancas era o fato de aquilo ser uma proteção para que nenhuma força do mal pudesse ler aquelas informações. No entanto, Shigeru ainda se perguntava o porquê de ele ter atraído a dupla com algo que aparentemente foi inútil.
- Eu sei que vocês tem muitas perguntas, mas só vocês podem me ajudar. - Que tipo de ajuda? – Rebateu Arya, animada. - Vocês são os destinados cavaleiros protetores da deusa Pallasmon.- Cavaleiros? Como assim? – Shigeru indagou, achando aquilo tão surreal a ponto de parecer uma mentira. - As forças de Hadesmon estão tentando acabar com o equilíbrio, e a única esperança são vocês. Os lendários escolhidos que, de acordo com a profecia, são capazes de trazer a paz ao nosso mundo. Os deuses do olimpo, os Royal Knights e todos estão muito furiosos com toda essa guerra. - E o que isso tem a ver com o nosso mundo? - O mundo digital, e o mundo humano são interligados. Se um for destruído, automaticamente o outro é. É por isso que, como servo leal à deusa Pallasmon, eu peço que me acompanhem, nós não temos tempo. - ...Arya, o que acha? - Se esse é o nosso dever. - É, nós aceitamos. – O garoto apertou seu punho, fitando Slayer. – Vamos chutar o traseiro de Hadesmon!
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