Protector
4 Anjo da guarda
Notas iniciais
Olá, pessoas. Queria agradecer a Aryalie que comentou minha fic e está acompanhando. Podem ler :*
Então o despertador tocou, acordei assustada, eu havia dormido sem perceber na noite anterior.
Levantei, me arrumei e fui para cozinha, aquela altura Felipe já estava me apressando.Quando cheguei à escola não vi Manuela nem Nicolas, então decidi ir para a sala. Quando parei na porta da classe vi meu namorado lá sozinho, “ele vai terminar o namoro” essas palavras se repetiam na minha mente. Eu comecei a tremer e lagrimas ameaçaram a cair.Caminhei até a minha mesa e deixei minha mochila lá quando me virei Nicolas veio até mim e me jogou na parede empurrando meus ombros.– Então você beijou outro cara não é?! – ele disse em um tom que eu nunca tinha visto antes.– Me desculpe — eu disse aos soluços, mais por surpresa do que dor.– Eu disse que íamos conversar e esta na hora de eu lhe dar uma lição.– Li-lição? – gaguejei.– É, uma lição – nesse momento as mãos dele foram para o meu cabelo e puxaram com tamanha força que eu gritei, ele tampou a minha boca fazendo meus dentes cortarem minha bochecha por dentro, senti o gosto de sangue.–Foi aquele Eric não foi?! Eu não quero você perto dele — ao dizer isso ele me deu um tapa no rosto, minhas mãos voaram para o meu rosto onde ardia.Seus lábios se pressionaram aos meus, e quando eu não correspondi o beijo ele me pressionou mais forte na parede.–Você me entendeu? – eu não conseguia responde-lo, e para me castigar ele levantou a mão pra me dar outro tapa eu estava esperando a dor quando Eric entrou na sala.– O que esta acontecendo aqui? Você estava batendo nela?– Claro que não! Eu estava te batendo, Marjory? – ele lançou-me um olhar de aviso e eu respondi com um simples não.Eu não consegui prestar o mínimo de atenção na aula, minha mente estava no que havia acontecido mais cedo, meu coração estava sendo esmagado, aquele não era o Nicolas, aquele não era meu namorado, como ele pode fazer isso?– Marjory, esta tudo bem com você? – olhei pra Manuela, a expressão dela era de pura preocupação, eu não sabia o que responder. Nós erámos amigas desde o primário e ela me conhecia muito bem para saber que eu não estava bem.– O Nicolas me bateu hoje, Manu, eu cheguei e ele me agrediu porque por acidente eu beijei o Eric, mas como eu sabia que era errado eu não quis esconder dele e contei por telefone, e ele disse que ia conversar comigo hoje, mas ele me bateu e a dor pior não é física é a dor que meu coração esta sentindo agora! — As lágrimas já rolavam pela minha bochecha, eu estava nos braços da Manu encharcando sua blusa.Quando o sinal do intervalo tocou eu ouvi a voz do Nicolas.– Marjory, pode esperar um minuto? – senti o pânico em todo meu corpo, lancei um olhar de suplica pra Manuela.– O que? – perguntei, e segurei o braço da Manu, entrelaçando meu braço ao dela.– Eu posso falar com você, sozinho? – senti minhas pernas tremerem.– Não, eu vou ficar aqui, esperando por ela — de repente o Nicolas me puxou e sussurrou no meu ouvido.–É melhor você mandar ela ir ou as coisas vão ficar bem piores pra você, entendeu?!Meu coração disparou de medo, e a derrota me tomou.– Manu pode ir eu te encontro lá fora – ela balançou a cabeça em negativa e eu olhei pra ela pedindo para ir, no momento em que ela passou pela porta e desapareceu eu senti o medo avançando por todo meu corpo.Senti uma mão cheia de meu cabelo pronto pra puxar, um lagrima escorreu pela minha bochecha quando me curvei pra amenizar a dor. Ele me puxou violentamente para olhar para ele.– Acho que eu não deixei bem claro que não era pra você contar para ninguém sobre nossa conversa – ele disse em um tom rude — e sobre aquele Eric reforçando o que eu disse, eu quero você longe dele, entendeu? — não consegui dizer nada, e ele me sacudiu querendo uma resposta — ENTENDEU...? – eu balancei a cabeça, incapaz de falar qualquer coisa.O resto foi uma eternidade, tudo o que eu mais queria era estar no conforto da minha casa, queria que isso fosse um pesadelo em que eu estava prestes a acordar, quando o ultimo sinal tocou eu corri para ficar perto da Manuela, ela afagou meu cabelo me reconfortando. O Nicolas veio pra ficar do meu outro lado e o toque dele só me fez querer me afastar pra bem longe daquela criatura horrível.Pequei minha bolsa e fui em direção ao portão, o Nicolas foi conversar com alguns amigos dele, mas a Manuela disse que sentia muito, mas tinha um compromisso que não podia se atrasar, de novo eu fiquei sozinha, esperando pelo monstro, eu havia ido com o Felipe, mas ele não havia me esperando então eu teria que ir com o Nicolas para casa, mas então uma luz se acendeu na minha cabeça, eu poderia pegar um taxi, um súbito de alivio me tomou e eu abri o zíper correndo procurando pelo meu celular, quando uma mão pegou meu ombro, eu me virei temendo ser quem eu pensava que fosse, mas me deparei com um par de olhos dourados tão calmos que a tranquilidade me tomou por inteiro.–Oi, eu... Queria me desculpar por ontem, eu não quero que você fique brava comigo, você é um garota bem legal e eu queria pelo menos ser seu amigo, — ele fez uma pausa olhando profundamente em meus olhos — então... Podemos começar do zero? — não pude deixar de sorrir e assenti em resposta — Oi eu sou Eric Blumen prazer em conhecer você.
–Marjory Dignoli, o prazer é todo meu. – ele estendeu a mão em um cumprimento, eu a peguei e me senti nas nuvens só com aquele pequeno toque.–Marjory, o que aconteceu com seu rosto? Está inchado e seus lábios também — de repente sua voz era alarmada, ele havia percebido os machucados, e isso me lembrou do dia de hoje que eu tinha esquecido completamente, me veio na lembrança que eu não podia chegar nem perto do Eric, olhei em volta e vi o Nicolas vindo em nossa direção, eu perdera meu tempo, os únicos minutos que eu tinha pra chamar um taxi e ir correndo para casa sem ficar mais nenhum segundo sozinha com o meu pesadelo, lancei um olhar de socorro para o Eric, e ele pareceu perceber.– Eric, eu queria conversar com a minha namorada em particular.– É claro — fiquei em pânico, ele ia mesmo me deixar sozinha?!– O que eu te falei sobre não chegar perto desse garoto — ele disse cerrando os dentes, e ergueu a mão pra me bater, eu me encolhi e esperei a dor, mas não veio, abri os olhos e o Eric havia segurado o braço do Nicolas impedindo ele de me bater, era como um anjo protetor, meu anjo da guarda.– O que você pensa que esta fazendo? – grunhiu Nicolas com mais raiva do que nunca.– O que você pensa que esta fazendo, com que direito você bate nela desse jeito.– Eu sou o namorado dela.– Isso não te da o direito de fazer isso com ela nem com ninguém, e eu acho que depois disso você não é mais o namorado dela, é Marjory?! – ele se voltou pra mim, e eu só consegui balançar a cabeça em negativa.–Você não pode terminar comigo, você vai se arrepender eu...– Você o que...? Você não vai fazer nada com ela. Nada! Eu vou levar ela pra casa e eu não quero te ver perto dela, ou então eu vou a uma delegacia e denuncio você.–Isso não vai ficar assim, você vai ver.O Eric nem deu atenção para o que o Nicolas estava falando enquanto entrava no seu carro e ia embora.Ele se aproximou e me abraçou fazendo eu me desmanchar em lagrimas, minhas pernas enfraqueceram e antes que eu pudesse cair no chão senti Eric me segurando, me aninhado em seu peito, encharquei sua camisa de lagrimas enquanto ele sussurrava:– Esta tudo bem, tudo vai ficar bem, ele nunca mais vai encostar um dedo em você porque eu não vou deixar, prometo.A voz do anjo me acalmou e eu me senti tão serena, as lagrimas cederam e eu estava mais tranquila do que nunca.– Obrigada – olhei fundo naqueles olhos cor de ouro — por tudo.– Eu vou te levar pra casa.– Não precisa, eu pego um taxi.– Que tipo de protetor eu seria se tirasse os olhos de você?! — seu sorriso se alargou e meu coração falhou, não pude deixar de sorrir de volta.– Eu aceito a carona então, anjo da guarda.– Não um anjo da guarda qualquer, seu anjo da guarda. – meu coração disparou, e eu me perguntei se ele poderia ouvir de tão rápido que batia. O sorriso não saia de meus lábios, eu não conseguia tira-lo dali. E então eu percebi que toda a tensão derivada do sonho não estava mais ali; todas essas borboletas e tremedeiras que eu estava sentindo por Eric eu não tentava reprimir.Entrei em seu carro e lhe expliquei o caminho para a minha casa, chegamos lá em um segundo ele parou o carro e eu fiquei paralisa no meu lugar, eu não queria me afastar do meu anjo.– Obrigada, mesmo, por me proteger desse jeito.– De nada, eu sou seu anjo esse é o meu dever. – tinha uma pitada de brincadeira na voz dele, mas no fundo ele estava falando serio e isso me deixou confusa.– E obrigada, de novo, por me trazer – já ia abrir a porta sem vontade nenhuma.– Marjory, espera. – me virei e ele estava inclinado sobre o banco, de modo que se eu chegasse um centímetro para frente estaria beijando-o. Mas não fui eu quem preencheu o espaço entre nós, seus lábios encontraram os meus e nada mais importava.
Notas finais
Obrigada por lerem e comentem para eu saber o que estao achando. Beijo e ate o proximo.
PS sem acentos e algumas pontuacoes aqui nas notas pq meu teclado esta estragado kkk
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