Protection And Love

2 Capítulo 2 - Apaixonado


Ele desceu as escadas correndo, queria fazer o trabalho logo, não estava afim de ter que aturar um velho chato que ficaria seguindo-o. Após abrir a porta ele teve que levantar um pouco a cabeça, pois o rapaz era mais alto que ele.

— Você... Você é o segurança?
— Sim, então você é o garoto que esqueceu de falar comigo, né? – disse abrindo um sorriso.
— Gomen...
— Tudo bem, sem problemas.

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O baixinho não disse mais nada, de algum modo as palavras se perderam em sua mente, sua respiração ficou irregular. Seus olhares se encontraram e inacreditavelmente, era possível notar um leve rosado, quase imperceptível, nas bochechas de Reita, ao contrário do outro que mais parecia um tomate. Aparentemente seu segurança era lindo, ele mal podia acreditar.
O momento mágico não passou disso, a voz da senhora Matsumoto rompeu o silêncio, trazendo Takanori de volta a realidade.

— Entre logo filho, não deixe Reita esperando aí fora!
— Ah, claro. Erm... Pode entrar!

Ruki havia chegado para o lado, abrindo passagem, para que o loiro pudesse entrar. O segurança não pôde deixar de notar os dois jovens de mãos dadas na escada dando risadinhas e trocando olhares com Ruki. A senhora Matsumoto ainda estava na cozinha, só se podia ouvir sua voz vinda de lá.
Voltou seu olhar novamente para Ruki, que ainda estava parado ao seu lado, do mesmo jeito que antes, a única diferença era a porta fechada.

— Poderia mostrar o quarto onde Reita irá ficar, filho? Nós ja acertamos tudo de manhã, só faltou isso.
— Claro. Aoi, Uruha, vocês se importariam de me esperar?
— Claro que não! Nós ficamos aqui por aqui mesmo conversando com a sua mãe. — Disse rapidamente enquanto puxava Aoi escada abaixo.

Takanori resolveu levar seu segurança até o quarto que ele ficaria de uma vez. Sem nenhum motivo, sua voz falhou um pouco, mas conseguiu falar:

— Va... Vamos logo então?

— Claro. – Respondeu ja pegando uma pequena mala, onde havia trago suas roupas.

Cruzaram a sala, passando em frente aos três que pareciam estar em uma festa, mal se notava que acabaram de se conhecer. O quarto ficava ao fim do corredor, última porta. O menor entrou primeiro, esperando que o outro fizesse a mesma coisa, e assim foi feito. Reita depositou sua mala sobre a cama, observando todo o quarto. Não era grande, porém parecia muito aconchegante, havia uma escrivaninha antiga sob uma janela de onde podia se observar o jardim. Ao lado direito da cama havia um pequeno móvel com abajur, e três gavetas, um guarda-roupa, que certamente daria todas as suas roupas e ainda sobraria espaço. Era perfeito.

— O quarto é ótimo.
— Que bom que gostou. Eu vou pegar algumas coisas que guardei aqui, só um momento.
— Claro, a casa é sua.

Takanori precisou ficar na ponta dos pés para alcançar a primeira prateleira do guarda-roupa, que era bem alta. Sem visão do que estava fazendo, puxou apenas sua caixa, sem se dar conta de que sua mãe havia posto em cima um quadro não muito grande, porém esculpido em mármore. Como ele mesmo sempre falava, sua mãe adorava guardar "velharias". Sem reação, seus olhos apenas se fecharam, abaixou a cabeça, de modo que protegesse seu rosto.
Um corpo quente colou-se ao seu, ele foi envolvido no que poderia se chamar de abraço. Vendo que nada havia caído em cima dele, abriu seus olhos, e a única coisa que viu foi o braço de Reita de a sua volta, enquanto o outro estava esticado para segurar o quadro. Sua cabeça estava colada ao peitoral de seu segurança, se não fosse o quadro de pedras de pelo menos 30 Kg que poderia ter aberto sua cabeça, e Reita apenas o tivesse ajudado para evitar o desastre, seria uma cena de amor.

— Cuidado garoto. Eu não vou estar por perto sempre, hein!

O loiro soltou Ruki. Pegou a caixa onde deveria estar as coisas do garoto e o entregou, pondo o quadro de volta no lugar em seguida. Enquanto isso Ruki só sabia olha-lo, o que estava acontecendo com ele? Aquele simples momento aos braços de Reita e seu coração ja batia fortemente, estava completamente corado. Precisava sair do quarto o mais rápido que pudesse, antes que Reita percebesse suas mãos tremendo.

— Nossa, mas que merda. Obrigado! Se não fosse você quem sabe o que poderia ter acontecido comigo. Me desculpe pelo incômodo. Eu ja vou indo.
— Tudo bem, meu trabalho é protegê-lo, isso deve estar incluso no pagamento.

Saiu do quarto com passos rápidos, passou por todo o corredor como se ele durasse uma eternidade, nunca havia percebido o quão grande ele era.

— Vamos fazer o trabalho logo?

— Claro! — Os dois responderam juntos se levantando. — Até mais senhora.

— Até mais queridos.


Subiram direto a escada para o quarto de Ruki, e ja fechando a porta Takanori disse ofegante.

— Algum de vocês poderiam dizer o que esta acontecendo comigo!?

— Simples, você ta afim dele! Quer dar uns beijos, no mínimo! Deu pra notar pelo jeito que olhava pra ele quando abriu a porta. – disse Yuu

— Ele é bem gato mesmo, sua mãe escolhe muito bem! – completou Aoi.

Notas finais
Desisto de escrever algo decente.