Proprietário

29 O melhor sabor do mundo


Notas iniciais
Aqui estou eu outra vez, espero que tenham gostado do último cap e que gostem deste também ^-^

Yuri e Yugyeom trocaram olhares desconfortáveis e tristes ao ver os dois rapazes chorarem abraçados. Já se tinham sentado no sofá mas Bambam não saia dos braços de Jackson por nada.

– Kunpimook. — Chama Yugyeom calmamente. — Tens que ir falar com a tua mãe.

– Não quero! — Resmungava amuado. Àquela altura, já não chorava, mas mantinha-se colado a Jackson e com o rosto escondido no peito do namorado. Jackson também não o soltava por nada. Depois de ouvir aquela noticia desastrosa, a sua vontade era agarrar Bambam para o resto da vida e nunca mais o deixar ir a lado nenhum sozinho.

– Tu sabes que precisas de ir, Bambam. — Insiste Yuri. — Nós podemos ir contigo, se quiseres.

Bambam concordou com a cabeça mas não fez intenção de se mexer.

– Eu vou contigo, Bambi. — Ofereceu-se Jackson, começando a mexer-se no sofá para se levantar. — Não vou deixar que te levem.

Bambam acabou por ceder e foram para o quarto arranjarem-se. Em menos de dez minutos já estavam a sair de casa. Se não fosse um momento tão serio, teriam implicado com Bambam por se ter despachado tão rápido e vestido exactamente a mesma roupa de ontem. Mas o herdeiro loiro não queria saber das suas manias agora e ninguém ousou provoca-lo ao perceber que ele estava alterado.

O casal de noivos achou melhor ficar em casa. Apesar de Yugyeom ser conhecido da família há vários anos, aquele era um assunto particular e só dizia respeito a Jackson e Bambam.

Em pouco tempo, os rapazes estavam a chegar à porta da casa da família Bhuwakul mas Jackson começou a fazer um caminho diferente. Bambam estranhou até que finalmente percebeu o que ele queria e começou a rir.

– Não precisas de entrar pela janela, desta vez. — Disse o rapaz.

Jackson ficou ligeiramente envergonhado. Nem tinha percebido que os seus pés o traíram e levaram para aquele local. Para falar a verdade, ele nem sabia onde era a entrada daquela enorme mansão.

Ainda a rir, Bambam puxou-o pela mão e guiou até à entrada da mansão.

“Pelo menos fi-lo rir.” Pensava Jackson também a sorrir.

J❦B

Mark precisou de muito controlo para não deixar cair o prato que passava por água. Como assim estava a ser pedido em namoro pela irmã mais nova do seu namorado após se terem assumido em frente à família do mesmo?

– Han?

– Eu perguntei se querias namorar comigo. Disseste que sou bonita. — Esclareceu simplesmente.

– Eu sou muito velho para ti. — Sorriu para a menina, tentando não deixa-la triste. Ela apenas encolheu os ombros, sem desviar os olhos da loiça.

– Não faz mal. Ninguém quer namorar comigo mesmo…

– Porque queres um namorado assim? Só deves namorar com alguém que goste de ti, e vice-versa.

– Ninguém gosta de mim…

– Isso não é verdade. — Contestou. Já não se sentia tão assustado perto da rapariga. Ela apenas parecia carente.

– É sim. Os rapazes da minha escola não gostam de mim. Os amigos do meu irmão também não gostam de mim…

– Os rapazes da tua escola são uns idiotas por não gostarem de ti.

– Eles têm medo.

– De ti? — Riu atirando um pouco de água ao rosto da menina, fazendo-a rir também.

– Não. Do Jinyoung.

– Porquê?

– Bem… Há uns anos, no dia dos namorados, eu recebi muitos bilhetes e o meu irmão foi falar com esses rapazes. Não sei o que ele lhes disse mas eles agora fogem de mim quando me veem…

Mark estava dividido entre rir ou revirar os olhos. Acabou por revirar os olhos mesmo. Quem diria que o seu namorado era um irmão super protetor que estragava a vida amorosa da irmã. Estava sempre a aprender mais sobre Jinyoung e não podia estar a adorar mais.

– Se eles fugiram é porque não gostavam assim tanto de ti. — Explica Mark.

– Mas eu quero um namorado! — Resmungou com voz amuada.

– Para quê? Ainda tens muito tempo para arranjar um namorado.

– Eu quero que ele me leve a passear e me compre gelados. E me diga que eu estou bonita. — Disse sorridente.

– Eu e o Jinyoung podemos fazer isso contigo. — Sugeriu divertido. O conceito de ter namorado para aquela menina era muito inocente.

– Mas eu não vos posso beijar.

Talvez não fosse tão inocente assim…

– Não precisas de beijar ninguém. Isso é nojento. Estás ali a trocar saliva com outra pessoa, e a sentir o que ela comeu antes de te beijar. Bah! — Explicou Mark fazendo caretas e movimentos engraçados com a mão que fizeram a rapariga rir.

– Se é tão mau porque as pessoas se beijam?

– Só sabe bem quando é com a pessoa certa.

A rapariga acabou o último prato e enxugou as mãos. Voltou para a mesa e sentou-se sobre a mesma, com um olhar pensativo.

– Como sabes que é a pessoa certa?

Mark também acabou o seu trabalho e virou-se de frente para a moça.

– Hn… — Começou pensativo. — Apenas… sentes.

– Apenas sinto? — Repetiu divertida.

– Alguma vez sentiste que quando estás com uma pessoa, o mundo não existe? — A rapariga negou com a cabeça. — É isso! Quando sentires isso, podes beijar essa pessoa.

– E depois não vai saber a comida? — Riu divertida.

– Não! Vai ser o melhor sabor do mundo! — Assegurou, divertindo-se com a conversa.

– A que sabe o meu irmão?

Yi-En ficou pensativo por um tempo até abrir um enorme sorriso.

– Sabe a Jinyoung! É o melhor sabor do mundo!

J❦B

Assim que Jaebum acabou a sopa, foi obrigado a arrumar o quarto e a ir tomar banho pelo namorado. Youngjae entregou-lhe roupas e uma toalha limpa assim que o quarto estava de novo arrumado. Era divertido ver como Jaebum tinha medo de sair do quarto, para não se cruzar com os pais de Youngjae. Encontrava sempre alguma coisa para arrumar, para poder ficar mais tempo dentro do quarto. No final, acabou por ser empurrado por Youngjae e trancado na casa de banho pelo mesmo.

– Youngjae abre a porta! — Pediu preso na casa de banho. Não queria gritar para não chamar atenções.

– Não sejas mariquinhas! Toma logo banho que eu espero aqui por ti!

– Youngjaeee~. — Choramingou.

– Sim. Eu também preferia estar ai contigo mas não é uma boa altura. — Responde Youngjae, com as costas encostas à porta e um sorriso divertido. Não estranhou quando ouviu um murro na porta e logo a seguir a água a correr. Sabia que Jaebum não conseguia pensar em nada disso no momento, tinha demasiado medo dos pais de Youngjae e o mais novo divertia-se com isso.

Quando Jaebum estava pronto, abriu a porta lentamente, a olhar para os lados. Correu logo para junto de Youngjae que só conseguia rir da atitude infantil do namorado. Jaebum lançou-lhe um olhar irritado e bateu-lhe no braço para o calar.

– Também acordaram agora?

Jaebum congelou ao ouvir a voz grossa e rouca do pai de Youngjae. Virou-se lentamente para encarar o senhor e tentou retribuir o sorriso amável. “Ele viu-me a bater no Youngjae. Ele viu! Estou morto.” Pensava em pânico apesar de ter um sorriso no rosto.

– Bom dia, pai. — Cumprimentou Youngjae a esfregar o braço magoado. O que só fez com que Jaebum olhasse em pânico para ele. — Dormis-te bem?

– Que nem uma pedra. — Sorriu começando a andar em direção aos rapazes. — Vocês dormiram bem? — Quando ambos concordaram o senhor Choi continuou. — Vamos almoçar então.

Youngjae foi o primeiro a andar, já que estava mais perto das escadas. Quando Jaebum o ia seguindo, sentiu um aperto no seu ombro e congelou no local. Sentiu a respiração do homem aproximar-se da sua orelha e sentia que ia ter um ataque a qualquer momento.

– Percebi que gostas muito do meu filho… — Começou com voz calma. — Mas se o magoas eu juro que te mato! Para de beijar pessoas e concentra-te nas boas pernas do meu filho! — Disse num tom ameaçador e bem sério.

Jaebum estava mais branco que a parede e tinha os olhos fixos nas escadas que Youngjae tinha descido. Pedia mentalmente para que ele o viesse salvar. Quando menos esperava, o senhor Choi empurrou-lhe o ombro e começou a rir.

– Calma rapaz! Eu gostei de ti! — Sorriu. Passou o braço pelos ombros de Jaebum e sentiu o rapaz a tremer como uma vara. Começou a andar em direção à cozinha, ignorando o assombro do rapaz. — Se te deixa mais tranquilo, quando eu bebi com o avô do Youngjae também só consegui falar dos atributos da mãe dele, se é que me entendes. — Piscou o olho para o rapaz assim que chegaram à cozinha e abandonou-o.

Youngjae foi logo ter com o namorado, desconfiado. O seu pai tinha um sorriso muito alegre mas Jaebum parecia que tinha visto um fantasma. Aquilo era bastante suspeito.

– Jaebum… Estás bem? O que o meu pai queria? — Perguntou preocupado, segurando ambas as mãos do rapaz.

A cara assombrada de Jaebum foi desaparecendo, sendo substituída por um sorriso radiante e olhos brilhantes, só faltava saltar de alegria.

– Ele disse que gosta de mim! — Gritou feliz, abraçando o namorado confuso.

J❦B

Após entrarem na grande mansão, foram guiados para a sala onde a senhora Bhuwakul os iria encontrar. Segundo o empregado que lhes abriu a porta, a senhora estava a acabar de almoçar. Isso fez com que os dois rapazes lembrarem-se que ainda não tinham comido nada o dia todo.

Jackson olhava para todos os lados impressionado e se não fosse Bambam a guia-lo pela mão, muito provavelmente já se tinha perdido. Era tudo tão grande e absurdamente decorado. Era apenas uma casa de férias e era mil vezes mais cara que toda a aldeia junta.

– Isto é maior que um shopping…! — Comentou Jackson quando se sentou num sofá absurdamente grande.

Bambam riu, sentado ao lado do namorado. Ver aquela animação toda fazia-o esquecer porque estavam ali.

– Depois faço-te uma visita guiada. — Ofereceu e Jackson concordou fortemente com a cabeça enquanto continuava a olhar à sua volta de boca aberta.

Enquanto Jackson estava perdido no meio de tanto luxo, Bambam perdia-se em pensamentos. Aquela era a sua enorme casa de férias. Ele tinha dinheiro. Muito dinheiro. Mas estava a viver no pequeno apartamento do namorado. Nunca tinha levado Jackson a um sitio luxuoso o oferecido presentes caros. Sabia que Jackson não estava com ele por causa do dinheiro, mas gostava de poder fazer alguma coisa por ele.

Também achava engraçado o facto de Jackson achar aquilo tudo tão maravilhoso quando a sua casa na Tailândia era o triplo daquela. Voltou a ficar triste ao pensar nisso. Ele tinha a sua vida na Tailândia. Tinha amigos, a universidade… mas nada disso fazia com que ele quisesse voltar. Agora ele tinha Jackson e novos amigos. Aquela era a sua nova vida. Ele não se importava de viver numa casa pequena, só não queria perder aquela vida, nem que para isso a sua mãe o deserdasse.

– Kunpimook! — Chamou uma senhora, perdendo toda a sua postura refinada e correndo em direção ao filho, envolvendo-o num abraço apertado.

Bambam assustou-se com a aproximação repentina. A sua mãe nunca foi muito afectuosa, mas quando o era, sentia-se a criança mais feliz do mundo. Não pensou duas vezes em retribuir o abraço da mãe e conter as lágrimas que queriam fugir. — O que aquele monstro fez com o meu bebe? Perdoa-me por nunca ter percebido nada, meu filho. — Chorava a senhora.

Jackson ficou um pouco desconfortável por assistir àquele momento intimido, mas o momento de mãe e filho não durou muito. A senhora afastou-se e sentou-se no sofá à frente deles, segurando fortemente as mãos de Bambam e sorrindo para o filho.

Bambam tremia ligeiramente. Não queria que aquele abraço tivesse acabado tão cedo. Precisava da sua mãe. Precisava de sentir que ela estava ali para ele. Mesmo que depois de lhe dizer que não queria voltar para a Tailândia ela negasse a sua existência. Precisava de um último abraço que o fizesse sentir um filho querido.

– Onde estiveste este tempo todo? Estava tão preocupada! — Exclamou a senhora, acariciando as mãos do filho.

– Mãe. — Bambam sentou-se direito na cadeira e tentou ao máximo esconder as suas emoções do momento. — Quero apresentar-lhe uma pessoa. — Apontou com a cabeça para o chinês. — Este é o Jackson. O meu namorado. — Nesse momento, a senhora Bhuwakul soltou bruscamente as mãos do filho mas Jackson agarrou-as logo, dando forças ao namorado. — Eu tenho estado a viver em casa dele. — Continuou, fazendo um excelente trabalho em não mostrar o quanto estava magoado pela rejeição da sua mãe.

– Isso é sério Kunpimook? — Perguntou séria. Olhando descrente para Jackson e para as mãos dadas dos rapazes.

– Muito sério. Eu amo-o.

A senhora Bhuwakul riu mas ficou séria ao ver que falavam a sério.

– Tudo bem então… — Comentou a senhora, olhando um pouco de lado para Jackson. — Muito prazer, Jackson.

– Prazer. — Respondeu o chinês, fazendo uma referencia com a cabeça.

– Bem! — Diz a senhora batendo as mãos uma na outra. — Acredito que estás aqui para saber da nossa vida agora correto?

Bambam sorriu de lado e concordou com a cabeça. Mesmo que estivesse ali apenas para ver a mãe a senhora não iria acreditar ou mesmo retribuir esse carinho.

– O Yugyeom já te deve ter contado tudo por alto, pelo que sei vocês têm mantido contacto estes dias e foi ele que começou a investigação contra o teu pai.

– Ele está noivo da minha irmã. — Comenta Jackson educadamente. A senhora apenas concorda com a cabeça sem mostrar interesse algum.

– Eu e o teu pai vamos separar-nos. Não posso ficar com alguém que trata assim o próprio filho. — Bambam sorriu. — Seria péssimo para a minha imagem e as minhas amigas iriam começar a falar de mim. — O sorriso de Bambam manteve-se, mas bastante cínico. — Se tudo correr bem, vou ficar com a fortuna toda, quer dizer, nós os dois vamos. — Sorriu para o filho, que nem mexeu um músculo. — Estava a ponderar em voltar para a Tailândia daqui a duas semanas. Acabas a universidade e eu volto a casar e a gerir a empresa. Quando acabares a universidade, podes ter o posto que quiseres na empresa, aliás, podes até escolher qual filia queres, sabes que o teu pai não brinca em serviço e tens empresas espalhadas pelo mundo todo. — Acaba sorridente com o seu plano perfeitamente elaborado.

– Voltar a casar? — Pergunta descrente, ignorando tudo o resto que ouvira.

– Oh… Tu sabes! — Diz cúmplice. — Aquele amigo da mãe, que vai muitas vezes lá a casa.

– Ele tem três filhos. — Resmunga Bambam.

– Não vais deixar de ser o meu filho preferido! — Sorri a senhora, apertando a perna do filho, com um sorriso carinhoso.

Bambam ainda queria protestar mas de repente, o plano da sua mãe soava-lhe bastante bem.

– Mãe… Se a senhora se casar com esse homem e eu ficar com três meio irmãos… Isso significa que eu posso ficar na Coreia e viver aqui com o Jackson?

Continua...

Notas finais
E agora? Quem é que ainda quer internar a irmã do Junior? XD (não sei quem tem mais problema, ela, o Junior, ou eu...) E o que acharam da mãe do Bambam? Alguém quer uma? Será que ele vai deixar o filho ficar? Tan tan tan... Desculpem lá hoje não estar a dizer nada de interessante mas estou com uma dor de cabeça que chega à Coreia, diz olá aos nossos meninos e ainda dá a volta ao globo... Kissus o/