Proposta Indecente
25 Capítulo 24 - Melissa Cook
Notas iniciais
Bom, aqui está o cap novo, espero que gostem
Damon
Já estava tudo pronto para o jantar de hoje a noite. A casa estava decorada do jeito que minha mãe gosta de ver, a carne ao molho madeira com arroz branco batata frita especial da Jane já estava pronto e ainda coloquei uma música ambiente bem calminha, mas mesmo assim eu não estava feliz e também nem um pouco relaxado e isso não tinha nada a ver com o fato que eu iria contar aos meus pais que eu e Elena vamos ter gêmeos.
O motivo do meu nervosismo tem nome e sobrenome: Melissa Cook. Desde que comecei a “sair” com a Lena as pessoas tem me lembrando muito da minha ex-namorada, mas nunca imaginei que ela estivesse novamente aqui em Atlanta. Lembro-me perfeitamente que quando a expulsei da minha vida nessa mesma sala há pouco mais de dois anos ela voltou no dia seguinte para a Carolina do norte, o que me deixou aliviado, pois as chances de nos esbarrarmos eram mínimas, só que agora parece que as coisas mudaram.
Meus devaneios foram interrompidos pela campainha. No mesmo instante Jane apareceu na sala para atender.
- Tudo bem, deixa que eu abro – avisei antes que ela pudesse chegar até a porta.
Como eu já imaginava foi Elena quem chegou, acompanhada por Caroline. Ela estava usando um vestido rosa que ficava muito bonito nela, provavelmente é o mesmo que estava na sacola ontem na hora do almoço e que não pude ver, mas a espera valeu a pena.
- Oi meninas! — dei um selinho na Lena e acenei para a amiga dela antes de dar espaço para que as duas pudessem entrar – Como devem imaginar, vocês são as primeiras a chegar.
- Essa era a intenção! — ela disse dando de ombros – Mas achei uma boa ideia, já que estou dando esse jantar junto com você.
- Seu apartamento é muito bonito, Damon – Caroline comentou dando uma olhada em todos os cantos.
- Muito obrigado – agradeci – Mas, por favor, sentem-se, vou pedir para Jane trazer alguma coisa para vocês beberem.
- Ei, Damon – Elena me seguiu em direção a cozinha – Está mesmo tudo bem?
Sabia muito bem por que ela estava me perguntando isso. Sabia que tinha ficado preocupada com a minha reação ao contar que tinha visto Melissa ontem e eu não contar o que estava acontecendo só deve ter piorado ainda mais a situação.
- Sim, Lena, está tudo bem – garanti dando um beijo na sua testa – Está preparada para contar a minha família sobre os bebês.
- Estou! — afirmou com a cabeça – Só espero que fique tudo bem e eles aceitem numa boa a minha gravidez.
- Tenho certeza de que eles vão aceitar muito bem – completei.
Não demorou muito para a campainha tocar novamente, dessa vez eram meus pais e minha irmã. Para meu alívio, Gaby estava desacompanhada.
- Oi, meu filho! — minha mãe me deu um beijo no rosto – Trouxe um mousse de maracujá para a nossa sobremesa.
- Não precisava, mãe – garanti – Tenho certeza de que a Jane deve ter preparado alguma coisa.
- Ora, Damon, que bobagem – continuou – Você está dando esse jantar para nós, o mínimo que podia fazer era trazer a sobremesa.
- Aqui, senhora Salvatore, deixa que eu levo para a cozinha – Jane já tinha aparecido e pegou o pote.
- Olá, Elena, querida – minha mãe foi em direção ao sofá e abraçou a minha “namorada” — Como é que você está?
- Muito bem, senhora Salvatore, obrigada por perguntar – respondeu enquanto abria um enorme sorriso.
- Ora, Elena, o que foi que eu disse sobre me chamar de senhora Salvatore? — fingiu-se de brava – Essa daí era a minha sogra.
- Desculpe-me, Nora – se corrigiu – Bom, essa daqui é Caroline Forbes, uma grande amiga minha, nós dividimos um apartamento aqui em Atlanta.
- Olá, Caroline – apertou a mão dela – Ora, estou cada vez mais curiosa para saber por que vocês marcaram esse jantar – sentou-se no sofá e as três continuaram a conversar.
- E então, irmãzinha aonde está o seu namoradinho? — decidi perguntar, embora achasse que não iria gostar da resposta, mas quem sabe eu tenha sorte e ele tenham terminado?
- Ele não pode vir, teve uma reunião de emergência com o orientador da sua tese – revirou os olhos.
- Oh, mas é uma pena mesmo – tenho certeza de que ela notou o meu tom de ironia – Está vendo como não é uma boa ideia ter um namorado mais velho que está fazendo mestrado. Ele deve estar sempre ocupado e não tem tempo para você.
- Pode ficar tranquilo, Damon, ele tem muito tempo para mim – foi tudo que disse antes de se afastar. Acho que nunca iria conseguir me acostumar com a minha irmãzinha caçula namorando, por mais “adulta” que ela seja.
Logo Stefan chegou juntamente com Sutton e os últimos a chegarem foram Ric, Meredith e Scarlete. Poucos minutos depois o jantar foi servido, a comida estava uma delícia e todo mundo elogiou o prato especial de Jane, quando todos terminaram comemos a sobremesa feita pela minha mãe.
- Bom, imagino que todos aqui estão curiosos para saber porque chamamos vocês aqui – comecei a falar, de repente – Embora algumas pessoas aqui já saibam – dei uma rápida olhada para Alaric.
- Ora, Damon, chega de enrolação, fala logo qual o grande mistério – Stef interrompeu o meu discurso.
- Tudo bem, não precisa ser apressado – segurei a mão de Elena, que estava ao meu lado e a ajudei a se levantar – Eu e Lena queremos que vocês saibam que vamos ter um bebê, ou melhor, dois.
Um silêncio se instalou no ambiente, parecia que todos estavam processando o que eu tinha acabado de falar. Todos olhavam para mim e para Elena repetidas vezes.
- Isso é sério mesmo, meu filho? — minha mãe foi a primeira a falar, seus olhos estavam cheios de lágrimas.
- Sim, Nora, é verdade – Elena estava com a mão sob a barriga – Mas quero que saiba que nada disso foi premeditado, simplesmente aconteceu. E eu estou muito feliz com os meus bebês.
- Oh, meus queridos – ela saiu do seu lugar e veio nos abraçar – Já estava feliz com uma netinha e vocês ainda me dizem que vou ter três quase que ao mesmo tempo. É muita felicidade para uma pessoa só.
- Então a senhora gostou mesmo da notícia? — Elena ainda parecia um pouco cautelosa – Fiquei com medo de não gostarem, já que estou com o Damon faz pouco tempo.
- Mas que bobagem, minha querida, claro que eu fiquei feliz – garantiu – Vocês não poderiam ter me dado uma notícia melhor.
Aos poucos os outros foram nos dando os parabéns, é claro que isso não foi novidade nem para Ric nem para Caroline que estavam sabendo de tudo, mesmo assim se juntaram ao restante das pessoas.
Está vendo, Lena, você não precisava ficar com medo da reação da minha família – a abracei enquanto comentava.
- Sim você tinha razão – concordou, então eu me abaixei e a beijei levemente nos lábios.
O rastante do jantar foi bastante animado, todos estavam bem felizes, princialmente a minha mãe. Fomos para sala tomar café e minha mãe não parava de falar que mal podia esperar para ter os netos aprontando em casa e Gaby, é claro, já estava planejando um chá de bebê tão grande quanto o que ela preparou para Sutton.
Já passava das dez da noite quando as pessoas começaram a ir embora, o primeiro foi Stefan, não só porque minha cunhada estava cansada, mas também porque tinham uma consulta marcada com o obstetra.
- Acho melhor irmos embora também, não é querida? — meu pai falou com a minha mãe depois de alguns minutos – Tenho certeza de que o Damon e a Elena estão querendo descansar.
- Tem razão, vamos sim – concordou – E muito obrigada, pelo jantar, meus queridos e quero lembrar o quanto estou feliz pela novidade.
- Muito obrigado, mãe – foi a minha vez de dizer – É muito importante para mim e para Lena ouvirmos isso.
- Tchau, irmãozinho – Gaby deu um beijo na minha bochecha – E Lena, depois conversarmos melhor para falar a respeito do chá de bebê.
- Está bem! — ela concordou.
- Amiga, também já estou indo – Caroline também se levantou – Você vai ficar aqui hoje, não é?
- Sim! — afirmou, já tínhamos combinado isso ontem e fico feliz que ela tenha se lembrado.
Levei todos até a porta do elevador e fiquei esperando até que ele chegasse ao meu andar. Depois retornei para o sofá ao lado de Elena, que estava conversando com os nossos últimos convidados.
- Tia Lena, eu vou poder brincar com os bebês quando eles nascerem? — Scay perguntou, ela tinha adorado a “tia Lena” quando a conheceu no chá de bebê e agora parecia estar gostando mais ainda.
- Mas é claro que sim, minha linda – passou a mão pelos cabelos da minha afilhada – Vou precisar de ajuda para cuidar deles e você pode me ajudar.
- Só se lembre que eles são bebês e não as suas bonequinhas – Meredith alertou para filha.
- Eu sei mãe – el revirou os olhos, tinha aprendendo aquilo comigo, é claro – Tia Lena, você escolheu os nomes dos seus bebês.
- Se for uma casal vamos chamá-los de Chad e Gwen – explicou – Mas se forem dois meninos ou duas meninas, teremos que pensar em um outro nome.
- Bem que podia ser um menino e uma menina – comentou – Assim você já teria os dois.
- É verdade! — concordou.
- Damon, será que podemos ir conversar lá no seu escritório – Ric me pediu – Tem umas coisas do orçamento da editora que eu queria discutir com você.
O olhei em dúvida, não sei o que ele poderia estar querendo discutir comigo, será que teve algum problema com as contas? É melhor eu ir verificar.
- Claro! — concordei com a cabeça – Eu já volto, Lena.
Fui com ele até o meu escritório e apenas encostei a porta. Quando me virei meu amigo estava parado com os braços cruzados e me encarando.
- Tudo bem, Damon, pode me contar o que está acontecendo – pediu – Você não parece animado levando em consideração que acabou de contar para a família que a “namorada” está grávida de gêmeos. E tenho certeza de que aconteceu alguma coisa para você estar assim.
Dei um longo suspiro e me joguei no sofá. Não é a toa que Ric que conhece desde os sete anos, esse cara me conhece muito bem.
- Tudo bem, cara, você tem razão – passei a mão pelo cabelo – Elena me falou ontem que encontrou a Melissa. Ela está de volta a cidade.
- Wow, Melissa está em Atlanta – comentou – Mas espera, a Elena sabe sobre a Melissa?
- Mas ou menos – expliquei – Anastásia, aquela cabeleireira de Nova York, comentou a respeito de uma ex-namorada minha chamada Melissa e minha mãe mostrou para a Lena aquele recorte de jornal da inauguração da Salvatore's Publisher. Mas ela não sabe tudo que aconteceu entre nós dois.
- Entendo! — observou – E o que será que ela está fazendo aqui em Atlanta, quero dizer, a família dela e do Colorado não é isso?
- Sim, ela nasceu em Denver – afirmei – E não tenho ideia do que ela está fazendo aqui e isso me deixa ainda mais preocupado.
- Você não sabe há quanto tempo ela está aqui, mas acho que se fosse para te procurar ela já teria feito isso – continuou – Afinal, você ainda mora no mesmo lugar que quando vocês dois estavam juntos.
- Sinceramente, Ric, eu não sei de nada – dei um longo suspiro e fiquei encarando o teto – Só sei que toda essa história dos bebês me fez pensar muito nela.
- Wow, Damon Salvatore, não me diga que você está tendo uma recaída – me olhou espantado.
- É claro que não! — fingi-me de chocado – Só acho que foi inevitável não pensar em tudo que aconteceu.
- Sabe o que você devia fazer, antes de qualquer coisa? — me sugeriu – Deveria falar com a Elena, contar tudo que aconteceu.
- Eu também pensei em contar a ela, mas não sei qual seria a sua reação – admiti – E se ela achar que tudo isso foi por minha culpa e querer ir embora e levar os nossos filhos com ela?
- Ela não vai fazer isso e também vai achar que foi sua culpa – garantiu.
- Sei disso – murmurei – Embora eu ainda acredite que se eu tivesse feito alguma coisa nada disso tinha acontecido.
- Damon, eu já disse isso, seus pais também e até os seus irmãos, nada disso foi sua culpa – começou a andar em círculos pelo escritório – A Melissa já estava decidida e nada do que você dissesse a faria mudar de ideia.
- Acho melhor nós voltarmos para a sala – mudei de assunto, não estava com vontade de tocar naquele assunto – Daqui a pouco a Lena e a Meredith vão perguntar por que estamos demorando tanto.
Então voltamos para a sala, não demorou muito para eles irem embora e eu e Elena fomos direitamente para o meu quarto pois estávamos, os dois, cansados. Fui até o banheiro e fiz a minha higiene pessoal, quando eu retornei a encontrei sentada no meio da cama.
- Passei na porta do seu escritório e acabei ouvindo a sua conversa com o Ric – falou, por fim – Ouvi você falando a respeito de algum segredo que tem com a Melissa.
- Oh! — foi tudo que eu consegui dizer, não acredito que ela ouviu isso – Imagino que você esteja querendo saber que segredo é esse.
- Confesso que estou curiosa – deu de ombros – Mas não vou te obrigar a me contar o que foi que aconteceu.
Suspirei colocando a mão no rosto e me sentando na ponta da cama de costas para ela. Sento colchão se movimentando, Lena estava caminhando até mim, então encostou a cabeça no meu ombro e me abraçou na cintura.
- Mas eu estou vendo que isso está te preocupando bastante – comentou – Só quero que você saiba que pode se abrir comigo.
Então a conversa com Alaric me veio a cabeça, ele tinha razão eu precisava contar tudo para a Lena, nem que fosse para protegê-la caso encontrasse Melissa novamente.
- Tudo bem, eu vou contar – me virei para ficar de frente para ela e passei a mão no seu rosto – Mas só quero que você saiba que nada do que aconteceu foi minha culpa e espero que você não me culpe por alguma coisa.
- É tão grave assim? — me olhou assustada.
- Acredite em mim, é muito grave – afirmei com a cabeça – Lembra que eu te disse, quando eu te fiz a proposta, a respeito dos meus relacionamentos fracassados?
- Claro que eu me lembro – respondeu – Você disse que teve algumas namoradas, ms que nenhuma deu certo.
- Eu conheci a Melissa quando estava em Duke, fazendo faculdade, eu estava no segundo ano de curso e ela apenas uma caloura, mas no momento em que a vi pela primeira vez a achei a garota mais linda toda aquela universidade – comecei a explicar – Tínhamos alguns amigos em comum por isso não foi difícil de me aproximar,mas no inicio ela não quis nada comigo, dizendo que estava lá para estudar, mas quando consegui levá-la para jantar eu a beijei pela primeira vez e logo estávamos namorando – dei um pequeno sorriso com aquelas lembranças – Continuamos juntos mesmo depois que eu me formei e voltei para Atlanta, sempre dávamos um jeito de nos encontrar, apesar do tempo corrido. Foi a primeira pessoa, fora da minha família, para quem eu contei sobre a minha vontade de abrir uma editora e ela me deu a maior força e estava ao meu lado na inauguração como você viu naquela foto do jornal.
- Vocês pareciam um casal perfeito – ela não estava encarando as próprias mãos enquanto falava – O que aconteceu para vocês terminarem.
- Um dia ela chegou aqui em casa desesperada dizendo que estava grávida – continuei – Eu fiquei totalmente animado com a ideia de ser pai e minha família também estava animada, quase da mesma maneira que estavam hoje.
- Mas a Melissa não ficou tão animada assim, não é mesmo? — ela deduziu e eu apenas balancei a cabeça afirmativamente.
- Desde que ela me contou sobre a gravidez deixou bem claro que não era o sonho dela ser mãe e que isso iria atrapalhar o seu sonho de ter uma grande carreira – falei calmamente – Não queria me deixar contar para a minha família e que era melhor resolvermos esse “problema” enquanto ainda estava no começo e que ninguém precisava ficar sabendo. E eu tentei acalmá-la dizendo que ela seria uma ótima mãe e que fosse qual fosse o seu medo iríamos superar juntos pois eu a amava e queria formar uma família com ela.
Tive que fazer uma pausa, falar sobre aquilo era como reviver tudo que eu queria esquecer.
- Estava tudo tranquilo, Melissa estava de quase três meses e nosso bebê parecia saudável – reuni forças para continuar – Parecia que ela tinha aceitado tudo numa boa, mas então ela decidiu resolver as coisas sozinha.
*Flash Back*
Finalmente estava em casa, aquele tinha sido um dia bem cheio na editora, estava indo tudo bem lá, mas ainda tinha muito trabalho a ser feito e por isso todos os dias eu saio de lá bem tarde. E agora eu tenho um motivo para tudo isso, o futuro do meu bebê.
Eu sempre quis ter filhos, mas achei que fosse demorar um pouco mais para isso, claro que quando conheci Melissa sabia que esse tempo iria diminuir, mesmo assim quando ela me contou que estava grávida foi uma grande surpresa. Agora eu mal posso esperar até barriga dela começar a crescer e que a gente monte o quartinho dele ou dela, esse é um momento especial na vida de qualquer pessoa.
Quando a porta do elevador abriu e eu entrei na minha sala de estar, não demorou muito para Jane aparecer na porta da cozinha.
- Boa noite, senhor Salvatore – ela me cumprimentou – O jantar já está pronto, posso servi-lo?
- Mas claro – afirmei, estava mesmo com fome – E Melissa, já jantou?
- Ainda não – respondeu – Ela passou a tarde inteira fora e quando voltou se trancou no quarto.
- Provavelmente está me esperando para jantar – sugeri – Bom, então eu vou chamá-la.
Quando cheguei ao meu quarto ela não estava, achei aquilo muito estranho, então percebi que a porta do banheiro estava encostada e a luz acesa. Fui até lá e Melissa estava desmaiada no chão e saia muito sangue do meio das suas pernas, em uma de suas mãos estava uma caixa de remédios vazia.
- Mel, fala comigo! Mel, o que foi que você fez? — comecei a sacudi-la, mas não adiantou nada, seu rosto estava pálido – Jane! Jane!
Não demorou muito para ela aparecer. Assim que viu a cena colocou a mão no rosto e deu um gritinho assustado.
- Chama uma ambulância – pedi – Ela está perdendo muito sangue e pode morrer! Mel, eu não acredito nisso!
- Eu já estou indo – avisou antes de dar meia volta.
Não demorou muito para a ambulância chegar e levá-la diretamente ao hospital e eu, é claro, fui junto. Não me deixaram entrar na sala de exames e eu fiquei esperando, foi uma longa espera.
- Senhor Salvatore! — a médica apareceu, seu rosto estava muito cansado, como se tivesse tido muito trabalho.
- Olá, doutora! — me levantei imediatamente – Como está a Melissa? E como é que está o meu filho?
- Infelizmente não conseguimos salvar o bebê, ela teve um aborto causado pelo uso excessivo de remédios – seu rosto estava com uma expressão triste, como se dissesse, eu sinto muito – Ela vai ficar bem, mas teve sorte, perdeu muito sangue. Já fizemos uma curetagem e agora ela está tomando uma transfusão de sangue, o senhor pode vê-la se quiser.
- Não eu não quero vê-la! — meu tom de voz era frio nesse momento – Diga a ela que depois conversamos.
Virei de costas e sai do hospital. Não sabia o que eu iria fazer, eu perdi o meu filho a coisa mais importante da minha vida nesse momento. Melissa não escaparia dessa tão fácil.
***
Ela ficou no hospital quase uma semana para se recuperar da hemorragia que teve quando causou o aborto do nosso bebê. No dia em que ela ia receber alta do hospital, pedi para Matt buscá-la e me tranquei no meu escritório, não queria vê-la.
Infelizmente meus pedidos não foram atendidos, ouvi a porta batendo com força e lá estava Melissa com uma cara brava.
- O que significa as minhas malas lá na sala, Damon? — ela perguntou imediatamente.
- Não parece obvio – dei de ombros – Estou de mandando embora. Não posso continuar junto com uma assassina.
- Você acha que eu sou uma assassina? — agora ela estava gritando – Era só um bebê, um pouco maior do que um grão de feijão, nem ao menos sabíamos o sexo ainda.
- Mas era nosso bebê! — também comecei a gritar – E você não tinha o direito de matá-lo, ele não pediu para ser feito.
- Você sabia que eu não queria ser mãe – agora ela estava chorando, tentava fazer com que eu sentisse pena, mas eu só conseguia ter mais raiva ainda – Não fui feita para ficar em casa cuidando de uma criança enquanto você trabalha e para ficar dependendo do seu dinheiro para tudo. Eu quero ter uma carreira e um filho só iria atrapalhar tudo agora.
- Sei disso, mas você só ficaria alguns meses afastada da faculdade e não precisaria ficar sem trabalhar, tenho dinheiro e posso pagar uma babá – lembrei – E se você não queria mesmo ter um filho, podia ir embora e me deixar criá-lo sozinho, não teria o menor problema com isso.
- Me desculpa, está bem, Damon? — estava chorando mais ainda – Eu não sabia que você ia ficar desse jeito.
- Desculpas não vão trazer o nosso filho de volta – disse – Agora vai embora, por favor, tenho muita coisa para fazer.
- Ótimo, se é assim que você quer, então eu vou – completou – Adeus, Damon Salvatore.
Bateu a porta com a mesma força que quando entrou e eu voltei ao meu trabalho. Tinha tomado uma decisão, não ia me deixar envolver com nenhuma mulher, tudo que eu sempre conseguia com isso era me magoar.
*Fim do Flash Back*
- No dia seguinte fique sabendo que ela tinha voltado para Duke – continuei – E não tinha tido mais notícias dela até ontem.
- Não acredito que ela teve coragem de tirar um bebê – ela colocou a mão protetoramente sob a barriga – Eu sinto muito.
- Por isso os nossos filhos são tão importantes para mim – coloquei a minha mão sob a dela – Sei que nunca vou substituir esse que nem chegou a nascer, mas é uma maneira de diminuir a dor.
- E é por isso que sua família te pressionava tanto para ter um filho, não é mesmo? — perguntou.
- Exatamente – afirmei – Eles viram o quanto fiquei abalado depois que tudo aconteceu. Achavam que não tinha sido a melhor solução a minha decisão de não me envolver com ninguém e queriam que eu mudasse de ideia de qualquer maneira.
- Olha Damon, só quero que você saiba que essa Melissa é uma maluca e não sei por que ela fez isso e também sei que não posso fazer com que tudo fique da maneira que você queria que fosse – seu tom de voz era calmo – Mas quero que você saiba que eu estou aqui agora, nós três estamos – sorriu olhando para a barriga – Tenho certeza de que essa crianças serão muito amadas e eu nunca vou me arrepender de ter esses bebês com você.
Puxou o meu rosto e me beijou profundamente e aos poucos comecei a deitá-la na cama. Como sempre estar com ela me fez esquecer todos os meus problemas, esqueci de Melissa, do meu filho morto e até que vou precisar saber o que ela faz aqui em Atlanta mais cedo ou mais tarde.
Tudo que importa no momento somos eu e Elena.
Notas finais
Já tinham perguntado antes de a Melissa não tinha tirado um bebê que tava esperando do Damon e bom, ai está, agora vocês entendem todos os problemas do Damon e relação aos relacionamentos.
O que acharam da cena Dalena super fofa no final?
No próximo cap tem um pouco mais de Melissa aprontando...
***
E ai, quem vai na Bloodlines?
Eu queria tanto ir, mas quem sabe no ano que vem...
***
Bom, é isso,
comentem e digam o que estão achando.
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