Proposta Indecente

18 Capítulo 17 - Os Gilberts


Notas iniciais
Bom gente, mais uma vez obrigada pelos comentários
Aqui está o novo cap, espero que gostem.

Elena

Senhores passageiros, dentro de instantes estaremos pousando no aeroporto internacional de Toronto, pedimos que permaneçam sentados e com os cintos afivelados até os sinais luminosos serem desligados e o desembarque ser autorizado – o piloto falou pelo alto falante.

Fiquei olhando pela janela. A medida que o avião ia baixando, as nuvens desapareciam e Toronto começava a se formar do alto. Não pude deixar de pensar o quanto era estranho pegar um voo comercial depois da minha viagem com Damon para Nova York.

Pensar em Damon me fez lembrar de nossa recaída de ontem, não acredito que eu fui tão fraca a ponto de transar com ele na sua sala no trabalho e ainda por cima me abri a respeito de todos os meus problemas com Tyler. Não sei porque, mas mesmo o conhecendo há pouco tempo, me sinto segura ao lado dele.

Claro que não comentei nada disso com o meu namorado, a situação entre nós já está em ruim para eu vir com mais essa bomba. Hoje não é um dia para brigas, afinal, estamos indo para a casa dos meus pais.

- O que foi, Lena? — Ty apoiou o queixo no meu ombro e segurou a minha mão entrelaçando os nossos dedos – Você está tão quieta.

- Não é nada, apenas pensando mesmo, adoro essa sensação de chegar em casa – disse – Eu adoro Atlanta e a sensação de liberdade que morar lá me proporciona, mas eu sinto saudades daqui, da casa dos meus pais, dos meus irmãos e é bom chegar aqui.

- Sei o que você quer dizer – comentou – Tenho a mesma sensação quando chego a Mystic Falls, nada como a nossa família.

Concordei dando um pequeno sorriso antes de voltar a olhar pela janela.

Não demorou muito para sairmos de dentro do avião e irmos pegar as nossas malas. Quando passamos pela área de desembarque comecei a procurar pelo meu pai, mas encontrei uma outra pessoas ao invés dele.

- Jer! — correi em direção ao meu irmão e o abracei com bastante força – O que você está fazendo aqui? Cade o papai?

- Mamãe fez ele ir até o mercado fazer algumas compras de última hora e ela também ficou em casa fazendo todas as suas comidas preferidas – não pude deixar de revirar os olhos, isso era típico da minha mãe, sempre tentando mimar os filhos – Então sobrou para mim.

- Do jeito que você fala parece que é um grande sacrifício vir me buscar no aeroporto – me fingi de brava e dei um tapa de leve nos seu braço – Deixa eu te apresentar, esse daqui é o meu namorado, Tyler.

- Olá, Tyler! — apertou a mão dele de maneira formal – Finalmente conheci o cara que roubou o coração da minha irmã.

- Jer! — o reprimi mais uma vez, já podia sentir minhas bochechas esquentarem.

- Bom, não sei se eu conquistei o coração da sua irmã – comentou – Mas pode ter certeza de que estou me esforçando muito para isso.

- Ótimo! — lançou um olhar ameaçador – Saiba que se você fizer alguma coisa para magoá-la, vai ter que se ver comigo.

Começamos a caminhar em direção ao estacionamento, passei o caminho inteiro abraçada com Jeremy e ele foi me contando tudo que aconteceu desde a última vez que nos vimos.

- O nosso time de hóquei está cada vez melhor – falou casualmente – Acho que vamos conseguir ir para a final do nacional depois de vários anos.

- Mas isso é ótimo, Jer – meu irmão sempre gostou de hóquei e ele até está tentando conseguir uma bolsa de estudos para jogar na faculdade – Mas e como está a escola, você tem tirado boas notas?

- Sim, Lena, pode ficar tranquila – garantiu – Acredite em mim, tenho sido motivo de muito orgulho para a mamãe e o papai.

- E esse é o meu irmãozinho! — passei a mão pelo cabelo dele, bagunçando de leve – Continue sempre assim.

Chegamos até o lugar aonde ele tinha estacionado. Jeremy estava usando o terceiro carro carro da família, é um conversível que já foi branco, mas agora tem uma cor encardida, eu aprendi a dirigir nele e o usei até que fui embora de casa para a faculdade.

- É tão estranho ver você dirigindo, Jer – comentei, estava sentada ao lado do meu irmão enquanto Tyler estava no banco de trás.

- Eu cresci, Lena, não sou mais aquele pirralho que ficava controlando você o Matt para ele não avançar muito o sinal – fiz uma careta com aquela lembrança – Já tenho quase 18 anos, ano que vem eu vou para a faculdade.

- Tem razão – concordei.

O caminho até a cidade foi bem tranquilo e logo estávamos parados na frente da garagem na casa dos meus pais. Abri a porta e fiquei encarando o lugar aonde eu tinha nascido, passado toda a minha infância e da adolescência.

- Então foi aqui que você cresceu? — Ty perguntou me abraçando pela cintura e apoiando o queixo no meu ombro.

- É aqui mesmo! — concordei com a cabeça – Eu passei ótimos momentos nessa casa.

Nesse momento Jeremy já tinha retirado as bagagens dentro do porta-malas. No momento em que passamos pela porta da sala senti um cheiro muito bom vindo da cozinha.

- Mãe, nós já chegamos – meu disse, não demorou muito para ela aparecer na porta da cozinha.

- Elena, minha querida, finalmente você chegou – ela me abraçou e deu vários beijos pelo meu roto – Não sabe a saudade que eu estava de você, querida.

- Também estava com saudades de você, mãe – garanti.

- Lena! — minha irmã caçula veio correndo do alto da escada – Que bom que você chegou.

- Oi, Kath – me ajoelhei para ficar na altura dela, me fazia lembrar de mim mesma quando tinha essa idade, está cada dia mais parecida comigo – Como você cresceu!

- Cinco centímetros desde a última vez em que esteve aqui – respondeu, orgulhosa.

- Mas que maravilha – brinquei fazendo cosquinha nela e ela riu tentando se afastar de mim.

- Quanto tempo você pretende ficar aqui, Lena? — ela me perguntou – Você sempre fica tão pouco tempo aqui, tenho saudades da época em que você morava aqui em Toronto.

Senti algumas lágrimas se formando no canto do meu olho. Quando eu me mudei Kath tinha entre sete e oito anos e deve ser mesmo muito confuso para ela não ter a irmã a mais velha morando com ela.

- Dessa vez eu vou ficar duas semanas aqui – avisei enquanto mexia em seu cabelo ralinho – Sei que é pouco, mas eu preciso voltar para Atlanta, eu tenho as aulas na faculdade, da mesma maneira que você tem no colégio.

- Certo! — deu um longo suspiro, mas acabou concordando – Você vai voltar no natal, não é mesmo?

Minha mãe também ficou esperando que eu respondesse e eu fiquei sem reação. Se eu estiver mesmo grávida em dezembro estarei com quatro meses e uma barriga que começará a aparecer, não vai ter como eu visitar minha família nessa época.

- Ainda não sei, Kath, vamos ver como as coisas ficam até lá – consegui mudar de assinto enquanto me levantava – Mas que cabeça a minha, esqueci de fazer as devidas apresentações.

Então eu apresentei Tyler para minha mãe e para a minha irmã, as duas pareciam ter gostado muito dele. Para a maioria das pessoas isso era sempre um bom sinal, mas não sei muito bem o que pensar sobre isso.

- Bom querida, quero que a hospedagem de vocês aqui em casa seja a melhor possível – minha mãe avisou – Por isso pedi para o seu pai ir até o mercado comprar aquele cereal que você adora e também vários biscoitos recheados.

- Ora, mãe, não precisava de nada disso – garanti.

- Que bobagem, Lena, você merece – avisou – E Tyler, querido, se precisar de alguma coisa não precisa ter vergonha de pedir.

- Está bem! — concordou com a cabeça.

- Bom, acho melhor você irem descansar, deve ter sido uma viagem muito cansativa – continuou – O seu antigo quarto já está arrumado.

- Vamos ficar no mesmo quarto? — perguntei espantada, dei uma olhada para o meu namorado e ele estava do mesmo jeito, acho que também não estava esperando por isso.

- Mas é claro que sim, querida, sei muito bem o que devem fazer quando estão em Atlanta – fiquei encarando meus próprios pés, se ela soubesse a verdade – Além disso, você não é nenhuma criança, já vai fazer 21 anos, tem idade o suficiente para dormir no mesmo quarto que o seu namorado.

- O que vocês fazem quando estão em Atlanta? — Katherine perguntou, ela estava totalmente confusa nesse momento.

- Não é nada! — eu, Jeremy e Tyler nos apressamos em dizer.

- Como eu ia dizendo antes, vocês podem ir descansar – ela continuou – Chamo vocês na hora do almoço. Estou fazendo aquela macarronada que eu sei que você ama e também preparei aquele bolo de chocolate com cobertura de chocolate branco, o seu favorito.

- É sério, mãe, se você continuar assim vou voltar para casa uns cinco quilos mais gorda – observei.

- O que não vai fazer mal nenhum, você está muito magra – ficou me olhando de cima a baixo – É bom você passar um tempo em casa, nada como comida da mamãe.

Então fomos para o andar de cima da casa, meu irmão e meu namorado levaram as malas para cima, não me deixando carregar absolutamente nada. Meu quarto estava exatamente como eu havia deixado da última vez em que estive aqui, aquele sempre tinha sido o meu cantinho favorito no mundo.

- Sua família é bem legal! — Tyler observou quando estávamos sozinhos, eu me sentei na cama e retirei as minhas sapatilhas – Mal posso esperar para conhecer o seu pai também.

- Minha família é mesmo maravilhosa – concordei dando um pequeno sorriso – E você vai gostar do meu pai também.

- Só espero que ele não implique muito comigo – observou – Afinal, não deve ser muito fácil conhecer o novo namorado da filha mais velha.

- Acredite em mim, meu pai não é do tipo ciumento – o tranquilizei – Quando eu era pequena ele até dizia que eu só namoraria depois dos 30 e coisa e tal, mas depois parou com isso. Provavelmente transferiu isso para a Katherine.

- Fico muito feliz em ouvir isso – ajoelhou na minha frente antes de me dar um selinho – Sabe uma coisa que eu não entendi? Por que você disse que não sabe se vai passar o natal com a sua família? Desde eu te conheço você sabe faz questão de vir para cá no final do ano.

- Sei disso, mas esse ano as coisas são diferentes – suspirei – Como é que eu vou aparecer aqui grávida?

- Deixa eu ver se entendi bem? — ficou me observando – Está me dizendo que você não vai contar para a sua família sobre o bebê?

Oh sim, claro Ty. Vou contar a eles que um cara, que não é o meu namorado, me ofereceu muito dinheiro para ter um filho com ele, então eu vou passar nove meses carregando um barrigão e depois vou entregar a criança para o pai criar – revirou os olhos – Sem dúvida, vai ser uma conversa bem interessante.

Nunca gostei de mentir e mentir para a minha família era a pior coisa do mundo, sempre me senti horrível depois disso. Mas isso era necessário, não podia simplesmente contar a verdade, seria muito pior.

- Tem razão – concordou fazendo uma careta – Mas tem certeza de que vai conseguir esconder isso da sua família?

- Não é como se eu tivesse muita escolha – dei de ombros.

Ele se sentou ao meu lado e ficou segurando a minha mão, tentando nesse gesto me acalmar.

- Ás vezes eu queria que você não tivesse aceitado essa maldita proposta – admitiu – Mas agora não tem como voltar atrás, então quero que você saiba que eu estou aqui te dando apoio com tudo para você precisar.

- Muito obrigada, por isso, Ty – disse – Não sabe o quanto é importante ter o seu apoio nesse momento.

- Você é minha namorada – lembrou – Tenho que estar aqui ao seu lado, nas horas boas e nas más.

Estava me inclinando para beijá-lo quando ouvi um barulho no lado de fora da janela e fui ver o que era. Meu pai tinha acabado de chegar.

- Bom, Lena, acho que vou lá embaixo pegar um copo de água – ele avisou – Vai ficar bem aqui sozinha?

- Claro que sim – garanti – Vou começar a desarrumar a minha mala.

Tyler concordou com a cabeça e saiu do quarto fechando a porta.

Abri a minha mala e lá estava o teste de gravidez bem em cima de todas as roupas. Não pude deixar de pensar na minha ansiedade em fazer logo o exame e acabar logo com toda essa expectativa, mas não podia se apressada, ou poderia dar alguma alteração.

Por um lado a minha menstruação já era para ter vindo há uma semana e ela nunca tinha atrasado antes. Apesar de ter uma pequena chance de ser só o meu inconsciente me pregando uma peça, há uma chance eu estar sim grávida.

Fiquei algum tempo olhando para aquela caixinha nas minhas mãos, como é que um objeto tão pequeno tem o poder de mudar uma vida por completo. Decidi que não podia mais esperar e corri para o banheiro, essa era a hora, tinha que fazer esse teste agora mesmo ou iria acabar enlouquecendo.

Era muito desconfortável fazer xixi em um palito, mas eu consegui. O coloquei em cima da pia para esperar o tempo que dizia na caixa, os três minutos mais longos da minha vida.

E lá estavam dois tracinhos azuis formando o sinal de “+”, positivo. Agora não tinha mais dúvida, eu estava mesmo grávida. Coloquei a mão sob a barriga, era mesmo incrível saber que um outro ser humano crescendo dentro de mim.

- Lena! — Tyler abriu a porta do quarto e se espantou ao me ver no banheiro me encarando no espelho – Está tudo bem?

- Está sim! — concordei com a cabeça, não iria falar nada sobre o bebê, queria que Damon fosse o primeiro a saber.

- Sua mãe está chamando para almoçarmos – avisou.

- Então vamos logo – disse me aproximando e puxando o meu namorado pelo braço – Eu estou morrendo de fome.

Tinha ido para aquela viagem com muitas dúvidas na minha cabeça, mas agora eu tenho uma certeza, há pelo menos um motivo para comemorar.

Notas finais
E a Leninha tá mesmo grávida!!!! Todo mundo comemora!!!!
Antes que alguém me perguntar, no próximo cap o Damon já vai saber que vai ser pai!
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Ajudinha visual:
Katherine: http://www.studentsoftheworld.info/sites/tv/img/5420_1193_justice_4355_200w.jpg
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Não vou me estender muito nessas notas finais, só quero pedir para vocês leiam a minha nova fic em parceria com a Wendy Falls, é um drama por isso já aviso que preparem os lencinhos.
http://fanfiction.com.br/historia/371511/One_More_Time/
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Bom, é isso
comentem e digam o que estão achando
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