Proposta Indecente

12 Capítulo 11 - Conversas na madrugada


Notas iniciais
26 comentários no último capítulo! Preciso dizer o quanto fiquei feliz quando viu isso? Quero agradecer a cada um desses comentários, é muito bom saber que vocês estão gostando da minha história.
Agora só falta mais recomendações né?
Bom gente, é isso
aqui está o cap novo
espero que gostem

Elena

Quando acordei percebi que ainda estava escuro do lado de fora, dei uma rápida olhada no relógio da mesinha e vi que eram 4 horas da manhã. Levantei com todo o cuidado para não acordar o moreno que dormia profundamente ao meu lado, peguei a camisa dele que ainda estava no chão e a vesti, ela bati na metade da minha coxa, mas pelo menos cobria alguma coisa.

Minha primeira ideia foi ligar a televisão para ver se eu pegava no sono novamente, algo que sempre faço quando tenho insônia, mas não queria correr o risco de acordar o Damon, então fui até a janela e fiquei olhando aquela vista simplesmente maravilhosa. Mesmo no meio da madrugada Nova York continuava totalmente iluminada, é por isso que a chamam de cidade que nunca dorme.

Percebi que minha bolsa ainda estava no sofá, exatamente no local que a deixei quando chegamos. Sentei ao lado para mexer nela e peguei o meu celular, tinha uma mensagem que não estava lá quando liguei o aparelho logo depois do voo. Era do Tyler.

Lena,

Assim que você chegar para onde quer que esteja indo me liga ou simplesmente me mande uma mensagem. Preciso saber se você está bem.

Te amo,

Tyler.

Aquela mensagem me fez sentir um pequeno aperto no coração, não tinha pensado no meu namorado nenhuma vez desde que entrei naquele avião. Toda essa situação já era estranha desde o inicio e agora que eu e Damon transamos pela primeira vez e tendencia é só piorar. Comecei a digitar uma resposta para ele.

Ty,

Eu já cheguei e estou bem, não precisa se preocupar comigo. Nos falamos melhor depois.

Beijos,

Elena.

Agradeci mentalmente por ser muito tarde para ligar para ele, não sei se teria coragem de estudar a sua voz nesse momento, nem sei o que iria te dizer.

Fiquei algum tempo ali encarando o meu celular. Apertei o botão da agenda telefônica e comecei a passar pelos números até encontrar o de Caroline, quando menos percebi já estava ligando para ela.

- Alô! — ouvi a voz sonolenta da minha melhor amiga, como sei que ela dorme com o celular em cima da mesinha não deve ter nem levantado da cama.

- Oi, Car, sou eu! — disse em seguida.

- Lena? — pareceu um pouco confusa – Você sabe que horas são? Estamos no meio da madrugada!

- Eu sei disso — garanti – Não estou tão longe assim, estou no mesmo fuso horário que você. Desculpe ter te acordado, mas é que eu precisava falar com você.

- E aonde que você está? — pareceu estar totalmente acordada agora.

- Em Nova York! — disse totalmente animada – Estamos hospedado na suíte presidencial do The New York Palace. Você não tem ideia de como isso daqui é incrível!

- Deve ser mesmo incrível – concordou – Mas agora vamos ao que interessa. Vocês foram para os finalmentes?

- Caroline Forbes! — a repreendi, já podia sentir minhas bochechas esquentarem de vergonha – Será possível que você só pensa em sexo?

- Pense em mim como a sua melhor amiga que se preocupa com você e com tudo que você sentiu na sua primeira vez – se defendeu – E é claro que preciso admitir que estou um pouco curiosa.

- Bom, então para acabar com a sua curiosidade, sim, nós transamos – respondi por fim, sorte que estávamos há vário quilômetros de distância.

- Eu sabia! — começou a gritar, tinha certeza de que ela não iria dormir mais hoje depois da nossa conversa – Mas me fale mais, como foi?

- Não é como se eu tivesse alguma coisa com a qual comparar – dei de ombros – Mas foi ótimo e o Damon foi um perfeito cavalheiro quando soube que seria a minha primeira vez.

- E a lingerie, você usou? - perguntou mais uma vez – Você usou uma delas, não foi?

Não pude deixar de revirar os olhos. Sabia que ela iria querer saber disso.

- Sim, Car, eu usei aquela camisola totalmente indecente que você me deu – falei logo de uma vez – E sabe, até que eu tenho que te agradecer nesse ponto, o Damon até perguntou se eu tinha outras camisolas iguais a essa.

- Está vendo? Eu sei das coisas, Leninha! — tinha certeza de que ela estava com um sorriso convencido nos lábios.

- Será que nós podemos mudar de assunto? — pedi – Não estou muito confortável em falar sobre a minha recente vida sexual com você pelo telefone.

- Tudo bem! — concordou – Você já falou com o Tyler depois que chegou a Nova York?

- Mandei uma mensagem para ele – meu tom de voz saiu totalmente indiferente, embora essa não fosse a minha intenção.

- Olha, Lena, eu prometi que não vou mais me meter nessa história toda – continuou – Mas o Tyler te ama e está aguentando tudo isso por você, não se esquece disso.

- Não esqueci! — garanti.

- Lena? — me virei e encontrei Damon parado em frente ao sofá, ele estava vestindo apenas a sua cueca boxer preta – O que você está fazendo aqui?

- Car, eu preciso desligar – avisei – Depois conversamos melhor em uma hora mais apropriada.

- Agora que você me acordou – reclamou – Mas tudo bem, vou ver se consigo dormir mais um pouco, nem todo mundo vai passar um mês em Nova York sem fazer nada, o desfile da Hanna Marin é amanhã eu preciso chegar o ateliê bem cedo para ajudá-la com os ajustes finais.

- Boa sorte no desfile então – disse – Depois me diz como foi tudo.

- E boa sorte para você também! - completou – E não pense que vai conseguir escapar, depois eu vou querer todos os detalhes.

- Certo, Car, boa noite! — desliguei antes que ela pudesse falar mais alguma coisa – Espero que eu não tenha te acordado – me virei para Damon.

- Não se preocupe com isso, não me acordou – respondeu sentado-se ao me lado – Acordei e percebi que você não estava ao meu lado, então ouvi sua voz vindo aqui da sala.

- Perdi o sono e vim aqui para sala – expliquei – Como não tinha nada para fazer, acabei ligando para a Caroline.

- As quatro horas da manhã – deu um sorriso torto – Aposto que ela não ficou muito feliz.

- No inicio não! — foi tudo que eu falei, não estava muito afim de falar sobre o que estávamos conversando – O problema é que eu continuo com sono.

- Bom, eu estou aqui agora – apontou para si mesmo – Podemos conversar até você pegar no sono.

- Sério mesmo? — ele apenas balançou a cabeça afirmativamente – E sobre o que você quer conversar?

Ele colocou a mão no queixo e ficou pensando por algum tempo.

- Bom, você me disse que já tinha vindo a Nova York outras duas vezes – disse – Por que não me conta da primeira vez em que veio aqui?

Aquilo tinha me pego totalmente de surpresa. É claro que já tinha contado coisa sobre a minha família, a minha infância em Toronto e tudo mais, mas ele nunca tinha me perguntado sobre algo tão específico.

- Foi durante o verão, eu tinha 7 para 8 anos – disse – Meus pais disseram que eu poderia escolher uma viagem para qualquer como presente de aniversário. Acho que eles pesaram que eu fosse querer ir a Disney ou algo do tipo, mas eu escolhi Nova York.

Dei um pequeno sorriso e ele repetiu o meu gesto.

- Passamos uma semana aqui e um dos dias mais divertidos foi quando fomos a Broadway assistir ao musical Cats. Eu ainda me lembro de todas aquelas luzes, foi incrível! — continuei.

- Sei o que quer dizer – afirmou com a cabeça – Mas por que você escolheu vir para Nova York? Se é que eu posso perguntar.

- Claro que pode perguntar – respondi – Acontece que eu sempre amei a cidade de Nova York e ao 7 anos eu dizia que moraria aqui um dia viria morar aqui e bom, na verdade eu ainda quero.

- Então por que você não veio fazer faculdade aqui? — perguntou mais uma vez – Quero dizer, você foi aprovada na New York University, não é?

Pisquei várias vezes enquanto o encarava surpresa. Eu realmente tinha sido aprovada na New York University, tanto que a segunda vez que eu vim a Nova York foi a há três anos para a entrevista de admissão. Só que eu não me lembro de ter comentado isso com ele em nenhum momento.

- Como é que você sabe que eu fui aprovada na New York University? — decidi questioná-lo.

- Você me falou! — parecia ligeiramente assustado – Não lembro quando foi, mas você falou sim.

Dei de ombros, devia mesmo ter falado. De que outra maneira ele saberia? Tenho certeza de que Damon não mandou alguém investigar toda a minha vida, esse tipo de coisa só acontece em filmes.

- Confesso que no momento em que recebi a carta de aprovação da New York, eu pensei em aceitar sem nem ao menos pensar nas minas outras opções – dei de ombros – Mas depois decidi ser racional, fui pesquisar e descobri que a Universidade da Georgia tinha um programa de literatura mais amplo, sem contar que indo para Atlanta eu teria a oportunidade de conseguir um estágio na melhor editora do pais.

- Ora, você está exagerando, Elena – ficou encarando as próprias mãos nesse momento.

- Claro que a minha mãe não ficou tão feliz assim com a minha decisão – continuei – Mas ela também não teria gostado se eu viesse para Nova York, então...

- Mãe super protetora, sei como é – revirou os olhos – Se dependesse da minha mãe eu também não queria que eu fizesse faculdade e ficasse para sempre em casa.

- No meu caso, minha mãe queria que eu fosse para a U of T, aonde eu também fui aprovada, já que ela estuda lá e conhece todos os professores – dei um longo suspiro com as lembranças – Para a falar a verdade, eu só me inscrevi por que minha mãe ficou sabendo que eu estava preenchendo fichas para a faculdade e ela levou da U of T para mim, mas só iria para lá se fosse a única em que tivesse sido aprovada.

- Pelo jeito você não queria mesmo fazer a faculdade lá em Toronto – comentou divertido.

- Fazer faculdade na cidade que nasceu, depois de se formar arranjar um emprego, se casar, ter filhos e continuar lá pelo resto da vida – disse – Isso pode ser o sonho de muitas pessoas, mas não é para mim. Eu quero conhecer o mundo, não ficar presa em Toronto para sempre.

- E que lugares você quer conhecer? — quis saber, parecia mesmo bem interessado nessa conversa.

- Quero literalmente fazer uma viagem ao mundo, mas não tudo de uma vez, é claro – falei – Primeiro conhecer outras cidades nos Estados Unidos e no México; depois América do Sul, Brasil, Argentina e talvez Chile; e a Europa toda, é claro; e da Asia quero a Rússia, Índia, China e Japão e também alguns lugares da Africa; e por última a Austrália.

- Sabe, eu adoraria te levar para conhecer todos esses lugares – segurou a minha mão.

E lá estava ele sendo todo compreensivo, agindo como namorado atencioso e fazendo planos para nós dois, não era para ser assim. Nosso relacionamento deveria se resumir apenas a esse mês aqui em Nova York e ocasionalmente nos próximos 9 meses, mas depois que o bebê nascer nunca mais vamos nos ver.

- Vamos parar de falar sobre mim, a minha vida é tão entediante – decidi mudar de assunto antes que as coisas começassem a ficar estranhas – Agora é sua vez. Qual foi a primeira vez que você veio a Nova York?

- Deixa eu pensar – colocou a mão no queixo – Eu tinha 10 anos, minha mãe estava gripada e meu pai tinha que vir a Nova York a trabalho e decidiu trazer a mim e eu Stefan para não darmos trabalho para a minha mãe. Passamos a maior parte do tempo no quarto do hotel, por que não tinha ninguém para ficar conosco, mas nos divertimos a beça, nunca tomamos tanto sorvete nas nossas vidas como naqueles cinco dias.

- Crianças se divertem mesmo com qualquer coisa – comentei.

- Já vim aqui várias outras vezes é claro, mas essa foi bem marcante – admitiu – Eram bons tempos.

- E já que falamos sobre faculdade – falei – Aonde foi que você estudou?

- Em Duke, na Carolina do norte – respondeu – Meu irmão Stefan também foi para lá, mas é claro que não estudamos na mesma época. Acho que minha irmã Gaby também vai se inscrever para lá, mas não sei se ela quer ir para lá realmente.

Então ela começou a contar a respeito das coisas divertidas que ele fez na época da faculdade. Pelo jeito devem mesmo ter sido quatro anos incríveis.

- Mas depois da formatura decidiu voltar para Atlanta – falei depois de ouvir tudo – Por que isso?

- Queria ficar perto dos meus pais e dos meus irmãos – explicou – A minha família é muito importante para mim.

- Isso é mesmo lindo! — afirmei.

É claro que a minha família também é muito importante para mim e eu sinto falta deles todos os dias em que estou fora, mas sempre posso vê-los durante as férias, só que eu não sei se me mudaria de volta para Atlanta só por causa deles. Eu admiro ele por isso.

Damon se aproximou um pouco mais de mim e colocou a mão sob a minha perna antes de me encarar profundamente.

- Eu já disse o quanto você fica linda com a minha camisa? — sussurrou bem próximo do meu rosto.

- Mais do que com aquela camisola? — decidi dar uma provocadinha.

- Agora você me pegou – passou a mão que não estava na minha perna em seus cabelos – Você fica perfeita dos dois jeitos. O que acha?

- Acho que está bom para mim – afirmei.

Inclinou-se encostando os lábios nos meus. Enquanto aprofundava o beijo começou foi abrir o primeiro botão fazendo o mesmo com os outros tirando a camisa do meu corpo e a jogou no chão. Foi me fazendo deitar no sofá ficando por cima de mim, pude sentir o quanto ele já estava animado.

- Nós vamos mesmo transar aqui? — perguntei quando ele passou a beijar no meu pescoço.

- É sempre bom tentar coisas diferentes, já vai aprendendo isso – sussurrou contra a minha pela – É só você relaxar, te garanto que vai ser tão bom quanto na cama.

Concordei com a cabeça. Me virei rapidamente dando uma olhada na porta do elevador, não conseguia deixar de pensar que alguém poderia chegar e nos pegar no flagra.

- Não se preocupe, ninguém pode entrar aqui sem a chave – ele disse como se estivesse lendo a minha mente.

- Se você diz! — coloquei uma das mãos em cada um dos ombros dele, fazendo com que se sentasse – Vem aqui que eu quero tentar uma coisa.

Retirei a cueca dele, deixando o seu membro totalmente rijo a mostra. Comecei a fazer movimentos de vai em vem com a mão, Damon soltou um gemido bem alto.

- Ah Lena! — falou – Isso é ótimo. Continua!

E foi o que fiz, continuei acelerando a minha massagem, me abaixei um pouco, passando a língua na pontinha do membro e depois o coloquei na boca.

- Wow! — ofegou – Aonde foi que você aprendeu isso?

- Tem muita coisa sobre mim que você não sabe, Damon Salvatore – dei um sorriso sacana e continuei a minha atividade.

Quando Damon estava quase chegando ao ápice fez com que eu levantasse a cabeça e afastasse minhas mãos dele. Podia vir as gotas de suor em toda a sua testa.

- Agora chega – segurou a minha cintura – Quero fazer isso dentro de você.

Fez com que eu me sentasse no seu colo enquanto o penetrava, dessa vez não doeu e a sensação de tê-lo dentro de mim foi bem menos incômodo. Comecei a me movimentar para cima e para baixo e cada vez a sensação de prazer ficava maior, encostei no nariz no de Damon sentindo a respiração quente dele no me rosto.

- Eu não aguentou mais! — minha voz saiu entrecortada decido a minha respiração ofegante.

- Também não! — estava da mesma maneira que eu – Vamos juntos?

Não precisou dizer mais nada, no minuto seguinte estávamos nos derramando um no outro. Encostei a cabeça no ombro dele e percebi que o dia estava quase amanhecendo.

- Acho que agora eu estou com sono – comentei antes de dar um pequeno bocejo – O que acha de voltarmos para cama?

- Ótima ideia! — concordou com a cabeça.

Damon me ajudou a sair de dentro dele e voltamos para o quarto. Encostei a cabeça em seu peito enquanto ele passava a mão de cima a baixo das minhas costas, não demorou muito para estar dormindo.

Notas finais
Ta ai gente, mais uma hot Dalena e nesse cap ainda teve uma conversa entre a Lena e a Car e uma entre ela e o Damon.
Já vou avisando que teremos somente mais dois capítulos deles em Nova York, por que se não vai ficar um pouco cansativo e também tem mais coisa para acontecer aqui...
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Mudando de assunto
Nian não terminou!!!!!
Quem ai está aliviado?
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É isso gente
comentem e digam o que estão achando
Recomendações?