Proposta Indecente
32 Capítulo 31 - Longa busca
Notas iniciais
Aqui está o cap novo, espero que gostem!!!
Leiam as notas finais....
Elena
Confesso que pensei que fosse ser mais difícil convencê-lo a procurar a mão biológica, mas Damon concordou bem rápido. Claro que eu sei que ele tem os Salvatores que o criaram e são a família verdadeira, mas tenho certeza de que conhecer as suas verdadeiras origens é muito bom, nem que seja somente para esclarecer algumas coisas.
No dia seguinte de manhã eu sai bem cedo para poder falar com Caroline sobre o meu plano. Por sorte ela conseguiu falar com Klaus e nós duas iriamos falar com ele na hora do almoço.
Como combinado, minha amiga estava me esperando na porta do prédio do departamento de literatura. Assim que ela me viu abriu um enorme sorriso.
- Oi, Lena – me abraçou e deu um beijo no meu rosto – Como é que estão esses bebezinhos lindos?
- Estamos ótimos – afirmei passando a mão pela barriga.
- Que ótimo – bateu as mãos uma na outra – Então, Gwen e Chad, a madrinha de vocês vai levá-los para almoçar.
- E quem disse que você vai ser a madrinha, Caroline Forbes – cruzei os braços e a encarei – Ainda não me decidi sobre isso.
- Ora, mas tenho certeza de que você vai pensar sobre isso – garantiu – Pelo menos de um deles, não é mesmo Lena?
Na verdade eu ainda não tinha pensado em nada sobre isso, não pensei nada do que aconteceria depois que os bebês nascessem. Para mim ainda era muito surreal pensar que vou criar meus filhos juntamente com o Damon, há um ano nunca imaginaria que a minha vida pudesse mudar tanto em poucos meses.
- Então, vamos logo? — estava totalmente ansiosa para resolver isso o mais rápido o possível.
- Claro! — concordou.
O restaurante não ficava tão longe assim do campus, mas tivemos que pegar um táxi, pois era longe para irmos a pé. Klaus já estava nos esperando lá.
- Oi, meninas – me cumprimentou com um beijo no rosto e deu um selinho em Caroline – Bom, a Car me contou, mais ou menos, o que você está querendo, mas me explique essa história direito.
Então eu contei tudo. A respeito da procura pela mãe biológica do Damon e que ele mesmo concordou com isso, por fim lhe passei o nome da mulher, que estava na certidão de nascimento dele.
- Bom, isso não é algo muito comum de se fazer – comentou – Você tem certeza de que é isso mesmo que o Damon quer?
- Ele concordou em procurá-la – apenas dei de ombros – Não estou fazendo nada de ilegal.
- Tudo bem, essa parte eu entendi – continuou – Acontece que procurar a mãe biológica do Damon pode mexer em algumas antigas feridas que não precisam ser abertas.
- Eu estou fazendo isso pelos meus filhos – repeti o que já tinha dito a Damon na noite anterior – Sei que os pais do Damon serão ótimos avós e não estou reclamando disso, mas ele merece saber as suas origens.
- É melhor você discutir, Klaus – minha amiga avisou – A Lena consegue ser muito teimosa quando quer.
- Ei! — reclamei, me virando para ela totalmente indignada.
- Tudo bem, vou começar a procurá-la assim que voltar para o trapalho – dobrou o papel que lhe entreguei e colocou dentro do bolso do terno – E te ligo assim que tiver alguma novidade.
- Está bem, Klaus – afirmei – E, mais uma vez, muito obrigada.
- E agora, vamos almoçar – avisou enquanto pegava o cardápio ao lado do prato – Não sei quanto a vocês, mas eu estou com muita fome.
O restante do almoço ocorreu sem maiores problemas, Klaus e Caroline sempre foram ótimas companhias. Eu ainda tinha a primeira aula do período da tarde, então tive que correr para a faculdade depois de terminar de comer, apesar do sono que estava sentindo, não podia faltar aula de jeito nenhum.
Quando cheguei ao apartamento do Damon fui tomar um banho relaxante e me deitei para poder ler um pouco, claro que eu acabei dormindo ao invés disso. Acordei com o meu celular tocando e já estava quase de noite.
- Alô – atendi sem nem ao menos olhar o identificador de chamadas, minha voz saiu totalmente sonolenta – Elena Gilbert, falando.
- Elena, aqui é o Klaus – disse do outro lado da linha – Eu encontrei uma Isobel Flemming na área de Seatle como você tinha me pedido. Ela pode ser a mãe biológica do Damon.
- Mas que ótima notícia – comentei, achei que fosse demorar bem mais, sempre acreditei que procurar um pessoa levasse tempo – Você pode me passar todos os dados dela.
- Mas é claro – afirmou – Pega papel e caneta para anotar.
E foi o que eu fiz. Ele me passou o endereço dessa Isobel, nunca estive em Seatle, mas acredito que não deva ser muito difícil de achar, ainda mais se tiver um GPS.
- Perfeito! — fiquei algum tempo encarando aquele papel – E mais uma vez, muito obrigada, Klaus, não sei como eu faria isso se você não tivesse me ajudado.
- Não foi nada – garantiu – E boa sorte com o restante da sua procura.
- Muito obrigada – quando olhei para frente, Damon estava encostado no batente da porta – Eu preciso desligar, mas mando todas as notícias pela Car.
Assim desliguei o celular o coloquei em cima da cama ele veio se aproximando e retirou o paletó.
- Estava falando com o Klaus, o namorado da Caroline – expliquei – Ele acha que pode ter encontrado a sua mãe biológica.
- Mas já? — ficou tão espantado quanto eu – Você realmente não perde tempo.
- Como eu disse, Isobel não é um nome muito comum e só tem uma com esse sobrenome que vive em Seatle – entreguei o papel para ele – Aqui está o endereço.
Ficou vários segundos olhando para a folha, seu olhos não estavam nem se mexendo, o que sugere que não estava nem lendo.
- Sei que você precisa de um tempo para absolver tudo isso – já que ele não ia falar nada, continuei – Mas depois podemos ir para Seatle procurá-la, eu jamais te deixaria sozinho em um momento como esse.
- Perfeito – finalmente ele deu algum sinal de “vida” — Vou ligar para os meus pais e pedir para reservarem o avião para vocês dois amanhã mesmo.
- O que? — fiquei totalmente espantada – Não foi isso que eu quis dizer, Damon...
- Vou ter que conhecê-la de qualquer maneira, não é mesmo? — me interrompeu – Melhor ir logo e acabar com essa história de uma vez por todas.
Não tive tempo de falar mais nada, ele já tinha saído do quarto. Dei um longo suspiro e passei a mão pela minha barriga.
- É isso, meus filhos, a vida é mesmo bem complicada – comentei – Quando vocês estiverem aqui fora logo vão perceber isso.
Não demorou muito para ele voltar, parecia um pouco mais calmo do que estava antes.
- Já está tudo pronto – comentou – Meu pai vai dar alguns telefonemas e amanhã na hora do almoço o avião estará pronto para nos levar a Seatle.
- Você contou a eles o que estamos indo fazer lá? — fiquei preocupada, por mais que a mãe dele tenha dito que achava normal se ele tivesse essa curiosidade, saber que ele estava procurando a única parente de sangue era bem diferente.
- Sim – respondeu – Minha mãe disse que está aqui para o que precisarmos e até perguntou se não queria que ela fosse junto, mas eu disse que não precisava.
- E está tudo bem para você? — quis saber – Olha, Damon, se você não quiser ir, não precisamos.
- Mas eu quero ir, Lena – garantiu – Já que a Jane está de folga hoje, o que acha de irmos jantar fora? — mudou de assunto rapidamente.
- Claro – decidi responder – Vou trocar de roupa.
O restante da nossa noite foi bem tranquila e o assunto mãe biológica e viagem a Seatle não foi comentado em momento algum. Acordei no dia seguinte bem cedo para arrumar as minhas malas e logo estávamos saindo em direção ao aeroporto.
Foi um longo voo e Damon passou o tempo todo em seu tablet verificando os e-mails e eu tentei me distrair lendo um livro e olhando as nuvens do lado de fora, mas estava praticamente impossível.
- Damon, precisamos conversar antes que esse avião pouse – avisei, fazendo com que ele se virasse para mim.
- O que houve? — quis saber.
- Sei que você está se fazendo de forte e dizendo que não tem problema em conhecer a sua mãe biológica – comentei – Mas vi como você ficou no dia do seu aniversário e não sei como você pode ter mudado de ideia assim tão rápido.
- Olha, Lena, não vou mentir que não tenho o menor interesse em conhecer essa mulher, ela me abandonou e não merece a menor compreensão da minha parte – admitiu – Mas acho que você tem razão, talvez eu tenha algumas perguntas para fazer a ela.
- Se você diz – apenas dei de ombros – Só não quero que você se sinta mal com essa viagem.
- A primeira coisa que vou perguntar a ela é quem é o meu pai – continuou, como se eu não tivesse falado nada – E também qual foi o motivo dela ter me abandonado.
Pegou a minha mão e entrelaçou os nosso dedos antes de levá-las até os lábios e depositar o pequeno beijo.
- Não precisa se preocupar com nada, Lena – garantiu – Além disso, você está aqui comigo e, de algum modo, todos os meus problemas desaparecem quando estamos juntos.
- Senhores passageiros estaremos pousando dentro de instantes no aeroporto de Seatle – a voz do piloto no alto-falante no interrompeu – Peço que permaneçam sentados até a aeronave ter parado totalmente também coloquem as poltronas na posição correta.
- E ai vamos nós – comentou dando um pequeno sorriso para mim – Está preparada?
- Sim – disse, imitando o gesto dele.
Virei-me para a janela antes e fique observando o avião baixar, dando um vista panorâmica da cidade, até que pouso no aeroporto. Agora não tinha jeito, já estávamos e Seatle, e quem sabe que surpresas Isobel Flemming guarda para nós.
Notas finais
***
Bom, agora vamos as novidades,
A minha ideia era fazer uma fic só com tipo duas fazes (essa que se passa em 2009 e uma outra que se passa em 2013), mas então eu decidi fazer uma segunda temporada que vai se chamar "A nova proposta".
Então, essa fic aqui ainda terá mais quatro caps e então começaremos a fic nova.
O que acharam?
***
Então é isso,
comentem e digam o que estão achando
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