Proposta Indecente

3 Capítulo 2 - Ela não sai da minha cabeça


Notas iniciais
Mais uma vez, obrigada pelos comentários, eu amei todos eles.
Aqui está o cap novo, espero que gostem.

Damon

– Bom, senhor Salvatore, isso é tudo! — o reitor se levantou da sua mesa para apartar minha mão – Acho que está tudo certo para a palestra de hoje a noite, não é mesmo?

– Acho que sim! — pensei por alguns segundos, acho que não faltaria conversar sobre mais nada – Está tudo certo sim.

– Então nos vemos hoje a noite – avisou – Eu vou apresentá-lo para os estudantes antes de palestra.

– Estarei aqui na hora marcada – garanti.

– Eu já vou pedir para alguém arrumar o material que o senhor pediu no auditório em que vai ser a palestra – completou – E fiquei muito feliz em finalmente conhecê-lo, senhor Salvatore.

– Digo o mesmo para o senhor – digo o mesmo antes de abrir a porta e sair da sala.

Enquanto descia as escadas telefonei para Matt e quando passei pela porta da frente ele já estava me esperando. Fiquei surpreso por ele ter encontrado a reitoria mais rápido do que eu, mas não falei nada, nunca fui bom em orientação mesmo.

– Para onde vamos agora, senhor Salvatore? — meu motorista perguntou enquanto abria a porta do carro.

– Para casa! — avisei – Tenho duas horas para voltar aqui para a universidade para a palestra.

– Como quiser, senhor Salvatore – afirmou com a cabeça.

Enquanto nos dirigíamos em direção ao meu apartamento não pude deixar de pensar na garota em que eu esbarrei mais cedo. Ela não devia ter mais de 20 anos e tinha todo aquele ar inocente, mesmo assim era muito bonita e isso não passou despercebido pelos meus olhos.

Talvez ela fosse a pessoa que eu estava procurando esse tempo todo para fazer a minha “proposta indecente”, como disse Alaric. Mas tirei a ideia da cabeça na mesma hora, não sabia o nome dela, como eu iria procurá-la?

É mesmo uma pena, pois ela seria perfeita.

– Senhor Salvatore! — Matt estava com o rosto virado na direção ao banco de trás do carro, aonde eu estava – Nós já chegamos.

– Estava tão distraído com os meus pensamentos que nem percebi que estávamos parados na garagem do prédio.

– Oh sim, obrigado Matt – concordei com a cabeça abrindo a porta do veículo – Pode tirar duas horas de descanso, quando eu estiver pronto para sair eu te ligo.

Entrei no elevador e digitei o código que levava ao meu apartamento na cobertura. Assim que a porta se abriu tive uma grande surpresa ao encontrar meu irmão sentado no sofá de sala.

– Stefan! — disse – O que você está fazendo aqui?

– O porteiro disse que eu podia subir e a Jane disse que eu podia te esperar aqui até que você chegasse – explicou – Espero que não tenha problema.

Jane era a minha cozinheira é uma senhora muito boazinha, mas que sabe dar bronca quando quer. Por isso ela cuida de mim para a minha mãe.

– Claro que não tem problema, Stefan. Eu deixei bem claro lá na portaria e para a Jane também que você, papai, mamãe e a Gaby tem acesso livre aqui em casa – deixei bem claro – Mas eu pensei que você e a Sutton tivessem uma consulta com o obstetra hoje a tarde.

– E tivemos – respondeu – Foi logo depois do almoço. Depois nós fomos comer alguma coisa no shopping e a Sutton disse que queria olhar algumas vitrines e ver se comprava alguma coisa para o bebê. Como eu nunca tive paciência para essas coisas e a Sutton sabe disso, disse que vinha para cá e quando ela terminar me liga.

– Está bem! — balancei a cabeça afirmativamente – Bom, não sei se eu te falei, mas vou dar uma palestra hoje a noite na Universidade da Georgia e preciso me arrumar, tenho que estar apresentável – tentei imitar uma pose de galã.

– Tudo bem, Damon, sem problema – riu da minha “performasse” — Só preciso conversar uma coisa com você depois.

Conhecia muito bem o meu irmão e sabia que ele devia mesmo estar preocupado com alguma coisa. Stef não teria vindo até aqui se não fosse mesmo urgente.

– Ainda tenho algum tempo – avisei olhando para o meu relógio de pulso antes de me sentar no sofá ao lado dele – Pode falar.

– É uma menina – foi o que ele disse, fiquei confuso por alguns segundos, mas depois entendi – Na consulta do mês passado a médica não tinha conseguido ver nada na ultrassonografia, mas agora conseguiu.

– Uau, meus parabéns, para você e para a Sutton – falei – Imagino o quanto vocês dois devem estar radiantes de tanta felicidade.

– Com certeza – ele dei um longo suspiro, não precisa ser um gênio para saber que era sobre o bebê que ele estava querendo conversar.

– Bom, não é bem o que está parecendo – coloquei a mão em cima do ombro dele – Só não acho que eu seja a pessoa mais recomendada para você conversar sobre isso. Sou um solteirão convicto, lembra? Sem esposa e sem filhos.

– Com qual outra pessoa eu poderia conversar? — lembrou – Papai diria que estou sendo covarde e quero fugir das minhas responsabilidades e mamãe está tão empolgada com a chegada do primeiro neto que não prestaria atenção em nada do que eu falasse.

– Acho que você tem razão! — concordei, por fim – Então me fale, irmãozinho, qual é o seu grande problema.

– Eu estou com muitas dúvidas! — explicou.

– Meio tarde para você estar falando isso, não acha? — não pude deixar de comentar – Quero dizer, você e a Sutton estão morando juntos há três meses e tem um bebê a caminho, esse não é o melhor momento para desistir.

– Não é isso! — revirou os olhos – Eu amo a Sutton e não tenho dúvida de que quero passar o resto da minha vida com ela. Sei disso desde que começamos a namorar ainda no Ensino Médio e a nossa filha só está servindo para reforçar isso.

Sutton Mercer era da mesma turma que o meu irmão na escola desde o maternal, no inicio ele vivia implicando com ele, embora a minha mãe sempre tenha dito que eles ainda acabariam se casando, com o passar dos anos Stefan começou a vê-la com outros olhos, então começaram a sair juntos no primeiro ano do Ensino Médio, o namoro sobreviveu a faculdade e há alguns meses anunciaram que ela estava grávida. Esses dois conseguem ser melosos demais quando estão juntos.

– Então qual é o problema? — quis saber quando ele não falou mais nada.

– O problema é o bebê, não exatamente ela, mas toda essa situação – continuou – Quando Sutton me contou que estava grávida, eu fiquei apavorado, mas acabei aceitando, a criança já estava a caminho e não tinha mais o que ser feito. Mas agora quando a vimos na ultrassonografia, escutamos as batidas do seu coração, isso tornou tudo muito real e eu parei para pensar que só faltam quatro meses para ela estar aqui conosco.

– Você sabia que isso iria acontecer um dia – lembrei – Ela não podia ficar lá na barriga da Sutton para sempre.

– Mas todo isso me faz pensar se eu vou conseguir ser um bom pai – finalmente chegamos a grande questão – Será que vamos conseguir criá-la da mesma maneira que os nossos pais criaram eu, você e a Gaby?

Eram realmente grandes dúvidas e eu não podia culpar o meu irmão por pensar dessa maneira. Acho que se fosse comigo eu estaria na mesma situação.

– Bom, Stefan, como eu disse, eu não sei se sou a melhor pessoa para lhe dar um conselho sobre paternidade – falei calmamente – Mas eu tenho certeza de que você vai ser um bom pai. Isso é uma questão de instinto, quando ela estiver aqui vai saber exatamente o que fazer.

– É a mesma coisa que a Sutton me fala todos os dias – deu um longo suspiro.

– Está vendo, então deve ser mesmo verdade – observei – Você sabe o que dizem, não se deve discutir com um mulher grávida.

Ele deu um pequeno sorriso, pelo jeito estava um pouco mais animado agora.

– E não se preocupe, você e a Sutton se amam e isso é o mais importante para se formar uma família com alguém – completei – Tenho certeza de que você, ela e essa menina linda que vai nascer daqui há alguns meses vão ser muito felizes.

– Obrigado, cara – deu um tapinha de leve nas minhas costas – Não se o que eu faria se não fosse você.

– Não precisa me agradecer – garanti – É para isso que servem os irmãos mais velhos.

– Sim! — concordou com a cabeça – E acho que eu não disse vezes o suficiente o quanto você é importante na minha vida.

– Realmente, você não disse – brinquei – Mas eu sei disso, e você também é muito importante na minha vida.

Meus pais nunca esconderam de mim ou dos meus irmão que eu era adotado e eu sempre fui grato por isso. Também nunca recebi um tratamento diferenciado por isso, eles sempre amaram a nós três por igual.

Minha mãe passo anos fazendo tratamento para fertilidade e depois de algumas tentativas malsucedidas concluiu que não poderia ter filhos e decidiu adotar uma criança. Procuraram em vários orfanatos do pais até me encontrarem em Seatle e saber na mesma hora que era o filho deles, então em trouxeram para Atlanta, eu tinha apenas três anos. Menos de um mês depois que eu estava morando com eles, mamãe descobriu que estava grávida, foi uma grande surpresa, mas era o que precisavam para a alegria estar completa, agora eles teriam dois filhos.

Confesso que quando Stefan nasceu não gostei muito dele, pois estava roubando toda a atenção dos nossos pais para ele. Mas com o tempo eu me acostumei com a ideia de ter um irmão mais novo e hoje em dia não sei como teria sido a minha vida se não tivesse ele por perto.

O telefone dele começou a tocar e ele retirou o aparelho do bolso de trás da calça.

– É a Sutton, tenho que atender – disse depois de olhar o número do identificador de chamadas – Oi, meu amor! Certo, estou saindo da casa do Damon agora mesmo e estarei ai em, no máximo, dez minutos, me espera na porta do shopping.

Desligou o celular e o colocou de volta no mesmo lugar depois que se levantou do sofá.

– Bom, Damon, eu tenho que ir – avisou – Foi muito bom conversar com você e obrigado, mas uma vez, pelos conselhos.

– Certo! — concordei – Sabe que qualquer coisa é só vir aqui.

– Sei sim! — completou afirmando com a cabeça – Acho que a gente se vê no jantar amanhã. Você vai, certo? Mamãe te mataria se você pensasse em não ir.

– Nunca faria uma coisa dessas – levantei as mãos em sinal de rendição – Não estou com vontade de aplacar a ira da senhora Nora Salvatore.

– Você é inteligente – disse.

Fiquei com ele esperando até o elevador parar no meu andar, nos despedimos mais uma vez e Stefan foi embora. Em seguida fui para o meu quarto, afinal ainda tinha a palestra hoje a noite e não podia me atrasar de maneira nenhuma.

Tomei um rápido banho e fiz a barba. Decidi usar meu terno azul marinho e uma gravata cinza, estava pronto e bem apresentável, como um grande executivo de sucesso. Logo eu estava saindo de casa.

Como o reitor havia dito, ele estava esperando na porta do auditório juntamente com um cara que ele apresentou como um funcionário para Universidade que iria me auxiliar em tudo que eu precisasse durante a palestra.

Entramos no prédio e o local estava totalmente lotado, fomos nos dirigindo a frente do auditório e todos começaram a nos seguir com o olhar. Foi quando eu vi, na segunda fileira, a garota da bicicleta de mais cedo, ela parecia ter me reconhecido também e estava surpresa com isso também.

– Boa noite estudantes, é com muita alegria que a Universidade da Georgia recebe vocês para a palestra – o reitor começou a falar – Quero apresentá-los a Damon Salvatore, presidente e fundador da Salvatore's Publisher, que vai falar com vocês hoje. Isso é tudo, vou deixar vocês aqui para ouvirem essa palestra.

Todos começaram a bater palma. Quando começaram a diminuir ele começou a caminhar para a saída do auditório.

– Muito obrigado, senhor reitor – disse, mesmo estando de costas para mim, sabia que ele tinha ouvido – Bom, como vocês já sabem, eu vou dar a palestra para vocês essa noite. Essa é a minha primeira palestra, por isso, espero que não tenha ficado muito cansativa – todos começaram a rir, essa era mesmo a melhor maneira de quebrar o gelo.

Dei uma rápida olhada para a garota e ela continuava a prestar atenção em mim. Percebi que ela estava de mãos dadas com um cara que estava ao seu lado, será que era o namorado dela?

– Acho que para começar eu quero falar sobre como eu fundei a Salvatore's Publisher – continuei – Desde pequeno, meus pais acostumaram a mim e aos meus irmão a ler alguma coisa antes de dormir e quando ficamos um pouco mais velhos, fazíamos isso sozinhos. Eu devia ter uns dez anos quando disse pela primeira vez que queria abrir uma editora e há pouco mais de três anos realizei o meu sonho.

Peguei uma caneta para quadro branco e escrevi a frase “Realizar os seus sonhos”.

– Muitas pessoas aqui podem estar pensando que isso foi fácil para mim por que minha família já tinha dinheiro – acredite, eu já ouvi isso várias vezes ao longo desses anos em que eu abri a Salvatore's Publisher – É verdade que meus pais ajudaram em alguma parte, mas eu também tinha algum dinheiro que eu ganhei em trabalhos de verão e durante a faculdade que eu coloquei em poupança para render. Por isso, se suas famílias não tem condição financeiras tão boas, isso não é desculpa para desistir dos seus sonhos.

Continuei com a palestra dessa maneira, estavam todos prestando atenção e não pareciam nem um pouco entediados, o que significa que eu devia estar fazendo alguma coisa certa. Terminei de falar tudo uma hora e meia depois e fui desligar o notebook e o data show enquanto o meu “assistente” apagava o quadro branco antes de ir embora.

– Alunos de Economia moderna 1 e 2 venham do lado de fora da auditório para assinar a lista de presença – como eu estava de costas só ouvi a voz de uma mulher, imaginei que fosse a professora dessas disciplinas.

Quando me virei novamente o local estava vazio, conclui que todos aqui eram alunos de Economia moderna 1 ou 2. Só tinha uma pessoa que ainda estava sentada, a garota.

– Ora, se não é a garota da bicicleta! — falei, fazendo com que ela me olhasse.

– Não tinha ideia, de você era o famoso Damon Salvatore – percebi que suas bochechas estavam ficando vermelhas de vergonha – Sinto muito por ter te atropelado com a bicicleta, mais uma vez.

– Já disse que a culpa não foi totalmente sua – lembrei – E eu nem sou tão famoso assim.

– Isso é o que você pensa – deu de ombros.

– E como está a sua mão? — decidi mudar de assunto ou daqui a pouco que ia ficar envergonhado era eu.

– Bem melhor, obrigada por perguntar – mostrou a palma mão, o arranhão já tinha cicatrizado.

– Sabe, confesso que fiquei surpreso quando te vi aqui – admiti – Não imaginei te encontrar lá.

– Por que você ficou surpreso? – me olhou em dúvida – Não pareço o tipo de pessoa que assistiria uma palestra sobre como ser bem sucedido antes dos 30 anos?

– Não é isso! — decidi me explicar melhor – É que o reitor falou que a palestra iria atrair mais alunos de economia ou administração e você não tem cara que faz nenhum desses dois cursos.

– Você está certo, eu estudo literatura, estou aqui com um amigo meu – não pude deixar de dar um pequeno sorriso, então aquele cara não era namorado dela – Mas sua palestra foi ótima, bem inspiradora. Mostrou que temos mesmo que correr atrás dos seus sonhos.

– E será que eu posso saber qual o seu sonho? — quis saber.

– Bom, eu quero me formar, arranjar um emprego em uma editora e, depois que eu estiver um instável no meu emprego, me casar e formar uma família – respondeu de uma maneira bem casual.

– Parecem sonhos bem fáceis de conseguir, que sabe eu não te arranje um emprego na Salvatore's Publisher – comentei, ela não disse nada sobre isso – Mas sabe, até agora você não me falou o seu nome?

– É Elena – falou – Elena Gilbert.

– Elena! — pronunciei o nome dela lentamente – É um nome muito bonito, combina com você.

– Lena! — fomos interrompidos, quando me virei na direção da voz encontrei o amigo que estava junto com ela na hora da palestra – Já assinei a lista de chamada, podemos ir embora.

– Certo! — se levantou e ajeitou a bolsa no ombro – Foi um prazer revê-lo, senhor Salvatore.

– Digo, o mesmo, senhorita Gilbert – afirmei – Quem sabe não nos esbarramos novamente em algum lugar?

– Quem sabe — deu de ombros.

– Senhor Salvatore, meu nome é Tyler Lockwood! — o amigo estendeu a mão na minha direção – Quero dizer que a sua palestra foi mesmo muito interessante.

– Obrigado, é bom receber reconhecimento – retribui o gesto dele.

Tyler colocou o braço em volta da cintura de Elena enquanto caminhavam em direção a saída do auditório. Ela disse que os dois eram amigos, mas pelo jeito ele não pensava da mesma maneira.

Terminei de arrumar as coisas e fui embora também.

– De volta para casa, Matt – avisei enquanto meu motorista abria a porta do carro – Dessa vez definitivamente, hoje foi um longo dia.

Comecei a pensar em como a vida pode ser uma grande surpresa. Mais cedo eu achei que nunca mais fosse ver a garota da bicicleta e agora eu reencontrei e até descobri o nome dela, talvez eu até consiga prosseguir como meu plano.

Peguei meu celular comecei a passar a agenda até o número que eu queria e apertei para discar. Tocou três vezes antes da ligação ser atendida.

Mason, falando – ouvi o meu chefe da segurança falando do outro lado da linha.

– Mason, aqui é Damon Salvatore – sei que ele olhou o identificador de chamadas, mas não custava nada reforçar – Preciso que você levante os dados de uma pessoa para mim.

Imediatamente, senhor Salvatore – respondeu na mesma hora – É só me falar o nome da pessoa e amanhã no fim do dia você estará com a ficha completa dela.

– Sabia que podia contar com você, Mason – sorri – É uma estudante da Universidade da Georgia, o nome dela é Elena Gilbert.

Notas finais
Prontinho gente, um cap no ponto de vista do Damon para mostrar tudo que ele estava pensando a respeito do encontro da Elena.
Também tivemos uma momento Defan bem fofo (e vocês podem ficar tranquilos por que não te menor chance do Stefan querer atrapalhar Dalena nessa fic kkkkkkkkkkkk)
E o que vocês acharam do novo encontro do Damon e da Lena? Agora ele vai investigar a vida dela...
Então é isso.
Comentem e digam o que estão achando.