Proposta Indecente
20 Capítulo 19 - Não dá mais
Notas iniciais
Cap novinho, espero que gostem
Elena
Já fazia uma semana desde que confirmei a minha gravidez. Primeiramente não estava sentindo absolutamente nada, mas de um dois dias para cá eu comecei a sentir alguns enjoos, principalmente pela manhã, sempre ouvi falar que essa era uma das piores partes da gestação, fora o parto, é claro, e era mesmo verdade.
Estava deitada na minha cama olhando para o teto, normalmente quando eu ficava parada me sentia bem melhor. Foi quando a porta do quarto foi aberta, não precisava nem me virar para saber exatamente quem era.
- Oi, meu amor, você já está se sentindo melhor? — Tyler perguntou enquanto se sentava na ponta da cama e passava a mão pelo meu cabelo.
Acho que sim! — dei de ombros, eu parecia bem, mas tinha medo de que quando me levantasse eu sentisse enjoo novamente.
- Sua mãe está nos chamando para almoçar – explicou – Ela fez batata frita com bife a parmigiana, como você adora.
Dei um fraco sorriso, minha mãe sempre preparava isso no meu aniversário quando eu morava aqui em Toronto e não imaginei em momento nenhum que esse ano seria diferente. E, para falar a verdade eu estava mesmo com um pouco de fome.
- Vamos, lá! — no momento em que me levantei senti uma pequena tontura, por sorte meu namorado estava bem ali para me segurar – Está tudo bem, Ty.
- Lena, já tem vários dias que você está enjoada e com essas tonturas – comentou – Não seria melhor procurar um médico?
Eu sabia exatamente o que ele estava pensando, que eu poderia estar grávida. Não tinha contando a ele que eu já tinha feito o exame, pois não sabia como começar um assunto tão complicado como esses. Por mais que já estivesse preparado, isso nunca é fácil.
- Está tudo ótimo comigo, Ty, é sério – garanti, me levantei novamente e dessa vez não senti nada – Vamos logo, eu esto morrendo de fome.
Ele segurou a minha mão e fomos para o andar debaixo da casa. Minha mãe terminava de arrumar a mesa do almoço enquanto meu pai e meus irmãos estavam sentados no sofá.
- Elena, minha filha, você está pálida – minha mãe se aproximou e passou a mão pelo meu rosto – Decididamente isso não é normal.
- Eu falei isso para ela, senhora Gilbert – Ty comentou, não pude deixar de revirar os olhos – Mas a sua filha é muito teimosa.
- Com a sua não se brinca, dona Elena – dessa vez foi meu pai quem disse – Vamos até o hospital agora mesmo para fazer alguns exames – essa é a grande desvantagem em se ter um pai médico, por qualquer coisa quer te levar para o hospital.
Começo a pensar que talvez não tenha sido uma boa ideia vir visitar os meus pais enquanto estava esperando para saber se estava grávida ou não, mesmo que eu quisesse esconder eles sempre acabavam desconfiando de algo. O único problema é que eu já estava com as passagens comprados e não podia passar outro aniversário longe da minha família.
- Eu estou muito bem, não preciso de um médico – menti – Se daqui há uns dois dias eu estiver assim eu prometo que vou ao médico sem reclamar.
- Acho bom mesmo – minha mãe me olhou séria.
Agora eu tinha que rezar para esses enjoos me darem uma trégua ou então teria que mentir muito bem para dar a impressão de que estava bem.
- Certo, então vamos comer – ela decidiu mudar de assunto.
Antes que pudéssemos chegar a mesa, a campainha tocou. Foi estranho por não estarmos esperando por ninguém, mas pensei que poderia ser alguns dos meus amigos de infância, afinal eles sabiam que eu estava em Toronto, mas não tivemos tempo de nos encontrar e poderiam ter planejado uma surpresa para o meu aniversário.
- Deixa que eu atendo! — antes que qualquer um de nós pudesse falar alguma coisa, Katherine tinha corrido em direção a porta – Que é você? Posso ajudá-lo? — a ouvi dizer logo depois de ouvir barulho de chave.
- Oi, você deve ser a irmãzinha caçula da Elena – tinha um pequeno corredor entre a sala e a entrada da casa, por isso não podíamos ver quem estava na porta, mas eu reconhecia essa voz em qualquer lugar – Katherine, não é mesmo?
- Sim, sou eu mesma – respondeu – Você quer falar com a minha irmã?
- Sim – falou – Sabe, eu sou um amigo dela lá de Atlanta e vim fazer uma surpresa para ela. Espero que ela esteja em casa, por que se não...
- Ela está sim – minha irmã o interrompeu – Lena, tem um amigo seu aqui na porta! — ela gritou para mim.
Fui caminhando até lá e todo mundo veio atrás de mim. Sério mesmo? Não vou ter a menor privacidade?
- Damon – disse assim que olhei para o seu rosto e ele abriu um enorme sorriso para mim, estava vestindo uma blusa social preta e uma calça jeans, totalmente casual, o que eliminava a hipótese de ele estar aqui a trabalho – O que você está fazendo aqui?
- Quem é esse, filha? — minha mãe perguntando de um para o outro várias vezes.
- Prazer em conhecê-los, senhor e senhora Gilbert – estendeu a mão para os meus pais – Sou Damon Salvatore, amigo da Elena, eu estava de passagem pela cidade e me lembrei que ela estava aqui com o Tyler e decidi dar uma passadinha e fazer uma surpresa.
- Então, entra um pouco, Damon — dei espaço para que ele passasse pela porta – Estávamos nos preparando para almoçar. Se não estiver com pressa, pode se juntar a nós.
- Não estou com pressa e adoraria almoçar com vocês – garantiu – Isso é, se não for incomodar.
- De maneira nenhuma, qualquer amigo da Elena é nosso amigo – meu pai comentou, parecia ter gostado dele, diferente da minha mãe, ela ainda estava meio desconfiada – Não sei se você sabe, mas hoje é o aniversário dela.
- Oh sim, é mesmo – não sei por que, mas desconfio de que ele não estava se lembrando disso agora – Parabéns, Lena.
- Obrigada – dei um sorriso sem graça para ele – Bom, você já conheceu os meus pais e a Kath e esse daqui é o meu irmão, Jeremy.
Cumprimentou ele também antes de irmos, finalmente para a mesa e fui pegar mais um prato para Damon. A comida estava uma delícia, sorte que minha mãe sempre cozinha para um batalhão, pois só eu repeti três vezes.
- Uau, você estava mesmo com fome – observou – Espero que tenha espaço para a sobremesa, por que eu encomendei aquele bolo de chocolate branco e preto que você adora.
- Mas é claro que tem espaço para esse bolo maravilhoso – afirmei, então ela se levantou para poder pegá-lo na cozinha.
- E então, Damon, com o que você trabalha? — meu pai decidiu perguntar de repente.
- Eu tenho uma editora, a Salvatore's Publisher – explicou – E vim até Toronto para uma reunião com um novo autor que estamos querendo publicar.
Ele parecia bem convicto, mas eu não acreditei em nenhuma palavra do que Damon falou.
- Que interessante – foi a vez de Jeremy entrar na conversa – Sabia que a Lena sempre quis trabalhar em uma editora?
Lancei um olhar mortal a ele. Meu irmãozinho conseguia ser muito conveniente quando ele queria.
- Na verdade eu sabia disso sim – afirmou com a cabeça – Para ser sincero, eu conheci a Elena quando ela foi fazer uma entrevista para uma vaga de estágio na minha editora e acabamos ficando amigos.
Deu uma rápida na minha direção e Tyler, que estava ao meu lado, apertou a minha mão com força embaixo da mesa. Por sorte não demorou muito para a minha mãe aparecer e começamos a comer o bolo, quando terminamos fomos todos para o sofá.
- Elena, será que eu posso conversar uma coisa com você a sós? — Damon pediu e todos me olharam surpresa querendo saber a minha resposta – É rapidinho, não vai levar nem cinco minutos do seu tempo.
- Claro, vamos até o meu quarto – meu namorado ficou tenso ao meu lado. É claro que pode parecer um pouco estranho eu chamá-lo para ir ao meu quarto, mas já tínhamos passado por tanta coisa juntos que isso não seria nada – Ty, tem problema de você me esperar aqui?
- Está tudo bem, Lena – deu um falso sorriso e me puxou para um selinho, até a minha família já tinha percebido aquela pequena tensão – Não demora muito, está bem?
Concordei com a cabeça e chamei Damon para subir as escada comigo. Quando cheguei ao meu quarto fechei a porta, assim não seriamos interrompidos.
- Desculpa por esse ataque de ciúmes do Tyler – revirei os olhos enquanto falava – Como eu disse, as coisas não andam muito bem.
- Tudo bem, ele meio que tem motivos – deu de ombros – Afinal, eu aparecer aqui do nada, deve ter sido bem estranho.
- Admito que foi mesmo – concordei – Nunca pensei que você realmente fosse pegar um avião e vir mesmo para Toronto. Você realmente veio a trabalho?
- Não – pensou um pouco, mas acabou admitindo – Mas eu disse que precisava te ver. Será que posso te dar um abraço.
Cheguei perto e deixei que ele me abraçasse, ficamos assim por alguns minutos. Quando nos separamos Damon ficou me encarando e colocou a mão na minha barriga.
- E como é que vocês estão? — quis saber em seguida.
- Fora os enjoos está indo tudo muito bem – respondi – Só te peço para não comentar nada lá embaixo, ainda não contei ao Ty que eu já fiz o exame e não quero que os meus pais saibam.
Pensei que ele fosse perguntar o porquê, mas em vez disso ele apenas assentiu.
- Tenho um presente para você – me puxou para que me sentasse na ponta da cama – Não é bem para você, mas a intenção é a que vale.
Ele pegou uma caixinha no bolso da calça e me entregou. Dentro tinha um par de sapatinhos de bebê vermelho.
- Ainda não sabemos se é menino ou menina, então comprei vermelho porque dizem que dá sorte – explicou – Queria ser o primeiro para comprar alguma coisa para o nosso bebê.
- É lindo! — disse sem retirar os olhos dos sapatinhos – Eu amei.
Passou a mão pelo meu rosto fazendo com que o olhasse. Foi se aproximando e encostou os lábios nos meus, a principio tentei relutar, mas acabei de entregando ao beijo, enquanto todos os cantos da minha boca com a língua também começou uma espécie de carícia na parte de trás do meu pescoço e não pude deixar de soltar um pequeno gemido.
- O que está acontecendo aqui? — me virei a tempo de encontrar meu namorado na porta do quarto nos olhando em choque.
- Ty! — consegui – Eu posso explicar.
- Bom, acho melhor eu ir embora, pelo jeito vocês tem muito o que conversar – Damon avisou – Muito obrigado pelo convite para almoçar, Lena e, mais uma vez, feliz aniversário – deu um beijo na minha bochecha antes de sair do quarto.
Quando fechei a porta Tyler estava parado olhando os sapatinho que ainda estavam em cima da minha cama.
- Olha, Tyler, eu ia te contar que eu já tinha confirmado a gravidez – comecei a falar – Só precisava mesmo de um tempo para absolver tudo isso.
- Eu já sabia disso, vi a caixa do teste de gravidez dentro da lixeira do banheiro – explicou – Se você quiser esconder alguma coisa é melhor se livrar direitinho das “provas do crime”.
Senti minhas bochechas ficando vermelhas, não pude acreditar que tinha sido tão descuidada a essa ponto, da mesma maneira que ele encontrou, poderia ter sido meus pais ou até meus irmãos.
- Só queria ver quanto tempo você iria demorar para me contar – continuou – Mas pelo visto o Damon já estava sabendo há muito tempo.
- Ele é o pai desse bebê – coloquei a mão na minha barriga enquanto falava – Contei para ele na mesma hora, tinha o direito de saber.
- Tudo bem, eu tenho que concordar com você sobre isso – cruzou os braços e ficou me encarando – Só quero saber quando é que você vai admitir que está sentindo alguma coisa pelo Damon?
- Como é? — gritei um pouco mais alto do que estava planejando – De onde foi que você tirou isso, não sinto nada pelo Damon.
- Elena, não sou idiota – deu um pequeno sorriso – No inicio você realmente só aceitou isso para ajudá-lo, mas alguma coisa mudou nesse mês que vocês passaram juntos.
Não conseguia encará-lo nesse momento, realmente alguma coisa mudou nesse tempo. Eu jamais teria transado com Damon no seu escritório se fosse antes, mas amor? Essa é uma palavra muito forte.
- Tudo bem, admito que eu sinto uma atração forte pelo Damon – disse por fim – Mas eu não o amo.
- De qualquer maneira tem sentimentos por ele – continuou – Algo que você nunca sentiu por mim.
- Eu sinto muito – finalmente tínhamos chegado a grande questão, meus sentimentos por Tyler.
- Não precisa sentir, eu sempre soube que você não sentia por mim o mesmo que eu sentia por você – estava bem calmo, apesar de tudo – Mas quando você aceitou o meu pedido de namoro, pensei que pudesse te fazer me amar. Só que ai o Damon apareceu e as coisas mudaram.
- Olha, Tyler quando começamos a namorar eu realmente estava disposta para que isso desse certo – expliquei – No começo eu realmente estava curtindo o nosso tempo juntos, mas temos nos distanciado cada dia mais e...
- Não está dando certo – completou a minha frase, tudo que eu pude fazer foi confirmar com a cabeça – Acho que chegou a hora de eu ir.
- Espera, não – segurei o seu braço – Não estou te expulsando daqui.
- Vai ser melhor assim, seria estranho ficar aqui na casa dos seus pais depois que terminamos — “terminar”, essa é uma palavra tão estranha – Vou dormir em um hotel hoje e amanhã de manhã volto para Atlanta.
Ele começou a arrumar as coisas dentro da sua mala, como só tinha retirado as roupas que utilizou, não demorou muito nessa tarefa. Eu apenas fiquei observando em silêncio.
- Olha, Lena, só quero que você saiba que não estou com raiva de você – deu um beijo no topo da minha cabeça – Você ainda é minha amiga e quero o melhor para você.
- Posso dizer o mesmo ao seu respeito – afirmei – E tenho certeza de que logo você vai encontrar uma garota que te ame do jeito que você merece ser amado.
- Muito obrigado – afirmou – E pensa bem no que eu te falei a respeito do Damon, você tem um brilho nos olhos toda vez que está falando ou mesmo olhando para ele, nunca tinha visto antes.
Não disse nada a respeito disso. Tenho certeza de que não estou apaixonada pelo Damon, nossa relação é puramente “comercial”.
- Acho que a gente se vê quando você voltar para Atlanta – acenou para mim antes de ir embora.
Sei que eu deveria estar arrasada por terminar com o meu namorado, mas pelo contrário, me sinto bem mais aliviada, não estava mais aguentando enganar o Tyler dessa maneira e vendo nosso relacionamento se desgastando cada vez mais. Não demorou muito para meu irmão aparecer na porta do meu quarto, nem precisava pensar muito para saber o que ele estava fazendo aqui.
- Deixa eu adivinhar? — disse – Te mandaram aqui para tentar descobrir o que está acontecendo?
- Não pode culpar os nosso pais por isso, Lena – riu enquanto entrava no local – Afinal o seu namorado acabou de ir embora com uma mala e parece que não vai voltar mais.
- Bom, nós terminamos – foi tudo que eu disse dando de ombros.
- É, eu percebi – disse rindo – E aposto que tem alguma coisa a ver com o dono da editora que veio aqui hoje e que por acaso saiu do seu quarto um pouco antes de tudo isso.
- Acho que posso dizer que sim – não tinha por que mentir, tinha sido mesmo por causa do Damon, indiretamente.
- E aposto qualquer coisa que ele é o pai do seu filho – completou, foi só então que eu percebi que não tinha guardado os sapatinhos, precisava começar a ser mais cuidadosa – Não foi por só por isso que eu desconfiei. Teve os enjoos, a fome exagerada e as mudanças de humor, os sapatinhos foram somente a confirmação que eu precisava.
- Mais alguém está desconfiado de alguma coisa coisa? — decidi perguntar logo de uma vez.
- Que eu saiba não – deu de ombros – Bom, mas você sabe que uma hora ou outra vai ter que contar, você não vai poder esconder essa criança para sempre.
- É um pouco mais complicado do que você pensa – dei um longo suspiro – Mas não quero falar sobre isso agora, quem sabe uma outra hora.
- Tudo bem – concordou – Mas não sei o que tem de complicado nisso, você está grávida e vai ter um bebê. A não ser pelo fato de que o pai não é o cara que você chamava de namorado até cinco minutos atrás.
Isso realmente seria um assunto com o qual me preocupar, mas se ele soubesse de toda a história não iria nem se importar do pai do meu filho nunca ter sido meu namorado.
- Obrigada por estar aqui comigo, Jer – deitei a cabeça no seu ombro – Não sabe o quanto isso é importante.
- Não foi nada, é para isso que servem os irmãos mais novos – riu enquanto mexia no meu cabelo.
Notas finais
Mas antes que vocês fiquem preocupados, ele não vai terminar essa fic sozinho (primeiramente pensei em colocar ele com a Gaby, irmã do Damon, mais uma ficar muito igual a Inesperado, mas não se preocupem que eu vou arranjar alguém bem legal para ele)
O que acharam da visita do Damon? Próximo cap tem mais dos dois em Toronto e agora com a Lena solteira...
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Agora vamos ao resultado da votação:
1ª Paixão Arrebatadora: 8 votos
2ª Última noite em Paris:3 votos
3ª Recomeçar: 9 votos
E como Paixão Arrebatadora e Recomeçar ficaram praticamente empatadas, vamos fazer outra votação agora só com essas duas, por isso, votem novamente, por favor.
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Bom, é isso, comentem e digam o que estão achando
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